
I. ASSASS\u00cdNIO DA ALMA DE 
UM POVO{/}

{1}1{/}

O NOVO DOMINADOR{/}

{I}1_{/}O maced\u00f3nio 
Alexandre, filho de 
Filipe, j\u00e1 era senhor da 
H\u00e9lade. Ele saiu do pa\u00eds 
de Cetim, venceu Dario, 
rei dos Persas e Medos, e 
tornou-se rei em seu 
lugar. {I}2_{/}Fez numerosas 
guerras, apoderou-se de 
fortalezas e exterminou 
os reis da terra. 
{I}3_{/}Chegou at\u00e9 aos 
confins do mundo, 
apoderando-se das 
riquezas de numerosas 
na\u00e7\u00f5es. O mundo calou-se 
diante dele. Depois 
disso, ele exaltou-se e 
encheu-se de orgulho. 
{I}4_{/}Formou um ex\u00e9rcito 
poderos\u00edssimo, subjugou 
pa\u00edses, na\u00e7\u00f5es e 
ditadores, obrigando-os a 
pagar tributos. 
{I}5_{/}Depois, adoeceu 
gravemente e percebeu que 
ia morrer. {I}6_{/}Ent\u00e3o 
convocou os seus 
oficiais, aqueles nobres 
que tinham sido seus 
companheiros desde a 
mocidade, e ainda vivo 
repartiu por eles o seu 
imp\u00e9rio. {I}7_{/}Alexandre 
reinou doze anos, e 
morreu. {I}8_{/}Os seus 
oficiais assumiram o 
poder, cada um na pr\u00f3pria 
regi\u00e3o. {I}9_{/}Todos eles se 
fizeram coroar reis, e 
depois passaram a coroa 
para os filhos durante 
muitos anos. E os males 
multiplicaram-se no 
mundo.
{I}10_{/}Deles brotou um ramo 
perverso, chamado Ant\u00edoco 
Epif\u00e2nio, filho do rei 
Ant\u00edoco. Ele estivera em 
Roma como ref\u00e9m, mas, no 
ano cento e trinta e sete 
da domina\u00e7\u00e3o grega, 
tornou-se rei.
ALGUNS HEBREUS PAGANIZAM-
SE{/}

{I}11_{/}Nessa \u00e9poca, 
brotou em Israel uma 
gera\u00e7\u00e3o de \u00edmpios, que 
persuadiram muitas 
pessoas, dizendo: \u00abVamos 
fazer alian\u00e7a com as 
na\u00e7\u00f5es vizinhas, porque, 
desde que nos afast\u00e1mos 
delas, muitos males nos 
aconteceram\u00bb. {I}12_{/}Essa 
proposta agradou a muita 
gente. {I}13_{/}Alguns do 
povo tomaram a iniciativa 
e foram ter com o rei, 
que lhes deu permiss\u00e3o 
para introduzirem os 
costumes pag\u00e3os. {I}14_{/}Foi 
assim que constru\u00edram em 
Jerusal\u00e9m uma pra\u00e7a para 
desportos de acordo com 
os usos pag\u00e3os. 
{I}15_{/}Disfar\u00e7aram a 
circuncis\u00e3o e renegaram a 
alian\u00e7a sagrada. 
Associaram-se \u00e0s na\u00e7\u00f5es 
pag\u00e3s e venderam-se para 
praticar o mal.
A TRAG\u00c9DIA CHEGA A 
ISRAEL{/}

{I}16_{/}Tendo 
consolidado o seu reino, 
Ant\u00edoco projectou tamb\u00e9m 
tornar-se rei do Egipto, 
para dominar os dois 
reinos. {I}17_{/}Entrou no 
Egipto com um ex\u00e9rcito 
imponente, carros de 
guerra e elefantes, 
cavalaria e muitos 
navios. {I}18_{/}Entrou em 
combate contra Ptolomeu, 
rei do Egipto, que recuou 
e fugiu, ficando pelo 
ch\u00e3o muitos feridos. 
{I}19_{/}As cidades 
fortificadas do Egipto 
foram tomadas, e Ant\u00edoco 
saqueou as riquezas do 
pa\u00eds.
{I}20_{/}Voltando no ano 
cento e quarenta e tr\u00eas, 
ap\u00f3s ter vencido o 
Egipto, Ant\u00edoco atacou 
Israel e Jerusal\u00e9m com um 
poderoso ex\u00e9rcito. 
{I}21_{/}Depois de entrar no 
Templo com toda a 
arrog\u00e2ncia, Ant\u00edoco levou 
o altar de ouro, o 
candelabro com todos os 
acess\u00f3rios, {I}22_{/}a mesa 
dos p\u00e3es oferecidos a 
Deus, as vasilhas para as 
liba\u00e7\u00f5es, as ta\u00e7as, os 
incens\u00f3rios de ouro, a 
cortina, as coroas e as 
placas de ouro que 
ornavam a fachada do 
Templo. Saqueou tudo. 
{I}23_{/}Levou tamb\u00e9m a 
prata, o ouro, os 
objectos de valor e at\u00e9 
as riquezas escondidas 
que conseguiu encontrar. 
{I}24_{/}Tomou tudo e foi 
para a sua terra, depois 
de causar muitas mortes e 
proferir palavras de 
extrema arrog\u00e2ncia. 
{I}25_{/}Em todo o Israel, em 
todos os lugares, houve 
uma grande lamenta\u00e7\u00e3o: 
{I}26_{/}\u00abChefes e anci\u00e3os 
gemeram, rapazes e 
raparigas perderam o seu 
vigor, e murchou a beleza 
das mulheres. {I}27_{/}Todo o 
rec\u00e9m-casado entoou um 
c\u00e2ntico f\u00fanebre e a 
esposa ficou de luto no 
seu quarto de casal. 
{I}28_{/}A terra tremeu por 
causa dos seus 
habitantes, e toda a 
fam\u00edlia de Jacob se 
cobriu de vergonha\u00bb.
{I}29_{/}Dois anos depois, o 
rei mandou \u00e0s cidades de 
Jud\u00e1 um cobrador de 
impostos, que entrou em 
Jerusal\u00e9m acompanhado de 
poderoso ex\u00e9rcito. 
{I}30_{/}Com falsa proposta 
de paz, ganhou a 
confian\u00e7a dos habitantes 
e, de repente, caiu sobre 
a cidade, aplicando-lhe 
violento golpe e 
provocando a morte de 
muita gente em Israel. 
{I}31_{/}Saqueou a cidade, 
incendiou-a e destruiu as 
suas casas e muralhas. 
{I}32_{/}Levaram prisioneiras 
mulheres e crian\u00e7as, e 
roubaram todo o gado.
{I}33_{/}Em seguida 
constru\u00edram ao redor da 
Cidade de David uma alta 
e resistente muralha, 
al\u00e9m de torres de guarda 
bem refor\u00e7adas, de modo 
que ficou a ser a 
fortaleza deles. 
{I}34_{/}Colocaram nela gente 
\u00edmpia, homens cru\u00e9is, que 
l\u00e1 se instalaram. 
{I}35_{/}Abasteceram a 
fortaleza com armas e 
alimentos, e l\u00e1 
depositaram o saque que 
haviam tirado a 
Jerusal\u00e9m. Desse modo, 
transformaram-se num 
grande perigo, {I}36_{/}em 
armadilha contra o Templo 
e amea\u00e7a cont\u00ednua para 
Israel. {I}37_{/}Derramaram 
sangue inocente ao redor 
do Templo e profanaram o 
lugar santo. {I}38_{/}Por 
causa deles, os moradores 
de Jerusal\u00e9m fugiram, e 
Jerusal\u00e9m transformou-se 
em morada de 
estrangeiros. A cidade 
tornou-se estranha \u00e0 sua 
pr\u00f3pria gente, e os seus 
filhos abandonaram-na. 
{I}39_{/}O seu santu\u00e1rio 
tornou-se um deserto, as 
suas festas 
transformaram-se em luto, 
os seus s\u00e1bados em 
vergonha e a sua honra em 
humilha\u00e7\u00e3o. {I}40_{/}A sua 
humilha\u00e7\u00e3o foi t\u00e3o grande 
como o seu antigo 
prest\u00edgio, e o seu 
esplendor transformou-se 
em luto.
ASSASSINARAM A ALMA DE UM 
POVO{/}

{I}41_{/}O rei publicou 
um decreto, determinando 
que o reino inteiro 
formasse um s\u00f3 povo, 
{I}42_{/}e cada qual deixasse 
de lado os seus costumes 
particulares. Todas as 
na\u00e7\u00f5es obedeceram ao 
decreto do rei. 
{I}43_{/}Entre os israelitas, 
muitos gostaram da 
religi\u00e3o do rei e 
passaram a oferecer 
sacrif\u00edcios aos \u00eddolos e 
a profanar o s\u00e1bado. 
{I}44_{/}Al\u00e9m disso, atrav\u00e9s 
de mensageiros, o rei 
mandou a Jerusal\u00e9m e \u00e0s 
cidades de Jud\u00e1 um 
documento com v\u00e1rias 
ordens: Tinham que 
adoptar a legisla\u00e7\u00e3o 
estrangeira; {I}45_{/}proibia 
oferecer holocaustos, 
sacrif\u00edcios e liba\u00e7\u00f5es no 
Templo e tamb\u00e9m guardar 
os s\u00e1bados e festas; 
{I}46_{/}mandava contaminar o 
santu\u00e1rio e objectos 
sagrados, 
{I}47_{/}construindo altares, 
templos e orat\u00f3rios para 
os \u00eddolos, e imolar 
porcos e outros animais 
impuros; {I}48_{/}ordenava 
que n\u00e3o circuncidassem os 
filhos e que se 
profanassem a si pr\u00f3prios 
com todo o tipo de 
impurezas e abomina\u00e7\u00f5es, 
{I}49_{/}esquecendo a Lei e 
mudando todos os 
costumes. {I}50_{/}Quem n\u00e3o 
obedecia \u00e0 ordem do rei, 
incorria em pena de 
morte.
{I}51_{/}O rei mandou 
documentos escritos que 
continham as ordens para 
todo o seu reino. Nomeou 
fiscais sobre todo o povo 
e determinou que as 
cidades de Jud\u00e1, uma ap\u00f3s 
outra, deveriam oferecer 
sacrif\u00edcios. {I}52_{/}Muita 
gente do povo passou para 
o lado dos traidores da 
Lei. Come\u00e7aram a praticar 
o mal no pa\u00eds, {I}53_{/}e os 
israelitas tiveram que se 
esconder em qualquer 
ref\u00fagio dispon\u00edvel.
{I}54_{/}No dia quinze do m\u00eas 
de Casleu do ano cento e 
quarenta e cinco, Ant\u00edoco 
colocou sobre o altar dos 
holocaustos a Abomina\u00e7\u00e3o 
da Desola\u00e7\u00e3o. Pelas 
cidades de Jud\u00e1 em redor, 
constru\u00edram-se tamb\u00e9m 
outros altares. 
{I}55_{/}Passaram a queimar 
incenso at\u00e9 nas portas 
das casas e pelas pra\u00e7as. 
{I}56_{/}Rasgavam e queimavam 
os livros da Lei que 
encontravam. {I}57_{/}Quando 
encontravam um livro da 
Alian\u00e7a em poder de 
algu\u00e9m, ou se algu\u00e9m 
concordasse em seguir a 
Lei, o decreto do rei 
condenava essa pessoa \u00e0 
morte. {I}58_{/}Como detinham 
o poder, cada m\u00eas faziam 
isso com todos os 
israelitas que 
encontravam pelas 
cidades. {I}59_{/}No dia 
vinte e cinco de cada 
m\u00eas, ofereciam-se 
sacrif\u00edcios no altar 
colocado sobre o altar 
dos holocaustos. {I}60_{/}De 
acordo com o decreto, 
matavam as mulheres que 
tinham circuncidado os 
seus filhos, 
{I}61_{/}juntamente com os 
filhos que elas levavam 
ao colo, com os 
familiares e com as 
pessoas que tinham feito 
a circuncis\u00e3o \u00e0s 
crian\u00e7as. {I}62_{/}Muitos 
israelitas, por\u00e9m, 
permaneceram firmes, e 
n\u00e3o havia quem os fizesse 
comer alguma coisa que 
fosse impura. {I}63_{/}Antes 
preferiam morrer do que 
contaminar-se com esses 
alimentos e profanar a 
santa Alian\u00e7a. E muitos 
morreram. {I}64_{/}Assim, 
desencadeou-se uma grande 
ira sobre Israel.
II. O PROGRAMA DE 
RESIST\u00caNCIA{/}

{1}2{/}

O GERME DA RESIST\u00caNCIA{/}

{I}1_{/}Nessa ocasi\u00e3o, 
Matatias, filho de Jo\u00e3o e 
neto do sacerdote Sime\u00e3o, 
da descend\u00eancia de 
Joiarib, saiu de 
Jerusal\u00e9m para ir morar 
em Modin. {I}2_{/}Tinha cinco 
filhos: Jo\u00e3o, que tinha o 
apelido de Gadi; 
{I}3_{/}Sim\u00e3o, conhecido por 
Tasi; {I}4_{/}Judas, chamado 
Macabeu; {I}5_{/}Eleazar, 
chamado Auar\u00e3; e J\u00f3natas, 
chamado Afus. {I}6_{/}Vendo 
os absurdos que 
aconteciam em Jud\u00e1 e 
Jerusal\u00e9m, {I}7_{/}Matatias 
disse: \u00abInfeliz de mim! 
Para que fui nascer? S\u00f3 
para ver a desgra\u00e7a do 
meu povo e da Cidade 
Santa? Para ficar a\u00ed 
sentado, enquanto ela vai 
sendo entregue nas m\u00e3os 
dos inimigos, enquanto o 
seu Templo sagrado cai 
nas m\u00e3os de estrangeiros? 
{I}8_{/}O seu Templo parece 
um homem desonrado: 
{I}9_{/}os adornos magn\u00edficos 
que o enfeitavam foram 
levados como saque; as 
suas crian\u00e7as foram 
assassinadas nas pra\u00e7as, 
e os seus jovens foram 
mortos pela espada do 
inimigo. {I}10_{/}Qual foi a 
na\u00e7\u00e3o que n\u00e3o invadiu os 
seus pal\u00e1cios e n\u00e3o tomou 
posse dos seus despojos? 
{I}11_{/}Tudo o que servia de 
enfeite foi roubado; era 
livre, e agora tornou-se 
escravo! {I}12_{/}Vede! O 
nosso santu\u00e1rio, que era 
a nossa beleza e o nosso 
orgulho, est\u00e1 deserto, 
profanado pelos pag\u00e3os! 
{I}13_{/}Para qu\u00ea continuar a 
viver?\u00bb {I}14_{/}Matatias e 
seus filhos rasgaram as 
vestes, vestiram-se com 
pano de saco e fizeram 
grande luto. {I}15_{/}Os 
funcion\u00e1rios do rei 
chegaram \u00e0 cidade de 
Modin para fazer com que 
o povo mudasse de 
religi\u00e3o e oferecesse 
sacrif\u00edcios. {I}16_{/}Muitos 
israelitas aderiram a 
eles; por\u00e9m, Matatias e 
seus filhos ficaram de 
lado. {I}17_{/}Os 
funcion\u00e1rios do rei 
disseram a Matatias: \u00abTu 
\u00e9s uma personagem 
ilustre, homem importante 
nesta cidade, apoiado por 
filhos e parentes. 
{I}18_{/}Ent\u00e3o vai \u00e0 frente 
para cumprir as 
determina\u00e7\u00f5es do rei, 
conforme fizeram todas as 
na\u00e7\u00f5es, os cidad\u00e3os de 
Jud\u00e1 e os que ficaram em 
Jerusal\u00e9m. Assim tu e os 
teus filhos passareis a 
fazer parte dos amigos do 
rei e sereis 
recompensados com prata, 
ouro e muitos presentes\u00bb. 
{I}19_{/}Matatias respondeu 
em voz alta: \u00abMesmo 
quando todas as na\u00e7\u00f5es 
que moram dentro dos 
dom\u00ednios do rei 
obedecerem \u00e0 sua ordem e 
abandonarem a religi\u00e3o 
dos seus antepassados 
para se conformarem com 
as determina\u00e7\u00f5es dele, 
{I}20_{/}eu, os meus filhos e 
os meus parentes 
continuaremos a viver de 
acordo com a Alian\u00e7a dos 
nossos antepassados. 
{I}21_{/}Deus nos livre de 
abandonar a Lei e as 
tradi\u00e7\u00f5es! {I}22_{/}N\u00e3o! N\u00f3s 
n\u00e3o vamos obedecer \u00e0s 
ordens do rei. N\u00e3o vamos 
desviar-nos da nossa 
religi\u00e3o, nem para a 
direita, nem para a 
esquerda\u00bb.
{I}23_{/}Mal acabava Matatias 
de dizer isto, quando um 
judeu tomou a dianteira, 
diante de todos, para 
oferecer o sacrif\u00edcio no 
altar de Modin, seguindo 
as determina\u00e7\u00f5es do rei. 
{I}24_{/}Vendo isso, Matatias 
indignou-se, tremeu de 
raiva e, num impulso de 
ira santa, avan\u00e7ou sobre 
o ap\u00f3stata e matou-o 
sobre o altar. 
{I}25_{/}Imediatamente matou 
tamb\u00e9m o funcion\u00e1rio do 
rei, que obrigava o povo 
a oferecer o sacrif\u00edcio, 
e demoliu o altar. 
{I}26_{/}Ele estava a agir 
por amor \u00e0 Lei, do mesmo 
modo como Fineias fez com 
Zambri, filho de Salu. 
{I}27_{/}Depois disso, 
Matatias foi gritando 
pela cidade: \u00abQuem tiver 
amor pela Lei e quiser 
permanecer na Alian\u00e7a, 
que me acompanhe\u00bb. 
{I}28_{/}Ele e os seus filhos 
fugiram para as 
montanhas, abandonando na 
cidade tudo o que 
possu\u00edam.
O S\u00c1BADO FOI FEITO PARA O 
HOMEM{/}

{I}29_{/}Muitos que 
amavam a justi\u00e7a e o 
direito desceram ao 
deserto e l\u00e1 ficaram 
{I}30_{/}com os seus filhos, 
mulheres e rebanhos, pois 
a persegui\u00e7\u00e3o contra eles 
ia aumentando. 
{I}31_{/}Denunciaram aos 
oficiais do rei e \u00e0 
guarni\u00e7\u00e3o estabelecida em 
Jerusal\u00e9m, na Cidade de 
David, que algumas 
pessoas tinham 
desobedecido \u00e0s ordens do 
rei e descido para as 
cavernas do deserto. 
{I}32_{/}Muitos desses homens 
do rei correram atr\u00e1s 
deles e alcan\u00e7aram-nos. 
Acamparam em volta deles 
e organizaram-se para os 
atacar num dia de s\u00e1bado. 
{I}33_{/}Quando tudo ficou 
pronto, disseram-lhes: 
\u00abAgora chega! Sa\u00ed da\u00ed, 
fazei aquilo que o rei 
ordenou, e a vossa vida 
estar\u00e1 salva\u00bb. {I}34_{/}Eles 
responderam: \u00abN\u00e3o vamos 
sair, nem cumprir a ordem 
do rei, profanando o dia 
de s\u00e1bado\u00bb. {I}35_{/}Ent\u00e3o 
aqueles come\u00e7aram a 
atac\u00e1-los. {I}36_{/}Eles, 
por\u00e9m, n\u00e3o reagiram, n\u00e3o 
atiraram uma \u00fanica pedra, 
nem mesmo fecharam a 
entrada dos seus 
esconderijos. 
{I}37_{/}Disseram apenas: 
\u00abVamos morrer com a 
consci\u00eancia limpa. O C\u00e9u 
e a Terra s\u00e3o testemunhas 
de que v\u00f3s nos estais a 
matar injustamente\u00bb. 
{I}38_{/}Assim mesmo, os 
homens do rei atacaram-
nos em dia de s\u00e1bado. E 
eles morreram, com as 
suas mulheres, crian\u00e7as e 
rebanhos. Eram cerca de 
mil pessoas.
{I}39_{/}Ao saber do caso, 
Matatias e os seus 
companheiros choraram 
amargamente. {I}40_{/}E 
comentavam entre si: \u00abSe  
todos fizermos como 
aqueles nossos irm\u00e3os, se 
n\u00e3o lutarmos contra os 
pag\u00e3os pela nossa vida e 
pelas nossas tradi\u00e7\u00f5es, 
eles em breve nos 
eliminar\u00e3o da face da 
Terra\u00bb. {I}41_{/}E, nesse 
mesmo dia, tomaram esta 
decis\u00e3o: \u00abLutaremos 
abertamente contra todo 
aquele que nos atacar em 
dia de s\u00e1bado. Assim n\u00e3o 
morreremos todos, como os 
nossos irm\u00e3os nos seus 
esconderijos\u00bb.
{I}42_{/}A partir da\u00ed, uniu-
se a eles o grupo dos 
assideus, que eram 
israelitas fortes, 
corajosos e fi\u00e9is \u00e0 Lei. 
{I}43_{/}Al\u00e9m disso, todos os 
que conseguiam escapar 
das desgra\u00e7as uniam-se a 
eles e refor\u00e7avam ainda 
mais o grupo. {I}44_{/}Desse 
modo, organizaram um 
ex\u00e9rcito e descarregaram 
a sua f\u00faria contra os 
pecadores e a sua c\u00f3lera 
contra os ap\u00f3statas. Os 
restantes fugiram, 
buscando ref\u00fagio entre os 
pag\u00e3os. {I}45_{/}Depois 
disso, Matatias e seus 
companheiros fizeram 
incurs\u00f5es pelo pa\u00eds, 
derrubando os altares 
{I}46_{/}e circuncidando \u00e0 
for\u00e7a os meninos que 
encontravam sem 
circuncis\u00e3o no territ\u00f3rio 
de Israel. {I}47_{/}Come\u00e7aram 
a perseguir os soberbos, 
e a campanha teve 
sucesso. {I}48_{/}Defenderam 
a Lei diante da 
prepot\u00eancia dos povos e 
reis, e n\u00e3o deram o bra\u00e7o 
a torcer aos pecadores.
A HONRA DO HOMEM DEPENDE 
DE DEUS{/}

{I}49_{/}Quando se 
aproximou da morte, 
Matatias disse aos seus 
filhos: \u00abAgora a 
insol\u00eancia e o ultraje 
est\u00e3o a ter muita for\u00e7a; 
\u00e9 um tempo de destrui\u00e7\u00e3o 
e \u00f3dio violento. 
{I}50_{/}Portanto, meus 
filhos, cuidai de cumprir 
a Lei com zelo e dai as 
vossas vidas para 
defender a Alian\u00e7a dos 
vossos antepassados. 
{I}51_{/}Lembrai-vos de como 
agiram os antepassados no 
tempo deles, e 
conseguireis honra sem 
par e fama para sempre. 
{I}52_{/}Abra\u00e3o foi fiel na 
prova, e isso foi-lhe 
considerado como justi\u00e7a. 
{I}53_{/}Jos\u00e9 observou os 
mandamentos no tempo do 
perigo, e chegou a ser 
dono do Egipto. {I}54_{/}O 
nosso pai Fineias recebeu 
o encargo do sacerd\u00f3cio 
permanente, por causa do 
seu grande zelo. 
{I}55_{/}Josu\u00e9 tornou-se juiz 
de Israel, por ter 
obedecido \u00e0 Palavra. 
{I}56_{/}Caleb recebeu uma 
terra em heran\u00e7a, por ter 
dado testemunho diante da 
comunidade. {I}57_{/}David 
recebeu o trono de rei 
para sempre, por causa da 
sua bondade. {I}58_{/}Elias 
foi arrebatado ao c\u00e9u, 
por causa do seu ardente 
zelo pela Lei. 
{I}59_{/}Ananias, Azarias e 
Misael foram salvos da 
fornalha, por causa da 
sua f\u00e9. {I}60_{/}Daniel ficou 
livre da boca dos le\u00f5es, 
por causa da sua 
inoc\u00eancia.
{I}61_{/}E assim, repassando 
as gera\u00e7\u00f5es, 
compreendereis que jamais 
fraquejam aqueles que 
esperam em Deus. {I}62_{/}N\u00e3o 
temais as amea\u00e7as de um 
pecador, pois a sua 
gl\u00f3ria transformar-se-\u00e1 
em esterco e podrid\u00e3o. 
{I}63_{/}Hoje ele \u00e9 exaltado, 
mas amanh\u00e3 desaparecer\u00e1: 
voltar\u00e1 ao p\u00f3 de onde 
veio, e o seu projecto 
fracassar\u00e1.
{I}64_{/}Meus filhos, sede 
fortes e apegai-vos 
firmemente \u00e0 Lei, pois 
ela ser\u00e1 a vossa gl\u00f3ria. 
{I}65_{/}A\u00ed est\u00e1 Sime\u00e3o, 
vosso irm\u00e3o. Eu sei que 
ele \u00e9 homem equilibrado. 
Obedecei-lhe sempre, e 
ele ser\u00e1 um pai para v\u00f3s. 
{I}66_{/}Judas Macabeu, homem 
corajoso desde novo, ser\u00e1 
o comandante do vosso 
ex\u00e9rcito e dirigir\u00e1 a 
guerra contra os pag\u00e3os. 
{I}67_{/}Procurai reunir \u00e0 
vossa volta todos os que 
praticam a Lei, para 
vigiar o povo. {I}68_{/}Fazei 
com que os estrangeiros 
paguem pelo mal que 
fizeram, e observai 
sempre os mandamentos da 
Lei\u00bb.
{I}69_{/}Depois, Matatias 
aben\u00e7oou-os e reuniu-se 
aos seus antepassados. 
{I}70_{/}Morreu no ano cento 
e quarenta e seis, e foi 
sepultado em Modin, no 
t\u00famulo da sua fam\u00edlia. 
Todo o Israel lamentou 
muito a sua morte.
III. JUDAS MACABEU, CHEFE 
DA RESIST\u00caNCIA{/}

{1}3{/}

UM HER\u00d3I POPULAR{/}

{I}1_{/}No lugar de 
Matatias ficou o seu 
filho Judas, apelidado 
Macabeu. {I}2_{/}Seus irm\u00e3os 
e todos os que tinham 
ficado do lado de seu pai 
deram-lhe apoio e 
partiram com entusiasmo, 
lutando por Israel. 
{I}3_{/}Judas alargou a fama 
do seu povo; vestiu a 
coura\u00e7a como gigante, 
empunhou as armas e 
sustentou muitas 
batalhas, defendendo o 
acampamento com a espada. 
{I}4_{/}Por suas fa\u00e7anhas 
parecia um le\u00e3o, um 
le\u00e3ozinho rugindo em cima 
da presa. {I}5_{/}Farejava e 
desentocava os ap\u00f3statas, 
e queimava os que 
perturbavam o seu povo. 
{I}6_{/}Com medo de Judas, os 
ap\u00f3statas acovardaram-se 
e os malfeitores ficaram 
confundidos. Por meio 
dele, a liberta\u00e7\u00e3o 
triunfou. {I}7_{/}Ele causou 
dissabores a muitos reis, 
mas alegrou Jacob com as 
suas fa\u00e7anhas, e a sua 
mem\u00f3ria ser\u00e1 sempre 
elogiada. {I}8_{/}Percorreu 
as cidades de Jud\u00e1, 
exterminando os injustos, 
e afastou de Israel a ira 
divina. {I}9_{/}A sua fama 
percorreu todo o pa\u00eds, 
porque ele reuniu um povo 
que estava a morrer.
DE ONDE VEM A FOR\u00c7A DOS 
FRACOS?{/}

{I}10_{/}Apol\u00f3nio reuniu 
pag\u00e3os e um forte 
contingente militar da 
Samaria, a fim de lutar 
contra Israel. {I}11_{/}Ao 
saber disso, Judas saiu 
para o enfrentar. 
Conseguiu vencer e matar 
Apol\u00f3nio, do qual muitos 
soldados tombaram mortos, 
e o resto fugiu. {I}12_{/}Ao 
recolher os despojos, 
Judas pegou na espada de 
Apol\u00f3nio e, da\u00ed para a 
frente, passou a lutar 
sempre com ela.
{I}13_{/}Seron, general do 
ex\u00e9rcito s\u00edrio, ouviu 
dizer que Judas tinha 
reunido em torno de si um 
partido numeroso, formado 
de homens fi\u00e9is e 
dispostos para a guerra. 
{I}14_{/}Ele pensou: \u00abVou 
ficar famoso e ganhar 
prest\u00edgio no reino, 
lutando contra Judas e 
seus partid\u00e1rios, que 
desprezam as ordens do 
rei\u00bb. {I}15_{/}Ent\u00e3o Seron 
preparou-se, e juntou-se 
a ele um grande ex\u00e9rcito 
de gente \u00edmpia, que subiu 
com ele para se vingar 
dos israelitas. 
{I}16_{/}Seron avan\u00e7ou at\u00e9 \u00e0 
subida de Bet-Horon, onde 
Judas foi enfrent\u00e1-lo com 
pouca gente. {I}17_{/}Ao ver 
a multid\u00e3o que se vinha 
aproximando para os 
enfrentar, os homens de 
Judas disseram-lhe: 
\u00abSomos poucos. Como \u00e9 que 
podemos enfrentar essa 
multid\u00e3o forte e armada? 
Al\u00e9m disso, estamos 
cansados. Hoje ainda n\u00e3o 
comemos nada\u00bb. {I}18_{/}Judas 
respondeu: \u00abN\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil 
que muitos caiam na m\u00e3o 
de poucos. N\u00e3o faz 
diferen\u00e7a para Deus 
salvar com poucos ou 
salvar com muitos. {I}19_{/}A 
vit\u00f3ria na guerra n\u00e3o 
depende da multid\u00e3o de 
soldados, mas da for\u00e7a 
que vem do C\u00e9u. {I}20_{/}Eles 
v\u00eam contra n\u00f3s cheios de 
insol\u00eancia e injusti\u00e7a, 
para nos eliminar a n\u00f3s, 
\u00e0s nossas mulheres e aos 
nossos filhos, e levar 
tudo o que temos. 
{I}21_{/}N\u00f3s, por\u00e9m, lutamos 
pela nossa vida e as 
nossas leis. {I}22_{/}Por 
isso, Deus vai esmag\u00e1-los 
diante de n\u00f3s! N\u00e3o 
tenhais medo\u00bb. {I}23_{/}Judas 
acabou de falar e atacou-
os de surpresa. E Seron 
com o seu ex\u00e9rcito foram 
esmagados diante de 
Judas. {I}24_{/}Os homens de 
Judas perseguiram o 
inimigo pela baixa de 
Bet-Horon, at\u00e9 \u00e0 
plan\u00edcie. Seron perdeu 
oitocentos homens, e o 
resto fugiu para a regi\u00e3o 
dos filisteus. {I}25_{/}Ent\u00e3o 
Judas e seus companheiros 
come\u00e7aram a ser temidos, 
e o pavor dominou as 
na\u00e7\u00f5es vizinhas. {I}26_{/}A 
sua fama chegou at\u00e9 ao 
rei, porque todas as 
na\u00e7\u00f5es comentavam as 
batalhas de Judas.
OS FRACOS INCOMODAM OS 
PODEROSOS{/}

{I}27_{/}Logo que soube 
disso, o rei Ant\u00edoco 
ficou furioso e mandou 
concentrar todas as 
for\u00e7as do reino, formando 
um ex\u00e9rcito 
poderos\u00edssimo. {I}28_{/}Abriu 
o seu tesouro e adiantou 
o soldo de um ano a todo 
o ex\u00e9rcito, ordenando que 
ficasse preparado para 
qualquer eventualidade. 
{I}29_{/}Percebeu, por\u00e9m, que 
as reservas do tesouro 
n\u00e3o bastavam e as 
entradas que vinham das 
prov\u00edncias eram poucas, 
por causa das revoltas e 
ru\u00ednas que ele tinha 
espalhado no pa\u00eds, para 
acabar com as leis 
antigas. {I}30_{/}E ficou com 
medo de n\u00e3o ter, como j\u00e1 
havia acontecido outras 
vezes, o suficiente para 
as despesas e para os 
presentes que costumava 
distribuir mais que os 
reis anteriores. 
{I}31_{/}Vendo-se em apuros, 
resolveu recorrer \u00e0 
P\u00e9rsia, para recolher os 
tributos daquelas 
prov\u00edncias e juntar 
grande soma de dinheiro. 
{I}32_{/}Antes disso, deixou 
L\u00edsias, membro distinto 
da fam\u00edlia real, \u00e0 frente 
dos neg\u00f3cios do rei, 
desde o rio Eufrates at\u00e9 
\u00e0 fronteira do Egipto. 
{I}33_{/}Encarregou-o de 
cuidar do seu filho 
Ant\u00edoco, at\u00e9 ao seu 
regresso. {I}34_{/}Colocou 
sob o seu comando metade 
das suas tropas, 
inclusive os elefantes, e 
encarregou-o de tudo o 
que queria, especialmente 
em rela\u00e7\u00e3o aos habitantes 
da Judeia e de Jerusal\u00e9m. 
{I}35_{/}L\u00edsias deveria 
mandar um ex\u00e9rcito para 
derrotar e destruir o 
ex\u00e9rcito de Israel e o 
que ainda restasse em 
Jerusal\u00e9m, fazendo assim 
desaparecer desse lugar a 
lembran\u00e7a dessa gente. 
{I}36_{/}Depois, L\u00edsias 
deveria colocar 
estrangeiros em todo o 
territ\u00f3rio e dividir o 
pa\u00eds em lotes. 
{I}37_{/}Levando metade das 
suas tropas, o rei partiu 
de Antioquia, capital do 
seu reino, no ano cento e 
quarenta e sete. Depois 
de atravessar o rio 
Eufrates, percorreu as 
prov\u00edncias do planalto.
{I}38_{/}L\u00edsias escolheu 
Ptolomeu, filho de 
Dor\u00edmenes, e Nicanor, 
juntamente com G\u00f3rgias, 
homens poderosos e 
influentes no reino, 
{I}39_{/}e enviou-os com 
quarenta mil homens de 
infantaria e sete mil 
cavaleiros, a fim de 
invadir o pa\u00eds de Jud\u00e1 e 
arras\u00e1-lo, conforme as 
determina\u00e7\u00f5es do rei. 
{I}40_{/}Puseram-se em marcha 
com todo o ex\u00e9rcito e 
acamparam na plan\u00edcie, 
perto de Ema\u00fas. 
{I}41_{/}Quando os 
traficantes da regi\u00e3o 
souberam da not\u00edcia, 
correram para o 
acampamento com grande 
quantidade de prata, ouro 
e correntes, a fim de 
comprar os israelitas 
como escravos. Ao 
ex\u00e9rcito juntaram-se 
ainda tropas edomitas e 
filisteias.
CORAGEM PARA A LUTA 
DECISIVA{/}

{I}42_{/}Judas e os seus 
companheiros perceberam 
que a situa\u00e7\u00e3o se estava 
a agravar muito: o 
ex\u00e9rcito inimigo j\u00e1 
estava acampado na 
regi\u00e3o. Eles ficaram 
tamb\u00e9m a saber que o rei 
tinha dado ordens para 
destruir e exterminar o 
povo. {I}43_{/}E comentaram: 
\u00abVamos reerguer da ru\u00edna 
o nosso povo. Vamos lutar 
pelo nosso povo e pelo 
Templo\u00bb. {I}44_{/}Ent\u00e3o foi 
convocada uma assembleia, 
a fim de que todos 
pudessem estar preparados 
para a luta e tamb\u00e9m para 
rezar, pedindo a Deus 
piedade e compaix\u00e3o.
{I}45_{/}Jerusal\u00e9m estava 
despovoada como um 
deserto. Nenhum dos seus 
filhos entrava ou sa\u00eda. O 
santu\u00e1rio foi pisado e os 
estrangeiros ocupavam a 
fortaleza, transformada 
em hospedaria de pag\u00e3os. 
Jacob perdeu a alegria, e 
j\u00e1 n\u00e3o se ouviam mais nem 
a flauta nem a c\u00edtara.
{I}46_{/}Reuniram-se todos e 
foram para Masfa, lugar 
que fica em frente de 
Jerusal\u00e9m, porque foi a\u00ed 
o primeiro lugar de 
ora\u00e7\u00e3o em Israel. 
{I}47_{/}Nesse dia, eles 
jejuaram, vestiram-se de 
luto, puseram cinza na 
cabe\u00e7a e rasgaram as 
vestes. {I}48_{/}Depois 
desenrolaram o livro da 
Lei, para o consultar, da 
mesma forma que os pag\u00e3os 
consultavam os seus 
\u00eddolos. {I}49_{/}Levaram 
tamb\u00e9m as vestimentas dos 
sacerdotes, os primeiros 
frutos e os d\u00edzimos, e 
convocaram os nazireus 
que tinham terminado o 
tempo do seu voto. 
{I}50_{/}Todos levantaram a 
voz ao c\u00e9u, gritando: 
\u00abQue podemos fazer desta 
gente? Para onde os 
levaremos? {I}51_{/}O teu 
Templo foi pisado e 
profanado, os teus 
sacerdotes est\u00e3o de luto 
e humilhados! {I}52_{/}V\u00ea! Os 
pag\u00e3os uniram-se contra 
n\u00f3s, para nos aniquilar. 
Tu bem sabes o que eles 
planeiam contra n\u00f3s. 
{I}53_{/}Como poderemos 
resistir, se Tu n\u00e3o nos 
ajudares?\u00bb {I}54_{/}Em 
seguida, tocaram as 
trombetas e levantaram 
grande clamor.
{I}55_{/}Ent\u00e3o Judas nomeou 
os comandantes do 
ex\u00e9rcito: comandantes de 
mil, de cem, de cinquenta 
e de dez. {I}56_{/}Mandou 
voltar para casa os que 
andavam a construir, os 
que tinham acabado de se 
casar, os que estavam a 
cuidar das vinhas e os 
que andavam com medo, 
tudo conforme a Lei 
ordena. {I}57_{/}Ent\u00e3o o 
ex\u00e9rcito levantou 
acampamento e foi acampar 
ao Sul de Ema\u00fas. 
{I}58_{/}Judas ordenou: 
\u00abPreparai-vos. Sede 
firmes e corajosos e 
ficai prontos para amanh\u00e3 
entrar em combate contra 
esses pag\u00e3os. Eles 
aliaram-se contra n\u00f3s, 
com a inten\u00e7\u00e3o de nos 
destruir, a n\u00f3s e ao 
nosso Templo. {I}59_{/}\u00c9 
melhor morrer na batalha 
do que ficar a ver a 
desgra\u00e7a do nosso povo e 
do nosso Templo. 
{I}60_{/}Seja feita a vontade 
de Deus\u00bb.
{1}4{/}

MEM\u00d3RIA E DISCERNIMENTO{/}

{I}1_{/}G\u00f3rgias pegou em 
cinco mil soldados de 
infantaria e mil 
cavaleiros escolhidos. 
Saiu de noite {I}2_{/}para 
poder atacar de surpresa 
o acampamento dos judeus 
e acabar com eles de uma 
vez. A gente da fortaleza 
serviu-lhes de guia. 
{I}3_{/}Sabendo do plano, 
Judas levantou 
acampamento com o seu 
ex\u00e9rcito e foi atacar a 
parte do ex\u00e9rcito do rei 
que tinha ficado em 
Ema\u00fas, {I}4_{/}enquanto 
alguns batalh\u00f5es estavam 
longe do acampamento.
{I}5_{/}Quando G\u00f3rgias 
chegou, de noite, ao 
acampamento de Judas, n\u00e3o 
encontrou ningu\u00e9m. 
Come\u00e7ou ent\u00e3o a procur\u00e1-
los pelas montanhas, 
pensando que tivessem 
fugido. {I}6_{/}Ao amanhecer, 
Judas chegou \u00e0 plan\u00edcie 
com tr\u00eas mil homens, mas 
sem escudos e espadas 
suficientes. {I}7_{/}Quando 
viram que o acampamento 
dos pag\u00e3os era forte e 
estava bem guardado, 
rodeado de cavaleiros 
treinados para a guerra, 
{I}8_{/}Judas disse aos seus 
homens: \u00abN\u00e3o tenhais medo 
da quantidade deles, nem 
vos apavoreis com o seu 
ataque. {I}9_{/}Lembrai-vos 
de como os nossos 
antepassados foram salvos 
no Mar Vermelho, quando o 
Fara\u00f3 com o seu ex\u00e9rcito 
os perseguia. {I}10_{/}Vamos 
gritar a Deus para que 
nos ajude e Se lembre da 
Alian\u00e7a com os nossos 
antepassados e derrote 
hoje este ex\u00e9rcito que 
est\u00e1 \u00e0 nossa frente. 
{I}11_{/}Ent\u00e3o todas as 
na\u00e7\u00f5es reconhecer\u00e3o que 
existe Algu\u00e9m que resgata 
e liberta Israel\u00bb.
{I}12_{/}Quando os 
estrangeiros levantaram 
os olhos e os viram 
chegar pela frente, 
{I}13_{/}sa\u00edram do 
acampamento para a 
batalha. Os homens de 
Judas tocaram a trombeta 
{I}14_{/}e atacaram. Os 
pag\u00e3os foram derrotados e 
fugiram para a plan\u00edcie. 
{I}15_{/}Os que estavam na 
retaguarda foram mortos \u00e0 
espada. Os israelitas 
perseguiram-nos at\u00e9 
Gazara e at\u00e9 \u00e0s plan\u00edcies 
da Idumeia, de Azoto e de 
J\u00e2mnia. E o inimigo 
perdeu cerca de tr\u00eas mil 
homens.
{I}16_{/}Ao voltar da 
persegui\u00e7\u00e3o aos 
fugitivos, {I}17_{/}Judas 
falou aos soldados: \u00abN\u00e3o 
fiqueis cobi\u00e7ando os 
despojos, pois temos mais 
um combate pela frente: 
{I}18_{/}G\u00f3rgias e o seu 
batalh\u00e3o est\u00e3o no monte 
aqui perto de n\u00f3s. Sede 
firmes contra os nossos 
inimigos e lutai contra 
eles. Depois, podereis 
recolher os despojos com 
toda a tranquilidade\u00bb. 
{I}19_{/}Judas ainda falava, 
quando se avistou uma 
patrulha deles que 
espiava do alto do monte. 
{I}20_{/}A patrulha viu que 
os companheiros tinham 
fugido e que o 
acampamento estava 
incendiado: o fumo que se 
via denunciava o que 
tinha acontecido. {I}21_{/}Ao 
ver isso, ficaram 
completamente apavorados 
e, quando viram o 
ex\u00e9rcito de Judas na 
plan\u00edcie, preparado para 
o confronto, {I}22_{/}fugiram 
todos para a regi\u00e3o dos 
filisteus. {I}23_{/}Ent\u00e3o 
Judas voltou para saquear 
o acampamento: capturou 
muito ouro e prata, 
tecidos de p\u00farpura comum 
e de p\u00farpura marinha, e 
muita coisa de valor. 
{I}24_{/}Voltaram cantando 
hinos e louvando a Deus, 
\u00abporque Ele \u00e9 bom e o seu 
amor \u00e9 para sempre\u00bb. 
{I}25_{/}E, nesse dia, Israel 
conseguiu uma grande 
vit\u00f3ria.
{I}26_{/}Os estrangeiros que 
fugiram foram contar a 
L\u00edsias tudo o que tinha 
acontecido. {I}27_{/}Ao ouvir 
a not\u00edcia, ficou 
transtornado e abatido, 
pois as coisas contra 
Israel n\u00e3o tinham 
acontecido como ele 
esperava, e o resultado 
era o contr\u00e1rio do que o 
rei havia previsto.
VIT\u00d3RIA EM LUTA DESIGUAL{/}

{I}28_{/}No ano seguinte, 
L\u00edsias recrutou sessenta 
mil combatentes 
escolhidos e cinco mil 
cavaleiros, a fim de 
subjugar os judeus. 
{I}29_{/}Eles foram para a 
Idumeia e acamparam em 
Betsur, mas Judas saiu 
para os enfrentar com dez 
mil homens. {I}30_{/}Ao ver 
t\u00e3o poderoso ex\u00e9rcito, 
Judas rezou: \u00abBendito 
sejas Tu, Salvador de 
Israel, que derrotaste a 
for\u00e7a de um gigante pela 
m\u00e3o do teu servo David, e 
que entregaste o ex\u00e9rcito 
dos filisteus nas m\u00e3os de 
J\u00f3natas, filho de Saul, e 
do seu escudeiro. 
{I}31_{/}Assim tamb\u00e9m, 
entrega este ex\u00e9rcito nas 
m\u00e3os do teu povo Israel, 
e que os seus soldados e 
cavaleiros fiquem 
envergonhados. 
{I}32_{/}Amedronta-os e 
quebra o orgulho do seu 
poderio, para que sejam 
afogados pela derrota. 
{I}33_{/}Derruba-os com a 
espada dos que Te amam, 
para que todos os que 
conhecem o teu Nome Te 
celebrem com hinos\u00bb.
{I}34_{/}Avan\u00e7aram uns contra 
os outros, e cerca de 
cinco mil do ex\u00e9rcito de 
L\u00edsias ca\u00edram na luta 
corpo a corpo. {I}35_{/}Ao 
ver a derrota do seu 
ex\u00e9rcito e a coragem do 
grupo de Judas, disposto 
corajosamente a viver ou 
morrer, L\u00edsias foi para 
Antioquia e come\u00e7ou a 
recrutar um ex\u00e9rcito 
ainda mais numeroso, a 
fim de voltar \u00e0 Judeia.
COMEMORA\u00c7\u00c3O DA VIT\u00d3RIA{/}

{I}36_{/}Judas e seus 
companheiros fizeram esta 
proposta: \u00abAgora que 
derrot\u00e1mos o inimigo, 
vamos purificar e 
consagrar o Templo\u00bb. 
{I}37_{/}O ex\u00e9rcito inteiro 
reuniu-se e subiu ao 
monte Si\u00e3o. {I}38_{/}A\u00ed viram 
o santu\u00e1rio abandonado, o 
altar profanado, as 
portas incendiadas, o 
mato a crescer nos 
p\u00e1tios, como se fosse em 
campo aberto ou nas 
montanhas, e os aposentos 
destru\u00eddos. {I}39_{/}Ent\u00e3o 
rasgaram as vestes e 
fizeram grande luto, 
lan\u00e7ando cinza na cabe\u00e7a 
{I}40_{/}e prostrando-se por 
terra. Depois tocaram a 
trombeta e clamaram ao 
c\u00e9u.
{I}41_{/}Judas destacou 
alguns homens para que 
contivessem os que 
estavam na fortaleza, 
enquanto se purificava o 
Templo. {I}42_{/}Para isso, 
escolheu sacerdotes sem 
defeito f\u00edsico e que 
seguiam a Lei. {I}43_{/}Eles 
purificaram o Templo e 
lan\u00e7aram as pedras que o 
contaminavam num lugar 
impuro. {I}44_{/}Puseram-se, 
ent\u00e3o, a discutir a 
respeito do altar dos 
holocaustos que fora 
profanado, {I}45_{/}e tiveram 
a ideia de o destruir. 
Assim n\u00e3o ficariam 
envergonhados pelo facto 
de os pag\u00e3os o terem 
profanado. Demoliram o 
altar {I}46_{/}e puseram as 
pedras no monte do 
Templo, num lugar 
conveniente, at\u00e9 que 
aparecesse um profeta e 
resolvesse o caso. 
{I}47_{/}Ent\u00e3o pegaram em 
pedras toscas, conforme 
manda a Lei, e com elas 
constru\u00edram um altar 
novo, igual ao anterior. 
{I}48_{/}Restauraram o Templo 
e consagraram a parte 
interna do santu\u00e1rio e os 
p\u00e1tios. {I}49_{/}Fizeram 
novos objectos de culto, 
e colocaram dentro do 
Templo o candelabro, o 
altar do incenso e a 
mesa. {I}50_{/}Queimaram 
incenso sobre o altar e 
acenderam as l\u00e2mpadas do 
candelabro, para que 
iluminassem o Templo. 
{I}51_{/}Colocaram os p\u00e3es em 
ordem sobre a mesa, 
dependuraram as cortinas 
e deram por terminado 
todo o trabalho.
{I}52_{/}Na madrugada do dia 
vinte e cinco do nono 
m\u00eas, chamado Casleu, do 
ano cento e quarenta e 
oito, {I}53_{/}ofereceram um 
sacrif\u00edcio de acordo com 
a Lei, sobre o novo altar 
dos holocaustos que 
tinham constru\u00eddo. 
{I}54_{/}Exactamente no mesmo 
dia e m\u00eas em que os 
pag\u00e3os o tinham 
profanado, o altar foi 
consagrado no meio de 
c\u00e2nticos e m\u00fasica ao som 
de c\u00edtaras, harpas e 
c\u00edmbalos. {I}55_{/}Todo o 
povo se prostrou por 
terra, adorando e 
louvando a Deus, que lhes 
tinha dado sucesso. 
{I}56_{/}Celebraram a 
consagra\u00e7\u00e3o do altar 
durante oito dias, 
oferecendo alegremente 
holocaustos com 
sacrif\u00edcios de comunh\u00e3o e 
ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. 
{I}57_{/}Enfeitaram a fachada 
do Templo com coroas 
douradas e escudos. 
Consagraram os portais e 
os aposentos, onde 
colocaram portas. {I}58_{/}A 
alegria do povo foi muito 
grande. Assim estava 
cancelada a afronta 
imposta pelos pag\u00e3os. 
{I}59_{/}Judas, com seus 
irm\u00e3os e toda a 
assembleia de Israel, 
determinou que se 
comemorasse anualmente a 
nova consagra\u00e7\u00e3o do 
altar, com festas solenes 
durante oito dias, a 
partir do dia vinte e 
cinco do m\u00eas de Casleu.
{I}60_{/}Nessa ocasi\u00e3o, 
constru\u00edram, em volta do 
monte Si\u00e3o, muralhas 
altas com torres bem 
fortes, para que os 
pag\u00e3os nunca mais 
entrassem e as 
destru\u00edssem, como haviam 
feito antes. {I}61_{/}Judas 
deixou l\u00e1 um 
destacamento, para 
defender o monte. Tamb\u00e9m 
fortificou Betsur, para 
que o povo ficasse 
protegido contra a 
Idumeia.
{1}5{/}

\u00c0 PROCURA DA 
INDEPEND\u00caNCIA POL\u00cdTICA{/}

{I}1_{/}Quando as na\u00e7\u00f5es 
vizinhas souberam que os 
judeus tinham 
reconstru\u00eddo o altar e 
consagrado novamente o 
santu\u00e1rio como antes, 
ficaram muito irritadas. 
{I}2_{/}Resolveram acabar com 
os descendentes de Jacob 
que viviam no meio delas, 
e come\u00e7aram a matar e 
eliminar as pessoas do 
povo judeu. {I}3_{/}Ent\u00e3o 
Judas atacou os 
descendentes de Esa\u00fa, 
moradores da Idumeia, na 
regi\u00e3o de Acrabatena, que 
estavam a cercar Israel. 
Judas derrotou-os 
fragorosamente, humilhou-
os e tomou-lhes os 
despojos. {I}4_{/}Depois 
Judas lembrou-se das 
maldades da gente de Be\u00e3, 
que era permanente 
armadilha e obst\u00e1culo 
para o povo, por causa 
das emboscadas que 
armavam pelos caminhos. 
{I}5_{/}Obrigou-os a 
refugiarem-se nas 
pr\u00f3prias torres. Depois 
de os cercar, destruiu-
os: incendiou as torres 
com tudo e todos os que 
estavam dentro delas. 
{I}6_{/}Em seguida, marchou 
contra os amonitas, onde 
enfrentou um ex\u00e9rcito 
numeroso e bem armado, 
comandado por Tim\u00f3teo. 
{I}7_{/}Teve de travar muitas 
batalhas. No final, 
por\u00e9m, aqueles foram 
derrotados por Judas, que 
os esmagou. {I}8_{/}Depois de 
se apossar de Jazer com 
os seus distritos, Judas 
voltou para a Judeia.
{I}9_{/}Os pag\u00e3os que moravam 
em Galaad tamb\u00e9m se 
aliaram contra os 
israelitas que viviam nos 
seus territ\u00f3rios, 
querendo elimin\u00e1-los. Os 
israelitas refugiaram-se 
na fortaleza de Datema, 
{I}10_{/}e mandaram esta 
carta a Judas e seus 
irm\u00e3os, dizendo: \u00abOs 
pag\u00e3os reuniram-se ao 
nosso redor contra n\u00f3s, e 
querem destruir-nos. 
{I}11_{/}J\u00e1 est\u00e3o prontos 
para vir tomar a 
fortaleza onde nos 
refugi\u00e1mos. O comandante 
do seu ex\u00e9rcito \u00e9 
Tim\u00f3teo. {I}12_{/}Vem livrar-
nos das suas m\u00e3os, pois 
muitos dos nossos j\u00e1 
tombaram. {I}13_{/}Todos os 
nossos irm\u00e3os que moravam 
no distrito de Tobias 
foram mortos, as suas 
mulheres e filhos foram 
levados prisioneiros e os 
seus bens foram 
saqueados. Cerca de mil 
pessoas j\u00e1 morreram\u00bb.
{I}14_{/}A gente de Judas 
ainda estava a ler a 
carta, quando chegaram 
outros mensageiros vindos 
da Galileia. Estavam com 
as vestes rasgadas e 
traziam esta not\u00edcia: 
{I}15_{/}\u00abTodos os de 
Ptolemaida, Tiro, Sid\u00f3nia 
e da Galileia dos pag\u00e3os 
se uniram contra n\u00f3s, 
para nos aniquilar\u00bb. 
{I}16_{/}Logo que Judas e os 
soldados ouviram contar 
tudo isto, foi convocada 
uma grande assembleia 
para resolver o que fazer 
em favor dos irm\u00e3os que 
estavam em dificuldade, 
perseguidos pelos pag\u00e3os. 
{I}17_{/}Judas disse a seu 
irm\u00e3o Sim\u00e3o: \u00abEscolhe os 
homens que quiseres e vai 
libertar os irm\u00e3os que 
est\u00e3o na Galileia. Eu e o 
meu irm\u00e3o J\u00f3natas vamos 
para Galaad\u00bb. {I}18_{/}Para 
defender a Judeia, deixou 
o resto do ex\u00e9rcito, sob 
o comando de Jos\u00e9, filho 
de Zacarias, e Azarias, 
chefe do povo. 
{I}19_{/}Recomendou-lhes: 
\u00abComandai as tropas, mas 
n\u00e3o entreis em combate 
contra os pag\u00e3os, 
enquanto n\u00e3o voltarmos\u00bb. 
{I}20_{/}As tropas de Sim\u00e3o 
eram de tr\u00eas mil homens, 
que deviam ir para a 
Galileia; as tropas de 
Judas eram de oito mil, 
que deviam ir para 
Galaad.
{I}21_{/}Sim\u00e3o foi para a 
Galileia, onde travou 
v\u00e1rias batalhas contra os 
pag\u00e3os. Enfrentou, 
esmagou os pag\u00e3os {I}22_{/}e 
perseguiu-os at\u00e9 \u00e0s 
portas de Ptolemaida. 
Tombaram cerca de tr\u00eas 
mil deles, e Sim\u00e3o 
recolheu os despojos. 
{I}23_{/}Em seguida tomou os 
judeus da Galileia e de 
Arbates, juntamente com 
as mulheres, filhos e 
pertences, e com grande 
alegria levou-os para a 
Judeia.
{I}24_{/}Enquanto isso, Judas 
Macabeu e seu irm\u00e3o 
J\u00f3natas atravessaram o 
rio Jord\u00e3o e caminharam 
tr\u00eas dias pelo deserto. 
{I}25_{/}A\u00ed cruzaram-se com 
os nabateus, que foram ao 
encontro deles 
amigavelmente e lhes 
contaram tudo o que havia 
acontecido aos seus 
irm\u00e3os em Galaad: 
{I}26_{/}\u00abMuitos deles est\u00e3o 
cercados em Bosora, 
Bosor, Alimas, Casfo, 
Maced e Carnain, cidades 
grandes e fortificadas. 
{I}27_{/}Outros reuniram-se 
nas restantes cidades de 
Galaad, e o inimigo 
decidiu atacar amanh\u00e3 as 
fortalezas, conquist\u00e1-las 
e exterminar, num s\u00f3 dia, 
todos os que nelas se 
encontram\u00bb. 
{I}28_{/}Imediatamente Judas 
e o seu ex\u00e9rcito mudaram 
de direc\u00e7\u00e3o e tomaram o 
rumo de Bosora, 
atravessando o deserto. 
Tomou a cidade, matou 
todos os homens \u00e0 espada, 
recolheu os despojos e 
incendiou a cidade. 
{I}29_{/}Partiram de l\u00e1 \u00e0 
noite e foram at\u00e9 \u00e0 
fortaleza. {I}30_{/}Ao 
amanhecer, avistaram um 
grande ex\u00e9rcito, que 
transportava escadas e 
m\u00e1quinas de guerra, para 
conquistar a fortaleza, e 
j\u00e1 come\u00e7avam a atac\u00e1-la. 
{I}31_{/}Percebendo que a 
luta j\u00e1 tinha come\u00e7ado e 
que a gritaria da cidade 
subia at\u00e9 ao c\u00e9u no meio 
do som das trombetas e de 
um clamor intenso, 
{I}32_{/}Judas disse aos seus 
homens: \u00abLutai hoje pelos 
vossos irm\u00e3os\u00bb. 
{I}33_{/}Distribuiu os 
combatentes em tr\u00eas alas, 
por detr\u00e1s dos inimigos, 
tocando as trombetas e 
rezando em voz alta. 
{I}34_{/}Ao aperceber-se de 
que era o Macabeu, o 
ex\u00e9rcito de Tim\u00f3teo fugiu 
em debandada, sofrendo 
uma grande derrota. Nesse 
dia ca\u00edram mortos cerca 
de oito mil soldados do 
ex\u00e9rcito de Tim\u00f3teo. 
{I}35_{/}Da\u00ed, Judas dirigiu-
se para Alimas, atacou e 
tomou a cidade, matou os 
homens, recolheu os 
despojos e incendiou a 
cidade. {I}36_{/}Da\u00ed, foi 
para Casfo, Maced, Bosor 
e outras cidades de 
Galaad, e tomou-as todas.
{I}37_{/}Algum tempo depois 
destes acontecimentos, 
Tim\u00f3teo organizou outro 
ex\u00e9rcito e acampou 
defronte de Rafon, do 
outro lado do riacho. 
{I}38_{/}Judas mandou espiar 
o acampamento dele, e 
recebeu estas 
informa\u00e7\u00f5es: \u00abTodas as 
na\u00e7\u00f5es vizinhas se 
aliaram a Tim\u00f3teo, 
formando um ex\u00e9rcito 
muito grande. {I}39_{/}Tamb\u00e9m 
os \u00e1rabes est\u00e3o 
contratados para os 
ajudar, e est\u00e3o todos 
acampados do outro lado 
do riacho, prontos para 
te atacar\u00bb. Ent\u00e3o Judas 
saiu para os enfrentar. 
{I}40_{/}No momento em que 
Judas e o seu ex\u00e9rcito se 
iam aproximando do 
riacho, Tim\u00f3teo disse aos 
seus oficiais: \u00abSe ele 
atravessar primeiro em 
nossa direc\u00e7\u00e3o, n\u00e3o 
poderemos resistir, 
porque ele certamente 
vencer\u00e1. {I}41_{/}Mas, se ele 
ficar com medo e acampar 
do lado de l\u00e1, ent\u00e3o n\u00f3s 
atravessaremos e venc\u00ea-
lo-emos\u00bb. {I}42_{/}Quando 
chegou \u00e0 beira da \u00e1gua, 
Judas colocou em 
formatura os oficiais de 
recrutamento ao longo da 
margem da torrente, e 
deu-lhes esta ordem: \u00abN\u00e3o 
deixeis que ningu\u00e9m 
acampe. Fazei com que 
todos atravessem\u00bb. {I}43_{/}O 
pr\u00f3prio Judas foi o 
primeiro a atravessar em 
direc\u00e7\u00e3o ao inimigo, e 
todo o ex\u00e9rcito o 
acompanhou. Derrotaram os 
pag\u00e3os, que largaram as 
armas e se refugiaram no 
templo de Carnain. 
{I}44_{/}Os judeus tomaram a 
cidade e deitaram fogo ao 
templo, queimando todos 
os que se encontravam l\u00e1 
dentro. Destru\u00edda 
Carnain, ningu\u00e9m mais 
op\u00f4s resist\u00eancia a Judas.
{I}45_{/}Em seguida, Judas 
reuniu todos os 
israelitas que viviam em 
Galaad, grandes e 
pequenos, com mulheres, 
filhos e pertences, uma 
grande multid\u00e3o, para os 
levar para a Judeia. 
{I}46_{/}Assim chegaram a 
Efron, cidade importante 
e bem fortificada, que 
ficava no caminho. N\u00e3o 
havia maneira de se 
desviar da cidade, nem 
por um lado nem por 
outro; era preciso passar 
por dentro dela. {I}47_{/}A 
gente da cidade fechou as 
portas e refor\u00e7ou-as com 
pedras. {I}48_{/}Judas mandou 
uma embaixada, com esta 
mensagem de paz: 
\u00abPrecisamos de atravessar 
o vosso territ\u00f3rio, para 
voltarmos \u00e0 nossa terra. 
Ningu\u00e9m vos vai fazer 
mal. S\u00f3 queremos 
atravessar\u00bb. Eles, por\u00e9m, 
n\u00e3o abriram as portas. 
{I}49_{/}Ent\u00e3o Judas mandou 
avisar pelo acampamento 
que entrassem todos em 
forma prontos para o 
combate, no lugar onde 
estivessem. {I}50_{/}Ficaram 
todos preparados e, em 
seguida, come\u00e7aram a 
lutar contra a cidade. O 
combate durou o dia e a 
noite toda, at\u00e9 que a 
cidade se rendeu. 
{I}51_{/}Mataram \u00e0 espada 
todos os homens, 
demoliram a cidade, 
recolheram os despojos e 
atravessaram a cidade, 
passando por cima dos 
cad\u00e1veres. {I}52_{/}Em 
seguida, atravessaram o 
rio Jord\u00e3o, em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 
grande plan\u00edcie que fica 
diante de Bets\u00e3. 
{I}53_{/}Judas reunia os que 
estavam atrasados e 
animava o povo durante 
toda a viagem, at\u00e9 chegar 
\u00e0 terra de Jud\u00e1. 
{I}54_{/}Ent\u00e3o subiram 
felizes e alegres ao 
monte Si\u00e3o, e ofereceram 
holocaustos, pois tinham 
conseguido voltar em paz, 
sem que ningu\u00e9m morresse. 
{I}55_{/}Enquanto Judas e 
J\u00f3natas estavam em 
Galaad, e seu irm\u00e3o Sim\u00e3o 
se encontrava na 
Galileia, diante de 
Ptolemaida, {I}56_{/}os dois 
comandantes do ex\u00e9rcito, 
Jos\u00e9, filho de Zacarias, 
e Azarias, ficaram a 
saber das fa\u00e7anhas que 
eles tinham realizado. 
{I}57_{/}E comentaram: \u00abVamos 
n\u00f3s tamb\u00e9m ficar famosos! 
Vamos lutar contra as 
na\u00e7\u00f5es vizinhas\u00bb. 
{I}58_{/}Mandaram avisar os 
soldados do ex\u00e9rcito, que 
estava sob o seu comando, 
e puseram-se em marcha 
contra J\u00e2mnia. 
{I}59_{/}G\u00f3rgias e os seus 
homens sa\u00edram da cidade 
para os enfrentar. 
{I}60_{/}Aconteceu que Jos\u00e9 e 
Azarias foram derrotados 
e perseguidos at\u00e9 \u00e0 
fronteira da Judeia. 
Nessa ocasi\u00e3o, morreram 
cerca de dois mil homens 
das tropas de Israel. 
{I}61_{/}Foi uma grande 
derrota para o ex\u00e9rcito, 
causada pelo facto de 
Jos\u00e9 e Azarias n\u00e3o terem 
obedecido a Judas e seus 
irm\u00e3os. Eles queriam 
ficar famosos, {I}62_{/}mas 
n\u00e3o eram da fam\u00edlia dos 
homens destinados a 
libertar Israel.
{I}63_{/}O valente Judas e 
seus irm\u00e3os tinham grande 
prest\u00edgio diante de todos 
os israelitas e tamb\u00e9m 
diante das outras na\u00e7\u00f5es, 
aonde chegava a sua fama. 
{I}64_{/}As pessoas 
aglomeravam-se em torno 
deles para os aplaudir. 
{I}65_{/}Judas e seus irm\u00e3os 
marcharam para lutar 
contra os descendentes de 
Esa\u00fa, na regi\u00e3o que fica 
ao Sul. Tomaram Hebron e 
os seus distritos, 
destru\u00edram as suas 
fortifica\u00e7\u00f5es e 
incendiaram as torres que 
as rodeavam. {I}66_{/}Da\u00ed, 
partiram para a regi\u00e3o 
dos filisteus, passando 
por Marisa. {I}67_{/}Foi 
nessa ocasi\u00e3o que alguns 
sacerdotes morreram na 
guerra, pois quiseram 
mostrar valentia e 
entraram em combate 
imprudentemente. 
{I}68_{/}Judas dirigiu-se 
para Azoto, regi\u00e3o dos 
filisteus, e a\u00ed destruiu 
os altares, queimou as 
imagens dos deuses deles 
e saqueou a cidade. 
Depois, voltou para a 
terra de Jud\u00e1.
{1}6{/}

A MORTE DO OPRESSOR{/}

{I}1_{/}Quando percorria 
as prov\u00edncias do 
planalto, o rei Ant\u00edoco 
ouviu dizer que havia na 
P\u00e9rsia uma cidade chamada 
Elimaida, famosa pela sua 
riqueza em prata e ouro. 
{I}2_{/}Diziam que o templo 
dessa cidade era muito 
rico e que havia nele 
cortinas tecidas em ouro, 
coura\u00e7as e armas a\u00ed 
deixadas pelo rei 
Alexandre, o maced\u00f3nio, 
filho de Filipe, que foi 
o primeiro rei do imp\u00e9rio 
grego. {I}3_{/}Ant\u00edoco 
dirigiu-se para o local, 
pretendendo tomar e 
saquear a cidade. Mas n\u00e3o 
conseguiu, porque a gente 
da cidade, sabendo da sua 
pretens\u00e3o, {I}4_{/}preparou-
se para a guerra e 
enfrentou-o. Ant\u00edoco teve 
de fugir, e foi com 
grande tristeza que 
deixou o lugar, a fim de 
voltar para a Babil\u00f3nia. 
{I}5_{/}Ainda ele estava na 
P\u00e9rsia, quando recebeu a 
not\u00edcia de que as tropas 
enviadas contra a Judeia 
tinham sido derrotadas 
{I}6_{/}e que L\u00edsias tinha 
tomado a iniciativa de 
enfrentar os judeus com 
poderoso ex\u00e9rcito, mas 
teve de recuar. Soube 
tamb\u00e9m que os judeus 
estavam a ficar mais 
perigosos por causa da 
quantidade de armas, al\u00e9m 
de outros recursos e 
despojos que tomavam aos 
ex\u00e9rcitos que iam 
derrotando. {I}7_{/}Contaram-
lhe tamb\u00e9m que os judeus 
tinham retirado a 
abomina\u00e7\u00e3o que ele 
colocara sobre o altar de 
Jerusal\u00e9m, e que tinham 
cercado o Templo com 
muralhas altas como 
antigamente, fazendo o 
mesmo em Betsur, cidade 
que pertencia ao rei. 
{I}8_{/}Ao ouvir essas 
not\u00edcias, o rei ficou 
apavorado e totalmente 
atordoado, e caiu de 
cama, doente de tristeza, 
pois nada estava a 
acontecer como ele 
queria. {I}9_{/}Ficou l\u00e1 
muito tempo, cada vez 
mais deprimido. 
Percebendo que ia morrer, 
{I}10_{/}chamou todos os 
grandes e disse-lhes: \u00abO 
sono fugiu dos meus 
olhos, o meu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 
abatido de tanta afli\u00e7\u00e3o. 
{I}11_{/}Eu disse a mim 
mesmo: "A que grau de 
afli\u00e7\u00e3o me vejo reduzido! 
Como \u00e9 grande a onda em 
que me estou debatendo. 
Eu que era feliz e 
estimado quando estava no 
poder! {I}12_{/}Agora, por\u00e9m, 
recordo-me dos males que 
fiz a Jerusal\u00e9m, de onde 
tirei todos os objectos 
de prata e ouro que nela 
havia. Lembro-me dos 
habitantes de Jud\u00e1 que 
mandei matar sem motivo. 
{I}13_{/}Reconhe\u00e7o que \u00e9 por 
causa de tudo isso que 
hoje me acontecem estas 
desgra\u00e7as. Agora estou a 
morrer, cheio de tristeza 
e em terra estrangeira"\u00bb. 
{I}14_{/}Chamou Filipe, um 
dos seus amigos, e 
passou-lhe a autoridade 
sobre todo o seu reino. 
{I}15_{/}Entregou-lhe a 
coroa, o manto e o anel, 
a fim de que levasse 
esses objectos ao seu 
filho Ant\u00edoco, a quem 
deveria educar e preparar 
para ser rei. {I}16_{/}E ali 
mesmo o rei Ant\u00edoco 
morreu, no ano cento e 
quarenta e nove. 
{I}17_{/}Logo que soube da 
morte do rei, L\u00edsias 
proclamou como novo rei o 
filho Ant\u00edoco, a quem o 
mesmo L\u00edsias tinha 
educado desde crian\u00e7a. E 
deu-lhe o nome de 
Eup\u00e1tor.
BUSCA DE INDEPEND\u00caNCIA 
ECON\u00d3MICA{/}

{I}18_{/}As tropas 
aquarteladas na fortaleza 
impediam sempre a 
passagem dos israelitas 
para o Templo, e 
prejudicavam-nos de todas 
as formas, dando assim 
apoio aos pag\u00e3os. 
{I}19_{/}Ent\u00e3o Judas resolveu 
desaloj\u00e1-los de l\u00e1. E 
convocou todo o ex\u00e9rcito 
para os cercar. 
{I}20_{/}Reuniram-se todos, e 
no ano cento e cinquenta 
fizeram o cerco da 
fortaleza: prepararam 
rampas e m\u00e1quinas de 
assalto. {I}21_{/}Alguns, 
por\u00e9m, conseguiram 
escapar do cerco, e a 
eles se aliaram v\u00e1rios 
israelitas traidores, 
{I}22_{/}que foram juntos 
procurar o rei para lhe 
dizer: \u00abQuando \u00e9 que vais 
fazer justi\u00e7a e vingar os 
nossos irm\u00e3os? {I}23_{/}N\u00f3s 
submetemo-nos 
voluntariamente ao teu 
pai, seguindo as 
orienta\u00e7\u00f5es e obedecendo 
fielmente \u00e0s suas ordens. 
{I}24_{/}O resultado \u00e9 que os 
nossos compatriotas 
cercaram a fortaleza e 
tratam-nos como 
estranhos. Mais ainda: 
mataram todos os nossos 
que lhes ca\u00edram nas m\u00e3os 
e saquearam as nossas 
propriedades. {I}25_{/}E n\u00e3o 
\u00e9 s\u00f3 contra n\u00f3s que eles 
est\u00e3o erguendo a m\u00e3o, mas 
tamb\u00e9m contra o 
territ\u00f3rio que te 
pertence a ti. {I}26_{/}Hoje, 
por exemplo, est\u00e3o 
cercando a fortaleza de 
Jerusal\u00e9m para tentar 
tom\u00e1-la, e j\u00e1 
fortificaram o Templo e a 
cidade de Betsur. {I}27_{/}Se 
n\u00e3o os surpreenderes 
rapidamente, far\u00e3o coisas 
ainda piores, e tu j\u00e1 n\u00e3o 
ser\u00e1s capaz de segur\u00e1-
los\u00bb.
UM ACTO DE BRAVURA{/}

{I}28_{/}Ao ouvir isto, o 
rei irritou-se. Reuniu 
todos os seus amigos, os 
generais do ex\u00e9rcito e os 
comandantes da cavalaria. 
{I}29_{/}Foram convocadas 
tamb\u00e9m tropas 
mercen\u00e1rias, vindas de 
outros reinos e at\u00e9 das 
ilhas do mar. {I}30_{/}O 
contingente chegou a cem 
mil soldados de 
infantaria, vinte mil de 
cavalaria e trinta e dois 
elefantes treinados para 
a guerra. 
{I}31_{/}Atravessaram a 
Idumeia, acamparam perto 
de Betsur e lutaram 
contra a cidade durante 
muitos dias. Constru\u00edram 
m\u00e1quinas de guerra, mas 
os judeus sa\u00edam da 
cidade, queimavam as 
m\u00e1quinas e lutavam 
corajosamente.
{I}32_{/}Ent\u00e3o Judas deixou a 
fortaleza de Jerusal\u00e9m e 
foi acampar em Bet-
Zacarias, defronte ao 
acampamento do rei. 
{I}33_{/}Ent\u00e3o o rei 
levantou-se de madrugada 
e transferiu o ex\u00e9rcito 
com todo o seu 
contingente para o 
caminho de Bet-Zacarias. 
A\u00ed os dois ex\u00e9rcitos 
prepararam-se para a 
batalha e tocaram as 
trombetas. {I}34_{/}Mostravam 
aos elefantes suco de uva 
e de amoras, a fim de os 
incentivarem para o 
combate. 
{I}35_{/}Distribu\u00edram esses 
animais no meio das alas 
do ex\u00e9rcito. Junto de 
cada elefante colocaram 
mil homens encoura\u00e7ados 
com malhas de ferro e 
capacetes de bronze. Al\u00e9m 
disso, quinhentos 
cavaleiros escolhidos 
foram destacados para 
cada elefante: {I}36_{/}aonde 
o elefante ia, eles iam 
tamb\u00e9m, sem nunca se 
separarem do animal. 
{I}37_{/}Sobre cada elefante 
havia uma forte torre de 
madeira, toda coberta, 
que era presa ao animal 
por correias. Em cada 
torre, al\u00e9m do indiano, 
iam tr\u00eas soldados que 
combatiam de cima do 
animal. {I}38_{/}O restante 
da cavalaria, protegida 
pela infantaria, ia nos 
dois lados do ex\u00e9rcito, 
para atacar o inimigo e 
dar cobertura \u00e0s alas. 
{I}39_{/}Quando o sol come\u00e7ou 
a brilhar nos escudos de 
ouro e bronze, a montanha 
inteira ficou a brilhar e 
a faiscar por causa dos 
escudos, que pareciam 
tochas acesas. {I}40_{/}Parte 
do ex\u00e9rcito do rei havia-
se colocado no ponto mais 
alto dos montes; a outra 
parte estava mais abaixo. 
Eles marchavam compacta e 
ordenadamente. {I}41_{/}Quem 
ouvia a vozearia de tanta 
gente, o tropel dessa 
multid\u00e3o e o ru\u00eddo das 
armas, ficava apavorado, 
pois era realmente um 
ex\u00e9rcito muito numeroso e 
bem armado. {I}42_{/}Judas, 
por\u00e9m, foi em frente com 
o seu ex\u00e9rcito, a fim de 
lutar. Do ex\u00e9rcito do rei 
ca\u00edram seiscentos homens. 
{I}43_{/}Eleazar, o Abaron, 
viu um dos elefantes 
revestido com as 
ins\u00edgnias reais, mais 
alto do que os outros 
elefantes; crendo que o 
rei devia estar a\u00ed, 
{I}44_{/}resolveu dar a vida 
para salvar o povo, 
esperando assim 
conquistar uma fama 
eterna: 
{I}45_{/}corajosamente, ele 
foi-se enfiando pelo meio 
das alas do ex\u00e9rcito, 
matando \u00e0 direita e \u00e0 
esquerda. Os pag\u00e3os 
afastavam-se dele para os 
lados. {I}46_{/}Acabou por 
chegar bem debaixo do 
elefante, cravou nele a 
espada e matou-o. O 
elefante, por\u00e9m, caiu em 
cima de Eleazar, e este 
morreu ali mesmo. {I}47_{/}Ao 
ver a for\u00e7a do rei e a 
capacidade dos seus 
ex\u00e9rcitos, os judeus 
bateram em retirada.
SOLIDARIEDADE E RECURSOS 
PARA A LUTA{/}

{I}48_{/}Os soldados do 
ex\u00e9rcito do rei foram em 
direc\u00e7\u00e3o a Jerusal\u00e9m, 
para lutar contra os 
judeus. O rei cercou a 
Judeia e o monte Si\u00e3o. 
{I}49_{/}Fez tamb\u00e9m um acordo 
com os habitantes de 
Betsur. Estes sa\u00edram da 
cidade, porque j\u00e1 n\u00e3o 
tinham provis\u00f5es para 
resistir ao cerco, pois 
era o ano sab\u00e1tico, o 
repouso da terra. 
{I}50_{/}Foi assim que o rei 
tomou Betsur. Instalou 
ali uma guarni\u00e7\u00e3o para 
defender a cidade. 
{I}51_{/}Ele ficou acampado 
em volta do Templo 
durante muitos dias. 
Construiu rampas e 
diversas m\u00e1quinas de 
assalto, lan\u00e7a-chamas, 
atiradeiras, escorpi\u00f5es 
para atirar proj\u00e9cteis, e 
fundas. {I}52_{/}Mas os 
judeus tamb\u00e9m fizeram 
m\u00e1quinas de guerra que 
combatiam as do rei, e 
ficaram lutando durante 
muitos dias. {I}53_{/}Nos 
dep\u00f3sitos n\u00e3o havia mais 
alimentos, por ser o ano 
sab\u00e1tico e tamb\u00e9m porque 
os que tinham escapado 
das outras na\u00e7\u00f5es para a 
Judeia consumiram o que 
sobrara de mantimentos. 
{I}54_{/}Ficaram poucos 
homens no Templo, pois, 
for\u00e7ada pela fome, a 
maioria dispersou-se, 
voltando cada qual para a 
pr\u00f3pria terra.
{I}55_{/}L\u00edsias recebeu a 
not\u00edcia de que Filipe, 
aquele que o rei Ant\u00edoco 
antes de morrer tinha 
encarregado de educar o 
filho Ant\u00edoco para o 
fazer rei, {I}56_{/}estava 
regressando da P\u00e9rsia e 
da M\u00e9dia, acompanhado dos 
ex\u00e9rcitos que tinham ido 
com o rei. A inten\u00e7\u00e3o de 
Filipe era assumir o 
poder. {I}57_{/}L\u00edsias ficou 
aflito e deu a entender 
que era preciso sair 
daquele lugar. Disse ao 
rei, aos generais e aos 
soldados: \u00abEstamos a 
ficar cada dia mais 
fracos. As nossas 
provis\u00f5es j\u00e1 s\u00e3o poucas e 
o lugar que estamos a 
cercar est\u00e1 bem armado. 
Al\u00e9m disso, os assuntos 
do reino esperam por n\u00f3s. 
{I}58_{/}Vamos estender a m\u00e3o 
a essa gente e fazer um 
acordo com eles e com 
todos os da sua na\u00e7\u00e3o. 
{I}59_{/}Vamos reconhecer o 
seu direito de viverem 
conforme as suas leis, 
como faziam antigamente, 
pois eles inflamaram-se e 
fizeram tudo isso por 
causa das suas leis, que 
n\u00f3s quisemos abolir. 
{I}60_{/}A proposta agradou 
ao rei e aos generais. 
Ent\u00e3o L\u00edsias mandou aos 
judeus propostas de paz, 
que eles aceitaram. 
{I}61_{/}O rei e os generais 
confirmaram o acordo sob 
juramento, e os que 
estavam cercados na 
fortaleza puderam sair 
sob essas condi\u00e7\u00f5es. 
{I}62_{/}Quando o rei chegou 
ao monte Si\u00e3o, viu as 
fortifica\u00e7\u00f5es do lugar. 
Mas, quebrando o 
juramento que havia 
feito, demoliu a muralha 
que havia ao redor de 
Si\u00e3o. {I}63_{/}Em seguida, 
partiu \u00e0 pressa para 
Antioquia, onde encontrou 
Filipe, que se havia 
apoderado da cidade. 
Lutou contra ele e tomou 
a cidade pela for\u00e7a.
{1}7{/}

LUTA EM DUAS FRENTES{/}

{I}1_{/}No ano cento e 
cinquenta e um, Dem\u00e9trio, 
filho de Seleuco, partiu 
de Roma e desembarcou com 
poucos homens numa cidade 
do litoral, e a\u00ed se 
proclamou rei. {I}2_{/}Logo 
que entrou no pal\u00e1cio 
real dos seus pais, os 
militares prenderam 
Ant\u00edoco juntamente com 
L\u00edsias, a fim de os 
apresentarem a Dem\u00e9trio. 
{I}3_{/}Ao saber do caso, 
por\u00e9m, Dem\u00e9trio disse: 
\u00abN\u00e3o quero que me 
mostreis o rosto desses 
indiv\u00edduos!\u00bb {I}4_{/}Ent\u00e3o 
mataram os dois, e 
Dem\u00e9trio ocupou o trono 
do seu reino.
{I}5_{/}Alguns indiv\u00edduos 
ap\u00f3statas e \u00edmpios do 
povo de Israel, 
conduzidos por Alcimo, 
que aspirava ao cargo de 
sumo sacerdote, 
apresentaram-se {I}6_{/}e 
acusaram o seu povo 
diante do rei, dizendo: 
\u00abJudas e os seus irm\u00e3os 
mataram todos os 
partid\u00e1rios do rei, e 
expulsaram-nos do nosso 
pa\u00eds. {I}7_{/}Manda algu\u00e9m da 
tua confian\u00e7a para 
examinar a devasta\u00e7\u00e3o que 
Judas nos causou, a n\u00f3s e 
\u00e0 prov\u00edncia do rei. 
Castiga-os a todos e 
\u00e0queles que os apoiam\u00bb.
{I}8_{/}O rei escolheu 
B\u00e1quides, um dos seus 
amigos, governador das 
regi\u00f5es do outro lado do 
rio Eufrates, homem 
importante no reino e da 
confian\u00e7a do rei. {I}9_{/}E 
mandou-o com o \u00edmpio 
Alcimo, confirmado no 
cargo de sumo sacerdote, 
dando-lhe ordem para 
castigar os israelitas. 
{I}10_{/}Eles partiram para a 
Judeia com um grande 
ex\u00e9rcito. B\u00e1quides mandou 
alguns mensageiros a 
Judas e seus irm\u00e3os, com 
falsas propostas de paz. 
{I}11_{/}Estes, por\u00e9m, n\u00e3o 
deram ouvidos \u00e0s suas 
palavras, porque 
perceberam que tinham 
vindo com muitos 
soldados. {I}12_{/}Apesar de 
tudo, um grupo de 
escribas reuniu-se com 
Alcimo e B\u00e1quides, para 
encontrar uma solu\u00e7\u00e3o 
justa. {I}13_{/}Os assideus 
foram os primeiros 
israelitas a pedir a paz. 
{I}14_{/}Pensavam assim: 
\u00abQuem veio com o ex\u00e9rcito 
\u00e9 um sacerdote da 
descend\u00eancia de Aar\u00e3o. 
Ele n\u00e3o nos vai trair\u00bb. 
{I}15_{/}B\u00e1quides conversou 
amigavelmente com eles e 
at\u00e9 jurou: \u00abN\u00f3s n\u00e3o vamos 
fazer nenhum mal, nem a 
v\u00f3s nem aos vossos 
amigos!\u00bb {I}16_{/}Os assideus 
acreditaram neles. Por\u00e9m 
Alcimo prendeu sessenta 
deles e matou-os no mesmo 
dia, conforme a passagem 
da Escritura: 
{I}17_{/}\u00abEspalharam em volta 
de Jerusal\u00e9m os cad\u00e1veres 
e o sangue dos teus 
devotos, e n\u00e3o havia 
ningu\u00e9m para os 
sepultar\u00bb. {I}18_{/}A partir 
da\u00ed, o medo e o pavor 
tomaram conta do povo. 
Diziam: \u00abEles n\u00e3o t\u00eam 
sinceridade nem honradez. 
Faltaram \u00e0 palavra e ao 
juramento\u00bb. 
{I}19_{/}B\u00e1quides saiu de 
Jerusal\u00e9m e foi acampar 
em Bet-Zet. A\u00ed mandou 
prender muitos homens que 
tinham passado para o seu 
lado e mais alguns dentre 
o povo. Em seguida, 
matou-os a todos e 
lan\u00e7ou-os na cisterna 
grande. {I}20_{/}Depois 
confiou a regi\u00e3o a 
Alcimo, deixou o ex\u00e9rcito 
com ele, a fim de lhe dar 
for\u00e7a, e voltou para 
junto do rei. {I}21_{/}Alcimo 
batalhava pelo cargo de 
sumo sacerdote. {I}22_{/}Em 
torno dele reuniram-se 
todos os agitadores do 
povo: conseguiram dominar 
a Judeia e fizeram um 
estrago enorme em Israel. 
{I}23_{/}Judas notou que o 
mal provocado por Alcimo 
e seus companheiros entre 
a gente de Israel era 
muito maior que o 
provocado pelos pag\u00e3os. 
{I}24_{/}Percorreu, ent\u00e3o, 
todo o territ\u00f3rio da 
Judeia, castigando os 
traidores e impedindo-os 
de fazer incurs\u00f5es pelo 
pa\u00eds. {I}25_{/}Ao ver que 
Judas e os seus 
companheiros estavam a 
ficar mais fortes, e 
reconhecendo-se incapaz 
de lhes resistir, Alcimo 
voltou para junto do rei 
e acusou-os de muitas 
maldades.
SEM SOLIDARIEDADE N\u00c3O H\u00c1 
VIT\u00d3RIA{/}

{I}26_{/}Ent\u00e3o o rei 
mandou Nicanor, um dos 
seus generais mais 
importantes, inimigo 
mortal dos israelitas, 
para exterminar o povo. 
{I}27_{/}Nicanor chegou a 
Jerusal\u00e9m com numeroso 
ex\u00e9rcito e mandou falsas 
mensagens de paz a Judas 
e seus irm\u00e3os. Dizia: 
{I}28_{/}\u00abN\u00e3o \u00e9 preciso haver 
guerra entre mim e v\u00f3s! 
Vou a\u00ed com poucos homens 
para vos fazer uma visita 
de amigo\u00bb. {I}29_{/}E foi 
procurar Judas. Os dois 
cumprimentaram-se 
amavelmente, mas os 
inimigos estavam 
preparados para 
sequestrar Judas. {I}30_{/}No 
entanto, Judas percebeu 
que a visita de Nicanor 
era uma armadilha, e 
ficou com tal medo, que 
n\u00e3o quis tornar a v\u00ea-lo. 
{I}31_{/}Nicanor tamb\u00e9m 
percebeu que as suas 
inten\u00e7\u00f5es tinham sido 
descobertas e partiu para 
enfrentar Judas em 
Cafarsalama. 
{I}32_{/}Tombaram cerca de 
quinhentos homens de 
Nicanor, e os outros 
fugiram para a Cidade de 
David.
{I}33_{/}Depois disso, 
Nicanor subiu ao monte 
Si\u00e3o. Alguns sacerdotes e 
anci\u00e3os do povo sa\u00edram do 
Templo para o 
cumprimentarem 
cordialmente e mostrar-
lhe o holocausto que era 
oferecido por inten\u00e7\u00e3o do 
rei. {I}34_{/}Nicanor, por\u00e9m, 
zombou, ridicularizou-os, 
cuspiu neles e disse as 
maiores insol\u00eancias. 
{I}35_{/}E jurou, com raiva: 
\u00abSe n\u00e3o me entregardes 
agora mesmo Judas e o seu 
ex\u00e9rcito, juro que 
incendiarei este Templo 
quando eu voltar 
vitorioso\u00bb. E saiu dali, 
furioso. {I}36_{/}Os 
sacerdotes entraram no 
Templo, ficaram de p\u00e9 
diante do altar e do 
santu\u00e1rio, e come\u00e7aram a 
clamar a Deus, chorando: 
{I}37_{/}\u00abTu escolheste esta 
casa para que o teu Nome 
fosse invocado nela, para 
que fosse uma casa de 
ora\u00e7\u00e3o e prece para o teu 
povo. {I}38_{/}Executa a 
vingan\u00e7a contra esse 
indiv\u00edduo e o seu 
ex\u00e9rcito: que eles morram 
\u00e0 espada! Lembra-Te das 
blasf\u00e9mias deles, e n\u00e3o 
lhes concedas descanso\u00bb.
{I}39_{/}Nicanor saiu de 
Jerusal\u00e9m e foi acampar 
em Bet-Horon. A\u00ed veio 
juntar-se a ele um 
ex\u00e9rcito da S\u00edria. 
{I}40_{/}Judas acampou em 
Adasa, com tr\u00eas mil 
homens, e rezou assim: 
{I}41_{/}\u00abQuando os 
mensageiros do rei 
disseram insol\u00eancias, o 
teu anjo foi ao 
acampamento deles e matou 
cento e oitenta e cinco 
mil homens. {I}42_{/}Da mesma 
forma, esmaga hoje este 
ex\u00e9rcito que est\u00e1 na 
nossa frente, para que 
todos fiquem a saber que 
Nicanor blasfemou contra 
o teu Templo. Condena-o 
na medida do mal que ele 
praticou!\u00bb {I}43_{/}Os 
ex\u00e9rcitos enfrentaram-se 
no dia treze do m\u00eas de 
Adar, e o ex\u00e9rcito de 
Nicanor foi derrotado. 
Ele foi o primeiro a 
tombar em combate. 
{I}44_{/}Os soldados, quando 
viram que Nicanor tinha 
ca\u00eddo morto, deixaram as 
armas e fugiram. {I}45_{/}Os 
judeus perseguiram-nos 
durante um dia, desde 
Adasa at\u00e9 perto de 
Gazara, tocando as 
trombetas atr\u00e1s deles, 
com toque de alarme. 
{I}46_{/}De todos os povoados 
da Judeia, que ficavam 
pr\u00f3ximos, o povo sa\u00eda e 
cercava-os, de modo que 
uns se voltavam contra os 
outros. Dessa forma, 
ca\u00edram todos mortos \u00e0 
espada, sem sobrar 
nenhum. {I}47_{/}Recolheram 
os despojos e fizeram o 
saque. Cortaram a cabe\u00e7a 
e a m\u00e3o direita de 
Nicanor, que ele tinha 
levantado com desprezo, e 
levaram-na para a mostrar 
ao povo, em Jerusal\u00e9m. 
{I}48_{/}O povo ficou muito 
alegre e comemorou esse 
dia como dia de festa. 
{I}49_{/}Resolveram celebrar 
esta data anualmente, no 
dia treze de Adar. 
{I}50_{/}Assim a Judeia ficou 
tranquila por algum 
tempo.
{1}8{/}

UM SISTEMA PROMISSOR?{/}

{I}1_{/}Judas ouviu falar 
da fama dos romanos, que 
eram poderosos e 
valentes. Diziam que eram 
bons para com os seus 
aliados e ofereciam 
acordo de amizade a quem 
quer que os procurasse. 
{I}2_{/}Falaram-lhe tamb\u00e9m 
das guerras e proezas que 
eles tinham realizado 
entre os gauleses, como 
os tinham derrotado e 
obrigado a pagar-lhes 
tributo. {I}3_{/}Falavam 
tamb\u00e9m do que eles tinham 
realizado na regi\u00e3o da 
Espanha, para se 
apossarem das minas de 
prata e ouro que l\u00e1 
havia; {I}4_{/}e ainda, como 
dominavam todos os 
lugares com prud\u00eancia e 
persist\u00eancia, mesmo que 
algum lugar ficasse muito 
distante deles. Falavam 
tamb\u00e9m dos reis que 
tinham vindo do outro 
lado do mundo para 
guerrear contra eles, e 
que foram derrotados 
fragorosamente; outros 
simplesmente pagavam-lhes 
tributo todos os anos. 
{I}5_{/}As not\u00edcias falavam 
tamb\u00e9m de Filipe e 
Perseu, reis dos 
maced\u00f3nios, e tamb\u00e9m de 
outros que tentaram 
revoltar-se contra os 
romanos, mas foram 
subjugados. {I}6_{/}Diziam 
ainda que tamb\u00e9m Ant\u00edoco, 
o Grande, rei da \u00c1sia, 
tinha enfrentado os 
romanos com cento e vinte 
elefantes, cavalaria e 
carros de guerra, al\u00e9m de 
numerosa infantaria, e 
fora esmagado por eles. 
{I}7_{/}Os romanos apanharam-
no vivo e determinaram 
que ele e os seus 
sucessores pagariam altos 
tributos e entregariam 
ref\u00e9ns e territ\u00f3rios. 
{I}8_{/}Tomaram as regi\u00f5es da 
L\u00edcia, M\u00edsia e L\u00eddia, as 
mais bonitas da \u00c1sia, e 
entregaram-nas ao rei 
Eumenes. {I}9_{/}Os gregos 
planearam lutar contra 
eles e derrot\u00e1-los, 
{I}10_{/}mas o seu plano foi 
descoberto pelos romanos, 
que mandaram contra eles 
um general apenas. Um 
n\u00famero imenso deles 
tombou, mulheres e 
crian\u00e7as foram presas. Os 
romanos saquearam o que 
eles possu\u00edam, subjugaram 
o pa\u00eds, destru\u00edram as 
suas fortalezas, e 
fizeram-nos escravos, at\u00e9 
ao dia de hoje. 
{I}11_{/}Outros reinos e 
ilhas que foram capazes 
de lhes resistir noutra 
ocasi\u00e3o, por fim foram 
derrotados e 
escravizados. Com os seus 
amigos, por\u00e9m, e com 
todos os que confiavam no 
seu apoio, os romanos 
sempre conservaram a sua 
amizade. {I}12_{/}Eles 
dominaram reis, tanto de 
perto como de longe. 
Todos os que ouviam o seu 
nome ficavam com medo. 
{I}13_{/}Aqueles a quem eles 
querem ajudar nas suas 
pretens\u00f5es ao trono, 
chegam a ser reis. A quem 
querem depor, eles 
dep\u00f5em-nos. Est\u00e3o no auge 
do poder. {I}14_{/}Apesar de 
tudo, nenhum deles usa 
coroa ou manto de p\u00farpura 
para se engrandecer com 
essas coisas. 
{I}15_{/}Organizaram um 
senado de trezentos e 
vinte senadores. 
Diariamente se consultam 
uns aos outros a respeito 
do povo e da melhor 
maneira de govern\u00e1-lo. 
{I}16_{/}Para cada ano, 
confiam a um deles o 
encargo de dirigir o 
Senado e governar o pa\u00eds. 
Todos obedecem a esse 
\u00fanico homem, e n\u00e3o existe 
inveja nem rivalidade 
entre eles.
O PERIGO DA ALIAN\u00c7A COM 
OS GRANDES{/}

{I}17_{/}Judas escolheu 
Eupolemo, filho de Jo\u00e3o, 
da fam\u00edlia de Acos, e 
Jas\u00e3o, filho de Eleazar, 
e mandou-os a Roma para 
firmarem um acordo de 
amizade e m\u00fatua defesa, 
{I}18_{/}com a inten\u00e7\u00e3o de 
sacudir a domina\u00e7\u00e3o 
grega, pois sentiam que o 
reino dos gregos estava a 
reduzir Israel \u00e0 
escravid\u00e3o. {I}19_{/}Eles 
partiram para Roma e, 
depois da longa viagem, 
entraram no Senado, e 
disseram: {I}20_{/}\u00abJudas 
Macabeu, seus irm\u00e3os e 
todo o povo judeu 
enviaram-nos a Vossas 
Excel\u00eancias, a fim de 
estabelecer entre n\u00f3s um 
acordo de amizade e m\u00fatua 
defesa, e para sermos 
contados entre os vossos 
amigos e aliados\u00bb. 
{I}21_{/}Os senadores 
aprovaram o pedido. 
{I}22_{/}Segue a resposta que 
mandaram escrever em 
placas de bronze e 
enviaram a Jerusal\u00e9m, 
para ficar na posse dos 
judeus, documentando o 
acordo de amizade e a 
m\u00fatua defesa:
{I}23_{/}\u00abBem-estar aos 
romanos e aos judeus, na 
terra e no mar, para 
sempre. Longe deles a 
espada inimiga. 
{I}24_{/}Sempre que Roma for 
atacada, ou algum dos 
seus aliados, em todos os 
seus dom\u00ednios, {I}25_{/}o 
povo judeu lutar\u00e1 a seu 
lado, conforme lhe for 
poss\u00edvel na ocasi\u00e3o, mas 
com toda a boa vontade. 
{I}26_{/}Por decis\u00e3o de Roma, 
aos agressores ningu\u00e9m 
dar\u00e1 ou fornecer\u00e1 trigo, 
armas, dinheiro ou 
navios. E observar\u00e3o 
esses compromissos sem 
receber nada em troca. 
{I}27_{/}Da mesma forma, se o 
povo judeu for atacado, 
os romanos lutar\u00e3o ao seu 
lado com todo o 
interesse, conforme lhes 
for poss\u00edvel na ocasi\u00e3o. 
{I}28_{/}Por decis\u00e3o de Roma, 
aos agressores ningu\u00e9m 
dar\u00e1 ou fornecer\u00e1 trigo, 
armas, dinheiro ou 
navios. E observar\u00e3o esse 
compromisso lealmente. 
{I}29_{/}Isto \u00e9 o que ficou 
combinado entre romanos e 
judeus. {I}30_{/}Al\u00e9m do 
mais, se alguma das 
partes quiser acrescentar 
ou tirar alguma coisa, s\u00f3 
se far\u00e1 de comum acordo, 
e o que for acrescentado 
ou tirado ter\u00e1 for\u00e7a de 
lei. {I}31_{/}Quanto aos 
estragos que o rei 
Dem\u00e9trio est\u00e1 a provocar 
aos judeus, n\u00f3s j\u00e1 lhe 
escrevemos, nestes 
termos: "Porque \u00e9 que 
oprimes tiranicamente os 
judeus, nossos amigos e 
aliados? {I}32_{/}Se eles 
vierem outra vez queixar-
se de ti, n\u00f3s 
defenderemos os seus 
direitos, atacando-te por 
terra e mar"\u00bb.
{1}9{/}

A MORTE DO HER\u00d3I POPULAR{/}

{I}1_{/}Ao ouvir que 
Nicanor e o seu ex\u00e9rcito 
tinham sucumbido no 
combate, Dem\u00e9trio 
resolveu mandar novamente 
B\u00e1quides e Alcimo at\u00e9 \u00e0 
Judeia, com a ala direita 
do ex\u00e9rcito. {I}2_{/}Tomaram 
o caminho da Galileia e 
acamparam perto de 
Masalot, no territ\u00f3rio de 
Arbelas. Tomaram a cidade 
e mataram muita gente. 
{I}3_{/}No primeiro m\u00eas do 
ano cento e cinquenta e 
dois, acamparam diante de 
Jerusal\u00e9m. {I}4_{/}Depois 
sa\u00edram da\u00ed e foram em 
direc\u00e7\u00e3o a Beerzet, com 
vinte mil homens de 
infantaria e dois mil de 
cavalaria. {I}5_{/}Judas 
estava acampado em Elasa, 
com tr\u00eas mil homens 
escolhidos. {I}6_{/}Ao ver o 
tamanho do ex\u00e9rcito 
inimigo, muitos deles 
come\u00e7aram a ficar com 
medo e abandonaram o 
acampamento, ficando 
apenas oitocentos homens. 
{I}7_{/}Judas viu que o seu 
ex\u00e9rcito se estava a 
desfazer e que a batalha 
era iminente. Ficou 
desencorajado, porque j\u00e1 
n\u00e3o era poss\u00edvel reunir 
novamente os 
companheiros. {I}8_{/}Ent\u00e3o 
disse aos que tinham 
ficado: \u00abVamos lutar 
contra o inimigo, se \u00e9 
que ainda podemos lutar 
contra ele!\u00bb {I}9_{/}Os 
companheiros tentavam 
convenc\u00ea-lo: \u00abN\u00e3o 
conseguiremos. Vamos 
agora salvar as nossas 
vidas. Depois voltaremos 
com os nossos irm\u00e3os, e 
ent\u00e3o lutaremos contra 
eles. Agora somos muito 
poucos!\u00bb {I}10_{/}Judas 
respondeu: \u00abFugir deles? 
De maneira nenhuma! Se a 
nossa hora chegou, vamos 
morrer com coragem, em 
favor dos nossos irm\u00e3os! 
N\u00e3o vamos deixar mancha 
nenhuma na nossa fama!\u00bb
{I}11_{/}Enquanto isso, o 
ex\u00e9rcito inimigo saiu do 
acampamento e colocou-se 
na frente dos judeus. 
Dividiram a cavalaria em 
duas alas, enquanto os 
atiradores de funda e os 
arqueiros marchavam \u00e0 
frente de todo o 
ex\u00e9rcito, com os mais 
valentes na primeira 
fila. B\u00e1quides estava na 
ala direita. {I}12_{/}E o 
ex\u00e9rcito avan\u00e7ou dos dois 
lados, tocando trombetas. 
Os do lado de Judas 
tamb\u00e9m tocaram as 
trombetas, {I}13_{/}e o solo 
tremeu com o barulho dos 
dois ex\u00e9rcitos. Houve uma 
batalha sem tr\u00e9gua, desde 
o amanhecer at\u00e9 \u00e0 tarde.
{I}14_{/}Ao ver que B\u00e1quides 
e a parte mais forte do 
seu ex\u00e9rcito estavam do 
lado direito, Judas 
reuniu junto de si os que 
estavam com maior 
disposi\u00e7\u00e3o, {I}15_{/}e com 
eles atacou a ala 
direita. Conseguiu 
persegui-los at\u00e9 \u00e0 serra 
de Azara. {I}16_{/}Os da ala 
esquerda, quando viram 
que a ala direita estava 
em apuros, perseguiram 
Judas e seus 
companheiros, e atacaram-
nos por tr\u00e1s. {I}17_{/}A 
batalha ficou mais feroz 
ainda, e de ambos os 
lados ca\u00edram muitos 
mortos. {I}18_{/}Judas tamb\u00e9m 
caiu, e os outros 
fugiram.
{I}19_{/}J\u00f3natas e Sim\u00e3o, 
irm\u00e3os de Judas, tomaram 
o corpo dele e 
sepultaram-no no t\u00famulo 
da fam\u00edlia em Modin, 
{I}20_{/}chorando muito. Todo 
o Israel fez muitas 
lamenta\u00e7\u00f5es por ele, e 
guardou luto durante 
muitos dias, dizendo: 
{I}21_{/}\u00abComo p\u00f4de morrer o 
her\u00f3i, aquele que salvava 
Israel?\u00bb {I}22_{/}O resto das 
ac\u00e7\u00f5es de Judas, as suas 
batalhas e fa\u00e7anhas e a 
sua grandeza n\u00e3o foram 
escritas, por serem 
demasiado numerosas.
IV. J\u00d3NATAS: LUTA E 
DIPLOMACIA{/}

INSEGURAN\u00c7A E 
PERSEGUI\u00c7\u00c3O{/}

{I}23_{/}Depois da morte 
de Judas, os ap\u00f3statas 
come\u00e7aram a levantar-se e 
reapareceram todos os 
malfeitores por todo o 
territ\u00f3rio israelita. 
{I}24_{/}Nessa \u00e9poca, 
alastrou uma fome 
terr\u00edvel, de modo que o 
pa\u00eds inteiro aderiu a 
eles. {I}25_{/}Ent\u00e3o B\u00e1quides 
escolheu alguns \u00edmpios e 
colocou-os como chefes do 
pa\u00eds. {I}26_{/}Eles 
procuravam os partid\u00e1rios 
de Judas, para os levar a 
B\u00e1quides, que os 
castigava e humilhava. 
{I}27_{/}Israel caiu numa 
tribula\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande, 
como nunca tinha havido, 
desde que os profetas 
desapareceram.
{I}28_{/}Ent\u00e3o todos os 
partid\u00e1rios de Judas 
reuniram-se e disseram a 
J\u00f3natas: {I}29_{/}\u00abDesde que 
o teu irm\u00e3o Judas morreu, 
n\u00e3o surgiu outro homem 
igual para tomar a 
iniciativa na luta contra 
os nossos inimigos, 
especialmente esse 
B\u00e1quides e aqueles que 
odeiam o nosso povo. 
{I}30_{/}Por isso, elegemos-
te para o lugar dele como 
nosso chefe e guia, para 
dirigires a nossa luta\u00bb. 
{I}31_{/}Assim J\u00f3natas 
assumiu o comando em 
lugar do seu irm\u00e3o Judas.
RESIST\u00caNCIA EM SITUA\u00c7\u00c3O 
PREC\u00c1RIA{/}

{I}32_{/}B\u00e1quides soube 
disso e procurava matar 
J\u00f3natas. {I}33_{/}Por\u00e9m 
J\u00f3natas, seu irm\u00e3o Sim\u00e3o 
e todos os que estavam do 
seu lado, ao tomarem 
conhecimento disso, 
fugiram para o deserto de 
T\u00e9cua e acamparam perto 
das \u00e1guas da cisterna de 
Asfar. {I}34_{/}Ao saber 
disso, B\u00e1quides foi, num 
s\u00e1bado, com todo o seu 
ex\u00e9rcito, para o outro 
lado do rio Jord\u00e3o.
{I}35_{/}J\u00f3natas mandou seu 
irm\u00e3o Jo\u00e3o \u00e0 frente das 
tropas para pedir aos 
seus amigos nabateus que 
cuidassem de toda a 
bagagem dele, que era 
muita. {I}36_{/}A gente de 
Iambri, por\u00e9m, vindo de 
Madaba, atacou e 
aprisionou Jo\u00e3o e tudo o 
que ele tinha, e foi-se, 
transportando a presa. 
{I}37_{/}Depois disso, 
contaram a J\u00f3natas e 
Sim\u00e3o que a gente de 
Iambri faria uma grande 
festa de casamento e com 
muita solenidade; estavam 
trazendo de Nabata a 
noiva, que era filha de 
um dos grandes senhores 
de Cana\u00e3. {I}38_{/}Lembrando-
se do assassinato do seu 
irm\u00e3o Jo\u00e3o, eles subiram 
ao monte e a\u00ed se 
esconderam. 
{I}39_{/}Observando, notaram 
um tropel e grande 
aparato: era o noivo, 
acompanhado de seus 
amigos e irm\u00e3os, que 
vinha ao encontro da 
noiva, ao som de 
tamborins e outros 
instrumentos, e trazendo 
muitas armas. {I}40_{/}Os 
judeus, saindo do 
esconderijo, atacaram-nos 
e mataram-nos; muitos 
ca\u00edram feridos, e os 
outros fugiram para os 
montes. Os judeus 
recolheram os despojos 
que eles haviam 
abandonado. {I}41_{/}Assim, a 
festa de casamento 
transformou-se em pranto, 
e o som das suas m\u00fasicas 
em c\u00e2ntico f\u00fanebre. 
{I}42_{/}Ap\u00f3s ter vingado a 
morte de seu irm\u00e3o, 
voltaram para as margens 
pantanosas do rio Jord\u00e3o. 
{I}43_{/}Ao saber disso, 
B\u00e1quides foi, num s\u00e1bado, 
com todo o seu ex\u00e9rcito, 
para o outro lado do rio 
Jord\u00e3o. {I}44_{/}J\u00f3natas 
disse aos que estavam com 
ele: \u00abVamos lutar pela 
nossa pr\u00f3pria vida, pois 
hoje n\u00e3o \u00e9 como das 
outras vezes. {I}45_{/}Vamos 
ter luta pela frente e 
pelas costas, pois temos 
as \u00e1guas do Jord\u00e3o de um 
lado, p\u00e2ntano e matagal 
do outro. N\u00e3o h\u00e1 por onde 
escapar. {I}46_{/}Portanto, 
clamai a Deus, pedindo 
que possamos salvar-nos 
das m\u00e3os dos nossos 
inimigos\u00bb. {I}47_{/}Travou-se 
a batalha. J\u00f3natas esteve 
a ponto de atingir 
B\u00e1quides, mas este 
escapou desviando-se para 
tr\u00e1s. {I}48_{/}Ent\u00e3o J\u00f3natas 
e os seus companheiros 
lan\u00e7aram-se ao rio Jord\u00e3o 
e atravessaram-no a nado, 
mas a gente de B\u00e1quides 
n\u00e3o atravessou o rio para 
os perseguir. {I}49_{/}Nesse 
dia, B\u00e1quides perdeu 
cerca de mil homens.
\u00c9 IMPOSS\u00cdVEL GOVERNAR SEM 
O POVO{/}

{I}50_{/}B\u00e1quides voltou 
para Jerusal\u00e9m e passou a 
construir cidades 
fortificadas na Judeia. 
Construiu fortalezas em 
Jeric\u00f3, Ema\u00fas, Bet-Horon, 
Betel, Tamnata, Faraton e 
Tefon, todas com muralhas 
bem altas, port\u00f5es e 
trancas. {I}51_{/}Em cada uma 
delas colocou um pelot\u00e3o 
de soldados para combater 
contra Israel. 
{I}52_{/}Fortificou tamb\u00e9m as 
cidades de Betsur, Gazara 
e a fortaleza, colocando 
nelas contingentes 
militares e mantimentos. 
{I}53_{/}Tomou os filhos dos 
dirigentes do pa\u00eds como 
ref\u00e9ns e deixou-os presos 
na fortaleza, em 
Jerusal\u00e9m.
{I}54_{/}No segundo m\u00eas do 
ano cento e cinquenta e 
tr\u00eas, Alcimo mandou 
derrubar o muro do p\u00e1tio 
interno do Templo. Ele 
pretendia destruir o que 
os profetas tinham feito, 
mas apenas come\u00e7ou a 
executar a demoli\u00e7\u00e3o. 
{I}55_{/}Na mesma ocasi\u00e3o, 
ele caiu doente, e as 
suas obras foram 
interrompidas. A sua boca 
ficou paralisada, de modo 
que n\u00e3o podia falar, nem 
dirigir a sua casa. 
{I}56_{/}Pouco depois, morreu 
no meio de grandes 
sofrimentos. 
{I}57_{/}B\u00e1quides, ao saber 
da morte de Alcimo, 
voltou para junto do rei, 
e a Judeia ficou 
tranquila durante dois 
anos.
UM PASSO EM FRENTE{/}

{I}58_{/}Todos os 
ap\u00f3statas se reuniram em 
conselho e combinaram: 
\u00abVede como J\u00f3natas e os 
seus companheiros vivem 
tranquilos e seguros! 
Vamos trazer B\u00e1quides de 
volta, e ele ser\u00e1 capaz 
de os prender a todos 
numa s\u00f3 noite\u00bb. 
{I}59_{/}Ent\u00e3o foram 
conversar com B\u00e1quides. 
{I}60_{/}Este marchou com um 
grande ex\u00e9rcito e, ao 
mesmo tempo, mandou 
instru\u00e7\u00f5es secretas a 
todos os seus 
colaboradores na Judeia, 
para que ajudassem a 
capturar J\u00f3natas e os 
seus companheiros. Mas 
nada conseguiram, porque 
o seu plano foi 
descoberto. {I}61_{/}Os 
companheiros de J\u00f3natas 
prenderam e mataram uns 
cinquenta homens do 
territ\u00f3rio, que eram os 
cabecilhas dessa trai\u00e7\u00e3o.
{I}62_{/}J\u00f3natas, Sim\u00e3o e 
seus companheiros fugiram 
para Bet-Basi, na regi\u00e3o 
do deserto. Reconstru\u00edram 
e refor\u00e7aram o lugar. 
{I}63_{/}Logo que soube 
disso, B\u00e1quides juntou 
todas as suas tropas, 
mandou avisar a gente da 
Judeia {I}64_{/}e foi cercar 
Bet-Basi. Lutou contra a 
cidade durante muito 
tempo e fez at\u00e9 m\u00e1quinas 
de assalto. {I}65_{/}J\u00f3natas 
deixou o irm\u00e3o Sim\u00e3o na 
cidade, e saiu para campo 
aberto com um n\u00famero 
reduzido de companheiros. 
{I}66_{/}Derrotou Odomer e 
seus irm\u00e3os e tamb\u00e9m a 
gente de Farison, que 
estava no acampamento. 
Assim eles come\u00e7aram a 
vencer e foram crescendo 
em for\u00e7as. {I}67_{/}Enquanto 
isso, Sim\u00e3o e os que 
tinham ficado com ele 
sa\u00edram da cidade e 
deitaram fogo \u00e0s m\u00e1quinas 
de assalto. {I}68_{/}Em 
seguida, lutaram 
directamente contra 
B\u00e1quides, e derrotaram-
no. B\u00e1quides ficou muito 
humilhado, porque o seu 
plano e campanha tinham 
sido in\u00fateis. {I}69_{/}Ficou 
furioso contra os 
ap\u00f3statas, que lhe tinham 
aconselhado a fazer essa 
expedi\u00e7\u00e3o; matou muitos, 
e resolveu voltar para a 
sua terra. {I}70_{/}Ao saber 
da decis\u00e3o de B\u00e1quides, 
J\u00f3natas mandou 
embaixadores para lhe 
propor a paz e a troca de 
prisioneiros. {I}71_{/}Ele 
aceitou, fez o que 
J\u00f3natas prop\u00f4s e jurou 
que nunca mais iria 
prejudic\u00e1-lo durante toda 
a vida. {I}72_{/}Devolveu os 
prisioneiros que tinha 
feito na Judeia, voltou 
para a sua terra e nunca 
mais fez incurs\u00f5es no 
territ\u00f3rio judaico.
{I}73_{/}Assim Israel ficou 
livre da guerra. J\u00f3natas 
foi morar em Macmas, 
come\u00e7ou a governar o povo 
e fez desaparecer os 
\u00edmpios do meio de Israel.
{1}10{/}

N\u00c3O SE TORNAR JOGUETE DOS 
PODEROSOS{/}

{I}1_{/}No ano cento e 
sessenta, Alexandre, 
filho de Ant\u00edoco 
Ep\u00edfanes, embarcou, tomou 
posse de Ptolemaida, foi 
bem recebido, e come\u00e7ou a 
reinar l\u00e1. {I}2_{/}Ao receber 
a not\u00edcia, o rei Dem\u00e9trio 
reuniu um enorme ex\u00e9rcito 
e partiu para o 
enfrentar. {I}3_{/}Dem\u00e9trio 
enviou a J\u00f3natas uma 
carta com palavras 
amigas, prometendo 
engrandec\u00ea-lo muito. 
{I}4_{/}Ele pensava: \u00abVamos 
fazer j\u00e1 um acordo com 
ele, antes que ele fa\u00e7a 
acordo com Alexandre e 
contra n\u00f3s. {I}5_{/}Caso 
contr\u00e1rio, ele poder\u00e1 
lembrar-se de todo o mal 
que n\u00f3s lhe fizemos, a 
ele, aos seus irm\u00e3os e a 
toda a sua gente\u00bb. 
{I}6_{/}Nessa carta, dava-lhe 
autoridade para recrutar 
ex\u00e9rcito, fabricar armas 
e ser aliado seu, al\u00e9m de 
ordenar que lhe fossem 
entregues os ref\u00e9ns que 
estavam na fortaleza.
{I}7_{/}J\u00f3natas foi at\u00e9 
Jerusal\u00e9m e leu a carta a 
todo o povo, de modo que 
pudessem ouvir tamb\u00e9m os 
que estavam na fortaleza. 
{I}8_{/}Todos ficaram muito 
assustados ao ouvir que o 
rei lhe tinha dado 
autoriza\u00e7\u00e3o para recrutar 
ex\u00e9rcito. {I}9_{/}Os que 
estavam na fortaleza 
entregaram-lhe os ref\u00e9ns, 
que J\u00f3natas devolveu \u00e0s 
suas fam\u00edlias. 
{I}10_{/}J\u00f3natas passou a 
morar em Jerusal\u00e9m, e 
come\u00e7ou a reconstruir e 
restaurar a cidade. 
{I}11_{/}Aos que estavam 
executando a reforma das 
muralhas, em volta do 
monte Si\u00e3o, mandou que 
usassem pedras quadradas, 
para ficarem mais 
resistentes. Eles assim 
fizeram. {I}12_{/}Ent\u00e3o os 
estrangeiros que estavam 
nas fortalezas, 
constru\u00eddas por B\u00e1quides, 
fugiram. {I}13_{/}Cada um 
abandonou o posto e foi-
se embora para a sua 
terra. {I}14_{/}Somente em 
Betsur ficaram alguns 
ap\u00f3statas que tinham 
abandonado a Lei e os 
mandamentos. Era ali o 
ref\u00fagio deles.
{I}15_{/}O rei Alexandre 
soube das promessas que 
Dem\u00e9trio tinha feito a 
J\u00f3natas. Contaram-lhe 
tamb\u00e9m as batalhas e 
fa\u00e7anhas que J\u00f3natas e 
seus irm\u00e3os tinham 
realizado e as 
dificuldades que tinham 
superado. {I}16_{/}Ele 
comentou: \u00abNunca iremos 
encontrar homem igual a 
esse! Vamos fazer dele um 
amigo e aliado nosso!\u00bb 
{I}17_{/}Ent\u00e3o, enviou-lhe 
uma carta nestes termos: 
{I}18_{/}\u00abDo rei Alexandre ao 
seu irm\u00e3o J\u00f3natas. 
Sauda\u00e7\u00f5es! {I}19_{/}Estamos 
bem informados a teu 
respeito e sabemos que \u00e9s 
homem corajoso e forte, 
com qualidades para ser 
nosso amigo. {I}20_{/}Por 
isso, n\u00f3s te nomeamos 
hoje sumo sacerdote do 
teu povo, e ter\u00e1s o 
t\u00edtulo de amigo do rei. 
N\u00f3s confiamos que tu 
estar\u00e1s connosco nos 
nossos objectivos e que 
ser\u00e1s sempre nosso 
amigo\u00bb. E mandou-lhe um 
manto de p\u00farpura e uma 
coroa de ouro.
{I}21_{/}Na festa das Tendas, 
no s\u00e9timo m\u00eas do ano 
cento e sessenta, J\u00f3natas 
come\u00e7ou a usar as vestes 
sagradas. Enquanto isso, 
ia tamb\u00e9m recrutando 
soldados e fabricando 
muitas armas.
DISCERNIR PARA N\u00c3O 
PERDER{/}

{I}22_{/}Dem\u00e9trio ouviu 
falar disso, e ficou 
muito contrariado. 
Pensou: {I}23_{/}\u00abQue \u00e9 que 
n\u00f3s fizemos para que 
Alexandre tenha 
conseguido passar \u00e0 nossa 
frente e conquistado a 
amizade dos judeus? 
{I}24_{/}Tamb\u00e9m eu vou 
escrever-lhes palavras de 
encorajamento, de elogios 
e com promessa de 
donativos, para ficarem 
do meu lado\u00bb. {I}25_{/}E 
mandou-lhes uma carta 
redigida nestes termos: 
\u00abDo rei Dem\u00e9trio ao povo 
judeu. Sauda\u00e7\u00f5es! 
{I}26_{/}Fic\u00e1mos muito 
contentes ao saber que 
estais observando os 
acordos feitos connosco, 
e que continuais nossos 
amigos fi\u00e9is, sem passar 
para o lado dos nossos 
inimigos. {I}27_{/}Continuai 
fi\u00e9is a n\u00f3s e 
retribuiremos com 
benef\u00edcios tudo aquilo 
que fizerdes por n\u00f3s: 
{I}28_{/}isentar-vos-emos de 
muitos impostos e 
concederemos favores. 
{I}29_{/}A partir de agora, 
eu libero e isento todos 
os judeus de pagar o 
tributo e o imposto sobre 
o sal e sobre o ouro da 
coroa. {I}30_{/}Renuncio \u00e0 
ter\u00e7a parte da produ\u00e7\u00e3o 
de planta\u00e7\u00f5es anuais e \u00e0 
metade do fruto das 
\u00e1rvores a que eu teria 
direito. A partir de hoje 
e para todo o sempre, 
deixo de recolher tudo 
isso da Judeia e dos seus 
tr\u00eas distritos anexos da 
Samaria e da Galileia. 
{I}31_{/}Jerusal\u00e9m seja uma 
cidade santa e isenta, 
juntamente com o seu 
territ\u00f3rio, sem d\u00edzimos e 
sem impostos.
{I}32_{/}Renuncio tamb\u00e9m ao 
poder sobre a fortaleza 
que est\u00e1 em Jerusal\u00e9m, 
passando-a para o sumo 
sacerdote, a fim de que 
coloque nela homens por 
ele escolhidos para a 
guardar. {I}33_{/}Dou 
gratuitamente a liberdade 
a todo o prisioneiro de 
guerra que tenha sido 
levado da Judeia para 
qualquer parte do meu 
reino. Todos ficar\u00e3o 
livres de qualquer 
tributo, inclusive sobre 
os animais. {I}34_{/}Todos os 
dias de festa, s\u00e1bados, 
luas novas, dias santos, 
como tamb\u00e9m os tr\u00eas dias 
antes e tr\u00eas dias depois 
de cada festa, ser\u00e3o dias 
de isen\u00e7\u00e3o e amnistia de 
impostos para todos os 
judeus que moram no meu 
reino. {I}35_{/}Ningu\u00e9m 
estar\u00e1 autorizado a 
perturbar ou incomodar 
nenhum judeu por nenhum 
motivo. {I}36_{/}Ser\u00e3o 
recrutados cerca de 
trinta mil judeus para os 
ex\u00e9rcitos do rei, e eles 
receber\u00e3o o mesmo 
pagamento que as outras 
tropas reais. {I}37_{/}Alguns 
deles ser\u00e3o destacados 
para as maiores 
fortalezas do rei, e 
outros ser\u00e3o nomeados 
para cargos de confian\u00e7a 
no reino. Os seus chefes 
e comandantes ser\u00e3o 
escolhidos entre eles, e 
todos poder\u00e3o viver de 
acordo com as suas 
pr\u00f3prias leis, conforme o 
rei determina para toda a 
Judeia.
{I}38_{/}Quanto aos tr\u00eas 
distritos da prov\u00edncia da 
Samaria que foram 
anexados \u00e0 Judeia, sejam 
com ela considerados 
dependentes de um s\u00f3 
governo e n\u00e3o estejam 
debaixo de nenhuma outra 
autoridade que n\u00e3o seja a 
do sumo sacerdote. 
{I}39_{/}Fa\u00e7o doa\u00e7\u00e3o de 
Ptolemaida e sua regi\u00e3o 
ao Templo de Jerusal\u00e9m, a 
fim de cobrir as despesas 
do culto. {I}40_{/}Farei 
tamb\u00e9m em cada ano um 
donativo pessoal de 
quinze mil moedas de 
prata, tiradas dentre as 
rendas do rei, que ser\u00e3o 
recolhidas em localidades 
mais convenientes. {I}41_{/}E 
o que ainda devo, isto \u00e9, 
o que n\u00e3o foi pago pelos 
meus encarregados, como 
se fazia no come\u00e7o, agora 
ser\u00e1 tudo entregue para 
as obras do Templo. 
{I}42_{/}Al\u00e9m disso, as cinco 
mil moedas de prata que 
eram recolhidas, em cada 
ano, das rendas do 
Templo, vou deixar de as 
recolher, porque 
pertencem aos sacerdotes 
oficiantes. {I}43_{/}Ficam 
amnistiados todos os que 
fugirem para o Templo ou 
para a sua \u00e1rea, por 
causa de impostos reais 
ou por qualquer outra 
cobran\u00e7a, assim como lhes 
fica tamb\u00e9m garantida a 
posse de tudo o que \u00e9 
seu, dentro do meu reino. 
{I}44_{/}As despesas com a 
reconstru\u00e7\u00e3o e 
restaura\u00e7\u00e3o do Templo 
ficam por conta do 
tesouro real. {I}45_{/}Tamb\u00e9m 
sair\u00e3o do tesouro real as 
despesas para a 
reconstru\u00e7\u00e3o das muralhas 
de Jerusal\u00e9m e para as 
fortifica\u00e7\u00f5es ao seu 
redor. E a mesma coisa 
para se reerguerem outras 
muralhas na Judeia\u00bb. 
{I}46_{/}J\u00f3natas e o povo 
ouviram as propostas de 
Dem\u00e9trio, mas n\u00e3o 
acreditaram, nem as 
aceitaram, pois estavam 
muito bem lembrados do 
grande mal que ele tinha 
feito contra Israel e 
como os havia oprimido. 
{I}47_{/}Preferiram 
Alexandre, que foi o 
primeiro a enviar-lhes 
mensagens de paz, e 
tornaram-se aliados 
permanentes dele.
{I}48_{/}Ent\u00e3o o rei 
Alexandre reuniu grande 
ex\u00e9rcito e partiu para 
lutar contra Dem\u00e9trio. 
{I}49_{/}Os dois reis 
travaram combate, e o 
ex\u00e9rcito de Dem\u00e9trio 
acabou por fugir. 
Alexandre foi em sua 
persegui\u00e7\u00e3o e derrotou-o. 
{I}50_{/}A batalha foi muito 
dura e demorou at\u00e9 ao p\u00f4r 
do sol. E, nesse dia, 
Dem\u00e9trio morreu.
AMBIGUIDADE P\u00d3S-
REVOLUCION\u00c1RIA{/}

{I}51_{/}Alexandre enviou 
embaixadores a Ptolomeu, 
rei do Egipto, com a 
seguinte mensagem: 
{I}52_{/}\u00abAp\u00f3s voltar para o 
meu reino, e depois de me 
sentar no trono real dos 
meus pais e assumir o 
poder, esmaguei Dem\u00e9trio 
e recuperei o nosso 
territ\u00f3rio. {I}53_{/}Travei 
batalha contra ele e o 
seu ex\u00e9rcito, e derrotei-
o. Em seguida, sentei-me 
no trono real dele. 
{I}54_{/}Agora fa\u00e7amos 
alian\u00e7a entre n\u00f3s: d\u00e1-me 
a tua filha como esposa, 
e eu tornar-me-ei teu 
genro. A ti e a ela darei 
presentes dignos de ti\u00bb.
{I}55_{/}O rei Ptolomeu 
respondeu: \u00abFeliz o dia 
em que voltaste para a 
terra dos teus pais, e te 
sentaste no trono real! 
{I}56_{/}Farei o que me 
propuseste na carta. Mas 
vem ao meu encontro em 
Ptolemaida, para que 
possamos ver-nos 
pessoalmente e tornar-me-
ei teu sogro, como me 
pediste\u00bb.
{I}57_{/}Ptolomeu partiu do 
Egipto, levando consigo a 
filha Cle\u00f3patra, e foi 
at\u00e9 Ptolemaida, no ano 
cento e sessenta e dois. 
{I}58_{/}O rei Alexandre foi 
ao seu encontro. Ptolomeu 
entregou-lhe sua filha 
Cle\u00f3patra e celebrou o 
casamento em Ptolemaida, 
com grandes solenidades, 
como os reis costumam 
fazer. {I}59_{/}O rei 
Alexandre escreveu tamb\u00e9m 
a J\u00f3natas, convidan-do-o 
a ir ao seu encontro. 
{I}60_{/}J\u00f3natas foi a 
Ptolemaida com todo o 
aparato, e a\u00ed encontrou 
os dois reis. Deu-lhes 
prata, ouro e muitos 
presentes, e aos seus 
amigos. Foi muito bem 
tratado por eles. 
{I}61_{/}Reuniu-se, por\u00e9m, 
contra ele a peste de 
Israel, alguns ap\u00f3statas 
prontos para o acusarem. 
Mas o rei n\u00e3o lhes deu 
aten\u00e7\u00e3o. {I}62_{/}Pelo 
contr\u00e1rio, mandou J\u00f3natas 
mudar de roupa, e 
revestiram-no com 
p\u00farpura. E assim foi 
feito. {I}63_{/}Em seguida, o 
rei fez com que ele se 
sentasse ao seu lado. E 
disse aos oficiais: \u00abSa\u00ed 
com ele pela cidade e 
fazei anunciar que 
ningu\u00e9m o acuse de nada, 
nem o perturbe por motivo 
nenhum\u00bb. {I}64_{/}Quando os 
acusadores viram o 
prest\u00edgio de J\u00f3natas, as 
proclama\u00e7\u00f5es do arauto e 
a p\u00farpura com que estava 
vestido, fugiram todos. 
{I}65_{/}E o rei deu-lhe 
honra ainda maior, 
colocando-o entre os seus 
maiores amigos e 
nomeando-o general e 
governador. {I}66_{/}J\u00f3natas 
voltou para Jerusal\u00e9m 
tranquilo e feliz.
PODER OU DEPEND\u00caNCIA?{/}

{I}67_{/}No ano cento e 
sessenta e cinco, 
Dem\u00e9trio, filho de 
Dem\u00e9trio, foi de Creta 
para a terra de seus 
pais. {I}68_{/}Ao saber 
disso, o rei Alexandre 
ficou muito preocupado e 
voltou para Antioquia. 
{I}69_{/}Entretanto, Dem\u00e9trio 
nomeou, como seu general, 
Apol\u00f3nio, governador da 
Celess\u00edria. Este reuniu 
grande ex\u00e9rcito e acampou 
perto de J\u00e2mnia. E mandou 
dizer ao sumo sacerdote 
J\u00f3natas: {I}70_{/}\u00abTu \u00e9s o 
\u00fanico que se revoltou 
contra n\u00f3s e me deixou em 
posi\u00e7\u00e3o rid\u00edcula. Porque 
\u00e9 que julgas ter vantagem 
contra n\u00f3s entre as 
montanhas? {I}71_{/}Se 
confias no teu ex\u00e9rcito, 
desce contra n\u00f3s na 
plan\u00edcie. Vejamos quem 
pode mais, porque do meu 
lado est\u00e3o as for\u00e7as das 
cidades. {I}72_{/}Pergunta, e 
ficar\u00e1s a saber quem sou 
eu e quem s\u00e3o os meus 
aliados. V\u00e3o dizer-te que 
v\u00f3s n\u00e3o sereis capazes de 
ficar de p\u00e9 diante de 
n\u00f3s, pois os teus 
antepassados fugiram duas 
vezes no seu pr\u00f3prio 
pa\u00eds. {I}73_{/}V\u00f3s n\u00e3o sereis 
capazes de resistir \u00e0 
cavalaria e a este 
ex\u00e9rcito t\u00e3o numeroso, na 
plan\u00edcie onde n\u00e3o existem 
pedras, pedreiras, nem 
lugar para onde fugir\u00bb.
{I}74_{/}Ao receber o recado 
de Apol\u00f3nio, J\u00f3natas 
ficou alterado, escolheu 
dez mil homens e saiu de 
Jerusal\u00e9m. Seu irm\u00e3o 
Sim\u00e3o juntou-se a ele com 
refor\u00e7os. {I}75_{/}J\u00f3natas 
acampou diante de Jope. 
Como a\u00ed estava uma 
guarni\u00e7\u00e3o de Apol\u00f3nio, a 
gente da cidade fechou as 
portas. Ent\u00e3o J\u00f3natas 
atacou a cidade. {I}76_{/}Os 
que estavam dentro 
ficaram com medo, abriram 
as portas e J\u00f3natas tomou 
Jope. {I}77_{/}Ao saber 
disso, Apol\u00f3nio convocou 
tr\u00eas mil cavaleiros, al\u00e9m 
de poderoso ex\u00e9rcito, e 
partiu na direc\u00e7\u00e3o de 
Azoto, como se quisesse 
atravessar a regi\u00e3o. Ao 
mesmo tempo, por\u00e9m, 
contando com a sua 
numerosa cavalaria, 
avan\u00e7ou pela plan\u00edcie. 
{I}78_{/}J\u00f3natas marchou 
atr\u00e1s dele, na direc\u00e7\u00e3o 
de Azoto, e os dois 
ex\u00e9rcitos enfrentaram-se. 
{I}79_{/}Apol\u00f3nio tinha 
deixado mil cavaleiros 
escondidos na retaguarda, 
{I}80_{/}por\u00e9m J\u00f3natas sabia 
que tinha uma emboscada 
atr\u00e1s de si. Deixou o seu 
ex\u00e9rcito ficar cercado e 
permitiu que atirassem 
flechas contra eles desde 
o amanhecer at\u00e9 ao 
entardecer. {I}81_{/}Os 
soldados resistiram de 
acordo com as instru\u00e7\u00f5es 
de J\u00f3natas, at\u00e9 que os 
cavaleiros de Apol\u00f3nio se 
cansaram. {I}82_{/}Quando a 
cavalaria se cansou, 
Sim\u00e3o avan\u00e7ou com as 
tropas e atacou. Os 
inimigos foram derrotados 
e come\u00e7aram a fugir. 
{I}83_{/}Os cavaleiros 
ficaram perdidos pela 
plan\u00edcie; depois fugiram 
para Azoto e entraram em 
Bet-Dagon, templo do seu 
\u00eddolo, tentando p\u00f4r-se a 
salvo. {I}84_{/}J\u00f3natas, 
por\u00e9m, incendiou Azoto e 
as cidades vizinhas, ap\u00f3s 
recolher os despojos. 
Incendiou tamb\u00e9m o templo 
de Dagon com todos os que 
se haviam refugiado 
dentro dele. {I}85_{/}Aqueles 
que tombaram a fio de 
espada ou morreram 
queimados chegaram a oito 
mil. {I}86_{/}J\u00f3natas partiu 
da\u00ed, e acampou diante de 
Ascalon. Os habitantes da 
cidade sa\u00edram e 
receberam-no com grande 
festa. {I}87_{/}Da\u00ed, J\u00f3natas 
e os seus companheiros 
voltaram para Jerusal\u00e9m, 
transportando muitos 
despojos.
{I}88_{/}O rei Alexandre 
ouviu contar estes factos 
e resolveu conceder mais 
honrarias a J\u00f3natas. 
{I}89_{/}Mandou-lhe, ent\u00e3o, 
uma fivela de ouro, que \u00e9 
costume oferecer aos 
parentes do rei, e 
concedeu-lhe tamb\u00e9m, a 
t\u00edtulo de doa\u00e7\u00e3o, a 
propriedade de Acaron e 
todo o seu territ\u00f3rio.
{1}11{/}

LUTA PELO PODER{/}

{I}1_{/}O rei do Egipto 
reuniu um ex\u00e9rcito, t\u00e3o 
numeroso como a areia da 
praia, e muitos navios. 
Ele pretendia, com a 
ast\u00facia, apoderar-se do 
reino de Alexandre e 
anex\u00e1-lo ao seu. 
{I}2_{/}Partiu para a S\u00edria 
com propostas de amizade. 
A gente de cada cidade 
abria as portas e sa\u00eda ao 
encontro dele, porque 
Alexandre tinha ordenado 
que o acolhessem, pois se 
tratava do seu sogro. 
{I}3_{/}Por\u00e9m, logo que 
entrava numa cidade, 
Ptolomeu deixava a\u00ed uma 
guarni\u00e7\u00e3o militar. 
{I}4_{/}Quando chegou perto 
de Azoto, mostraram-lhe o 
templo de Dagon todo 
incendiado, Azoto e seus 
arredores em ru\u00ednas, 
cad\u00e1veres espalhados, e 
corpos queimados por 
J\u00f3natas durante a guerra, 
pois eles tinham sido 
amontoados ao longo do 
caminho. {I}5_{/}Contaram ao 
rei tudo o que J\u00f3natas 
fizera, esperando que o 
reprovasse, mas ele n\u00e3o 
disse nada. 
{I}6_{/}Entretanto, J\u00f3natas 
foi ao encontro dele em 
Jope, com toda a pompa. 
Os dois cumprimentaram-se 
e a\u00ed passaram a noite. 
{I}7_{/}Depois J\u00f3natas 
acompanhou o rei at\u00e9 ao 
rio El\u00eautero. Em seguida, 
voltou para Jerusal\u00e9m. 
{I}8_{/}O rei Ptolomeu, por 
seu lado, foi tomando 
todas as cidades da orla 
mar\u00edtima, at\u00e9 chegar a 
Sel\u00eaucida, junto ao mar. 
Eram maus os seus planos 
contra Alexandre. 
{I}9_{/}Mandou emiss\u00e1rios ao 
rei Dem\u00e9trio com este 
recado: \u00abVem, vamos fazer 
uma alian\u00e7a: eu dou-te 
por esposa a minha filha, 
mulher de Alexandre, e tu 
ser\u00e1s de facto o rei no 
reino de teu pai. 
{I}10_{/}Estou arrependido de 
ter dado a minha filha 
por esposa a Alexandre, 
porque agora ele quer 
matar-me\u00bb. {I}11_{/}Ptolomeu 
caluniou Alexandre, 
porque estava interessado 
no seu reino. {I}12_{/}Depois 
de lhe raptar a filha, 
entregou-a a Dem\u00e9trio. 
Foi assim que ele mudou 
de atitude em rela\u00e7\u00e3o a 
Alexandre, e a inimizade 
entre os dois tornou-se 
p\u00fablica. {I}13_{/}A seguir, 
Ptolomeu entrou em 
Antioquia e fez-se coroar 
rei da \u00c1sia. Ficou com 
duas coroas reais: a do 
Egipto e a da \u00c1sia.
{I}14_{/}Enquanto isso, o rei 
Alexandre estava na 
Cil\u00edcia, porque o povo 
dessas regi\u00f5es se havia 
revoltado. {I}15_{/}Ao tomar 
conhecimento do que 
estava acontecendo, foi 
lutar contra Ptolomeu. No 
entanto, este enfrentou-o 
com for\u00e7as maiores e 
derrotou-o. 
{I}16_{/}Alexandre fugiu para 
a Ar\u00e1bia, a fim de se 
esconder, enquanto o rei 
Ptolomeu recebia 
homenagens. {I}17_{/}O \u00e1rabe 
Zabdiel cortou a cabe\u00e7a 
de Alexandre e mandou-a a 
Ptolomeu. 
{I}18_{/}Entretanto, o rei 
Ptolomeu morreu tr\u00eas dias 
depois, e os soldados que 
ele tinha deixado nas 
fortalezas foram mortos 
pela gente que morava 
nessas cidades 
fortificadas. {I}19_{/}Deste 
modo, Dem\u00e9trio come\u00e7ou a 
reinar no ano cento e 
sessenta e sete.
A GUERRA CEDE LUGAR \u00c0 
DIPLOMACIA{/}

{I}20_{/}Nessa mesma 
\u00e9poca, J\u00f3natas reuniu os 
soldados da Judeia para 
atacar a fortaleza em 
Jerusal\u00e9m, e mandou 
construir muitas m\u00e1quinas 
de assalto para essa 
luta. {I}21_{/}Uns maus 
patriotas, ap\u00f3statas, 
foram dizer ao rei 
Dem\u00e9trio que J\u00f3natas 
tinha cercado a 
fortaleza. {I}22_{/}Ao ouvir 
isso, Dem\u00e9trio ficou 
furioso, e resolveu 
partir imediatamente para 
Ptolemaida. Escreveu a 
J\u00f3natas ordenando que 
suspendesse o cerco \u00e0 
fortaleza e fosse o mais 
breve poss\u00edvel ao seu 
encontro em Ptolemaida. 
{I}23_{/}Ao receber a carta, 
J\u00f3natas mandou continuar 
o cerco. Em seguida, 
escolheu alguns anci\u00e3os 
de Israel e sacerdotes, e 
foi pessoalmente 
enfrentar o perigo. 
{I}24_{/}Levando prata e 
ouro, roupas e outros 
presentes, apresentou-se 
ao rei em Ptolemaida, e 
este recebeu-o bem. 
{I}25_{/}Alguns ap\u00f3statas 
continuaram a falar 
contra J\u00f3natas, {I}26_{/}mas 
o rei Dem\u00e9trio tratou-o 
da mesma forma que os 
reis anteriores, 
elogiando-o diante de 
todos os amigos: 
{I}27_{/}confirmou-o como 
sumo sacerdote e nos 
outros cargos importantes 
que ele tinha antes, e 
considerou-o como um dos 
seus principais amigos. 
{I}28_{/}J\u00f3natas pediu ao rei 
que isentasse de impostos 
a Judeia e os tr\u00eas 
distritos da Samaria; em 
compensa\u00e7\u00e3o, ele mandar-
lhe-ia dez toneladas de 
prata. {I}29_{/}O rei 
concordou, e sobre isso 
escreveu-lhe a seguinte 
carta: {I}30_{/}\u00abDo rei 
Dem\u00e9trio ao seu irm\u00e3o 
J\u00f3natas e \u00e0 na\u00e7\u00e3o dos 
judeus. Sauda\u00e7\u00f5es! 
{I}31_{/}Aqui transcrevemos 
c\u00f3pia da carta que 
escrevemos a vosso 
respeito ao nosso parente 
L\u00e1stenes, a fim de que 
possais dela tomar 
conhecimento: {I}32_{/}Do rei 
Dem\u00e9trio ao seu pai 
L\u00e1stenes. Sauda\u00e7\u00f5es! 
{I}33_{/}N\u00f3s ach\u00e1mos bem 
favorecer a na\u00e7\u00e3o dos 
judeus, que s\u00e3o nossos 
amigos e observam tudo o 
que nos parece justo, por 
causa das suas boas 
inten\u00e7\u00f5es a nosso 
respeito. 
{I}34_{/}Confirm\u00e1mos-lhes a 
posse do territ\u00f3rio da 
Judeia e dos tr\u00eas 
distritos de Aferema, 
Lida e Ramataim, que eram 
da Samaria e foram 
anexados \u00e0 Judeia, com 
tudo o que lhes pertence, 
em benef\u00edcio dos 
sacerdotes de Jerusal\u00e9m, 
como compensa\u00e7\u00e3o pelos 
impostos que pagavam 
anualmente ao rei sobre a 
produ\u00e7\u00e3o das planta\u00e7\u00f5es e 
dos frutos das \u00e1rvores. 
{I}35_{/}Outros tributos que 
nos s\u00e3o devidos como 
d\u00edzimo, o imposto das 
salinas e as coroas que 
nos devem, a partir de 
hoje dispensamos os 
judeus de tudo isso. 
{I}36_{/}Nenhuma destas 
disposi\u00e7\u00f5es ser\u00e1 
revogada, a partir de 
agora e para todo o 
sempre. {I}37_{/}Procura, 
pois, fazer uma c\u00f3pia 
deste documento, que ser\u00e1 
entregue a J\u00f3natas, a fim 
de que o coloque em lugar 
bem vis\u00edvel na montanha 
santa\u00bb.
PODE-SE CONFIAR NOS 
PODEROSOS?{/}

{I}38_{/}O rei Dem\u00e9trio 
sentiu que o pa\u00eds estava 
calmo e que ningu\u00e9m mais 
lhe fazia oposi\u00e7\u00e3o. 
Dispensou, ent\u00e3o, as suas 
for\u00e7as armadas, voltando 
cada um para a sua casa, 
menos os batalh\u00f5es 
mercen\u00e1rios recrutados 
entre as ilhas das 
na\u00e7\u00f5es. Todos os 
contingentes, por\u00e9m, que 
eram do tempo dos seus 
pais, voltaram-se contra 
ele. {I}39_{/}Trif\u00e3o, antigo 
partid\u00e1rio de Alexandre, 
notou que todos os 
quart\u00e9is andavam a 
reclamar contra Dem\u00e9trio, 
e foi \u00e0 procura do \u00e1rabe 
J\u00e2mlico, que estava a 
criar o menino Ant\u00edoco, 
filho de Alexandre. 
{I}40_{/}Pediu que lhe 
entregasse o menino para 
o fazer rei no lugar do 
pai Alexandre. Contou-lhe 
tudo o que Dem\u00e9trio tinha 
feito e como as suas 
tropas o odiavam. E 
Trif\u00e3o permaneceu a\u00ed 
muitos dias.
{I}41_{/}Nesse meio tempo, 
J\u00f3natas mandou pedir ao 
rei Dem\u00e9trio que 
retirasse as guarni\u00e7\u00f5es 
da fortaleza de Jerusal\u00e9m 
e das outras fortalezas, 
pois estavam 
continuamente a provocar 
Israel. {I}42_{/}Dem\u00e9trio 
mandou a J\u00f3natas esta 
resposta: \u00abN\u00e3o farei 
somente isso por ti e 
pela tua na\u00e7\u00e3o. Logo que 
me for dada oportunidade, 
dar-te-ei muito prest\u00edgio 
a ti e ao teu povo. 
{I}43_{/}Neste momento, eu 
gostaria que me mandasses 
alguns homens para lutar 
ao meu lado, porque todas 
as minhas tropas me 
abandonaram\u00bb. {I}44_{/}Ent\u00e3o 
J\u00f3natas mandou tr\u00eas mil 
homens valentes para 
Antioquia. Quando se 
apresentaram ao rei, este 
ficou muito contente. 
{I}45_{/}A popula\u00e7\u00e3o da 
cidade aglomerou-se no 
centro: eram cerca de 
cento e vinte mil pessoas 
que queriam matar o rei. 
{I}46_{/}Ele fugiu para 
dentro do pal\u00e1cio, 
enquanto o povo tomava 
conta das ruas e come\u00e7ava 
a atacar. {I}47_{/}Ent\u00e3o o 
rei pediu ajuda aos 
judeus, que se reuniram 
todos do lado dele. 
Depois foram-se 
espalhando pela cidade, e 
nesse dia mataram cerca 
de cem mil pessoas. 
{I}48_{/}Nesse mesmo dia, 
incendiaram a cidade, 
recolheram muitos 
despojos e salvaram o 
rei. {I}49_{/}Os revoltosos 
viram que os judeus foram 
capazes de dominar a 
cidade como quiseram, e 
perderam a coragem. 
Come\u00e7aram a gritar para o 
rei, dizendo: {I}50_{/}\u00abVamos 
fazer as pazes, e que os 
judeus deixem de nos 
atacar, a n\u00f3s e \u00e0 nossa 
cidade\u00bb. {I}51_{/}Depuseram 
as armas e fizeram um 
acordo. Ent\u00e3o os judeus 
cresceram em prest\u00edgio 
diante do rei e de todos 
os que viviam no seu 
reino. E voltaram para 
Jerusal\u00e9m, levando muitos 
despojos. {I}52_{/}Ent\u00e3o o 
rei Dem\u00e9trio ocupou o 
trono, e o pa\u00eds ficou em 
paz sob o seu governo. 
{I}53_{/}Dem\u00e9trio, por\u00e9m, n\u00e3o 
cumpriu nenhuma das 
promessas: distanciou-se 
de J\u00f3natas e, em lugar de 
retribuir os servi\u00e7os que 
este lhe havia prestado, 
come\u00e7ou a causar-lhe 
muitos dissabores.
APROVEITANDO AS INTRIGAS{/}

{I}54_{/}Depois de tudo 
isso, Trif\u00e3o voltou, 
trazendo Ant\u00edoco, ainda 
muito jovem. Ant\u00edoco foi 
proclamado rei e passou a 
usar a coroa. {I}55_{/}Todos 
os contingentes militares 
que Dem\u00e9trio tinha 
dispensado passaram para 
o lado de Ant\u00edoco, 
lutaram contra Dem\u00e9trio, 
que foi derrotado e teve 
de fugir. {I}56_{/}Trif\u00e3o 
apossou-se dos elefantes 
e tomou a cidade de 
Antioquia. {I}57_{/}Ent\u00e3o o 
jovem Ant\u00edoco escreveu 
uma carta a J\u00f3natas, 
dizendo: \u00abConfirmo-te 
como sumo sacerdote, 
entrego-te o governo dos 
quatro distritos e fa\u00e7o 
de ti um dos amigos do 
rei\u00bb. {I}58_{/}Mandou-lhe 
ta\u00e7as de ouro e talheres 
completos, dando-lhe o 
direito de beber em ta\u00e7as 
de ouro, de vestir o 
manto de p\u00farpura e usar a 
fivela de ouro. 
{I}59_{/}Colocou o irm\u00e3o 
dele, Sim\u00e3o, como 
comandante da regi\u00e3o que 
ia desde a Escada de Tiro 
at\u00e9 \u00e0 fronteira com o 
Egipto. {I}60_{/}J\u00f3natas 
partiu em expedi\u00e7\u00e3o pelas 
cidades do outro lado do 
rio, e as tropas da S\u00edria 
reuniram-se ao seu lado, 
para auxiliar nos 
combates. Chegou assim 
at\u00e9 Ascalon e a gente da 
cidade recebeu-o com 
festas. {I}61_{/}Da\u00ed foi para 
Gaza, mas os habitantes 
da cidade trancaram as 
portas. Ent\u00e3o J\u00f3natas 
cercou a cidade, saqueou 
e incendiou os seus 
arredores. {I}62_{/}Os 
habitantes de Gaza 
pediram paz a J\u00f3natas. 
Ele concedeu-a, mas 
prendeu os filhos dos 
seus governantes como 
ref\u00e9ns, e mandou-os para 
Jerusal\u00e9m. Em seguida, 
atravessou o pa\u00eds at\u00e9 
chegar a Damasco.
{I}63_{/}J\u00f3natas ouviu dizer 
que os generais de 
Dem\u00e9trio estavam perto de 
Cedes na Galileia, com um 
forte ex\u00e9rcito, 
pretendendo cortar-lhe o 
caminho. {I}64_{/}Ent\u00e3o 
marchou para os 
enfrentar, deixando o seu 
irm\u00e3o Sim\u00e3o no pa\u00eds. 
{I}65_{/}Sim\u00e3o acampou em 
frente de Betsur, lutou 
muitos dias contra a 
cidade e, por fim, 
conseguiu fechar-lhe 
todas as sa\u00eddas. {I}66_{/}Os 
habitantes pediram paz e 
ele concedeu-lha. 
Contudo, obrigou-os a 
abandonar a cidade, 
ocupou-a, e colocou nela 
uma guarni\u00e7\u00e3o. 
{I}67_{/}Enquanto isso, 
J\u00f3natas e o seu ex\u00e9rcito 
acamparam perto do lago 
de Genesar, e de manh\u00e3 
cedo rumaram para a 
plan\u00edcie de Asor. {I}68_{/}O 
ex\u00e9rcito dos estrangeiros 
enfrentou-os na plan\u00edcie, 
mas deixaram nos montes 
uma emboscada contra 
J\u00f3natas. Enquanto os 
primeiros o atacavam pela 
frente, {I}69_{/}os da 
emboscada sa\u00edram e 
come\u00e7aram tamb\u00e9m a lutar. 
{I}70_{/}Todos os 
companheiros de J\u00f3natas 
fugiram. Ficaram apenas 
Matatias, filho de 
Absal\u00e3o, e Judas, filho 
de Calfi, que eram 
generais do ex\u00e9rcito. 
{I}71_{/}Perante isso, 
J\u00f3natas rasgou as vestes, 
cobriu a cabe\u00e7a de terra 
e rezou. {I}72_{/}Depois saiu 
para a luta contra os 
inimigos e derrotou-os, 
obrigando-os a fugir. 
{I}73_{/}Os seus 
companheiros, que estavam 
fugindo, tornaram a unir-
se a J\u00f3natas e 
perseguiram os inimigos 
at\u00e9 Cedes, onde estava o 
acampamento inimigo. Ao 
chegarem a\u00ed, acamparam. 
{I}74_{/}Nesse dia, morreram 
cerca de tr\u00eas mil 
soldados estrangeiros. E 
J\u00f3natas voltou para 
Jerusal\u00e9m.
{1}12{/}

UMA NA\u00c7\u00c3O ENTRE AS 
OUTRAS?{/}

{I}1_{/}Vendo que o tempo 
estava a agir em seu 
favor, J\u00f3natas escolheu 
alguns homens e mandou-os 
a Roma, para confirmar e 
renovar a amizade com os 
romanos. {I}2_{/}A Esparta e 
outros lugares, enviou 
cartas com a mesma 
finalidade. {I}3_{/}Tendo 
chegado a Roma, os 
mensageiros de J\u00f3natas 
entraram no Senado e 
disseram: \u00abO sumo 
sacerdote J\u00f3natas e a 
na\u00e7\u00e3o dos judeus 
mandaram-nos aqui para 
renovar o acordo de 
amizade e m\u00fatua defesa, 
como antigamente\u00bb. {I}4_{/}Os 
romanos deram-lhes salvo-
conduto, para que 
pudessem chegar \u00e0 Judeia 
s\u00e3os e salvos.
{I}5_{/}C\u00f3pia da carta que 
J\u00f3natas escreveu aos 
espartanos: {I}6_{/}\u00abDo sumo 
sacerdote J\u00f3natas, do 
conselho da na\u00e7\u00e3o, dos 
sacerdotes e do povo 
judeu em geral, aos 
irm\u00e3os espartanos. 
Sauda\u00e7\u00f5es! {I}7_{/}J\u00e1 no 
passado foi enviada ao 
sumo sacerdote Onias uma 
carta da parte de Ario, 
vosso rei, dizendo que 
v\u00f3s sois nossos irm\u00e3os. 
Anexamos uma c\u00f3pia dessa 
carta. {I}8_{/}Onias recebeu 
com honras o portador da 
carta e aceitou a carta 
onde se falava de amizade 
e alian\u00e7a. {I}9_{/}N\u00f3s, 
por\u00e9m, n\u00e3o precisamos 
disso, pois temos o apoio 
dos livros sagrados que 
est\u00e3o nas nossas m\u00e3os. 
{I}10_{/}Mesmo assim, estamos 
tentando renovar a nossa 
fraternidade e amizade 
convosco, para n\u00e3o nos 
tornarmos estranhos uns 
aos outros, pois h\u00e1 j\u00e1 
muito tempo que nos 
mandastes a carta. 
{I}11_{/}Durante todo este 
tempo, sem qualquer 
interrup\u00e7\u00e3o, nas festas e 
outros dias 
estabelecidos, nos 
lembr\u00e1mos de v\u00f3s durante 
os sacrif\u00edcios que 
oferecemos e nas ora\u00e7\u00f5es, 
como \u00e9 necess\u00e1rio fazer 
quando a gente se lembra 
dos irm\u00e3os. {I}12_{/}Estamos 
contentes com o vosso 
sucesso. {I}13_{/}N\u00f3s, 
por\u00e9m, estamos cercados 
de dificuldades e 
enfrentando muitas 
tribula\u00e7\u00f5es e guerras, 
pois os reis nossos 
vizinhos nos atacaram. 
{I}14_{/}N\u00e3o quisemos 
incomodar-vos com essas 
guerras, como de resto a 
nenhum dos outros nossos 
amigos e aliados, 
{I}15_{/}porque n\u00f3s temos a 
ajuda do C\u00e9u. Deste modo, 
livr\u00e1mo-nos dos nossos 
inimigos, que foram 
humilhados. {I}16_{/}Agora, 
escolhemos Num\u00e9nio, filho 
de Ant\u00edoco, e Ant\u00edpatro, 
filho de Jas\u00e3o, como 
nossos embaixadores junto 
dos romanos, a fim de 
renovar a nossa antiga 
amizade e alian\u00e7a com 
eles. {I}17_{/}Determin\u00e1mos 
tamb\u00e9m que eles mesmos 
fossem transmitir-vos os 
nossos cumprimentos e 
levar esta carta, que tem 
por objectivo renovar a 
nossa fraternidade. 
{I}18_{/}Finalmente, 
gostar\u00edamos de receber 
uma resposta vossa ao que 
n\u00f3s aqui dizemos\u00bb. 
{I}19_{/}C\u00f3pia da carta que 
eles tinham mandado a 
Onias: {I}20_{/}\u00abDe Ario, rei 
dos espartanos, ao grande 
sacerdote Onias. 
Sauda\u00e7\u00f5es! {I}21_{/}Em 
documento sobre os 
espartanos e os judeus, 
foi descoberto que s\u00e3o 
parentes, descendentes de 
Abra\u00e3o. {I}22_{/}Assim, a 
partir do momento em que 
tivemos conhecimento 
disso, fic\u00e1mos desejando 
muito que v\u00f3s nos 
escrev\u00easseis, falando da 
vossa situa\u00e7\u00e3o actual. 
{I}23_{/}Da nossa parte, 
queremos afirmar que o 
gado e as vossas riquezas 
s\u00e3o nossos, da mesma 
forma que \u00e9 vosso tudo o 
que \u00e9 nosso. Determinamos 
que vos fosse levada uma 
mensagem nesse sentido\u00bb.
PREPARANDO A 
INDEPEND\u00caNCIA{/}

{I}24_{/}J\u00f3natas ouviu 
dizer que os generais de 
Dem\u00e9trio tinham voltado 
para o atacarem, trazendo 
um ex\u00e9rcito mais numeroso 
que o anterior. 
{I}25_{/}Ent\u00e3o saiu de 
Jerusal\u00e9m e foi enfrent\u00e1-
los na regi\u00e3o de Amatite, 
para que n\u00e3o lhe 
invadissem o territ\u00f3rio. 
{I}26_{/}J\u00f3natas mandou 
espi\u00f5es ao acampamento 
inimigo. Ao voltar, 
contaram que os generais 
de Dem\u00e9trio estavam 
preparados para cair de 
surpresa sobre os judeus 
naquela mesma noite. 
{I}27_{/}Logo que o sol se 
p\u00f4s, J\u00f3natas deu ordens 
para que os seus 
companheiros ficassem de 
vigia e estivessem 
armados, preparados para 
lutar a noite toda, e 
colocou sentinelas em 
torno do acampamento. 
{I}28_{/}Quando os inimigos 
souberam que J\u00f3natas e os 
seus companheiros estavam 
preparados para a 
batalha, ficaram com medo 
e acovardaram-se; 
acenderam fogueiras no 
acampamento e retiraram-
se. {I}29_{/}J\u00f3natas e os 
seus companheiros, por\u00e9m, 
n\u00e3o notaram nada at\u00e9 de 
manh\u00e3, pois viam as 
fogueiras acesas. 
{I}30_{/}Ent\u00e3o  sa\u00edram em 
persegui\u00e7\u00e3o contra eles, 
mas n\u00e3o conseguiram 
alcan\u00e7\u00e1-los, porque j\u00e1 
tinham atravessado o rio 
El\u00eautero. {I}31_{/}J\u00f3natas 
voltou-se, ent\u00e3o, para o 
lado dos \u00e1rabes, chamados 
zabadeus, exterminou-os e 
recolheu os despojos. 
{I}32_{/}Em seguida, levantou 
acampamento e foi para 
Damasco, percorrendo toda 
a regi\u00e3o. {I}33_{/}Tamb\u00e9m 
Sim\u00e3o partiu para a luta. 
Atravessou at\u00e9 Ascalon e 
outros lugares 
fortificados. Depois foi 
para Jope e tomou a 
cidade. {I}34_{/}De facto, 
ele tinha recebido 
not\u00edcia de que queriam 
entregar essa fortaleza 
aos partid\u00e1rios de 
Dem\u00e9trio. Por isso, 
deixou ali um batalh\u00e3o de 
guarda para vigiar a 
cidade.
GARANTINDO A CAPITAL{/}

{I}35_{/}J\u00f3natas voltou 
e, em seguida, convocou a 
assembleia dos anci\u00e3os do 
povo para resolver com 
eles acerca da constru\u00e7\u00e3o 
de lugares fortificados 
na Judeia, {I}36_{/}da 
eleva\u00e7\u00e3o da muralha de 
Jerusal\u00e9m e da constru\u00e7\u00e3o 
de uma alta muralha entre 
a fortaleza e a cidade. 
Desse modo, haveria 
separa\u00e7\u00e3o entre ambas, 
para que a fortaleza 
ficasse isolada e os seus 
ocupantes n\u00e3o pudessem 
vender nem comprar. 
{I}37_{/}Ent\u00e3o reuniram-se 
para reconstruir a 
cidade. O muro junto do 
riacho no lado oriental 
caiu, e J\u00f3natas 
reconstruiu essa parte 
chamada Cafenata. 
{I}38_{/}Sim\u00e3o, por seu lado, 
reconstruiu na plan\u00edcie a 
cidade de Adida, 
fortificou-a e colocou-
lhe port\u00f5es e trancas.
O PROJECTO AMEA\u00c7ADO{/}

{I}39_{/}Trif\u00e3o 
ambicionava tornar-se rei 
da \u00c1sia, usar coroa e 
eliminar o rei Ant\u00edoco, 
{I}40_{/}mas temia que 
J\u00f3natas n\u00e3o lho 
permitisse ou que o 
atacasse. Por isso, 
procurava maneiras de o 
capturar e matar. 
Levantou acampamento e 
foi para Bets\u00e3. 
{I}41_{/}J\u00f3natas partiu para 
enfrent\u00e1-lo em Bets\u00e3, 
levando quarenta mil 
homens escolhidos para 
combate ordenado. 
{I}42_{/}Quando Trif\u00e3o viu 
que J\u00f3natas vinha com 
poderoso ex\u00e9rcito, teve 
medo de prend\u00ea-lo. 
{I}43_{/}Preparou-lhe, ent\u00e3o, 
uma recep\u00e7\u00e3o festiva, 
apresentando-o a todos os 
seus amigos, deu-lhe 
muitos presentes e mandou 
que os seus amigos e 
todas as suas tropas lhe 
obedecessem, como se 
fosse a si pr\u00f3prio. 
{I}44_{/}E perguntou a 
J\u00f3natas: \u00abPara que est\u00e1s 
a dar trabalho a um 
ex\u00e9rcito t\u00e3o grande, 
quando n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m a 
lutar contra n\u00f3s? 
{I}45_{/}Manda essa gente 
voltar para casa. Escolhe 
apenas alguns homens e 
vem comigo at\u00e9 
Ptolemaida. Vou entregar-
te a cidade com as outras 
fortalezas, o restante do 
ex\u00e9rcito e os 
encarregados de neg\u00f3cios. 
Em seguida, voltarei para 
casa. Foi para isso que 
vim at\u00e9 aqui\u00bb. 
{I}46_{/}J\u00f3natas acreditou 
nele e fez o que ele 
prop\u00f4s: dispensou o 
ex\u00e9rcito, que voltou para 
a Judeia, {I}47_{/}e ficou 
com tr\u00eas mil homens 
apenas. Deixou dois mil 
na Galileia, e mil foram 
com ele. {I}48_{/}Logo que 
J\u00f3natas entrou em 
Ptolemaida, a gente da 
cidade fechou as portas, 
prendeu J\u00f3natas e matou \u00e0 
espada todos os seus 
acompanhantes. {I}49_{/}Em 
seguida, Trif\u00e3o mandou o 
ex\u00e9rcito e a cavalaria 
at\u00e9 \u00e0 Galileia e \u00e0 grande 
plan\u00edcie, para acabar com 
todos os companheiros de 
J\u00f3natas. {I}50_{/}Estes, 
por\u00e9m, souberam que 
J\u00f3natas e seus 
companheiros tinham sido 
presos e mortos. 
Animaram-se mutuamente e 
foram em coluna cerrada, 
prontos para entrar em 
luta. {I}51_{/}Os seus 
perseguidores viram que 
eles estavam dispostos a 
arriscar a vida, e 
voltaram para tr\u00e1s. 
{I}52_{/}Assim, todos puderam 
voltar tranquilamente 
para o pa\u00eds de Jud\u00e1. 
Choraram J\u00f3natas e os 
seus companheiros e 
ficaram com muito medo. E 
todo o Israel fez grande 
luto. {I}53_{/}As na\u00e7\u00f5es 
vizinhas come\u00e7aram a 
pensar em acabar com os 
judeus, dizendo assim: 
\u00abEles j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam chefe, 
nem onde se apoiar! Vamos 
atac\u00e1-los e apagar a sua 
lembran\u00e7a do meio da 
humanidade\u00bb.
V. SIM\u00c3O{/}

{1}13{/}

ASSUMINDO A CAUSA DO 
POVO{/}

{I}1_{/}Sim\u00e3o ouviu dizer 
que Trif\u00e3o reunira um 
poderoso ex\u00e9rcito para 
devastar a Judeia. 
{I}2_{/}Viu que o povo estava 
apavorado e inquieto. 
Subiu, ent\u00e3o, a 
Jerusal\u00e9m, reuniu as 
tropas {I}3_{/}e procurou 
anim\u00e1-las, dizendo: \u00abV\u00f3s 
sabeis o que eu e meus 
irm\u00e3os, a fam\u00edlia de meu 
pai, j\u00e1 fizemos por causa 
da Lei e do Templo, e 
conheceis as nossas 
guerras e dificuldades. 
{I}4_{/}Todos os meus irm\u00e3os 
morreram pela causa de 
Israel; sobrei somente 
eu. {I}5_{/}Longe de mim, 
contudo, a ideia de 
poupar a minha vida, em 
momento nenhum de 
tribula\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o sou 
mais do que os meus 
irm\u00e3os. {I}6_{/}Pelo 
contr\u00e1rio, vingarei o meu 
povo, o Templo, as 
mulheres e os vossos 
filhos, pois todas as 
na\u00e7\u00f5es, movidas pelo 
\u00f3dio, se reuniram para 
nos esmagar\u00bb. {I}7_{/}Ao 
ouvir estas palavras, 
todos se encorajaram 
{I}8_{/}e gritaram em alta 
voz: \u00abTu \u00e9s o nosso 
comandante em lugar dos 
teus irm\u00e3os Judas e 
J\u00f3natas! {I}9_{/}Dirige a 
nossa guerra, e n\u00f3s 
faremos tudo o que nos 
mandares\u00bb. {I}10_{/}Sim\u00e3o 
convocou ent\u00e3o todos os 
homens em condi\u00e7\u00f5es de 
lutar, mandou terminar a 
muralha de Jerusal\u00e9m e 
fortificar todo o 
contorno da cidade. 
{I}11_{/}Depois enviou 
J\u00f3natas, filho de 
Absal\u00e3o, para Jope, com 
um grupo consider\u00e1vel. 
J\u00f3natas expulsou os que 
ocupavam a cidade e 
estabeleceu-se nela. 
MORTE DE J\u00d3NATAS{/}

{I}12_{/}Trif\u00e3o saiu de 
Ptolemaida com poderoso 
ex\u00e9rcito, a fim de ir \u00e0 
Judeia, levando J\u00f3natas 
como prisioneiro. 
{I}13_{/}Sim\u00e3o tinha acampado 
em Adida, diante da 
plan\u00edcie. {I}14_{/}Ao 
saber que Sim\u00e3o tinha 
assumido o lugar do seu 
irm\u00e3o J\u00f3natas, e que se 
preparava para combat\u00ea-
lo, Trif\u00e3o mandou 
mensageiros, com este 
recado: {I}15_{/}\u00abMantemos 
preso o teu irm\u00e3o J\u00f3natas 
por causa do dinheiro que 
ele deve ao tesouro real, 
pelos cargos que exercia. 
{I}16_{/}Manda tr\u00eas toneladas 
e meia de prata, com dois 
dos seus filhos como 
ref\u00e9ns, para que J\u00f3natas 
n\u00e3o fique contra n\u00f3s, 
quando for libertado. 
Ent\u00e3o n\u00f3s solt\u00e1-lo-emos\u00bb. 
{I}17_{/}Sim\u00e3o percebeu que 
falavam de m\u00e1 f\u00e9. No 
entanto mandou entregar o 
dinheiro e as crian\u00e7as, a 
fim de n\u00e3o provocar mal-
estar entre o povo, 
{I}18_{/}j\u00e1 que poderiam 
dizer: \u00abJ\u00f3natas morreu, 
porque Sim\u00e3o n\u00e3o mandou o 
dinheiro, nem os filhos a 
Trif\u00e3o\u00bb. {I}19_{/}Ent\u00e3o ele 
mandou as crian\u00e7as e as 
tr\u00eas toneladas e meia de 
prata. Trif\u00e3o, por\u00e9m, 
faltou \u00e0 palavra e n\u00e3o 
soltou J\u00f3natas. 
{I}20_{/}Depois disso, Trif\u00e3o 
marchou para invadir e 
saquear a regi\u00e3o, 
rodeando pelo caminho de 
Adora. Sim\u00e3o e o seu 
ex\u00e9rcito seguiam-no por 
toda a parte. {I}21_{/}Os que 
estavam na fortaleza 
enviavam mensagens a 
Trif\u00e3o, solicitando que 
fosse encontrar-se com 
eles atrav\u00e9s do deserto e 
que lhes mandasse 
alimentos. {I}22_{/}Trif\u00e3o 
preparou toda a sua 
cavalaria, mas nessa 
noite nevou muito. Ent\u00e3o 
ele afastou-se da regi\u00e3o 
e foi para Galaad. 
{I}23_{/}Quando chegou perto 
de Bascama, matou J\u00f3natas 
e a\u00ed o enterrou. {I}24_{/}Em 
seguida, voltou para a 
sua terra.
{I}25_{/}Mais tarde, Sim\u00e3o 
mandou recolher os ossos 
do seu irm\u00e3o J\u00f3natas e 
sepultou-os em Modin, 
cidade de seus pais. 
{I}26_{/}Todo o Israel chorou 
muito por ele, e ficou de 
luto durante muitos dias. 
{I}27_{/}Sim\u00e3o construiu um 
t\u00famulo no lugar onde 
estavam sepultados seu 
pai e seus irm\u00e3os. Fez um 
monumento alto, vistoso, 
com pedras polidas de um 
lado e do outro. {I}28_{/}Fez 
tamb\u00e9m sete pir\u00e2mides 
voltadas umas para as 
outras, em mem\u00f3ria de seu 
pai, de sua m\u00e3e e de seus 
quatro irm\u00e3os. {I}29_{/}Para 
isso construiu adornos 
art\u00edsticos, rodeados de 
grandes colunas, e 
colocou armaduras nas 
colunas para recorda\u00e7\u00e3o 
perp\u00e9tua. Junto das 
armaduras fez umas 
figuras de navios, que 
podiam ser vistos por 
quem andasse a navegar no 
mar. {I}30_{/}Esse t\u00famulo que 
ele construiu em Modin 
existe at\u00e9 ao dia de 
hoje.
INDEPEND\u00caNCIA POL\u00cdTICA{/}

{I}31_{/}Trif\u00e3o tamb\u00e9m agiu 
com falsidade para com o 
jovem rei Ant\u00edoco, e 
mandou-o matar. 
{I}32_{/}Reinou em lugar 
dele, usou a coroa de rei 
da \u00c1sia, e acabou por 
provocar uma enorme 
desgra\u00e7a no pa\u00eds. 
{I}33_{/}Sim\u00e3o reconstruiu as 
fortalezas da Judeia, 
cercou-as de altas torres 
e grandes muralhas com 
port\u00f5es e trancas, e 
abasteceu-as de 
mantimentos. {I}34_{/}Depois 
escolheu alguns homens e 
mandou-os ao rei 
Dem\u00e9trio, para conseguir 
a isen\u00e7\u00e3o de impostos 
para o pa\u00eds, pois tudo o 
que Trif\u00e3o fazia era 
roubar. {I}35_{/}O rei 
Dem\u00e9trio respondeu-lhe, 
com esta carta:
{I}36_{/}\u00abDo rei Dem\u00e9trio ao 
sumo sacerdote Sim\u00e3o, 
amigo dos reis, aos 
anci\u00e3os e \u00e0 na\u00e7\u00e3o dos 
judeus. Sauda\u00e7\u00f5es! 
{I}37_{/}Recebemos a coroa de 
ouro e a palma que nos 
mandastes, e estamos 
prontos para fazer 
convosco uma paz 
duradoura e escrever aos 
encarregados dos nossos 
neg\u00f3cios para que vos 
isentem de impostos. 
{I}38_{/}Continua de p\u00e9 o que 
j\u00e1 determin\u00e1mos em vosso 
favor. As fortalezas que 
constru\u00edstes ficam em 
vosso poder. 
{I}39_{/}Perdoamo-vos os 
erros e falhas que 
cometestes at\u00e9 \u00e0 presente 
data, assim como o 
imposto real que nos 
deveis. Caso devais 
alguma contribui\u00e7\u00e3o em 
Jerusal\u00e9m, n\u00e3o vos ser\u00e1 
exigida. {I}40_{/}Se alguns 
de v\u00f3s desejarem alistar-
se na nossa guarda 
pessoal, venham alistar-
se. E reine a paz entre 
n\u00f3s!\u00bb
{I}41_{/}Corria o ano cento e 
setenta, quando Israel 
ficou livre do jugo das 
outras na\u00e7\u00f5es. {I}42_{/}A 
partir da\u00ed, o povo passou 
a escrever assim as datas 
em documentos e 
contratos: \u00abAno um de 
Sim\u00e3o, o Grande, sumo 
sacerdote, general e 
chefe dos judeus...\u00bb
CONSOLIDANDO A 
INDEPEND\u00caNCIA{/}

{I}43_{/}Nesses dias, 
Sim\u00e3o acampou contra 
Gazara, e cercou-a com o 
seu ex\u00e9rcito. Construiu 
uma torre m\u00f3vel, 
aproximou-se da cidade, 
atacou-lhe uma das torres 
e conseguiu tom\u00e1-la. 
{I}44_{/}Os que estavam na 
torre m\u00f3vel saltaram para 
dentro da cidade, 
provocando grande 
agita\u00e7\u00e3o. {I}45_{/}Os homens 
da cidade subiram para a 
muralha com as suas 
mulheres e filhos. 
Rasgando as vestes, 
pediam paz a Sim\u00e3o em 
altos gritos: {I}46_{/}\u00abN\u00e3o 
nos trates segundo a 
nossa maldade, mas 
segundo a tua 
miseric\u00f3rdia!\u00bb {I}47_{/}Sim\u00e3o 
n\u00e3o fez mal \u00e0 popula\u00e7\u00e3o e 
suspendeu o ataque. 
Obrigou-os, por\u00e9m, a sair 
da cidade e purificou as 
casas onde havia \u00eddolos. 
Depois entrou na cidade 
entre hinos, c\u00e2nticos e 
ac\u00e7\u00f5es de gra\u00e7as. 
{I}48_{/}Tirou de l\u00e1 tudo o 
que havia de impuro, e 
levou, para residir nesse 
lugar, gente que 
praticava a Lei. 
Fortificou a cidade e 
nela construiu uma casa 
para si. {I}49_{/}O batalh\u00e3o 
aquartelado na fortaleza 
em Jerusal\u00e9m estava 
impedido de sair pela 
vizinhan\u00e7a para comprar 
ou vender; passavam muita 
fome e muitos morriam. 
{I}50_{/}Eles clamaram a 
Sim\u00e3o, pedindo que lhes 
concedesse a paz. Sim\u00e3o 
concordou, mas expulsou-
os dali e purificou a 
fortaleza de todas as 
abomina\u00e7\u00f5es. {I}51_{/}Os 
judeus puderam entrar na 
fortaleza no dia vinte e 
tr\u00eas do segundo m\u00eas do 
ano cento e setenta e um. 
Entraram aos gritos, 
levando ramos, tocando 
c\u00edtaras, c\u00edmbalos e 
harpas, entoando hinos e 
c\u00e2nticos, pois acabava de 
ser derrotado o maior 
inimigo de Israel. 
{I}52_{/}Sim\u00e3o determinou que 
esse dia fosse comemorado 
todos os anos com muita 
alegria. Fortificou ainda 
mais o monte do Templo, 
ao lado da fortaleza, e 
l\u00e1 ficou a residir com a 
sua fam\u00edlia. {I}53_{/}Notando 
que o seu filho Jo\u00e3o era 
homem feito, nomeou-o 
comandante de todas as 
for\u00e7as militares. E Jo\u00e3o 
foi morar em Gazara.
{1}14{/}

PER\u00cdODO DE PAZ E 
PROSPERIDADE{/}

{I}1_{/}No ano cento e 
setenta e dois, o rei 
Dem\u00e9trio reuniu as suas 
tropas e foi para a 
M\u00e9dia, a fim de conseguir 
ajuda para a guerra 
contra Trif\u00e3o. 
{I}2_{/}Arsaces, rei da 
P\u00e9rsia e da M\u00e9dia, soube 
que Dem\u00e9trio tinha 
invadido o seu territ\u00f3rio 
e mandou um dos seus 
generais prend\u00ea-lo vivo. 
{I}3_{/}Ele foi, derrotou o 
ex\u00e9rcito de Dem\u00e9trio, 
prendeu-o e levou-o a 
Arsaces, que o meteu na 
pris\u00e3o.
{I}4_{/}Durante toda a vida 
de Sim\u00e3o, a Judeia ficou 
em paz. Sim\u00e3o procurou o 
bem-estar do seu povo, 
que aprovou sempre o seu 
governo e a sua gl\u00f3ria. 
{I}5_{/}Ele gloriosamente 
tomou Jope e fez dela o 
seu porto, abrindo 
caminho para as ilhas do 
mar. {I}6_{/}Alargou os 
limites da na\u00e7\u00e3o e 
manteve o pa\u00eds sob 
controlo. {I}7_{/}Juntou 
grande n\u00famero de 
prisioneiros e dominou 
Gazara, Betsur e a 
fortaleza. Retirou delas 
as impurezas, e ningu\u00e9m 
lhe p\u00f4de resistir. 
{I}8_{/}Cada um p\u00f4de cultivar 
em paz os seus campos; a 
terra dava as suas 
colheitas, e as \u00e1rvores 
da plan\u00edcie os seus 
frutos. {I}9_{/}Os anci\u00e3os 
sentavam-se nas pra\u00e7as, 
todos a falar de 
prosperidade, enquanto os 
jovens se revestiam de 
gl\u00f3ria, usando as suas 
vestimentas de guerra. 
{I}10_{/}Abasteceu as cidades 
de alimentos, e destinou 
armamentos de fortaleza 
para cada uma. E a fama 
do seu nome chegou at\u00e9 ao 
extremo da Terra. 
{I}11_{/}Consolidou a paz no 
pa\u00eds, e trouxe grande 
felicidade para Israel. 
{I}12_{/}Cada um podia ficar 
sentado debaixo da sua 
parreira e da sua 
figueira, sem que ningu\u00e9m 
o incomodasse. 
{I}13_{/}Eliminou do pa\u00eds 
aqueles que lhe faziam 
guerra, e, nesses dias, 
os reis foram vencidos. 
{I}14_{/}Protegeu os pobres 
do seu povo, foi 
observante da Lei, e 
eliminou os ap\u00f3statas e 
perversos. {I}15_{/}Cobriu de 
esplendor o Templo e 
multiplicou os seus 
utens\u00edlios sagrados.
RELA\u00c7\u00d5ES DIPLOM\u00c1TICAS{/}

{I}16_{/}A not\u00edcia da 
morte de J\u00f3natas chegou 
at\u00e9 Roma e Esparta, e 
todos a lamentaram muito. 
{I}17_{/}Souberam, por\u00e9m, que 
em lugar dele seu irm\u00e3o 
Sim\u00e3o se tornara sumo 
sacerdote, e que tinha o 
dom\u00ednio de todo o pa\u00eds e 
das cidades que dele 
faziam parte. 
{I}18_{/}Escreveram-lhe em 
placas de bronze, 
renovando com ele a 
amizade e a alian\u00e7a que 
outrora tinham contra\u00eddo 
com seus irm\u00e3os Judas e 
J\u00f3natas. {I}19_{/}O texto foi 
lido em Jerusal\u00e9m na 
presen\u00e7a da comunidade. 
{I}20_{/}C\u00f3pia da carta que 
os espartanos mandaram: 
\u00abDos magistrados e da 
cidade toda dos 
espartanos, ao grande 
sacerdote Sim\u00e3o, aos 
anci\u00e3os, aos sacerdotes e 
ao povo judeu em geral. 
Sauda\u00e7\u00f5es aos irm\u00e3os! 
{I}21_{/}Os embaixadores que 
enviastes ao nosso povo 
falaram a respeito do 
vosso prest\u00edgio e do 
respeito que impondes. 
Fic\u00e1mos muito contentes 
com a vinda deles. {I}22_{/}O 
que foi dito por eles, 
n\u00f3s transcrevemo-lo desta 
forma nos registos do 
povo: "Num\u00e9nio, filho de 
Ant\u00edoco, e Ant\u00edpatro, 
filho de Jas\u00e3o, 
embaixadores dos judeus, 
vieram at\u00e9 n\u00f3s para 
renovar connosco o acordo 
de amizade. {I}23_{/}O povo 
acha conveniente receber 
esses homens com todas as 
homenagens e transcrever 
nos livros de Actas 
P\u00fablicas tudo o que eles 
disseram, a fim de que o 
povo de Esparta possa 
conservar a mem\u00f3ria 
desses factos"\u00bb. E 
transcreveram uma c\u00f3pia 
de tudo para o sumo 
sacerdote Sim\u00e3o.
{I}24_{/}Depois Sim\u00e3o mandou 
Num\u00e9nio a Roma, levando 
um enorme escudo de 
seiscentos quilos de 
ouro, a fim de confirmar 
o acordo de amizade com 
eles.
UM ACTO INSTITUCIONAL{/}

{I}25_{/}Ao ouvir contar 
tudo isto, o povo 
perguntava-se: \u00abComo \u00e9 
que vamos pagar a Sim\u00e3o e 
aos seus filhos? {I}26_{/}Ele 
e seus irm\u00e3os, a fam\u00edlia 
toda de seu pai, 
tornaram-se fortes, 
combateram os inimigos, 
assegurando a liberdade a 
Israel!\u00bb Ent\u00e3o gravaram 
uma inscri\u00e7\u00e3o em bronze e 
colocaram-na sobre 
colunas, no monte Si\u00e3o. 
{I}27_{/}O texto da inscri\u00e7\u00e3o 
\u00e9 este: \u00abNo dia dezoito 
de Elul do ano cento e 
setenta e dois, que 
corresponde ao terceiro 
ano de Sim\u00e3o como sumo 
sacerdote em Asaramel, 
{I}28_{/}por ocasi\u00e3o de uma 
grande assembleia que 
reuniu sacerdotes, povo, 
autoridades e anci\u00e3os do 
pa\u00eds, observou-se o 
seguinte: {I}29_{/}Como 
estavam a acontecer 
muitas guerras no pa\u00eds, o 
sacerdote Sim\u00e3o, da 
fam\u00edlia de Joarib, filho 
de Matatias, e seus 
irm\u00e3os arriscaram a vida 
e enfrentaram os 
advers\u00e1rios do seu povo 
para salvar o Templo e a 
Lei, e cobriram de 
gl\u00f3rias o seu povo. 
{I}30_{/}J\u00f3natas, depois de 
unificar o pa\u00eds e exercer 
a fun\u00e7\u00e3o de sumo 
sacerdote, foi juntar-se 
aos seus antepassados. 
{I}31_{/}Ent\u00e3o os inimigos 
dos judeus quiseram 
invadir o pa\u00eds e 
apoderar-se do Templo. 
{I}32_{/}Sim\u00e3o, por\u00e9m, 
levantou-se contra eles e 
lutou em favor da sua 
na\u00e7\u00e3o. Gastou muito 
dinheiro seu para armar 
os homens do seu ex\u00e9rcito 
e pagar-lhes o soldo. 
{I}33_{/}Fortificou as 
cidades da Judeia, 
inclusive Betsur, que 
fica no limite do pa\u00eds, 
antigo quartel inimigo, e 
a\u00ed deixou uma guarni\u00e7\u00e3o 
judaica. {I}34_{/}Fortificou 
tamb\u00e9m Jope, no litoral, 
e Gazara, na regi\u00e3o de 
Azoto, onde antes ficavam 
os advers\u00e1rios. A\u00ed 
estabeleceu col\u00f3nias 
judaicas, providenciando 
o necess\u00e1rio para que 
funcionasse bem. 
{I}35_{/}Vendo a fidelidade 
de Sim\u00e3o e o seu 
interesse por engrandecer 
a p\u00e1tria, o povo nomeou-o 
chefe e sumo sacerdote, 
em vista de tudo o que 
fizera, por causa da 
justi\u00e7a e honestidade com 
que fortalecia a na\u00e7\u00e3o e 
procurava por todas as 
formas exaltar cada vez 
mais o seu povo. {I}36_{/}No 
seu tempo, expulsou os 
estrangeiros da regi\u00e3o 
ocupada e os que estavam 
em Jerusal\u00e9m, na Cidade 
de David. Eles tinham 
constru\u00eddo a\u00ed a 
fortaleza, de onde sa\u00edam 
para profanar as 
vizinhan\u00e7as do Templo, 
causando grave atentado \u00e0 
sua pureza. {I}37_{/}Sim\u00e3o 
colocou na fortaleza 
soldados judeus para 
maior seguran\u00e7a do pa\u00eds e 
da cidade, e elevou as 
muralhas de Jerusal\u00e9m. 
{I}38_{/}Por isso, o rei 
Dem\u00e9trio confirmou-o como 
sumo sacerdote, 
{I}39_{/}incluiu-o entre os 
seus amigos e cumulou-os 
de grande gl\u00f3ria, 
{I}40_{/}pois soube que os 
judeus estavam a ser 
chamados amigos, aliados 
e irm\u00e3os pelos romanos; 
soube tamb\u00e9m que os 
pr\u00f3prios romanos tinham 
recebido os embaixadores 
de Sim\u00e3o com todas as 
honras. {I}41_{/}Os 
sacerdotes e os judeus 
resolveram, portanto, 
considerar Sim\u00e3o como 
governante e como sumo 
sacerdote para sempre, 
at\u00e9 que surgisse um 
profeta leg\u00edtimo. 
{I}42_{/}Al\u00e9m disso, 
resolveram que ele seria 
o comandante das suas 
tropas, para cuidar do 
Templo, nomear um 
administrador para obras 
p\u00fablicas, outro para 
dirigir o pa\u00eds, e outro 
para se responsabilizar 
pelas armas e comandar as 
fortalezas. {I}43_{/}Ele 
teria toda a 
responsabilidade sobre o 
Templo, e todos lhe 
deveriam obedecer. Os 
documentos oficiais 
seriam todos escritos em 
seu nome, e ele vestiria 
o manto de p\u00farpura com 
ornamentos de ouro. 
{I}44_{/}Ningu\u00e9m do povo ou 
dos sacerdotes poder\u00e1 
desobedecer a nenhum 
desses pontos, ou 
contradizer as ordens que 
ele der, ou, sem sua 
autoriza\u00e7\u00e3o, convocar 
reuni\u00f5es no pa\u00eds, vestir-
se de p\u00farpura ou usar a 
fivela de ouro. {I}45_{/}Ser\u00e1 
considerado pass\u00edvel de 
pena quem acrescentar ou 
revogar qualquer uma 
destas decis\u00f5es\u00bb.
{I}46_{/}Foi do agrado de 
todo o povo conferir a 
Sim\u00e3o o direito de agir 
de acordo com essas 
resolu\u00e7\u00f5es. {I}47_{/}Sim\u00e3o 
aceitou e assumiu com 
prazer as fun\u00e7\u00f5es de sumo 
sacerdote, de comandante 
das tropas e chefe da 
na\u00e7\u00e3o dos judeus, 
inclusive dos sacerdotes, 
para ficar \u00e0 frente de 
todos. {I}48_{/}Mandaram 
gravar esse documento em 
placas de bronze e 
coloc\u00e1-lo no recinto do 
Templo, em lugar vis\u00edvel. 
{I}49_{/}Uma c\u00f3pia do texto 
deveria ficar no tesouro 
do Templo, \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o 
de Sim\u00e3o e seus filhos.
{1}15{/}

ALIAN\u00c7A POR INTERESSE{/}

{I}1_{/}Ant\u00edoco, filho do 
rei Dem\u00e9trio, enviou, das 
ilhas do mar, uma carta a 
Sim\u00e3o, sumo sacerdote e 
chefe da na\u00e7\u00e3o dos 
judeus, e a toda a na\u00e7\u00e3o. 
{I}2_{/}Era este o teor da 
carta: \u00abDo rei Ant\u00edoco a 
Sim\u00e3o, sumo sacerdote e 
chefe da na\u00e7\u00e3o, e a todo 
o povo judeu. Sauda\u00e7\u00f5es! 
{I}3_{/}Certos indiv\u00edduos, 
verdadeiras pragas, 
tomaram o reino dos meus 
pais. Agora eu desejo 
recuperar o reino para o 
restabelecer na situa\u00e7\u00e3o 
em que antes se 
encontrava. Recrutei 
grande ex\u00e9rcito e equipei 
navios de guerra, 
{I}4_{/}pois quero percorrer 
o pa\u00eds e acertar as 
contas com aqueles que 
arruinaram a nossa terra 
e devastaram tantas 
cidades do meu reino. 
{I}5_{/}Agora, pois, 
confirmo-te todas as 
isen\u00e7\u00f5es de impostos 
concedidas pelos reis 
meus antecessores, como 
tamb\u00e9m todas as outras 
isen\u00e7\u00f5es que te foram 
concedidas. {I}6_{/}Permito-
te cunhar moeda pr\u00f3pria 
como dinheiro oficial do 
teu pa\u00eds. {I}7_{/}Jerusal\u00e9m e 
o Templo ficam livres de 
qualquer imposto. Todas 
as armas que fabricaste e 
as fortalezas que 
constru\u00edste, e est\u00e3o sob 
o teu dom\u00ednio, ficam em 
teu poder. {I}8_{/}Tudo o que 
deves ao imposto real, e 
o que seria devido daqui 
em diante, fica cancelado 
para todo o sempre. 
{I}9_{/}Ap\u00f3s reconquistar o 
nosso reino, homenagear-
te-emos a ti, ao teu povo 
e ao Templo com honrarias 
tais, que o vosso 
prest\u00edgio alcan\u00e7ar\u00e1 toda 
a Terra\u00bb. {I}10_{/}No ano 
cento e setenta e quatro, 
Ant\u00edoco partiu para a 
terra de seus pais. Os 
contingentes militares 
passaram para o lado 
dele, de modo que poucos 
ficaram com Trif\u00e3o. 
{I}11_{/}Ant\u00edoco perseguiu-o. 
Trif\u00e3o, por\u00e9m, fugiu dele 
e foi para Dora, cidade \u00e0 
beira-mar, {I}12_{/}pois via 
que a desgra\u00e7a lhe ca\u00eda 
em cima, porque as suas 
tropas o haviam 
abandonado. {I}13_{/}Ant\u00edoco 
acampou perto de Dora, 
tendo sob o seu comando 
cento e vinte mil 
soldados de infantaria e 
oito mil cavaleiros. 
{I}14_{/}Cercou a cidade, 
enquanto os navios a 
atacavam do lado do mar. 
Rodeou a cidade por terra 
e mar, e n\u00e3o deixou 
entrar nem sair ningu\u00e9m.
NOVA DEPEND\u00caNCIA{/}

{I}15_{/}Enquanto isso, 
Num\u00e9nio e seus 
companheiros chegaram de 
Roma, trazendo cartas 
para os reis dos v\u00e1rios 
pa\u00edses. Nelas se dizia: 
{I}16_{/}\u00abDe L\u00facio, c\u00f4nsul 
dos romanos, ao rei 
Ptolomeu. Sauda\u00e7\u00f5es! 
{I}17_{/}Vieram at\u00e9 n\u00f3s, como 
amigos e aliados, alguns 
embaixadores dos judeus, 
enviados pelo sumo 
sacerdote Sim\u00e3o e pelo 
povo judeu, a fim de 
renovar a nossa antiga 
amizade e alian\u00e7a. 
{I}18_{/}Trouxeram um escudo 
de ouro que pesa cerca de 
seiscentos quilos. 
{I}19_{/}Quisemos escrever 
aos reis dos v\u00e1rios 
pa\u00edses, a fim de que n\u00e3o 
lhes causem dano algum, 
nem fa\u00e7am guerra contra 
eles, contra as suas 
cidades e o seu 
territ\u00f3rio, nem se aliem 
com os inimigos deles. 
{I}20_{/}Ach\u00e1mos conveniente 
aceitar o escudo que eles 
nos ofereceram. 
{I}21_{/}Portanto, se alguns 
indiv\u00edduos perniciosos 
fugirem do pa\u00eds deles 
para o vosso, devereis 
entreg\u00e1-los ao sumo 
sacerdote Sim\u00e3o, para que 
ele os julgue de acordo 
com a sua pr\u00f3pria Lei\u00bb.
{I}22_{/}Escreveram a mesma 
coisa ao rei Dem\u00e9trio, a 
\u00c1talo, Ariarates, Arsaces 
{I}23_{/}e a todos os pa\u00edses, 
a Sampsames, Esparta, 
Delos, Mindos, Sici\u00f3nia, 
C\u00e1ria, Samos, Panf\u00edlia, 
L\u00edcia, Halicarnasso, 
Rodes, Fas\u00e9lis, C\u00f3s, 
Side, Arados, Gortina, 
Cnido, Chipre e Cirene. 
{I}24_{/}E mandaram uma c\u00f3pia 
dessas cartas ao sumo 
sacerdote Sim\u00e3o.
A VERDADEIRA INTEN\u00c7\u00c3O DOS 
PODEROSOS{/}

{I}25_{/}O rei Ant\u00edoco 
mantinha o ataque contra 
Dora, na parte nova da 
cidade, atacando-a com os 
seus batalh\u00f5es e 
construindo m\u00e1quinas de 
assalto. Cercou Trif\u00e3o, 
de maneira que ele n\u00e3o 
podia sair nem entrar. 
{I}26_{/}Sim\u00e3o mandou dois 
mil homens escolhidos 
para lutarem sob o 
comando de Ant\u00edoco, al\u00e9m 
de prata, ouro e muitos 
equipamentos. 
{I}27_{/}Ant\u00edoco, por\u00e9m, n\u00e3o 
aceitou. Ao contr\u00e1rio, 
deixou de lado tudo o que 
antes tinha combinado com 
Sim\u00e3o, rompendo com ele. 
{I}28_{/}Mandou-lhe Aten\u00f3bio, 
um dos seus amigos, para 
conferenciar com ele e 
dizer: \u00abV\u00f3s tomastes 
Jope, Gazara e tamb\u00e9m a 
fortaleza de Jerusal\u00e9m, 
que s\u00e3o cidades do meu 
reino. {I}29_{/}Arruinastes 
as suas vizinhan\u00e7as, 
provocastes enorme 
desgra\u00e7a por todo o pa\u00eds 
e tomastes muitas cidades 
do meu reino. {I}30_{/}Agora, 
entregai as cidades que 
tomastes e tamb\u00e9m os 
impostos sobre os lugares 
que dominastes fora do 
territ\u00f3rio da Judeia. 
{I}31_{/}Caso contr\u00e1rio, dar-
me-eis em troca dezassete 
toneladas de prata, e 
mais dezassete toneladas 
como indemniza\u00e7\u00e3o por 
danos e preju\u00edzos, e 
pelos impostos das 
cidades. Sen\u00e3o, faremos 
guerra contra v\u00f3s\u00bb.
{I}32_{/}Aten\u00f3bio, o amigo do 
rei, chegou a Jerusal\u00e9m e 
a\u00ed p\u00f4de ver o luxo em que 
Sim\u00e3o vivia, os talheres 
de ouro e prata, o rico 
mobili\u00e1rio, e ficou 
admirado. Transmitiu a 
Sim\u00e3o o recado do rei. 
{I}33_{/}Sim\u00e3o respondeu: 
\u00abN\u00e3o tom\u00e1mos terra de 
ningu\u00e9m, nem nos 
apoder\u00e1mos do que n\u00e3o era 
nosso! Somente 
recuper\u00e1mos a heran\u00e7a dos 
nossos antepassados. 
Dela, por um certo tempo, 
os nossos inimigos se 
haviam apoderado 
injustamente. {I}34_{/}Apenas 
aproveit\u00e1mos a 
oportunidade que tivemos 
de recuperar a heran\u00e7a 
dos nossos antepassados. 
{I}35_{/}Quanto a Jope e 
Gazara, que tu reclamas, 
elas eram fonte de mal-
estar para o nosso povo e 
o nosso pa\u00eds. Contudo, 
pagaremos por elas tr\u00eas 
toneladas e meia de 
prata\u00bb. {I}36_{/}Aten\u00f3bio 
nada respondeu. Furioso, 
voltou para junto do rei 
e contou-lhe tudo, 
falando do luxo de Sim\u00e3o 
e de tudo o que tinha 
visto. E o rei ficou 
enfurecido.
NOVAS DIFICULDADES{/}

{I}37_{/}Trif\u00e3o conseguiu 
embarcar num navio e 
fugir para Ortosia. 
{I}38_{/}O rei nomeou 
Cendebeu como comandante-
chefe do litoral e 
confiou-lhe as tropas de 
infantaria e cavalaria. 
{I}39_{/}Mandou-o acampar nas 
proximidades da Judeia, 
reconstruir a cidade de 
Quedron, fortalecer as 
suas portas e iniciar a 
guerra contra o povo, 
enquanto o rei perseguia 
Trif\u00e3o. {I}40_{/}Cendebeu 
acampou perto de J\u00e2mnia e 
come\u00e7ou a provocar o 
povo, invadindo a Judeia, 
fazendo prisioneiros e 
matando. {I}41_{/}Reconstruiu 
Quedron e nela instalou a 
cavalaria e infantaria, 
para que fizessem 
incurs\u00f5es e patrulhas 
pelas estradas da Judeia, 
conforme o rei lhe tinha 
ordenado. 
{1}16{/}

NOVA CHEFIA{/}

{I}1_{/}Jo\u00e3o deixou Gazara e 
foi contar a seu pai 
Sim\u00e3o o que Cendebeu 
estava a fazer. {I}2_{/}Sim\u00e3o 
chamou os seus dois 
filhos mais velhos, Judas 
e Jo\u00e3o, e disse-lhes: 
\u00abEu, os meus irm\u00e3os e 
toda a fam\u00edlia do meu 
pai, combatemos os 
inimigos de Israel desde 
a nossa juventude at\u00e9 
hoje, e com o nosso 
esfor\u00e7o conseguimos 
libertar Israel muitas 
vezes. {I}3_{/}Agora, por\u00e9m, 
estou a ficar velho, 
enquanto que v\u00f3s, pela 
miseric\u00f3rdia de Deus, 
estais em idade madura. 
Ocupai o meu lugar e o do 
meu irm\u00e3o, e sa\u00ed para 
combater em favor da 
nossa na\u00e7\u00e3o. Que Deus vos 
ajude!\u00bb {I}4_{/}Jo\u00e3o escolheu 
no pa\u00eds vinte mil homens 
de infantaria e 
cavalaria, e foi com eles 
enfrentar Cendebeu. 
Pernoitaram em Modin, 
{I}5_{/}levantaram-se de 
madrugada, sa\u00edram para a 
plan\u00edcie e viram o enorme 
ex\u00e9rcito de infantaria e 
cavalaria pronto para os 
enfrentar. Entre os dois 
ex\u00e9rcitos que estavam 
para se enfrentar havia 
um rio. {I}6_{/}Jo\u00e3o acampou 
com o seu ex\u00e9rcito bem em 
frente do inimigo. 
Percebendo que os seus 
soldados estavam com medo 
de atravessar o rio, ele 
atravessou primeiro. 
Vendo isso, os soldados 
tamb\u00e9m atravessaram. 
{I}7_{/}Ent\u00e3o ele organizou o 
ex\u00e9rcito, colocando a 
cavalaria no meio da 
infantaria, porque a 
cavalaria do inimigo era 
numerosa de mais. 
{I}8_{/}Tocaram, ent\u00e3o, as 
trombetas. Cendebeu e o 
seu ex\u00e9rcito foram 
derrotados, ca\u00edram muitos 
feridos dentre eles, e os 
que conseguiram escapar 
fugiram para a fortaleza. 
{I}9_{/}Nessa ocasi\u00e3o Judas, 
irm\u00e3o de Jo\u00e3o, ficou 
ferido. Jo\u00e3o perseguiu o 
ex\u00e9rcito de Cendebeu at\u00e9 
chegar a Quedron, que 
fora reconstru\u00edda por 
Cendebeu. {I}10_{/}Alguns 
fugiram para as terras 
que existem ao redor de 
Azoto. Jo\u00e3o incendiou a 
cidade, causando duas mil 
baixas ao inimigo. Depois 
Jo\u00e3o regressou em paz 
para a Judeia.
AMBIGUIDADE DO PODER{/}

{I}11_{/}Ptolomeu, filho 
de Abubo, tinha sido 
nomeado comandante da 
plan\u00edcie de Jeric\u00f3, e 
possu\u00eda muita prata e 
muito ouro, {I}12_{/}pois era 
genro do sumo sacerdote. 
{I}13_{/}Enchendo-se com 
ideias de grandeza, quis 
tomar posse do pa\u00eds e 
come\u00e7ou a tramar a morte 
de Sim\u00e3o e seus filhos. 
{I}14_{/}Sim\u00e3o estava 
inspeccionando as cidades 
no interior do pa\u00eds, 
ocupado com os seus 
problemas 
administrativos. Chegou a 
Jeric\u00f3 acompanhado dos 
filhos Matatias e Judas, 
no ano cento e setenta e 
sete, no d\u00e9cimo primeiro 
m\u00eas, chamado Sabat. 
{I}15_{/}O filho de Abubo, 
que planeava uma trai\u00e7\u00e3o, 
recebeu-os na fortaleza 
chamada Doc, que ele 
pr\u00f3prio tinha constru\u00eddo. 
Ofereceu-lhes um grande 
banquete, colocando a\u00ed 
alguns homens de 
emboscada. {I}16_{/}Quando 
Sim\u00e3o e seus filhos j\u00e1 
estavam embriagados, 
Ptolomeu e seus 
companheiros levantaram-
se, puxaram das suas 
armas, atacaram Sim\u00e3o na 
sala do banquete e 
mataram-no, juntamente 
com os seus dois filhos e 
alguns da sua comitiva. 
{I}17_{/}Assim, Ptolomeu 
praticou um grande crime, 
pagando o bem com o mal.
{I}18_{/}Em seguida, Ptolomeu 
escreveu ao rei, contando 
o acontecido e pedindo 
que lhe mandasse tropas, 
a fim de o ajudar a tomar 
o pa\u00eds e as suas cidades. 
{I}19_{/}Mandou outros a 
Gazara para eliminar 
Jo\u00e3o. Enviou cartas aos 
generais, convidando-os a 
passarem para o seu lado, 
com a promessa de lhes 
dar prata, ouro e 
presentes. {I}20_{/}Mandou 
outros, enfim, tomar 
Jerusal\u00e9m e a montanha do 
Templo. {I}21_{/}No entanto, 
algu\u00e9m correu a contar a 
Jo\u00e3o em Gazara que o seu 
pai e seus irm\u00e3os tinham 
sido mortos, e que 
Ptolomeu tinha mandado 
mat\u00e1-lo tamb\u00e9m a ele. 
{I}22_{/}Ao ouvir isso, Jo\u00e3o 
ficou muito perturbado, 
prendeu os homens que 
foram para o matarem e 
mandou execut\u00e1-los, pois 
ele sabia que estavam 
atentando contra a sua 
vida. {I}23_{/}Os outros 
actos de Jo\u00e3o, as suas 
guerras e as proezas que 
praticou, a reforma das 
mura-lhas que executou, 
tudo o que ele fez, 
{I}24_{/}est\u00e1 escrito no 
livro das actas do seu 
sumo sacerd\u00f3cio, a partir 
do dia em que se tornou 
sumo sacerdote em lugar 
de seu pai.
