{C}I. ASSASS\u00cdNIO DA ALMA DE UM POVO{/}

{1}1{/}

{N}O NOVO DOMINADOR{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}O maced\u00f3nio Alexandre, filho de Filipe, j\u00e1 era senhor da 
H\u00e9lade. Ele saiu do pa\u00eds de Cetim, venceu Dario, rei dos Persas e 
Medos, e tornou-se rei em seu lugar. {R}_{I}2_{/}Fez numerosas guerras, 
apoderou-se de fortalezas e exterminou os reis da terra. 
{R}_{I}3_{/}Chegou at\u00e9 aos confins do mundo, apoderando-se das riquezas 
de numerosas na\u00e7\u00f5es. O mundo calou-se diante dele. Depois disso, 
ele exaltou-se e encheu-se de orgulho. {R}_{I}4_{/}Formou um ex\u00e9rcito 
poderos\u00edssimo, subjugou pa\u00edses, na\u00e7\u00f5es e ditadores, obrigando-os a 
pagar tributos. {I}5_{/}Depois, adoeceu gravemente e percebeu que ia 
morrer. {R}_{I}6_{/}Ent\u00e3o convocou os seus oficiais, aqueles nobres que 
tinham sido seus companheiros desde a mocidade, e ainda vivo 
repartiu por eles o seu imp\u00e9rio. {R}_{I}7_{/}Alexandre reinou doze anos, 
e morreu. {I}8_{/}Os seus oficiais assumiram o poder, cada um na 
pr\u00f3pria regi\u00e3o. {R}_{I}9_{/}Todos eles se fizeram coroar reis, e depois 
passaram a coroa para os filhos durante muitos anos. E os males 
multiplicaram-se no mundo.
[=]_{R}_{I}10_{/}Deles brotou um ramo perverso, chamado Ant\u00edoco Epif\u00e2nio, 
filho do rei Ant\u00edoco. Ele estivera em Roma como ref\u00e9m, mas, no ano 
cento e trinta e sete da domina\u00e7\u00e3o grega, tornou-se rei.

{N}ALGUNS HEBREUS PAGANIZAM-SE{/}

[\u0095]_[=]_{R}_{I}11_{/}Nessa \u00e9poca, brotou em Israel uma gera\u00e7\u00e3o de \u00edmpios, 
que persuadiram muitas pessoas, dizendo: \u00abVamos fazer alian\u00e7a com 
as na\u00e7\u00f5es vizinhas, porque, desde que nos afast\u00e1mos delas, muitos 
males nos aconteceram\u00bb. {I}12_{/}Essa proposta agradou a muita gente. 
{R}_{I}13_{/}Alguns do povo tomaram a iniciativa e foram ter com o rei, 
que lhes deu permiss\u00e3o para introduzirem os costumes pag\u00e3os. 
{R}_{I}14_{/}Foi assim que constru\u00edram em Jerusal\u00e9m uma pra\u00e7a para 
desportos de acordo com os usos pag\u00e3os. [=]_{R}_{I}15_{/}Disfar\u00e7aram a 
circuncis\u00e3o e renegaram a alian\u00e7a sagrada. Associaram-se \u00e0s na\u00e7\u00f5es 
pag\u00e3s e venderam-se para praticar o mal.

{N}A TRAG\u00c9DIA CHEGA A ISRAEL{/}

[\u0095]_[=]_{R}_{I}16_{/}Tendo consolidado o seu reino, Ant\u00edoco projectou 
tamb\u00e9m tornar-se rei do Egipto, para dominar os dois reinos. 
{R}_{I}17_{/}Entrou no Egipto com um ex\u00e9rcito imponente, carros de guerra 
e elefantes, cavalaria e muitos navios. {R}_{I}18_{/}Entrou em combate 
contra Ptolomeu, rei do Egipto, que recuou e fugiu, ficando pelo 
ch\u00e3o muitos feridos. {R}_{I}19_{/}As cidades fortificadas do Egipto foram 
tomadas, e Ant\u00edoco saqueou as riquezas do pa\u00eds.
{R}_{I}20_{/}Voltando no ano cento e quarenta e tr\u00eas, ap\u00f3s ter vencido o 
Egipto, Ant\u00edoco atacou Israel e Jerusal\u00e9m com um poderoso 
ex\u00e9rcito. {R}_{I}21_{/}Depois de entrar no Templo com toda a arrog\u00e2ncia, 
Ant\u00edoco levou o altar de ouro, o candelabro com todos os 
acess\u00f3rios, {R}_{I}22_{/}a mesa dos p\u00e3es oferecidos a Deus, as vasilhas 
para as liba\u00e7\u00f5es, as ta\u00e7as, os incens\u00f3rios de ouro, a cortina, as 
coroas e as placas de ouro que ornavam a fachada do Templo. 
Saqueou tudo. [=]_{I}23_{/}Levou tamb\u00e9m a prata, o ouro, os objectos 
de valor e at\u00e9 as riquezas escondidas que conseguiu encontrar. 
{I}24_{/}Tomou tudo e foi para a sua terra, depois de causar muitas 
mortes e proferir palavras de extrema arrog\u00e2ncia. {R}_{I}25_{/}Em todo o 
Israel, em todos os lugares, houve uma grande lamenta\u00e7\u00e3o: 
{I}26_{/}\u00abChefes e anci\u00e3os gemeram, rapazes e raparigas perderam o seu 
vigor, e murchou a beleza das mulheres. {I}27_{/}Todo o rec\u00e9m-casado 
entoou um c\u00e2ntico f\u00fanebre e a esposa ficou de luto no seu quarto 
de casal. {R}_{I}28_{/}A terra tremeu por causa dos seus habitantes, e 
toda a fam\u00edlia de Jacob se cobriu de vergonha\u00bb.
[=]_{R}_{I}29_{/}Dois anos depois, o rei mandou \u00e0s cidades de Jud\u00e1 um 
cobrador de impostos, que entrou em Jerusal\u00e9m acompanhado de 
poderoso ex\u00e9rcito. {R}_{I}30_{/}Com falsa proposta de paz, ganhou a 
confian\u00e7a dos habitantes e, de repente, caiu sobre a cidade, 
aplicando-lhe violento golpe e provocando a morte de muita gente 
em Israel. {I}31_{/}Saqueou a cidade, incendiou-a e destruiu as suas 
casas e muralhas. {I}32_{/}Levaram prisioneiras mulheres e crian\u00e7as, e 
roubaram todo o gado.
{R}_{I}33_{/}Em seguida constru\u00edram ao redor da Cidade de David uma alta 
e resistente muralha, al\u00e9m de torres de guarda bem refor\u00e7adas, de 
modo que ficou a ser a fortaleza deles. {I}34_{/}Colocaram nela gente 
\u00edmpia, homens cru\u00e9is, que l\u00e1 se instalaram. {R}_{I}35_{/}Abasteceram a 
fortaleza com armas e alimentos, e l\u00e1 depositaram o saque que 
haviam tirado a Jerusal\u00e9m. Desse modo, transformaram-se num grande 
perigo, {R}_{I}36_{/}em armadilha contra o Templo e amea\u00e7a cont\u00ednua para 
Israel. {R}_{I}37_{/}Derramaram sangue inocente ao redor do Templo e 
profanaram o lugar santo. {R}_{I}38_{/}Por causa deles, os moradores de 
Jerusal\u00e9m fugiram, e Jerusal\u00e9m transformou-se em morada de 
estrangeiros. A cidade tornou-se estranha \u00e0 sua pr\u00f3pria gente, e 
os seus filhos abandonaram-na. {R}_{I}39_{/}O seu santu\u00e1rio tornou-se um 
deserto, as suas festas transformaram-se em luto, os seus s\u00e1bados 
em vergonha e a sua honra em humilha\u00e7\u00e3o. {I}40_{/}A sua humilha\u00e7\u00e3o foi 
t\u00e3o grande como o seu antigo prest\u00edgio, e o seu esplendor 
transformou-se em luto.

{N}ASSASSINARAM A ALMA DE UM POVO{/}

[\u0095]_[=]_{R}_{I}41_{/}O rei publicou um decreto, determinando que o reino 
inteiro formasse um s\u00f3 povo, {R}_{I}42_{/}e cada qual deixasse de lado os 
seus costumes particulares. Todas as na\u00e7\u00f5es obedeceram ao decreto 
do rei. {R}_{I}43_{/}Entre os israelitas, muitos gostaram da religi\u00e3o do 
rei e passaram a oferecer sacrif\u00edcios aos \u00eddolos e a profanar o 
s\u00e1bado. {R}_{I}44_{/}Al\u00e9m disso, atrav\u00e9s de mensageiros, o rei mandou a 
Jerusal\u00e9m e \u00e0s cidades de Jud\u00e1 um documento com v\u00e1rias ordens: 
Tinham que adoptar a legisla\u00e7\u00e3o estrangeira; {R}_{I}45_{/}proibia 
oferecer holocaustos, sacrif\u00edcios e liba\u00e7\u00f5es no Templo e tamb\u00e9m 
guardar os s\u00e1bados e festas; [=]_{R}_{I}46_{/}mandava contaminar o 
santu\u00e1rio e objectos sagrados, {I}47_{/}construindo altares, templos e 
orat\u00f3rios para os \u00eddolos, e imolar porcos e outros animais 
impuros; {I}48_{/}ordenava que n\u00e3o circuncidassem os filhos e que se 
profanassem a si pr\u00f3prios com todo o tipo de impurezas e 
abomina\u00e7\u00f5es, {R}_{I}49_{/}esquecendo a Lei e mudando todos os costumes. 
{R}_{I}50_{/}Quem n\u00e3o obedecia \u00e0 ordem do rei, incorria em pena de morte.
{R}_{I}51_{/}O rei mandou documentos escritos que continham as ordens 
para todo o seu reino. Nomeou fiscais sobre todo o povo e 
determinou que as cidades de Jud\u00e1, uma ap\u00f3s outra, deveriam 
oferecer sacrif\u00edcios. [=]_{R}_{I}52_{/}Muita gente do povo passou para o 
lado dos traidores da Lei. Come\u00e7aram a praticar o mal no pa\u00eds, 
{I}53_{/}e os israelitas tiveram que se esconder em qualquer ref\u00fagio 
dispon\u00edvel.
[=]_{R}_{I}54_{/}No dia quinze do m\u00eas de Casleu do ano cento e quarenta e 
cinco, Ant\u00edoco colocou sobre o altar dos holocaustos a Abomina\u00e7\u00e3o 
da Desola\u00e7\u00e3o. Pelas cidades de Jud\u00e1 em redor, constru\u00edram-se 
tamb\u00e9m outros altares. {I}55_{/}Passaram a queimar incenso at\u00e9 nas 
portas das casas e pelas pra\u00e7as. {R}_{I}56_{/}Rasgavam e queimavam os 
livros da Lei que encontravam. {R}_{I}57_{/}Quando encontravam um livro 
da Alian\u00e7a em poder de algu\u00e9m, ou se algu\u00e9m concordasse em seguir 
a Lei, o decreto do rei condenava essa pessoa \u00e0 morte. {I}58_{/}Como 
detinham o poder, cada m\u00eas faziam isso com todos os israelitas que 
encontravam pelas cidades. {R}_{I}59_{/}No dia vinte e cinco de cada m\u00eas, 
ofereciam-se sacrif\u00edcios no altar colocado sobre o altar dos 
holocaustos. [=]_{I}60_{/}De acordo com o decreto, matavam as mulheres 
que tinham circuncidado os seus filhos, {I}61_{/}juntamente com os 
filhos que elas levavam ao colo, com os familiares e com as 
pessoas que tinham feito a circuncis\u00e3o \u00e0s crian\u00e7as. {I}62_{/}Muitos 
israelitas, por\u00e9m, permaneceram firmes, e n\u00e3o havia quem os 
fizesse comer alguma coisa que fosse impura. [=]_{R}_{I}63_{/}Antes 
preferiam morrer do que contaminar-se com esses alimentos e 
profanar a santa Alian\u00e7a. E muitos morreram. {R}_{I}64_{/}Assim, 
desencadeou-se uma grande ira sobre Israel.

{C}II. O PROGRAMA DE RESIST\u00caNCIA{/}

{1}2{/}

{N}O GERME DA RESIST\u00caNCIA{/}

[\u0095]_[=]_{R}_{I}1_{/}Nessa ocasi\u00e3o, Matatias, filho de Jo\u00e3o e neto do 
sacerdote Sime\u00e3o, da descend\u00eancia de Joiarib, saiu de Jerusal\u00e9m 
para ir morar em Modin. {R}_{I}2_{/}Tinha cinco filhos: Jo\u00e3o, que tinha o 
apelido de Gadi; {R}_{I}3_{/}Sim\u00e3o, conhecido por Tasi; {I}4_{/}Judas, 
chamado Macabeu; {R}_{I}5_{/}Eleazar, chamado Auar\u00e3; e J\u00f3natas, chamado 
Afus. {R}_{I}6_{/}Vendo os absurdos que aconteciam em Jud\u00e1 e Jerusal\u00e9m, 
{R}_{I}7_{/}Matatias disse: \u00abInfeliz de mim! Para que fui nascer? S\u00f3 para 
ver a desgra\u00e7a do meu povo e da Cidade Santa? Para ficar a\u00ed 
sentado, enquanto ela vai sendo entregue nas m\u00e3os dos inimigos, 
enquanto o seu Templo sagrado cai nas m\u00e3os de estrangeiros? {R}_{I}8_{/}O 
seu Templo parece um homem desonrado: {I}9_{/}os adornos magn\u00edficos 
que o enfeitavam foram levados como saque; as suas crian\u00e7as foram 
assassinadas nas pra\u00e7as, e os seus jovens foram mortos pela espada 
do inimigo. {I}10_{/}Qual foi a na\u00e7\u00e3o que n\u00e3o invadiu os seus pal\u00e1cios 
e n\u00e3o tomou posse dos seus despojos? {I}11_{/}Tudo o que servia de 
enfeite foi roubado; era livre, e agora tornou-se escravo! 
{R}_{I}12_{/}Vede! O nosso santu\u00e1rio, que era a nossa beleza e o nosso 
orgulho, est\u00e1 deserto, profanado pelos pag\u00e3os! {I}13_{/}Para qu\u00ea 
continuar a viver?\u00bb {R}_{I}14_{/}Matatias e seus filhos rasgaram as 
vestes, vestiram-se com pano de saco e fizeram grande luto. 
{R}_{I}15_{/}Os funcion\u00e1rios do rei chegaram \u00e0 cidade de Modin para fazer 
com que o povo mudasse de religi\u00e3o e oferecesse sacrif\u00edcios. 
{R}_{I}16_{/}Muitos israelitas aderiram a eles; por\u00e9m, Matatias e seus 
filhos ficaram de lado. {R}_{I}17_{/}Os funcion\u00e1rios do rei disseram a 
Matatias: \u00abTu \u00e9s uma personagem ilustre, homem importante nesta 
cidade, apoiado por filhos e parentes. {R}_{I}18_{/}Ent\u00e3o vai \u00e0 frente 
para cumprir as determina\u00e7\u00f5es do rei, conforme fizeram todas as 
na\u00e7\u00f5es, os cidad\u00e3os de Jud\u00e1 e os que ficaram em Jerusal\u00e9m. Assim 
tu e os teus filhos passareis a fazer parte dos amigos do rei e 
sereis recompensados com prata, ouro e muitos presentes\u00bb. 
{R}_{I}19_{/}Matatias respondeu em voz alta: \u00abMesmo quando todas as 
na\u00e7\u00f5es que moram dentro dos dom\u00ednios do rei obedecerem \u00e0 sua ordem 
e abandonarem a religi\u00e3o dos seus antepassados para se conformarem 
com as determina\u00e7\u00f5es dele, {R}_{I}20_{/}eu, os meus filhos e os meus 
parentes continuaremos a viver de acordo com a Alian\u00e7a dos nossos 
antepassados. {R}_{I}21_{/}Deus nos livre de abandonar a Lei e as 
tradi\u00e7\u00f5es! {R}_{I}22_{/}N\u00e3o! N\u00f3s n\u00e3o vamos obedecer \u00e0s ordens do rei. N\u00e3o 
vamos desviar-nos da nossa religi\u00e3o, nem para a direita, nem para 
a esquerda\u00bb.
{R}_{I}23_{/}Mal acabava Matatias de dizer isto, quando um judeu tomou a 
dianteira, diante de todos, para oferecer o sacrif\u00edcio no altar de 
Modin, seguindo as determina\u00e7\u00f5es do rei. {R}_{I}24_{/}Vendo isso, 
Matatias indignou-se, tremeu de raiva e, num impulso de ira santa, 
avan\u00e7ou sobre o ap\u00f3stata e matou-o sobre o altar. 
{R}_{I}25_{/}Imediatamente matou tamb\u00e9m o funcion\u00e1rio do rei, que 
obrigava o povo a oferecer o sacrif\u00edcio, e demoliu o altar. 
[=]_{R}_{I}26_{/}Ele estava a agir por amor \u00e0 Lei, do mesmo modo como 
Fineias fez com Zambri, filho de Salu. {R}_{I}27_{/}Depois disso, 
Matatias foi gritando pela cidade: \u00abQuem tiver amor pela Lei e 
quiser permanecer na Alian\u00e7a, que me acompanhe\u00bb. [=]_{I}28_{/}Ele e os 
seus filhos fugiram para as montanhas, abandonando na cidade tudo 
o que possu\u00edam.

{N}O S\u00c1BADO FOI FEITO PARA O HOMEM{/}

[\u0095]_{R}_{I}29_{/}Muitos que amavam a justi\u00e7a e o direito desceram ao 
deserto e l\u00e1 ficaram {I}30_{/}com os seus filhos, mulheres e rebanhos, 
pois a persegui\u00e7\u00e3o contra eles ia aumentando. {R}_{I}31_{/}Denunciaram 
aos oficiais do rei e \u00e0 guarni\u00e7\u00e3o estabelecida em Jerusal\u00e9m, na 
Cidade de David, que algumas pessoas tinham desobedecido \u00e0s ordens 
do rei e descido para as cavernas do deserto. {R}_{I}32_{/}Muitos desses 
homens do rei correram atr\u00e1s deles e alcan\u00e7aram-nos. Acamparam em 
volta deles e organizaram-se para os atacar num dia de s\u00e1bado. 
{R}_{I}33_{/}Quando tudo ficou pronto, disseram-lhes: \u00abAgora chega! Sa\u00ed 
da\u00ed, fazei aquilo que o rei ordenou, e a vossa vida estar\u00e1 salva\u00bb. 
{R}_{I}34_{/}Eles responderam: \u00abN\u00e3o vamos sair, nem cumprir a ordem do 
rei, profanando o dia de s\u00e1bado\u00bb. {I}35_{/}Ent\u00e3o aqueles come\u00e7aram a 
atac\u00e1-los. {I}36_{/}Eles, por\u00e9m, n\u00e3o reagiram, n\u00e3o atiraram uma \u00fanica 
pedra, nem mesmo fecharam a entrada dos seus esconderijos. 
{I}37_{/}Disseram apenas: \u00abVamos morrer com a consci\u00eancia limpa. O C\u00e9u 
e a Terra s\u00e3o testemunhas de que v\u00f3s nos estais a matar 
injustamente\u00bb. {R}_{I}38_{/}Assim mesmo, os homens do rei atacaram-nos em 
dia de s\u00e1bado. E eles morreram, com as suas mulheres, crian\u00e7as e 
rebanhos. Eram cerca de mil pessoas.
{R}_{I}39_{/}Ao saber do caso, Matatias e os seus companheiros choraram 
amargamente. {I}40_{/}E comentavam entre si: \u00abSe  todos fizermos como 
aqueles nossos irm\u00e3os, se n\u00e3o lutarmos contra os pag\u00e3os pela nossa 
vida e pelas nossas tradi\u00e7\u00f5es, eles em breve nos eliminar\u00e3o da 
face da Terra\u00bb. {I}41_{/}E, nesse mesmo dia, tomaram esta decis\u00e3o: 
\u00abLutaremos abertamente contra todo aquele que nos atacar em dia de 
s\u00e1bado. Assim n\u00e3o morreremos todos, como os nossos irm\u00e3os nos seus 
esconderijos\u00bb.
[=]_{R}_{I}42_{/}A partir da\u00ed, uniu-se a eles o grupo dos assideus, que 
eram israelitas fortes, corajosos e fi\u00e9is \u00e0 Lei. {I}43_{/}Al\u00e9m disso, 
todos os que conseguiam escapar das desgra\u00e7as uniam-se a eles e 
refor\u00e7avam ainda mais o grupo. {I}44_{/}Desse modo, organizaram um 
ex\u00e9rcito e descarregaram a sua f\u00faria contra os pecadores e a sua 
c\u00f3lera contra os ap\u00f3statas. Os restantes fugiram, buscando ref\u00fagio 
entre os pag\u00e3os. {R}_{I}45_{/}Depois disso, Matatias e seus companheiros 
fizeram incurs\u00f5es pelo pa\u00eds, derrubando os altares {R}_{I}46_{/}e 
circuncidando \u00e0 for\u00e7a os meninos que encontravam sem circuncis\u00e3o 
no territ\u00f3rio de Israel. {I}47_{/}Come\u00e7aram a perseguir os soberbos, e 
a campanha teve sucesso. {R}_{I}48_{/}Defenderam a Lei diante da 
prepot\u00eancia dos povos e reis, e n\u00e3o deram o bra\u00e7o a torcer aos 
pecadores.

{N}A HONRA DO HOMEM DEPENDE DE DEUS{/}

[\u0095]_{R}_{I}49_{/}Quando se aproximou da morte, Matatias disse aos seus 
filhos: \u00abAgora a insol\u00eancia e o ultraje est\u00e3o a ter muita for\u00e7a; \u00e9 
um tempo de destrui\u00e7\u00e3o e \u00f3dio violento. {R}_{I}50_{/}Portanto, meus 
filhos, cuidai de cumprir a Lei com zelo e dai as vossas vidas 
para defender a Alian\u00e7a dos vossos antepassados. {I}51_{/}Lembrai-vos 
de como agiram os antepassados no tempo deles, e conseguireis 
honra sem par e fama para sempre. {R}_{I}52_{/}Abra\u00e3o foi fiel na prova, 
e isso foi-lhe considerado como justi\u00e7a. {R}_{I}53_{/}Jos\u00e9 observou os 
mandamentos no tempo do perigo, e chegou a ser dono do Egipto. 
{I}54_{/}O nosso pai Fineias recebeu o encargo do sacerd\u00f3cio 
permanente, por causa do seu grande zelo. {R}_{I}55_{/}Josu\u00e9 tornou-se 
juiz de Israel, por ter obedecido \u00e0 Palavra. {R}_{I}56_{/}Caleb recebeu 
uma terra em heran\u00e7a, por ter dado testemunho diante da 
comunidade. {R}_{I}57_{/}David recebeu o trono de rei para sempre, por 
causa da sua bondade. {R}_{I}58_{/}Elias foi arrebatado ao c\u00e9u, por causa 
do seu ardente zelo pela Lei. [=]_{I}59_{/}Ananias, Azarias e Misael 
foram salvos da fornalha, por causa da sua f\u00e9. [=]_{R}_{I}60_{/}Daniel 
ficou livre da boca dos le\u00f5es, por causa da sua inoc\u00eancia.
{R}_{I}61_{/}E assim, repassando as gera\u00e7\u00f5es, compreendereis que jamais 
fraquejam aqueles que esperam em Deus. {I}62_{/}N\u00e3o temais as amea\u00e7as 
de um pecador, pois a sua gl\u00f3ria transformar-se-\u00e1 em esterco e 
podrid\u00e3o. {I}63_{/}Hoje ele \u00e9 exaltado, mas amanh\u00e3 desaparecer\u00e1: 
voltar\u00e1 ao p\u00f3 de onde veio, e o seu projecto fracassar\u00e1.
{R}_{I}64_{/}Meus filhos, sede fortes e apegai-vos firmemente \u00e0 Lei, pois 
ela ser\u00e1 a vossa gl\u00f3ria. {R}_{I}65_{/}A\u00ed est\u00e1 Sime\u00e3o, vosso irm\u00e3o. Eu sei 
que ele \u00e9 homem equilibrado. Obedecei-lhe sempre, e ele ser\u00e1 um 
pai para v\u00f3s. {R}_{I}66_{/}Judas Macabeu, homem corajoso desde novo, ser\u00e1 
o comandante do vosso ex\u00e9rcito e dirigir\u00e1 a guerra contra os 
pag\u00e3os. {R}_{I}67_{/}Procurai reunir \u00e0 vossa volta todos os que praticam 
a Lei, para vigiar o povo. {I}68_{/}Fazei com que os estrangeiros 
paguem pelo mal que fizeram, e observai sempre os mandamentos da 
Lei\u00bb.
{R}_{I}69_{/}Depois, Matatias aben\u00e7oou-os e reuniu-se aos seus 
antepassados. {R}_{I}70_{/}Morreu no ano cento e quarenta e seis, e foi 
sepultado em Modin, no t\u00famulo da sua fam\u00edlia. Todo o Israel 
lamentou muito a sua morte.

{C}III. JUDAS MACABEU, CHEFE DA RESIST\u00caNCIA{/}

{1}3{/}

{N}UM HER\u00d3I POPULAR{/}

[\u0095]_{I}1_{/}No lugar de Matatias ficou o seu filho Judas, apelidado 
Macabeu. {R}_{I}2_{/}Seus irm\u00e3os e todos os que tinham ficado do lado de 
seu pai deram-lhe apoio e partiram com entusiasmo, lutando por 
Israel. {I}3_{/}Judas alargou a fama do seu povo; vestiu a coura\u00e7a 
como gigante, empunhou as armas e sustentou muitas batalhas, 
defendendo o acampamento com a espada. {I}4_{/}Por suas fa\u00e7anhas 
parecia um le\u00e3o, um le\u00e3ozinho rugindo em cima da presa. 
{I}5_{/}Farejava e desentocava os ap\u00f3statas, e queimava os que 
perturbavam o seu povo. {I}6_{/}Com medo de Judas, os ap\u00f3statas 
acovardaram-se e os malfeitores ficaram confundidos. Por meio 
dele, a liberta\u00e7\u00e3o triunfou. {R}_{I}7_{/}Ele causou dissabores a muitos 
reis, mas alegrou Jacob com as suas fa\u00e7anhas, e a sua mem\u00f3ria ser\u00e1 
sempre elogiada. {R}_{I}8_{/}Percorreu as cidades de Jud\u00e1, exterminando 
os injustos, e afastou de Israel a ira divina. {I}9_{/}A sua fama 
percorreu todo o pa\u00eds, porque ele reuniu um povo que estava a 
morrer.

{N}DE ONDE VEM A FOR\u00c7A DOS FRACOS?{/}

[\u0095]_{R}_{I}10_{/}Apol\u00f3nio reuniu pag\u00e3os e um forte contingente militar da 
Samaria, a fim de lutar contra Israel. {I}11_{/}Ao saber disso, Judas 
saiu para o enfrentar. Conseguiu vencer e matar Apol\u00f3nio, do qual 
muitos soldados tombaram mortos, e o resto fugiu. {I}12_{/}Ao recolher 
os despojos, Judas pegou na espada de Apol\u00f3nio e, da\u00ed para a 
frente, passou a lutar sempre com ela.
{I}13_{/}Seron, general do ex\u00e9rcito s\u00edrio, ouviu dizer que Judas tinha 
reunido em torno de si um partido numeroso, formado de homens 
fi\u00e9is e dispostos para a guerra. {R}_{I}14_{/}Ele pensou: \u00abVou ficar 
famoso e ganhar prest\u00edgio no reino, lutando contra Judas e seus 
partid\u00e1rios, que desprezam as ordens do rei\u00bb. {I}15_{/}Ent\u00e3o Seron 
preparou-se, e juntou-se a ele um grande ex\u00e9rcito de gente \u00edmpia, 
que subiu com ele para se vingar dos israelitas. [=]_{I}16_{/}Seron 
avan\u00e7ou at\u00e9 \u00e0 subida de Bet-Horon, onde Judas foi enfrent\u00e1-lo com 
pouca gente. {I}17_{/}Ao ver a multid\u00e3o que se vinha aproximando para 
os enfrentar, os homens de Judas disseram-lhe: \u00abSomos poucos. Como 
\u00e9 que podemos enfrentar essa multid\u00e3o forte e armada? Al\u00e9m disso, 
estamos cansados. Hoje ainda n\u00e3o comemos nada\u00bb. [=]_{R}_{I}18_{/}Judas 
respondeu: \u00abN\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil que muitos caiam na m\u00e3o de poucos. N\u00e3o 
faz diferen\u00e7a para Deus salvar com poucos ou salvar com muitos. 
{I}19_{/}A vit\u00f3ria na guerra n\u00e3o depende da multid\u00e3o de soldados, mas 
da for\u00e7a que vem do C\u00e9u. {I}20_{/}Eles v\u00eam contra n\u00f3s cheios de 
insol\u00eancia e injusti\u00e7a, para nos eliminar a n\u00f3s, \u00e0s nossas 
mulheres e aos nossos filhos, e levar tudo o que temos. {I}21_{/}N\u00f3s, 
por\u00e9m, lutamos pela nossa vida e as nossas leis. {R}_{I}22_{/}Por isso, 
Deus vai esmag\u00e1-los diante de n\u00f3s! N\u00e3o tenhais medo\u00bb. {I}23_{/}Judas 
acabou de falar e atacou-os de surpresa. E Seron com o seu 
ex\u00e9rcito foram esmagados diante de Judas. {R}_{I}24_{/}Os homens de Judas 
perseguiram o inimigo pela baixa de Bet-Horon, at\u00e9 \u00e0 plan\u00edcie. 
Seron perdeu oitocentos homens, e o resto fugiu para a regi\u00e3o dos 
filisteus. {R}_{I}25_{/}Ent\u00e3o Judas e seus companheiros come\u00e7aram a ser 
temidos, e o pavor dominou as na\u00e7\u00f5es vizinhas. {R}_{I}26_{/}A sua fama 
chegou at\u00e9 ao rei, porque todas as na\u00e7\u00f5es comentavam as batalhas 
de Judas.

{N}OS FRACOS INCOMODAM OS PODEROSOS{/}

[\u0095]_{R}_{I}27_{/}Logo que soube disso, o rei Ant\u00edoco ficou furioso e 
mandou concentrar todas as for\u00e7as do reino, formando um ex\u00e9rcito 
poderos\u00edssimo. {I}28_{/}Abriu o seu tesouro e adiantou o soldo de um 
ano a todo o ex\u00e9rcito, ordenando que ficasse preparado para 
qualquer eventualidade. {I}29_{/}Percebeu, por\u00e9m, que as reservas do 
tesouro n\u00e3o bastavam e as entradas que vinham das prov\u00edncias eram 
poucas, por causa das revoltas e ru\u00ednas que ele tinha espalhado no 
pa\u00eds, para acabar com as leis antigas. {R}_{I}30_{/}E ficou com medo de 
n\u00e3o ter, como j\u00e1 havia acontecido outras vezes, o suficiente para 
as despesas e para os presentes que costumava distribuir mais que 
os reis anteriores. {I}31_{/}Vendo-se em apuros, resolveu recorrer \u00e0 
P\u00e9rsia, para recolher os tributos daquelas prov\u00edncias e juntar 
grande soma de dinheiro. {R}_{I}32_{/}Antes disso, deixou L\u00edsias, membro 
distinto da fam\u00edlia real, \u00e0 frente dos neg\u00f3cios do rei, desde o 
rio Eufrates at\u00e9 \u00e0 fronteira do Egipto. {R}_{I}33_{/}Encarregou-o de 
cuidar do seu filho Ant\u00edoco, at\u00e9 ao seu regresso. {R}_{I}34_{/}Colocou 
sob o seu comando metade das suas tropas, inclusive os elefantes, 
e encarregou-o de tudo o que queria, especialmente em rela\u00e7\u00e3o aos 
habitantes da Judeia e de Jerusal\u00e9m. {R}_{I}35_{/}L\u00edsias deveria mandar 
um ex\u00e9rcito para derrotar e destruir o ex\u00e9rcito de Israel e o que 
ainda restasse em Jerusal\u00e9m, fazendo assim desaparecer desse lugar 
a lembran\u00e7a dessa gente. {R}_{I}36_{/}Depois, L\u00edsias deveria colocar 
estrangeiros em todo o territ\u00f3rio e dividir o pa\u00eds em lotes. 
{R}_{I}37_{/}Levando metade das suas tropas, o rei partiu de Antioquia, 
capital do seu reino, no ano cento e quarenta e sete. Depois de 
atravessar o rio Eufrates, percorreu as prov\u00edncias do planalto.
[=]_{R}_{I}38_{/}L\u00edsias escolheu Ptolomeu, filho de Dor\u00edmenes, e Nicanor, 
juntamente com G\u00f3rgias, homens poderosos e influentes no reino, 
{R}_{I}39_{/}e enviou-os com quarenta mil homens de infantaria e sete mil 
cavaleiros, a fim de invadir o pa\u00eds de Jud\u00e1 e arras\u00e1-lo, conforme 
as determina\u00e7\u00f5es do rei. {R}_{I}40_{/}Puseram-se em marcha com todo o 
ex\u00e9rcito e acamparam na plan\u00edcie, perto de Ema\u00fas. {I}41_{/}Quando os 
traficantes da regi\u00e3o souberam da not\u00edcia, correram para o 
acampamento com grande quantidade de prata, ouro e correntes, a 
fim de comprar os israelitas como escravos. Ao ex\u00e9rcito juntaram-
se ainda tropas edomitas e filisteias.

{N}CORAGEM PARA A LUTA DECISIVA{/}

[\u0095]_{R}_{I}42_{/}Judas e os seus companheiros perceberam que a situa\u00e7\u00e3o 
se estava a agravar muito: o ex\u00e9rcito inimigo j\u00e1 estava acampado 
na regi\u00e3o. Eles ficaram tamb\u00e9m a saber que o rei tinha dado ordens 
para destruir e exterminar o povo. {I}43_{/}E comentaram: \u00abVamos 
reerguer da ru\u00edna o nosso povo. Vamos lutar pelo nosso povo e pelo 
Templo\u00bb. {R}_{I}44_{/}Ent\u00e3o foi convocada uma assembleia, a fim de que 
todos pudessem estar preparados para a luta e tamb\u00e9m para rezar, 
pedindo a Deus piedade e compaix\u00e3o.
{R}_{I}45_{/}Jerusal\u00e9m estava despovoada como um deserto. Nenhum dos seus 
filhos entrava ou sa\u00eda. O santu\u00e1rio foi pisado e os estrangeiros 
ocupavam a fortaleza, transformada em hospedaria de pag\u00e3os. Jacob 
perdeu a alegria, e j\u00e1 n\u00e3o se ouviam mais nem a flauta nem a 
c\u00edtara.
[=]_{R}_{I}46_{/}Reuniram-se todos e foram para Masfa, lugar que fica em 
frente de Jerusal\u00e9m, porque foi a\u00ed o primeiro lugar de ora\u00e7\u00e3o em 
Israel. {I}47_{/}Nesse dia, eles jejuaram, vestiram-se de luto, 
puseram cinza na cabe\u00e7a e rasgaram as vestes. {R}_{I}48_{/}Depois 
desenrolaram o livro da Lei, para o consultar, da mesma forma que 
os pag\u00e3os consultavam os seus \u00eddolos. {R}_{I}49_{/}Levaram tamb\u00e9m as 
vestimentas dos sacerdotes, os primeiros frutos e os d\u00edzimos, e 
convocaram os nazireus que tinham terminado o tempo do seu voto. 
{I}50_{/}Todos levantaram a voz ao c\u00e9u, gritando: \u00abQue podemos fazer 
desta gente? Para onde os levaremos? {R}_{I}51_{/}O teu Templo foi pisado 
e profanado, os teus sacerdotes est\u00e3o de luto e humilhados! 
{I}52_{/}V\u00ea! Os pag\u00e3os uniram-se contra n\u00f3s, para nos aniquilar. Tu 
bem sabes o que eles planeiam contra n\u00f3s. {I}53_{/}Como poderemos 
resistir, se Tu n\u00e3o nos ajudares?\u00bb {I}54_{/}Em seguida, tocaram as 
trombetas e levantaram grande clamor.
[=]_{I}55_{/}Ent\u00e3o Judas nomeou os comandantes do ex\u00e9rcito: 
comandantes de mil, de cem, de cinquenta e de dez. 
[=]_{R}_{I}56_{/}Mandou voltar para casa os que andavam a construir, os 
que tinham acabado de se casar, os que estavam a cuidar das vinhas 
e os que andavam com medo, tudo conforme a Lei ordena. {R}_{I}57_{/}Ent\u00e3o 
o ex\u00e9rcito levantou acampamento e foi acampar ao Sul de Ema\u00fas. 
{R}_{I}58_{/}Judas ordenou: \u00abPreparai-vos. Sede firmes e corajosos e 
ficai prontos para amanh\u00e3 entrar em combate contra esses pag\u00e3os. 
Eles aliaram-se contra n\u00f3s, com a inten\u00e7\u00e3o de nos destruir, a n\u00f3s 
e ao nosso Templo. {R}_{I}59_{/}\u00c9 melhor morrer na batalha do que ficar a 
ver a desgra\u00e7a do nosso povo e do nosso Templo. {I}60_{/}Seja feita a 
vontade de Deus\u00bb.

{1}4{/}

{N}MEM\u00d3RIA E DISCERNIMENTO{/}

[\u0095]_[=]_{I}1_{/}G\u00f3rgias pegou em cinco mil soldados de infantaria e 
mil cavaleiros escolhidos. Saiu de noite {I}2_{/}para poder atacar de 
surpresa o acampamento dos judeus e acabar com eles de uma vez. A 
gente da fortaleza serviu-lhes de guia. {R}_{I}3_{/}Sabendo do plano, 
Judas levantou acampamento com o seu ex\u00e9rcito e foi atacar a parte 
do ex\u00e9rcito do rei que tinha ficado em Ema\u00fas, {I}4_{/}enquanto alguns 
batalh\u00f5es estavam longe do acampamento.
{I}5_{/}Quando G\u00f3rgias chegou, de noite, ao acampamento de Judas, n\u00e3o 
encontrou ningu\u00e9m. Come\u00e7ou ent\u00e3o a procur\u00e1-los pelas montanhas, 
pensando que tivessem fugido. {I}6_{/}Ao amanhecer, Judas chegou \u00e0 
plan\u00edcie com tr\u00eas mil homens, mas sem escudos e espadas 
suficientes. {I}7_{/}Quando viram que o acampamento dos pag\u00e3os era 
forte e estava bem guardado, rodeado de cavaleiros treinados para 
a guerra, {I}8_{/}Judas disse aos seus homens: \u00abN\u00e3o tenhais medo da 
quantidade deles, nem vos apavoreis com o seu ataque. 
{R}_{I}9_{/}Lembrai-vos de como os nossos antepassados foram salvos no 
Mar Vermelho, quando o Fara\u00f3 com o seu ex\u00e9rcito os perseguia. 
{R}_{I}10_{/}Vamos gritar a Deus para que nos ajude e Se lembre da 
Alian\u00e7a com os nossos antepassados e derrote hoje este ex\u00e9rcito 
que est\u00e1 \u00e0 nossa frente. {R}_{I}11_{/}Ent\u00e3o todas as na\u00e7\u00f5es reconhecer\u00e3o 
que existe Algu\u00e9m que resgata e liberta Israel\u00bb.
{I}12_{/}Quando os estrangeiros levantaram os olhos e os viram chegar 
pela frente, {I}13_{/}sa\u00edram do acampamento para a batalha. Os homens 
de Judas tocaram a trombeta {I}14_{/}e atacaram. Os pag\u00e3os foram 
derrotados e fugiram para a plan\u00edcie. {R}_{I}15_{/}Os que estavam na 
retaguarda foram mortos \u00e0 espada. Os israelitas perseguiram-nos 
at\u00e9 Gazara e at\u00e9 \u00e0s plan\u00edcies da Idumeia, de Azoto e de J\u00e2mnia. E 
o inimigo perdeu cerca de tr\u00eas mil homens.
{I}16_{/}Ao voltar da persegui\u00e7\u00e3o aos fugitivos, {I}17_{/}Judas falou aos 
soldados: \u00abN\u00e3o fiqueis cobi\u00e7ando os despojos, pois temos mais um 
combate pela frente: {I}18_{/}G\u00f3rgias e o seu batalh\u00e3o est\u00e3o no monte 
aqui perto de n\u00f3s. Sede firmes contra os nossos inimigos e lutai 
contra eles. Depois, podereis recolher os despojos com toda a 
tranquilidade\u00bb. {I}19_{/}Judas ainda falava, quando se avistou uma 
patrulha deles que espiava do alto do monte. {R}_{I}20_{/}A patrulha viu 
que os companheiros tinham fugido e que o acampamento estava 
incendiado: o fumo que se via denunciava o que tinha acontecido. 
{I}21_{/}Ao ver isso, ficaram completamente apavorados e, quando viram 
o ex\u00e9rcito de Judas na plan\u00edcie, preparado para o confronto, 
{R}_{I}22_{/}fugiram todos para a regi\u00e3o dos filisteus. {I}23_{/}Ent\u00e3o Judas 
voltou para saquear o acampamento: capturou muito ouro e prata, 
tecidos de p\u00farpura comum e de p\u00farpura marinha, e muita coisa de 
valor. [=]_{R}_{I}24_{/}Voltaram cantando hinos e louvando a Deus, 
\u00abporque Ele \u00e9 bom e o seu amor \u00e9 para sempre\u00bb. {R}_{I}25_{/}E, nesse dia, 
Israel conseguiu uma grande vit\u00f3ria.
{R}_{I}26_{/}Os estrangeiros que fugiram foram contar a L\u00edsias tudo o que 
tinha acontecido. {R}_{I}27_{/}Ao ouvir a not\u00edcia, ficou transtornado e 
abatido, pois as coisas contra Israel n\u00e3o tinham acontecido como 
ele esperava, e o resultado era o contr\u00e1rio do que o rei havia 
previsto.

{N}VIT\u00d3RIA EM LUTA DESIGUAL{/}

[\u0095]_[=]_{R}_{I}28_{/}No ano seguinte, L\u00edsias recrutou sessenta mil 
combatentes escolhidos e cinco mil cavaleiros, a fim de subjugar 
os judeus. {I}29_{/}Eles foram para a Idumeia e acamparam em Betsur, 
mas Judas saiu para os enfrentar com dez mil homens. [=]_{R}_{I}30_{/}Ao 
ver t\u00e3o poderoso ex\u00e9rcito, Judas rezou: \u00abBendito sejas Tu, 
Salvador de Israel, que derrotaste a for\u00e7a de um gigante pela m\u00e3o 
do teu servo David, e que entregaste o ex\u00e9rcito dos filisteus nas 
m\u00e3os de J\u00f3natas, filho de Saul, e do seu escudeiro. 
[=]_{R}_{I}31_{/}Assim tamb\u00e9m, entrega este ex\u00e9rcito nas m\u00e3os do teu povo 
Israel, e que os seus soldados e cavaleiros fiquem envergonhados. 
{I}32_{/}Amedronta-os e quebra o orgulho do seu poderio, para que 
sejam afogados pela derrota. {I}33_{/}Derruba-os com a espada dos que 
Te amam, para que todos os que conhecem o teu Nome Te celebrem com 
hinos\u00bb.
{R}_{I}34_{/}Avan\u00e7aram uns contra os outros, e cerca de cinco mil do 
ex\u00e9rcito de L\u00edsias ca\u00edram na luta corpo a corpo. {R}_{I}35_{/}Ao ver a 
derrota do seu ex\u00e9rcito e a coragem do grupo de Judas, disposto 
corajosamente a viver ou morrer, L\u00edsias foi para Antioquia e 
come\u00e7ou a recrutar um ex\u00e9rcito ainda mais numeroso, a fim de 
voltar \u00e0 Judeia.

{N}COMEMORA\u00c7\u00c3O DA VIT\u00d3RIA{/}

[\u0095]_{I}36_{/}Judas e seus companheiros fizeram esta proposta: \u00abAgora 
que derrot\u00e1mos o inimigo, vamos purificar e consagrar o Templo\u00bb. 
{I}37_{/}O ex\u00e9rcito inteiro reuniu-se e subiu ao monte Si\u00e3o. {R}_{I}38_{/}A\u00ed 
viram o santu\u00e1rio abandonado, o altar profanado, as portas 
incendiadas, o mato a crescer nos p\u00e1tios, como se fosse em campo 
aberto ou nas montanhas, e os aposentos destru\u00eddos. {I}39_{/}Ent\u00e3o 
rasgaram as vestes e fizeram grande luto, lan\u00e7ando cinza na cabe\u00e7a 
{I}40_{/}e prostrando-se por terra. Depois tocaram a trombeta e 
clamaram ao c\u00e9u.
{R}_{I}41_{/}Judas destacou alguns homens para que contivessem os que 
estavam na fortaleza, enquanto se purificava o Templo. {R}_{I}42_{/}Para 
isso, escolheu sacerdotes sem defeito f\u00edsico e que seguiam a Lei. 
{R}_{I}43_{/}Eles purificaram o Templo e lan\u00e7aram as pedras que o 
contaminavam num lugar impuro. {R}_{I}44_{/}Puseram-se, ent\u00e3o, a discutir 
a respeito do altar dos holocaustos que fora profanado, {R}_{I}45_{/}e 
tiveram a ideia de o destruir. Assim n\u00e3o ficariam envergonhados 
pelo facto de os pag\u00e3os o terem profanado. Demoliram o altar 
[=]_{R}_{I}46_{/}e puseram as pedras no monte do Templo, num lugar 
conveniente, at\u00e9 que aparecesse um profeta e resolvesse o caso. 
[=]_{R}_{I}47_{/}Ent\u00e3o pegaram em pedras toscas, conforme manda a Lei, e 
com elas constru\u00edram um altar novo, igual ao anterior. 
{R}_{I}48_{/}Restauraram o Templo e consagraram a parte interna do 
santu\u00e1rio e os p\u00e1tios. {R}_{I}49_{/}Fizeram novos objectos de culto, e 
colocaram dentro do Templo o candelabro, o altar do incenso e a 
mesa. {R}_{I}50_{/}Queimaram incenso sobre o altar e acenderam as 
l\u00e2mpadas do candelabro, para que iluminassem o Templo. 
{I}51_{/}Colocaram os p\u00e3es em ordem sobre a mesa, dependuraram as 
cortinas e deram por terminado todo o trabalho.
{I}52_{/}Na madrugada do dia vinte e cinco do nono m\u00eas, chamado 
Casleu, do ano cento e quarenta e oito, {R}_{I}53_{/}ofereceram um 
sacrif\u00edcio de acordo com a Lei, sobre o novo altar dos holocaustos 
que tinham constru\u00eddo. {R}_{I}54_{/}Exactamente no mesmo dia e m\u00eas em que 
os pag\u00e3os o tinham profanado, o altar foi consagrado no meio de 
c\u00e2nticos e m\u00fasica ao som de c\u00edtaras, harpas e c\u00edmbalos. {R}_{I}55_{/}Todo 
o povo se prostrou por terra, adorando e louvando a Deus, que lhes 
tinha dado sucesso. {R}_{I}56_{/}Celebraram a consagra\u00e7\u00e3o do altar 
durante oito dias, oferecendo alegremente holocaustos com 
sacrif\u00edcios de comunh\u00e3o e ac\u00e7\u00e3o de gra\u00e7as. [=]_{R}_{I}57_{/}Enfeitaram a 
fachada do Templo com coroas douradas e escudos. Consagraram os 
portais e os aposentos, onde colocaram portas. {I}58_{/}A alegria do 
povo foi muito grande. Assim estava cancelada a afronta imposta 
pelos pag\u00e3os. [=]_{R}_{I}59_{/}Judas, com seus irm\u00e3os e toda a assembleia 
de Israel, determinou que se comemorasse anualmente a nova 
consagra\u00e7\u00e3o do altar, com festas solenes durante oito dias, a 
partir do dia vinte e cinco do m\u00eas de Casleu.
{I}60_{/}Nessa ocasi\u00e3o, constru\u00edram, em volta do monte Si\u00e3o, muralhas 
altas com torres bem fortes, para que os pag\u00e3os nunca mais 
entrassem e as destru\u00edssem, como haviam feito antes. {I}61_{/}Judas 
deixou l\u00e1 um destacamento, para defender o monte. Tamb\u00e9m 
fortificou Betsur, para que o povo ficasse protegido contra a 
Idumeia.

{1}5{/}

{N}\u00c0 PROCURA DA INDEPEND\u00caNCIA POL\u00cdTICA{/}

[\u0095]_[=]_{R}_{I}1_{/}Quando as na\u00e7\u00f5es vizinhas souberam que os judeus 
tinham reconstru\u00eddo o altar e consagrado novamente o santu\u00e1rio 
como antes, ficaram muito irritadas. {R}_{I}2_{/}Resolveram acabar com os 
descendentes de Jacob que viviam no meio delas, e come\u00e7aram a 
matar e eliminar as pessoas do povo judeu. {R}_{I}3_{/}Ent\u00e3o Judas atacou 
os descendentes de Esa\u00fa, moradores da Idumeia, na regi\u00e3o de 
Acrabatena, que estavam a cercar Israel. Judas derrotou-os 
fragorosamente, humilhou-os e tomou-lhes os despojos. {I}4_{/}Depois 
Judas lembrou-se das maldades da gente de Be\u00e3, que era permanente 
armadilha e obst\u00e1culo para o povo, por causa das emboscadas que 
armavam pelos caminhos. {I}5_{/}Obrigou-os a refugiarem-se nas 
pr\u00f3prias torres. Depois de os cercar, destruiu-os: incendiou as 
torres com tudo e todos os que estavam dentro delas. [=]_{I}6_{/}Em 
seguida, marchou contra os amonitas, onde enfrentou um ex\u00e9rcito 
numeroso e bem armado, comandado por Tim\u00f3teo. {I}7_{/}Teve de travar 
muitas batalhas. No final, por\u00e9m, aqueles foram derrotados por 
Judas, que os esmagou. {I}8_{/}Depois de se apossar de Jazer com os 
seus distritos, Judas voltou para a Judeia.
{I}9_{/}Os pag\u00e3os que moravam em Galaad tamb\u00e9m se aliaram contra os 
israelitas que viviam nos seus territ\u00f3rios, querendo elimin\u00e1-los. 
Os israelitas refugiaram-se na fortaleza de Datema, {I}10_{/}e 
mandaram esta carta a Judas e seus irm\u00e3os, dizendo: \u00abOs pag\u00e3os 
reuniram-se ao nosso redor contra n\u00f3s, e querem destruir-nos. 
{I}11_{/}J\u00e1 est\u00e3o prontos para vir tomar a fortaleza onde nos 
refugi\u00e1mos. O comandante do seu ex\u00e9rcito \u00e9 Tim\u00f3teo. {I}12_{/}Vem 
livrar-nos das suas m\u00e3os, pois muitos dos nossos j\u00e1 tombaram. 
[=]_{R}_{I}13_{/}Todos os nossos irm\u00e3os que moravam no distrito de Tobias 
foram mortos, as suas mulheres e filhos foram levados prisioneiros 
e os seus bens foram saqueados. Cerca de mil pessoas j\u00e1 morreram\u00bb.
{R}_{I}14_{/}A gente de Judas ainda estava a ler a carta, quando chegaram 
outros mensageiros vindos da Galileia. Estavam com as vestes 
rasgadas e traziam esta not\u00edcia: [=]_{R}_{I}15_{/}\u00abTodos os de 
Ptolemaida, Tiro, Sid\u00f3nia e da Galileia dos pag\u00e3os se uniram 
contra n\u00f3s, para nos aniquilar\u00bb. {I}16_{/}Logo que Judas e os soldados 
ouviram contar tudo isto, foi convocada uma grande assembleia para 
resolver o que fazer em favor dos irm\u00e3os que estavam em 
dificuldade, perseguidos pelos pag\u00e3os. {R}_{I}17_{/}Judas disse a seu 
irm\u00e3o Sim\u00e3o: \u00abEscolhe os homens que quiseres e vai libertar os 
irm\u00e3os que est\u00e3o na Galileia. Eu e o meu irm\u00e3o J\u00f3natas vamos para 
Galaad\u00bb. {R}_{I}18_{/}Para defender a Judeia, deixou o resto do ex\u00e9rcito, 
sob o comando de Jos\u00e9, filho de Zacarias, e Azarias, chefe do 
povo. {I}19_{/}Recomendou-lhes: \u00abComandai as tropas, mas n\u00e3o entreis 
em combate contra os pag\u00e3os, enquanto n\u00e3o voltarmos\u00bb. {R}_{I}20_{/}As 
tropas de Sim\u00e3o eram de tr\u00eas mil homens, que deviam ir para a 
Galileia; as tropas de Judas eram de oito mil, que deviam ir para 
Galaad.
[=]_{R}_{I}21_{/}Sim\u00e3o foi para a Galileia, onde travou v\u00e1rias batalhas 
contra os pag\u00e3os. Enfrentou, esmagou os pag\u00e3os {R}_{I}22_{/}e perseguiu-
os at\u00e9 \u00e0s portas de Ptolemaida. Tombaram cerca de tr\u00eas mil deles, 
e Sim\u00e3o recolheu os despojos. {R}_{I}23_{/}Em seguida tomou os judeus da 
Galileia e de Arbates, juntamente com as mulheres, filhos e 
pertences, e com grande alegria levou-os para a Judeia.
{R}_{I}24_{/}Enquanto isso, Judas Macabeu e seu irm\u00e3o J\u00f3natas 
atravessaram o rio Jord\u00e3o e caminharam tr\u00eas dias pelo deserto. 
{I}25_{/}A\u00ed cruzaram-se com os nabateus, que foram ao encontro deles 
amigavelmente e lhes contaram tudo o que havia acontecido aos seus 
irm\u00e3os em Galaad: {I}26_{/}\u00abMuitos deles est\u00e3o cercados em Bosora, 
Bosor, Alimas, Casfo, Maced e Carnain, cidades grandes e 
fortificadas. {I}27_{/}Outros reuniram-se nas restantes cidades de 
Galaad, e o inimigo decidiu atacar amanh\u00e3 as fortalezas, 
conquist\u00e1-las e exterminar, num s\u00f3 dia, todos os que nelas se 
encontram\u00bb. {R}_{I}28_{/}Imediatamente Judas e o seu ex\u00e9rcito mudaram de 
direc\u00e7\u00e3o e tomaram o rumo de Bosora, atravessando o deserto. Tomou 
a cidade, matou todos os homens \u00e0 espada, recolheu os despojos e 
incendiou a cidade. {I}29_{/}Partiram de l\u00e1 \u00e0 noite e foram at\u00e9 \u00e0 
fortaleza. {I}30_{/}Ao amanhecer, avistaram um grande ex\u00e9rcito, que 
transportava escadas e m\u00e1quinas de guerra, para conquistar a 
fortaleza, e j\u00e1 come\u00e7avam a atac\u00e1-la. {I}31_{/}Percebendo que a luta 
j\u00e1 tinha come\u00e7ado e que a gritaria da cidade subia at\u00e9 ao c\u00e9u no 
meio do som das trombetas e de um clamor intenso, {I}32_{/}Judas disse 
aos seus homens: \u00abLutai hoje pelos vossos irm\u00e3os\u00bb. {I}33_{/}Distribuiu 
os combatentes em tr\u00eas alas, por detr\u00e1s dos inimigos, tocando as 
trombetas e rezando em voz alta. {I}34_{/}Ao aperceber-se de que era o 
Macabeu, o ex\u00e9rcito de Tim\u00f3teo fugiu em debandada, sofrendo uma 
grande derrota. Nesse dia ca\u00edram mortos cerca de oito mil soldados 
do ex\u00e9rcito de Tim\u00f3teo. {I}35_{/}Da\u00ed, Judas dirigiu-se para Alimas, 
atacou e tomou a cidade, matou os homens, recolheu os despojos e 
incendiou a cidade. {I}36_{/}Da\u00ed, foi para Casfo, Maced, Bosor e 
outras cidades de Galaad, e tomou-as todas.
{I}37_{/}Algum tempo depois destes acontecimentos, Tim\u00f3teo organizou 
outro ex\u00e9rcito e acampou defronte de Rafon, do outro lado do 
riacho. {R}_{I}38_{/}Judas mandou espiar o acampamento dele, e recebeu 
estas informa\u00e7\u00f5es: \u00abTodas as na\u00e7\u00f5es vizinhas se aliaram a Tim\u00f3teo, 
formando um ex\u00e9rcito muito grande. {I}39_{/}Tamb\u00e9m os \u00e1rabes est\u00e3o 
contratados para os ajudar, e est\u00e3o todos acampados do outro lado 
do riacho, prontos para te atacar\u00bb. Ent\u00e3o Judas saiu para os 
enfrentar. [=]_{I}40_{/}No momento em que Judas e o seu ex\u00e9rcito se 
iam aproximando do riacho, Tim\u00f3teo disse aos seus oficiais: \u00abSe 
ele atravessar primeiro em nossa direc\u00e7\u00e3o, n\u00e3o poderemos resistir, 
porque ele certamente vencer\u00e1. {I}41_{/}Mas, se ele ficar com medo e 
acampar do lado de l\u00e1, ent\u00e3o n\u00f3s atravessaremos e venc\u00ea-lo-emos\u00bb. 
[=]_{R}_{I}42_{/}Quando chegou \u00e0 beira da \u00e1gua, Judas colocou em 
formatura os oficiais de recrutamento ao longo da margem da 
torrente, e deu-lhes esta ordem: \u00abN\u00e3o deixeis que ningu\u00e9m acampe. 
Fazei com que todos atravessem\u00bb. {R}_{I}43_{/}O pr\u00f3prio Judas foi o 
primeiro a atravessar em direc\u00e7\u00e3o ao inimigo, e todo o ex\u00e9rcito o 
acompanhou. Derrotaram os pag\u00e3os, que largaram as armas e se 
refugiaram no templo de Carnain. {R}_{I}44_{/}Os judeus tomaram a cidade 
e deitaram fogo ao templo, queimando todos os que se encontravam 
l\u00e1 dentro. Destru\u00edda Carnain, ningu\u00e9m mais op\u00f4s resist\u00eancia a 
Judas.
{I}45_{/}Em seguida, Judas reuniu todos os israelitas que viviam em 
Galaad, grandes e pequenos, com mulheres, filhos e pertences, uma 
grande multid\u00e3o, para os levar para a Judeia. {I}46_{/}Assim chegaram 
a Efron, cidade importante e bem fortificada, que ficava no 
caminho. N\u00e3o havia maneira de se desviar da cidade, nem por um 
lado nem por outro; era preciso passar por dentro dela. {I}47_{/}A 
gente da cidade fechou as portas e refor\u00e7ou-as com pedras. 
[=]_{I}48_{/}Judas mandou uma embaixada, com esta mensagem de paz: 
\u00abPrecisamos de atravessar o vosso territ\u00f3rio, para voltarmos \u00e0 
nossa terra. Ningu\u00e9m vos vai fazer mal. S\u00f3 queremos atravessar\u00bb. 
Eles, por\u00e9m, n\u00e3o abriram as portas. {I}49_{/}Ent\u00e3o Judas mandou avisar 
pelo acampamento que entrassem todos em forma prontos para o 
combate, no lugar onde estivessem. {I}50_{/}Ficaram todos preparados 
e, em seguida, come\u00e7aram a lutar contra a cidade. O combate durou 
o dia e a noite toda, at\u00e9 que a cidade se rendeu. {I}51_{/}Mataram \u00e0 
espada todos os homens, demoliram a cidade, recolheram os despojos 
e atravessaram a cidade, passando por cima dos cad\u00e1veres. {R}_{I}52_{/}Em 
seguida, atravessaram o rio Jord\u00e3o, em direc\u00e7\u00e3o \u00e0 grande plan\u00edcie 
que fica diante de Bets\u00e3. {R}_{I}53_{/}Judas reunia os que estavam 
atrasados e animava o povo durante toda a viagem, at\u00e9 chegar \u00e0 
terra de Jud\u00e1. [=]_{I}54_{/}Ent\u00e3o subiram felizes e alegres ao monte 
Si\u00e3o, e ofereceram holocaustos, pois tinham conseguido voltar em 
paz, sem que ningu\u00e9m morresse. [=]_{R}_{I}55_{/}Enquanto Judas e J\u00f3natas 
estavam em Galaad, e seu irm\u00e3o Sim\u00e3o se encontrava na Galileia, 
diante de Ptolemaida, {R}_{I}56_{/}os dois comandantes do ex\u00e9rcito, Jos\u00e9, 
filho de Zacarias, e Azarias, ficaram a saber das fa\u00e7anhas que 
eles tinham realizado. {R}_{I}57_{/}E comentaram: \u00abVamos n\u00f3s tamb\u00e9m ficar 
famosos! Vamos lutar contra as na\u00e7\u00f5es vizinhas\u00bb. {I}58_{/}Mandaram 
avisar os soldados do ex\u00e9rcito, que estava sob o seu comando, e 
puseram-se em marcha contra J\u00e2mnia. {I}59_{/}G\u00f3rgias e os seus homens 
sa\u00edram da cidade para os enfrentar. {R}_{I}60_{/}Aconteceu que Jos\u00e9 e 
Azarias foram derrotados e perseguidos at\u00e9 \u00e0 fronteira da Judeia. 
Nessa ocasi\u00e3o, morreram cerca de dois mil homens das tropas de 
Israel. {R}_{I}61_{/}Foi uma grande derrota para o ex\u00e9rcito, causada pelo 
facto de Jos\u00e9 e Azarias n\u00e3o terem obedecido a Judas e seus irm\u00e3os. 
Eles queriam ficar famosos, {R}_{I}62_{/}mas n\u00e3o eram da fam\u00edlia dos 
homens destinados a libertar Israel.
{R}_{I}63_{/}O valente Judas e seus irm\u00e3os tinham grande prest\u00edgio diante 
de todos os israelitas e tamb\u00e9m diante das outras na\u00e7\u00f5es, aonde 
chegava a sua fama. {I}64_{/}As pessoas aglomeravam-se em torno deles 
para os aplaudir. {R}_{I}65_{/}Judas e seus irm\u00e3os marcharam para lutar 
contra os descendentes de Esa\u00fa, na regi\u00e3o que fica ao Sul. Tomaram 
Hebron e os seus distritos, destru\u00edram as suas fortifica\u00e7\u00f5es e 
incendiaram as torres que as rodeavam. {R}_{I}66_{/}Da\u00ed, partiram para a 
regi\u00e3o dos filisteus, passando por Marisa. {R}_{I}67_{/}Foi nessa ocasi\u00e3o 
que alguns sacerdotes morreram na guerra, pois quiseram mostrar 
valentia e entraram em combate imprudentemente. {R}_{I}68_{/}Judas 
dirigiu-se para Azoto, regi\u00e3o dos filisteus, e a\u00ed destruiu os 
altares, queimou as imagens dos deuses deles e saqueou a cidade. 
Depois, voltou para a terra de Jud\u00e1.

{1}6{/}

{N}A MORTE DO OPRESSOR{/}

[\u0095]_[=]_{R}_{I}1_{/}Quando percorria as prov\u00edncias do planalto, o rei 
Ant\u00edoco ouviu dizer que havia na P\u00e9rsia uma cidade chamada 
Elimaida, famosa pela sua riqueza em prata e ouro. {R}_{I}2_{/}Diziam que 
o templo dessa cidade era muito rico e que havia nele cortinas 
tecidas em ouro, coura\u00e7as e armas a\u00ed deixadas pelo rei Alexandre, 
o maced\u00f3nio, filho de Filipe, que foi o primeiro rei do imp\u00e9rio 
grego. {I}3_{/}Ant\u00edoco dirigiu-se para o local, pretendendo tomar e 
saquear a cidade. Mas n\u00e3o conseguiu, porque a gente da cidade, 
sabendo da sua pretens\u00e3o, {R}_{I}4_{/}preparou-se para a guerra e 
enfrentou-o. Ant\u00edoco teve de fugir, e foi com grande tristeza que 
deixou o lugar, a fim de voltar para a Babil\u00f3nia. {I}5_{/}Ainda ele 
estava na P\u00e9rsia, quando recebeu a not\u00edcia de que as tropas 
enviadas contra a Judeia tinham sido derrotadas {R}_{I}6_{/}e que L\u00edsias 
tinha tomado a iniciativa de enfrentar os judeus com poderoso 
ex\u00e9rcito, mas teve de recuar. Soube tamb\u00e9m que os judeus estavam a 
ficar mais perigosos por causa da quantidade de armas, al\u00e9m de 
outros recursos e despojos que tomavam aos ex\u00e9rcitos que iam 
derrotando. [=]_{R}_{I}7_{/}Contaram-lhe tamb\u00e9m que os judeus tinham 
retirado a abomina\u00e7\u00e3o que ele colocara sobre o altar de Jerusal\u00e9m, 
e que tinham cercado o Templo com muralhas altas como antigamente, 
fazendo o mesmo em Betsur, cidade que pertencia ao rei. {R}_{I}8_{/}Ao 
ouvir essas not\u00edcias, o rei ficou apavorado e totalmente 
atordoado, e caiu de cama, doente de tristeza, pois nada estava a 
acontecer como ele queria. {I}9_{/}Ficou l\u00e1 muito tempo, cada vez mais 
deprimido. Percebendo que ia morrer, {I}10_{/}chamou todos os grandes 
e disse-lhes: \u00abO sono fugiu dos meus olhos, o meu cora\u00e7\u00e3o est\u00e1 
abatido de tanta afli\u00e7\u00e3o. {I}11_{/}Eu disse a mim mesmo: "A que grau 
de afli\u00e7\u00e3o me vejo reduzido! Como \u00e9 grande a onda em que me estou 
debatendo. Eu que era feliz e estimado quando estava no poder! 
{R}_{I}12_{/}Agora, por\u00e9m, recordo-me dos males que fiz a Jerusal\u00e9m, de 
onde tirei todos os objectos de prata e ouro que nela havia. 
Lembro-me dos habitantes de Jud\u00e1 que mandei matar sem motivo. 
{I}13_{/}Reconhe\u00e7o que \u00e9 por causa de tudo isso que hoje me acontecem 
estas desgra\u00e7as. Agora estou a morrer, cheio de tristeza e em 
terra estrangeira"\u00bb. {R}_{I}14_{/}Chamou Filipe, um dos seus amigos, e 
passou-lhe a autoridade sobre todo o seu reino. {R}_{I}15_{/}Entregou-lhe 
a coroa, o manto e o anel, a fim de que levasse esses objectos ao 
seu filho Ant\u00edoco, a quem deveria educar e preparar para ser rei. 
{R}_{I}16_{/}E ali mesmo o rei Ant\u00edoco morreu, no ano cento e quarenta e 
nove. {R}_{I}17_{/}Logo que soube da morte do rei, L\u00edsias proclamou como 
novo rei o filho Ant\u00edoco, a quem o mesmo L\u00edsias tinha educado 
desde crian\u00e7a. E deu-lhe o nome de Eup\u00e1tor.

{N}BUSCA DE INDEPEND\u00caNCIA ECON\u00d3MICA{/}

[\u0095]_{R}_{I}18_{/}As tropas aquarteladas na fortaleza impediam sempre a 
passagem dos israelitas para o Templo, e prejudicavam-nos de todas 
as formas, dando assim apoio aos pag\u00e3os. {I}19_{/}Ent\u00e3o Judas resolveu 
desaloj\u00e1-los de l\u00e1. E convocou todo o ex\u00e9rcito para os cercar. 
{I}20_{/}Reuniram-se todos, e no ano cento e cinquenta fizeram o cerco 
da fortaleza: prepararam rampas e m\u00e1quinas de assalto. 
{I}21_{/}Alguns, por\u00e9m, conseguiram escapar do cerco, e a eles se 
aliaram v\u00e1rios israelitas traidores, {R}_{I}22_{/}que foram juntos 
procurar o rei para lhe dizer: \u00abQuando \u00e9 que vais fazer justi\u00e7a e 
vingar os nossos irm\u00e3os? {I}23_{/}N\u00f3s submetemo-nos voluntariamente ao 
teu pai, seguindo as orienta\u00e7\u00f5es e obedecendo fielmente \u00e0s suas 
ordens. {I}24_{/}O resultado \u00e9 que os nossos compatriotas cercaram a 
fortaleza e tratam-nos como estranhos. Mais ainda: mataram todos 
os nossos que lhes ca\u00edram nas m\u00e3os e saquearam as nossas 
propriedades. {I}25_{/}E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 contra n\u00f3s que eles est\u00e3o erguendo a 
m\u00e3o, mas tamb\u00e9m contra o territ\u00f3rio que te pertence a ti. 
{R}_{I}26_{/}Hoje, por exemplo, est\u00e3o cercando a fortaleza de Jerusal\u00e9m 
para tentar tom\u00e1-la, e j\u00e1 fortificaram o Templo e a cidade de 
Betsur. {I}27_{/}Se n\u00e3o os surpreenderes rapidamente, far\u00e3o coisas 
ainda piores, e tu j\u00e1 n\u00e3o ser\u00e1s capaz de segur\u00e1-los\u00bb.

{N}UM ACTO DE BRAVURA{/}

[\u0095]_{R}_{I}28_{/}Ao ouvir isto, o rei irritou-se. Reuniu todos os seus 
amigos, os generais do ex\u00e9rcito e os comandantes da cavalaria. 
{R}_{I}29_{/}Foram convocadas tamb\u00e9m tropas mercen\u00e1rias, vindas de outros 
reinos e at\u00e9 das ilhas do mar. {I}30_{/}O contingente chegou a cem mil 
soldados de infantaria, vinte mil de cavalaria e trinta e dois 
elefantes treinados para a guerra. {I}31_{/}Atravessaram a Idumeia, 
acamparam perto de Betsur e lutaram contra a cidade durante muitos 
dias. Constru\u00edram m\u00e1quinas de guerra, mas os judeus sa\u00edam da 
cidade, queimavam as m\u00e1quinas e lutavam corajosamente.
[=]_{R}_{I}32_{/}Ent\u00e3o Judas deixou a fortaleza de Jerusal\u00e9m e foi 
acampar em Bet-Zacarias, defronte ao acampamento do rei. 
{R}_{I}33_{/}Ent\u00e3o o rei levantou-se de madrugada e transferiu o ex\u00e9rcito 
com todo o seu contingente para o caminho de Bet-Zacarias. A\u00ed os 
dois ex\u00e9rcitos prepararam-se para a batalha e tocaram as 
trombetas. {I}34_{/}Mostravam aos elefantes suco de uva e de amoras, a 
fim de os incentivarem para o combate. {R}_{I}35_{/}Distribu\u00edram esses 
animais no meio das alas do ex\u00e9rcito. Junto de cada elefante 
colocaram mil homens encoura\u00e7ados com malhas de ferro e capacetes 
de bronze. Al\u00e9m disso, quinhentos cavaleiros escolhidos foram 
destacados para cada elefante: {I}36_{/}aonde o elefante ia, eles iam 
tamb\u00e9m, sem nunca se separarem do animal. {I}37_{/}Sobre cada elefante 
havia uma forte torre de madeira, toda coberta, que era presa ao 
animal por correias. Em cada torre, al\u00e9m do indiano, iam tr\u00eas 
soldados que combatiam de cima do animal. {I}38_{/}O restante da 
cavalaria, protegida pela infantaria, ia nos dois lados do 
ex\u00e9rcito, para atacar o inimigo e dar cobertura \u00e0s alas. 
{R}_{I}39_{/}Quando o sol come\u00e7ou a brilhar nos escudos de ouro e bronze, 
a montanha inteira ficou a brilhar e a faiscar por causa dos 
escudos, que pareciam tochas acesas. {R}_{I}40_{/}Parte do ex\u00e9rcito do 
rei havia-se colocado no ponto mais alto dos montes; a outra parte 
estava mais abaixo. Eles marchavam compacta e ordenadamente. 
{I}41_{/}Quem ouvia a vozearia de tanta gente, o tropel dessa multid\u00e3o 
e o ru\u00eddo das armas, ficava apavorado, pois era realmente um 
ex\u00e9rcito muito numeroso e bem armado. {R}_{I}42_{/}Judas, por\u00e9m, foi em 
frente com o seu ex\u00e9rcito, a fim de lutar. Do ex\u00e9rcito do rei 
ca\u00edram seiscentos homens. {R}_{I}43_{/}Eleazar, o Abaron, viu um dos 
elefantes revestido com as ins\u00edgnias reais, mais alto do que os 
outros elefantes; crendo que o rei devia estar a\u00ed, {I}44_{/}resolveu 
dar a vida para salvar o povo, esperando assim conquistar uma fama 
eterna: {I}45_{/}corajosamente, ele foi-se enfiando pelo meio das alas 
do ex\u00e9rcito, matando \u00e0 direita e \u00e0 esquerda. Os pag\u00e3os afastavam-
se dele para os lados. [=]_{I}46_{/}Acabou por chegar bem debaixo do 
elefante, cravou nele a espada e matou-o. O elefante, por\u00e9m, caiu 
em cima de Eleazar, e este morreu ali mesmo. {R}_{I}47_{/}Ao ver a for\u00e7a 
do rei e a capacidade dos seus ex\u00e9rcitos, os judeus bateram em 
retirada.

{N}SOLIDARIEDADE E RECURSOS PARA A LUTA{/}

[\u0095]_{R}_{I}48_{/}Os soldados do ex\u00e9rcito do rei foram em direc\u00e7\u00e3o a 
Jerusal\u00e9m, para lutar contra os judeus. O rei cercou a Judeia e o 
monte Si\u00e3o. [=]_{I}49_{/}Fez tamb\u00e9m um acordo com os habitantes de 
Betsur. Estes sa\u00edram da cidade, porque j\u00e1 n\u00e3o tinham provis\u00f5es 
para resistir ao cerco, pois era o ano sab\u00e1tico, o repouso da 
terra. {R}_{I}50_{/}Foi assim que o rei tomou Betsur. Instalou ali uma 
guarni\u00e7\u00e3o para defender a cidade. {R}_{I}51_{/}Ele ficou acampado em 
volta do Templo durante muitos dias. Construiu rampas e diversas 
m\u00e1quinas de assalto, lan\u00e7a-chamas, atiradeiras, escorpi\u00f5es para 
atirar proj\u00e9cteis, e fundas. {R}_{I}52_{/}Mas os judeus tamb\u00e9m fizeram 
m\u00e1quinas de guerra que combatiam as do rei, e ficaram lutando 
durante muitos dias. {R}_{I}53_{/}Nos dep\u00f3sitos n\u00e3o havia mais alimentos, 
por ser o ano sab\u00e1tico e tamb\u00e9m porque os que tinham escapado das 
outras na\u00e7\u00f5es para a Judeia consumiram o que sobrara de 
mantimentos. {R}_{I}54_{/}Ficaram poucos homens no Templo, pois, for\u00e7ada 
pela fome, a maioria dispersou-se, voltando cada qual para a 
pr\u00f3pria terra.
{R}_{I}55_{/}L\u00edsias recebeu a not\u00edcia de que Filipe, aquele que o rei 
Ant\u00edoco antes de morrer tinha encarregado de educar o filho 
Ant\u00edoco para o fazer rei, {R}_{I}56_{/}estava regressando da P\u00e9rsia e da 
M\u00e9dia, acompanhado dos ex\u00e9rcitos que tinham ido com o rei. A 
inten\u00e7\u00e3o de Filipe era assumir o poder. {R}_{I}57_{/}L\u00edsias ficou aflito 
e deu a entender que era preciso sair daquele lugar. Disse ao rei, 
aos generais e aos soldados: \u00abEstamos a ficar cada dia mais 
fracos. As nossas provis\u00f5es j\u00e1 s\u00e3o poucas e o lugar que estamos a 
cercar est\u00e1 bem armado. Al\u00e9m disso, os assuntos do reino esperam 
por n\u00f3s. {I}58_{/}Vamos estender a m\u00e3o a essa gente e fazer um acordo 
com eles e com todos os da sua na\u00e7\u00e3o. {I}59_{/}Vamos reconhecer o seu 
direito de viverem conforme as suas leis, como faziam antigamente, 
pois eles inflamaram-se e fizeram tudo isso por causa das suas 
leis, que n\u00f3s quisemos abolir. {R}_{I}60_{/}A proposta agradou ao rei e 
aos generais. Ent\u00e3o L\u00edsias mandou aos judeus propostas de paz, que 
eles aceitaram. {R}_{I}61_{/}O rei e os generais confirmaram o acordo sob 
juramento, e os que estavam cercados na fortaleza puderam sair sob 
essas condi\u00e7\u00f5es. {R}_{I}62_{/}Quando o rei chegou ao monte Si\u00e3o, viu as 
fortifica\u00e7\u00f5es do lugar. Mas, quebrando o juramento que havia 
feito, demoliu a muralha que havia ao redor de Si\u00e3o. {R}_{I}63_{/}Em 
seguida, partiu \u00e0 pressa para Antioquia, onde encontrou Filipe, 
que se havia apoderado da cidade. Lutou contra ele e tomou a 
cidade pela for\u00e7a.

{1}7{/}

{N}LUTA EM DUAS FRENTES{/}

[\u0095]_[=]_{R}_{I}1_{/}No ano cento e cinquenta e um, Dem\u00e9trio, filho de 
Seleuco, partiu de Roma e desembarcou com poucos homens numa 
cidade do litoral, e a\u00ed se proclamou rei. {R}_{I}2_{/}Logo que entrou no 
pal\u00e1cio real dos seus pais, os militares prenderam Ant\u00edoco 
juntamente com L\u00edsias, a fim de os apresentarem a Dem\u00e9trio. 
{R}_{I}3_{/}Ao saber do caso, por\u00e9m, Dem\u00e9trio disse: \u00abN\u00e3o quero que me 
mostreis o rosto desses indiv\u00edduos!\u00bb {R}_{I}4_{/}Ent\u00e3o mataram os dois, e 
Dem\u00e9trio ocupou o trono do seu reino.
{R}_{I}5_{/}Alguns indiv\u00edduos ap\u00f3statas e \u00edmpios do povo de Israel, 
conduzidos por Alcimo, que aspirava ao cargo de sumo sacerdote, 
apresentaram-se {R}_{I}6_{/}e acusaram o seu povo diante do rei, dizendo: 
\u00abJudas e os seus irm\u00e3os mataram todos os partid\u00e1rios do rei, e 
expulsaram-nos do nosso pa\u00eds. {R}_{I}7_{/}Manda algu\u00e9m da tua confian\u00e7a 
para examinar a devasta\u00e7\u00e3o que Judas nos causou, a n\u00f3s e \u00e0 
prov\u00edncia do rei. Castiga-os a todos e \u00e0queles que os apoiam\u00bb.
[=]_{R}_{I}8_{/}O rei escolheu B\u00e1quides, um dos seus amigos, governador 
das regi\u00f5es do outro lado do rio Eufrates, homem importante no 
reino e da confian\u00e7a do rei. {R}_{I}9_{/}E mandou-o com o \u00edmpio Alcimo, 
confirmado no cargo de sumo sacerdote, dando-lhe ordem para 
castigar os israelitas. {I}10_{/}Eles partiram para a Judeia com um 
grande ex\u00e9rcito. B\u00e1quides mandou alguns mensageiros a Judas e seus 
irm\u00e3os, com falsas propostas de paz. {I}11_{/}Estes, por\u00e9m, n\u00e3o deram 
ouvidos \u00e0s suas palavras, porque perceberam que tinham vindo com 
muitos soldados. {I}12_{/}Apesar de tudo, um grupo de escribas reuniu-
se com Alcimo e B\u00e1quides, para encontrar uma solu\u00e7\u00e3o justa. 
{I}13_{/}Os assideus foram os primeiros israelitas a pedir a paz. 
{I}14_{/}Pensavam assim: \u00abQuem veio com o ex\u00e9rcito \u00e9 um sacerdote da 
descend\u00eancia de Aar\u00e3o. Ele n\u00e3o nos vai trair\u00bb. {I}15_{/}B\u00e1quides 
conversou amigavelmente com eles e at\u00e9 jurou: \u00abN\u00f3s n\u00e3o vamos fazer 
nenhum mal, nem a v\u00f3s nem aos vossos amigos!\u00bb {I}16_{/}Os assideus 
acreditaram neles. Por\u00e9m Alcimo prendeu sessenta deles e matou-os 
no mesmo dia, conforme a passagem da Escritura: 
[=]_{R}_{I}17_{/}\u00abEspalharam em volta de Jerusal\u00e9m os cad\u00e1veres e o 
sangue dos teus devotos, e n\u00e3o havia ningu\u00e9m para os sepultar\u00bb. 
{I}18_{/}A partir da\u00ed, o medo e o pavor tomaram conta do povo. Diziam: 
\u00abEles n\u00e3o t\u00eam sinceridade nem honradez. Faltaram \u00e0 palavra e ao 
juramento\u00bb. 
{R}_{I}19_{/}B\u00e1quides saiu de Jerusal\u00e9m e foi acampar em Bet-Zet. A\u00ed 
mandou prender muitos homens que tinham passado para o seu lado e 
mais alguns dentre o povo. Em seguida, matou-os a todos e lan\u00e7ou-
os na cisterna grande. {R}_{I}20_{/}Depois confiou a regi\u00e3o a Alcimo, 
deixou o ex\u00e9rcito com ele, a fim de lhe dar for\u00e7a, e voltou para 
junto do rei. {R}_{I}21_{/}Alcimo batalhava pelo cargo de sumo sacerdote. 
{R}_{I}22_{/}Em torno dele reuniram-se todos os agitadores do povo: 
conseguiram dominar a Judeia e fizeram um estrago enorme em 
Israel. {R}_{I}23_{/}Judas notou que o mal provocado por Alcimo e seus 
companheiros entre a gente de Israel era muito maior que o 
provocado pelos pag\u00e3os. {I}24_{/}Percorreu, ent\u00e3o, todo o territ\u00f3rio 
da Judeia, castigando os traidores e impedindo-os de fazer 
incurs\u00f5es pelo pa\u00eds. [=]_{R}_{I}25_{/}Ao ver que Judas e os seus 
companheiros estavam a ficar mais fortes, e reconhecendo-se 
incapaz de lhes resistir, Alcimo voltou para junto do rei e 
acusou-os de muitas maldades.

{N}SEM SOLIDARIEDADE N\u00c3O H\u00c1 VIT\u00d3RIA{/}

[\u0095]_{R}_{I}26_{/}Ent\u00e3o o rei mandou Nicanor, um dos seus generais mais 
importantes, inimigo mortal dos israelitas, para exterminar o 
povo. {R}_{I}27_{/}Nicanor chegou a Jerusal\u00e9m com numeroso ex\u00e9rcito e 
mandou falsas mensagens de paz a Judas e seus irm\u00e3os. Dizia: 
{I}28_{/}\u00abN\u00e3o \u00e9 preciso haver guerra entre mim e v\u00f3s! Vou a\u00ed com 
poucos homens para vos fazer uma visita de amigo\u00bb. {I}29_{/}E foi 
procurar Judas. Os dois cumprimentaram-se amavelmente, mas os 
inimigos estavam preparados para sequestrar Judas. {I}30_{/}No 
entanto, Judas percebeu que a visita de Nicanor era uma armadilha, 
e ficou com tal medo, que n\u00e3o quis tornar a v\u00ea-lo. {I}31_{/}Nicanor 
tamb\u00e9m percebeu que as suas inten\u00e7\u00f5es tinham sido descobertas e 
partiu para enfrentar Judas em Cafarsalama. {R}_{I}32_{/}Tombaram cerca 
de quinhentos homens de Nicanor, e os outros fugiram para a Cidade 
de David.
[=]_{R}_{I}33_{/}Depois disso, Nicanor subiu ao monte Si\u00e3o. Alguns 
sacerdotes e anci\u00e3os do povo sa\u00edram do Templo para o 
cumprimentarem cordialmente e mostrar-lhe o holocausto que era 
oferecido por inten\u00e7\u00e3o do rei. {I}34_{/}Nicanor, por\u00e9m, zombou, 
ridicularizou-os, cuspiu neles e disse as maiores insol\u00eancias. 
{R}_{I}35_{/}E jurou, com raiva: \u00abSe n\u00e3o me entregardes agora mesmo Judas 
e o seu ex\u00e9rcito, juro que incendiarei este Templo quando eu 
voltar vitorioso\u00bb. E saiu dali, furioso. {R}_{I}36_{/}Os sacerdotes 
entraram no Templo, ficaram de p\u00e9 diante do altar e do santu\u00e1rio, 
e come\u00e7aram a clamar a Deus, chorando: [=]_{I}37_{/}\u00abTu escolheste 
esta casa para que o teu Nome fosse invocado nela, para que fosse 
uma casa de ora\u00e7\u00e3o e prece para o teu povo. {I}38_{/}Executa a 
vingan\u00e7a contra esse indiv\u00edduo e o seu ex\u00e9rcito: que eles morram \u00e0 
espada! Lembra-Te das blasf\u00e9mias deles, e n\u00e3o lhes concedas 
descanso\u00bb.
[=]_{R}_{I}39_{/}Nicanor saiu de Jerusal\u00e9m e foi acampar em Bet-Horon. A\u00ed 
veio juntar-se a ele um ex\u00e9rcito da S\u00edria. {I}40_{/}Judas acampou em 
Adasa, com tr\u00eas mil homens, e rezou assim: [=]_{R}_{I}41_{/}\u00abQuando os 
mensageiros do rei disseram insol\u00eancias, o teu anjo foi ao 
acampamento deles e matou cento e oitenta e cinco mil homens. 
{R}_{I}42_{/}Da mesma forma, esmaga hoje este ex\u00e9rcito que est\u00e1 na nossa 
frente, para que todos fiquem a saber que Nicanor blasfemou contra 
o teu Templo. Condena-o na medida do mal que ele praticou!\u00bb 
{I}43_{/}Os ex\u00e9rcitos enfrentaram-se no dia treze do m\u00eas de Adar, e o 
ex\u00e9rcito de Nicanor foi derrotado. Ele foi o primeiro a tombar em 
combate. {R}_{I}44_{/}Os soldados, quando viram que Nicanor tinha ca\u00eddo 
morto, deixaram as armas e fugiram. {R}_{I}45_{/}Os judeus perseguiram-
nos durante um dia, desde Adasa at\u00e9 perto de Gazara, tocando as 
trombetas atr\u00e1s deles, com toque de alarme. {I}46_{/}De todos os 
povoados da Judeia, que ficavam pr\u00f3ximos, o povo sa\u00eda e cercava-
os, de modo que uns se voltavam contra os outros. Dessa forma, 
ca\u00edram todos mortos \u00e0 espada, sem sobrar nenhum. {R}_{I}47_{/}Recolheram 
os despojos e fizeram o saque. Cortaram a cabe\u00e7a e a m\u00e3o direita 
de Nicanor, que ele tinha levantado com desprezo, e levaram-na 
para a mostrar ao povo, em Jerusal\u00e9m. {I}48_{/}O povo ficou muito 
alegre e comemorou esse dia como dia de festa. {I}49_{/}Resolveram 
celebrar esta data anualmente, no dia treze de Adar. {I}50_{/}Assim a 
Judeia ficou tranquila por algum tempo.

{1}8{/}

{N}UM SISTEMA PROMISSOR?{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}Judas ouviu falar da fama dos romanos, que eram poderosos 
e valentes. Diziam que eram bons para com os seus aliados e 
ofereciam acordo de amizade a quem quer que os procurasse. 
{I}2_{/}Falaram-lhe tamb\u00e9m das guerras e proezas que eles tinham 
realizado entre os gauleses, como os tinham derrotado e obrigado a 
pagar-lhes tributo. {R}_{I}3_{/}Falavam tamb\u00e9m do que eles tinham 
realizado na regi\u00e3o da Espanha, para se apossarem das minas de 
prata e ouro que l\u00e1 havia; {R}_{I}4_{/}e ainda, como dominavam todos os 
lugares com prud\u00eancia e persist\u00eancia, mesmo que algum lugar 
ficasse muito distante deles. Falavam tamb\u00e9m dos reis que tinham 
vindo do outro lado do mundo para guerrear contra eles, e que 
foram derrotados fragorosamente; outros simplesmente pagavam-lhes 
tributo todos os anos. {R}_{I}5_{/}As not\u00edcias falavam tamb\u00e9m de Filipe e 
Perseu, reis dos maced\u00f3nios, e tamb\u00e9m de outros que tentaram 
revoltar-se contra os romanos, mas foram subjugados. {R}_{I}6_{/}Diziam 
ainda que tamb\u00e9m Ant\u00edoco, o Grande, rei da \u00c1sia, tinha enfrentado 
os romanos com cento e vinte elefantes, cavalaria e carros de 
guerra, al\u00e9m de numerosa infantaria, e fora esmagado por eles. 
{R}_{I}7_{/}Os romanos apanharam-no vivo e determinaram que ele e os seus 
sucessores pagariam altos tributos e entregariam ref\u00e9ns e 
territ\u00f3rios. {R}_{I}8_{/}Tomaram as regi\u00f5es da L\u00edcia, M\u00edsia e L\u00eddia, as 
mais bonitas da \u00c1sia, e entregaram-nas ao rei Eumenes. {I}9_{/}Os 
gregos planearam lutar contra eles e derrot\u00e1-los, {R}_{I}10_{/}mas o seu 
plano foi descoberto pelos romanos, que mandaram contra eles um 
general apenas. Um n\u00famero imenso deles tombou, mulheres e crian\u00e7as 
foram presas. Os romanos saquearam o que eles possu\u00edam, subjugaram 
o pa\u00eds, destru\u00edram as suas fortalezas, e fizeram-nos escravos, at\u00e9 
ao dia de hoje. {R}_{I}11_{/}Outros reinos e ilhas que foram capazes de 
lhes resistir noutra ocasi\u00e3o, por fim foram derrotados e 
escravizados. Com os seus amigos, por\u00e9m, e com todos os que 
confiavam no seu apoio, os romanos sempre conservaram a sua 
amizade. {R}_{I}12_{/}Eles dominaram reis, tanto de perto como de longe. 
Todos os que ouviam o seu nome ficavam com medo. {R}_{I}13_{/}Aqueles a 
quem eles querem ajudar nas suas pretens\u00f5es ao trono, chegam a ser 
reis. A quem querem depor, eles dep\u00f5em-nos. Est\u00e3o no auge do 
poder. {I}14_{/}Apesar de tudo, nenhum deles usa coroa ou manto de 
p\u00farpura para se engrandecer com essas coisas. {I}15_{/}Organizaram um 
senado de trezentos e vinte senadores. Diariamente se consultam 
uns aos outros a respeito do povo e da melhor maneira de govern\u00e1-
lo. {R}_{I}16_{/}Para cada ano, confiam a um deles o encargo de dirigir o 
Senado e governar o pa\u00eds. Todos obedecem a esse \u00fanico homem, e n\u00e3o 
existe inveja nem rivalidade entre eles.

{N}O PERIGO DA ALIAN\u00c7A COM OS GRANDES{/}

[\u0095]_[=]_{R}_{I}17_{/}Judas escolheu Eupolemo, filho de Jo\u00e3o, da fam\u00edlia 
de Acos, e Jas\u00e3o, filho de Eleazar, e mandou-os a Roma para 
firmarem um acordo de amizade e m\u00fatua defesa, {R}_{I}18_{/}com a inten\u00e7\u00e3o 
de sacudir a domina\u00e7\u00e3o grega, pois sentiam que o reino dos gregos 
estava a reduzir Israel \u00e0 escravid\u00e3o. {R}_{I}19_{/}Eles partiram para 
Roma e, depois da longa viagem, entraram no Senado, e disseram: 
{I}20_{/}\u00abJudas Macabeu, seus irm\u00e3os e todo o povo judeu enviaram-nos 
a Vossas Excel\u00eancias, a fim de estabelecer entre n\u00f3s um acordo de 
amizade e m\u00fatua defesa, e para sermos contados entre os vossos 
amigos e aliados\u00bb. {I}21_{/}Os senadores aprovaram o pedido. 
[=]_{R}_{I}22_{/}Segue a resposta que mandaram escrever em placas de 
bronze e enviaram a Jerusal\u00e9m, para ficar na posse dos judeus, 
documentando o acordo de amizade e a m\u00fatua defesa:
{R}_{I}23_{/}\u00abBem-estar aos romanos e aos judeus, na terra e no mar, para 
sempre. Longe deles a espada inimiga. {R}_{I}24_{/}Sempre que Roma for 
atacada, ou algum dos seus aliados, em todos os seus dom\u00ednios, 
{I}25_{/}o povo judeu lutar\u00e1 a seu lado, conforme lhe for poss\u00edvel na 
ocasi\u00e3o, mas com toda a boa vontade. {R}_{I}26_{/}Por decis\u00e3o de Roma, 
aos agressores ningu\u00e9m dar\u00e1 ou fornecer\u00e1 trigo, armas, dinheiro ou 
navios. E observar\u00e3o esses compromissos sem receber nada em troca. 
{R}_{I}27_{/}Da mesma forma, se o povo judeu for atacado, os romanos 
lutar\u00e3o ao seu lado com todo o interesse, conforme lhes for 
poss\u00edvel na ocasi\u00e3o. {R}_{I}28_{/}Por decis\u00e3o de Roma, aos agressores 
ningu\u00e9m dar\u00e1 ou fornecer\u00e1 trigo, armas, dinheiro ou navios. E 
observar\u00e3o esse compromisso lealmente. {R}_{I}29_{/}Isto \u00e9 o que ficou 
combinado entre romanos e judeus. {R}_{I}30_{/}Al\u00e9m do mais, se alguma 
das partes quiser acrescentar ou tirar alguma coisa, s\u00f3 se far\u00e1 de 
comum acordo, e o que for acrescentado ou tirado ter\u00e1 for\u00e7a de 
lei. {R}_{I}31_{/}Quanto aos estragos que o rei Dem\u00e9trio est\u00e1 a provocar 
aos judeus, n\u00f3s j\u00e1 lhe escrevemos, nestes termos: "Porque \u00e9 que 
oprimes tiranicamente os judeus, nossos amigos e aliados? {R}_{I}32_{/}Se 
eles vierem outra vez queixar-se de ti, n\u00f3s defenderemos os seus 
direitos, atacando-te por terra e mar"\u00bb.

{1}9{/}

{N}A MORTE DO HER\u00d3I POPULAR{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}Ao ouvir que Nicanor e o seu ex\u00e9rcito tinham sucumbido no 
combate, Dem\u00e9trio resolveu mandar novamente B\u00e1quides e Alcimo at\u00e9 
\u00e0 Judeia, com a ala direita do ex\u00e9rcito. {R}_{I}2_{/}Tomaram o caminho da 
Galileia e acamparam perto de Masalot, no territ\u00f3rio de Arbelas. 
Tomaram a cidade e mataram muita gente. {R}_{I}3_{/}No primeiro m\u00eas do 
ano cento e cinquenta e dois, acamparam diante de Jerusal\u00e9m. 
{I}4_{/}Depois sa\u00edram da\u00ed e foram em direc\u00e7\u00e3o a Beerzet, com vinte mil 
homens de infantaria e dois mil de cavalaria. {I}5_{/}Judas estava 
acampado em Elasa, com tr\u00eas mil homens escolhidos. {I}6_{/}Ao ver o 
tamanho do ex\u00e9rcito inimigo, muitos deles come\u00e7aram a ficar com 
medo e abandonaram o acampamento, ficando apenas oitocentos 
homens. {I}7_{/}Judas viu que o seu ex\u00e9rcito se estava a desfazer e 
que a batalha era iminente. Ficou desencorajado, porque j\u00e1 n\u00e3o era 
poss\u00edvel reunir novamente os companheiros. {I}8_{/}Ent\u00e3o disse aos que 
tinham ficado: \u00abVamos lutar contra o inimigo, se \u00e9 que ainda 
podemos lutar contra ele!\u00bb {I}9_{/}Os companheiros tentavam convenc\u00ea-
lo: \u00abN\u00e3o conseguiremos. Vamos agora salvar as nossas vidas. Depois 
voltaremos com os nossos irm\u00e3os, e ent\u00e3o lutaremos contra eles. 
Agora somos muito poucos!\u00bb {I}10_{/}Judas respondeu: \u00abFugir deles? De 
maneira nenhuma! Se a nossa hora chegou, vamos morrer com coragem, 
em favor dos nossos irm\u00e3os! N\u00e3o vamos deixar mancha nenhuma na 
nossa fama!\u00bb
{I}11_{/}Enquanto isso, o ex\u00e9rcito inimigo saiu do acampamento e 
colocou-se na frente dos judeus. Dividiram a cavalaria em duas 
alas, enquanto os atiradores de funda e os arqueiros marchavam \u00e0 
frente de todo o ex\u00e9rcito, com os mais valentes na primeira fila. 
B\u00e1quides estava na ala direita. {I}12_{/}E o ex\u00e9rcito avan\u00e7ou dos dois 
lados, tocando trombetas. Os do lado de Judas tamb\u00e9m tocaram as 
trombetas, [=]_{I}13_{/}e o solo tremeu com o barulho dos dois 
ex\u00e9rcitos. Houve uma batalha sem tr\u00e9gua, desde o amanhecer at\u00e9 \u00e0 
tarde.
{I}14_{/}Ao ver que B\u00e1quides e a parte mais forte do seu ex\u00e9rcito 
estavam do lado direito, Judas reuniu junto de si os que estavam 
com maior disposi\u00e7\u00e3o, {I}15_{/}e com eles atacou a ala direita. 
Conseguiu persegui-los at\u00e9 \u00e0 serra de Azara. {I}16_{/}Os da ala 
esquerda, quando viram que a ala direita estava em apuros, 
perseguiram Judas e seus companheiros, e atacaram-nos por tr\u00e1s. 
{I}17_{/}A batalha ficou mais feroz ainda, e de ambos os lados ca\u00edram 
muitos mortos. {I}18_{/}Judas tamb\u00e9m caiu, e os outros fugiram.
{R}_{I}19_{/}J\u00f3natas e Sim\u00e3o, irm\u00e3os de Judas, tomaram o corpo dele e 
sepultaram-no no t\u00famulo da fam\u00edlia em Modin, {R}_{I}20_{/}chorando muito. 
Todo o Israel fez muitas lamenta\u00e7\u00f5es por ele, e guardou luto 
durante muitos dias, dizendo: {R}_{I}21_{/}\u00abComo p\u00f4de morrer o her\u00f3i, 
aquele que salvava Israel?\u00bb [=]_{I}22_{/}O resto das ac\u00e7\u00f5es de Judas, 
as suas batalhas e fa\u00e7anhas e a sua grandeza n\u00e3o foram escritas, 
por serem demasiado numerosas.

{C}IV. J\u00d3NATAS: LUTA E DIPLOMACIA{/}

{N}INSEGURAN\u00c7A E PERSEGUI\u00c7\u00c3O{/}

[\u0095]_{R}_{I}23_{/}Depois da morte de Judas, os ap\u00f3statas come\u00e7aram a 
levantar-se e reapareceram todos os malfeitores por todo o 
territ\u00f3rio israelita. {I}24_{/}Nessa \u00e9poca, alastrou uma fome 
terr\u00edvel, de modo que o pa\u00eds inteiro aderiu a eles. {I}25_{/}Ent\u00e3o 
B\u00e1quides escolheu alguns \u00edmpios e colocou-os como chefes do pa\u00eds. 
{I}26_{/}Eles procuravam os partid\u00e1rios de Judas, para os levar a 
B\u00e1quides, que os castigava e humilhava. [=]_{R}_{I}27_{/}Israel caiu numa 
tribula\u00e7\u00e3o t\u00e3o grande, como nunca tinha havido, desde que os 
profetas desapareceram.
{R}_{I}28_{/}Ent\u00e3o todos os partid\u00e1rios de Judas reuniram-se e disseram a 
J\u00f3natas: {R}_{I}29_{/}\u00abDesde que o teu irm\u00e3o Judas morreu, n\u00e3o surgiu 
outro homem igual para tomar a iniciativa na luta contra os nossos 
inimigos, especialmente esse B\u00e1quides e aqueles que odeiam o nosso 
povo. {I}30_{/}Por isso, elegemos-te para o lugar dele como nosso 
chefe e guia, para dirigires a nossa luta\u00bb. {R}_{I}31_{/}Assim J\u00f3natas 
assumiu o comando em lugar do seu irm\u00e3o Judas.

{N}RESIST\u00caNCIA EM SITUA\u00c7\u00c3O PREC\u00c1RIA{/}

[\u0095]_{R}_{I}32_{/}B\u00e1quides soube disso e procurava matar J\u00f3natas. 
{R}_{I}33_{/}Por\u00e9m J\u00f3natas, seu irm\u00e3o Sim\u00e3o e todos os que estavam do seu 
lado, ao tomarem conhecimento disso, fugiram para o deserto de 
T\u00e9cua e acamparam perto das \u00e1guas da cisterna de Asfar. {R}_{I}34_{/}Ao 
saber disso, B\u00e1quides foi, num s\u00e1bado, com todo o seu ex\u00e9rcito, 
para o outro lado do rio Jord\u00e3o.
{R}_{I}35_{/}J\u00f3natas mandou seu irm\u00e3o Jo\u00e3o \u00e0 frente das tropas para pedir 
aos seus amigos nabateus que cuidassem de toda a bagagem dele, que 
era muita. {R}_{I}36_{/}A gente de Iambri, por\u00e9m, vindo de Madaba, atacou 
e aprisionou Jo\u00e3o e tudo o que ele tinha, e foi-se, transportando 
a presa. {R}_{I}37_{/}Depois disso, contaram a J\u00f3natas e Sim\u00e3o que a 
gente de Iambri faria uma grande festa de casamento e com muita 
solenidade; estavam trazendo de Nabata a noiva, que era filha de 
um dos grandes senhores de Cana\u00e3. {R}_{I}38_{/}Lembrando-se do 
assassinato do seu irm\u00e3o Jo\u00e3o, eles subiram ao monte e a\u00ed se 
esconderam. {I}39_{/}Observando, notaram um tropel e grande aparato: 
era o noivo, acompanhado de seus amigos e irm\u00e3os, que vinha ao 
encontro da noiva, ao som de tamborins e outros instrumentos, e 
trazendo muitas armas. {I}40_{/}Os judeus, saindo do esconderijo, 
atacaram-nos e mataram-nos; muitos ca\u00edram feridos, e os outros 
fugiram para os montes. Os judeus recolheram os despojos que eles 
haviam abandonado. {I}41_{/}Assim, a festa de casamento transformou-se 
em pranto, e o som das suas m\u00fasicas em c\u00e2ntico f\u00fanebre. 
[=]_{R}_{I}42_{/}Ap\u00f3s ter vingado a morte de seu irm\u00e3o, voltaram para as 
margens pantanosas do rio Jord\u00e3o. {R}_{I}43_{/}Ao saber disso, B\u00e1quides 
foi, num s\u00e1bado, com todo o seu ex\u00e9rcito, para o outro lado do rio 
Jord\u00e3o. {R}_{I}44_{/}J\u00f3natas disse aos que estavam com ele: \u00abVamos lutar 
pela nossa pr\u00f3pria vida, pois hoje n\u00e3o \u00e9 como das outras vezes. 
{R}_{I}45_{/}Vamos ter luta pela frente e pelas costas, pois temos as 
\u00e1guas do Jord\u00e3o de um lado, p\u00e2ntano e matagal do outro. N\u00e3o h\u00e1 por 
onde escapar. {R}_{I}46_{/}Portanto, clamai a Deus, pedindo que possamos 
salvar-nos das m\u00e3os dos nossos inimigos\u00bb. {R}_{I}47_{/}Travou-se a 
batalha. J\u00f3natas esteve a ponto de atingir B\u00e1quides, mas este 
escapou desviando-se para tr\u00e1s. {R}_{I}48_{/}Ent\u00e3o J\u00f3natas e os seus 
companheiros lan\u00e7aram-se ao rio Jord\u00e3o e atravessaram-no a nado, 
mas a gente de B\u00e1quides n\u00e3o atravessou o rio para os perseguir. 
{I}49_{/}Nesse dia, B\u00e1quides perdeu cerca de mil homens.

{N}\u00c9 IMPOSS\u00cdVEL GOVERNAR SEM O POVO{/}

[\u0095]_{R}_{I}50_{/}B\u00e1quides voltou para Jerusal\u00e9m e passou a construir 
cidades fortificadas na Judeia. Construiu fortalezas em Jeric\u00f3, 
Ema\u00fas, Bet-Horon, Betel, Tamnata, Faraton e Tefon, todas com 
muralhas bem altas, port\u00f5es e trancas. {R}_{I}51_{/}Em cada uma delas 
colocou um pelot\u00e3o de soldados para combater contra Israel. 
{R}_{I}52_{/}Fortificou tamb\u00e9m as cidades de Betsur, Gazara e a 
fortaleza, colocando nelas contingentes militares e mantimentos. 
{R}_{I}53_{/}Tomou os filhos dos dirigentes do pa\u00eds como ref\u00e9ns e deixou-
os presos na fortaleza, em Jerusal\u00e9m.
{R}_{I}54_{/}No segundo m\u00eas do ano cento e cinquenta e tr\u00eas, Alcimo 
mandou derrubar o muro do p\u00e1tio interno do Templo. Ele pretendia 
destruir o que os profetas tinham feito, mas apenas come\u00e7ou a 
executar a demoli\u00e7\u00e3o. {I}55_{/}Na mesma ocasi\u00e3o, ele caiu doente, e as 
suas obras foram interrompidas. A sua boca ficou paralisada, de 
modo que n\u00e3o podia falar, nem dirigir a sua casa. {I}56_{/}Pouco 
depois, morreu no meio de grandes sofrimentos. {R}_{I}57_{/}B\u00e1quides, ao 
saber da morte de Alcimo, voltou para junto do rei, e a Judeia 
ficou tranquila durante dois anos.

{N}UM PASSO EM FRENTE{/}

[\u0095]_{R}_{I}58_{/}Todos os ap\u00f3statas se reuniram em conselho e combinaram: 
\u00abVede como J\u00f3natas e os seus companheiros vivem tranquilos e 
seguros! Vamos trazer B\u00e1quides de volta, e ele ser\u00e1 capaz de os 
prender a todos numa s\u00f3 noite\u00bb. {I}59_{/}Ent\u00e3o foram conversar com 
B\u00e1quides. {R}_{I}60_{/}Este marchou com um grande ex\u00e9rcito e, ao mesmo 
tempo, mandou instru\u00e7\u00f5es secretas a todos os seus colaboradores na 
Judeia, para que ajudassem a capturar J\u00f3natas e os seus 
companheiros. Mas nada conseguiram, porque o seu plano foi 
descoberto. {R}_{I}61_{/}Os companheiros de J\u00f3natas prenderam e mataram 
uns cinquenta homens do territ\u00f3rio, que eram os cabecilhas dessa 
trai\u00e7\u00e3o.
{R}_{I}62_{/}J\u00f3natas, Sim\u00e3o e seus companheiros fugiram para Bet-Basi, na 
regi\u00e3o do deserto. Reconstru\u00edram e refor\u00e7aram o lugar. {I}63_{/}Logo 
que soube disso, B\u00e1quides juntou todas as suas tropas, mandou 
avisar a gente da Judeia {I}64_{/}e foi cercar Bet-Basi. Lutou contra 
a cidade durante muito tempo e fez at\u00e9 m\u00e1quinas de assalto. 
{R}_{I}65_{/}J\u00f3natas deixou o irm\u00e3o Sim\u00e3o na cidade, e saiu para campo 
aberto com um n\u00famero reduzido de companheiros. {I}66_{/}Derrotou 
Odomer e seus irm\u00e3os e tamb\u00e9m a gente de Farison, que estava no 
acampamento. Assim eles come\u00e7aram a vencer e foram crescendo em 
for\u00e7as. {R}_{I}67_{/}Enquanto isso, Sim\u00e3o e os que tinham ficado com ele 
sa\u00edram da cidade e deitaram fogo \u00e0s m\u00e1quinas de assalto. {I}68_{/}Em 
seguida, lutaram directamente contra B\u00e1quides, e derrotaram-no. 
B\u00e1quides ficou muito humilhado, porque o seu plano e campanha 
tinham sido in\u00fateis. {I}69_{/}Ficou furioso contra os ap\u00f3statas, que 
lhe tinham aconselhado a fazer essa expedi\u00e7\u00e3o; matou muitos, e 
resolveu voltar para a sua terra. {R}_{I}70_{/}Ao saber da decis\u00e3o de 
B\u00e1quides, J\u00f3natas mandou embaixadores para lhe propor a paz e a 
troca de prisioneiros. {R}_{I}71_{/}Ele aceitou, fez o que J\u00f3natas prop\u00f4s 
e jurou que nunca mais iria prejudic\u00e1-lo durante toda a vida. 
{R}_{I}72_{/}Devolveu os prisioneiros que tinha feito na Judeia, voltou 
para a sua terra e nunca mais fez incurs\u00f5es no territ\u00f3rio judaico.
{R}_{I}73_{/}Assim Israel ficou livre da guerra. J\u00f3natas foi morar em 
Macmas, come\u00e7ou a governar o povo e fez desaparecer os \u00edmpios do 
meio de Israel.

{1}10{/}

{N}N\u00c3O SE TORNAR JOGUETE DOS PODEROSOS{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}No ano cento e sessenta, Alexandre, filho de Ant\u00edoco 
Ep\u00edfanes, embarcou, tomou posse de Ptolemaida, foi bem recebido, e 
come\u00e7ou a reinar l\u00e1. {R}_{I}2_{/}Ao receber a not\u00edcia, o rei Dem\u00e9trio 
reuniu um enorme ex\u00e9rcito e partiu para o enfrentar. {R}_{I}3_{/}Dem\u00e9trio 
enviou a J\u00f3natas uma carta com palavras amigas, prometendo 
engrandec\u00ea-lo muito. {R}_{I}4_{/}Ele pensava: \u00abVamos fazer j\u00e1 um acordo 
com ele, antes que ele fa\u00e7a acordo com Alexandre e contra n\u00f3s. 
{I}5_{/}Caso contr\u00e1rio, ele poder\u00e1 lembrar-se de todo o mal que n\u00f3s 
lhe fizemos, a ele, aos seus irm\u00e3os e a toda a sua gente\u00bb. 
{I}6_{/}Nessa carta, dava-lhe autoridade para recrutar ex\u00e9rcito, 
fabricar armas e ser aliado seu, al\u00e9m de ordenar que lhe fossem 
entregues os ref\u00e9ns que estavam na fortaleza.
{R}_{I}7_{/}J\u00f3natas foi at\u00e9 Jerusal\u00e9m e leu a carta a todo o povo, de 
modo que pudessem ouvir tamb\u00e9m os que estavam na fortaleza. 
{R}_{I}8_{/}Todos ficaram muito assustados ao ouvir que o rei lhe tinha 
dado autoriza\u00e7\u00e3o para recrutar ex\u00e9rcito. [=]_{R}_{I}9_{/}Os que estavam 
na fortaleza entregaram-lhe os ref\u00e9ns, que J\u00f3natas devolveu \u00e0s 
suas fam\u00edlias. {R}_{I}10_{/}J\u00f3natas passou a morar em Jerusal\u00e9m, e 
come\u00e7ou a reconstruir e restaurar a cidade. [=]_{I}11_{/}Aos que 
estavam executando a reforma das muralhas, em volta do monte Si\u00e3o, 
mandou que usassem pedras quadradas, para ficarem mais 
resistentes. Eles assim fizeram. [=]_{I}12_{/}Ent\u00e3o os estrangeiros 
que estavam nas fortalezas, constru\u00eddas por B\u00e1quides, fugiram. 
{I}13_{/}Cada um abandonou o posto e foi-se embora para a sua terra. 
{R}_{I}14_{/}Somente em Betsur ficaram alguns ap\u00f3statas que tinham 
abandonado a Lei e os mandamentos. Era ali o ref\u00fagio deles.
{R}_{I}15_{/}O rei Alexandre soube das promessas que Dem\u00e9trio tinha feito 
a J\u00f3natas. Contaram-lhe tamb\u00e9m as batalhas e fa\u00e7anhas que J\u00f3natas 
e seus irm\u00e3os tinham realizado e as dificuldades que tinham 
superado. {R}_{I}16_{/}Ele comentou: \u00abNunca iremos encontrar homem igual 
a esse! Vamos fazer dele um amigo e aliado nosso!\u00bb {I}17_{/}Ent\u00e3o, 
enviou-lhe uma carta nestes termos: {R}_{I}18_{/}\u00abDo rei Alexandre ao seu 
irm\u00e3o J\u00f3natas. Sauda\u00e7\u00f5es! {R}_{I}19_{/}Estamos bem informados a teu 
respeito e sabemos que \u00e9s homem corajoso e forte, com qualidades 
para ser nosso amigo. {R}_{I}20_{/}Por isso, n\u00f3s te nomeamos hoje sumo 
sacerdote do teu povo, e ter\u00e1s o t\u00edtulo de amigo do rei. N\u00f3s 
confiamos que tu estar\u00e1s connosco nos nossos objectivos e que 
ser\u00e1s sempre nosso amigo\u00bb. E mandou-lhe um manto de p\u00farpura e uma 
coroa de ouro.
{R}_{I}21_{/}Na festa das Tendas, no s\u00e9timo m\u00eas do ano cento e sessenta, 
J\u00f3natas come\u00e7ou a usar as vestes sagradas. Enquanto isso, ia 
tamb\u00e9m recrutando soldados e fabricando muitas armas.

{N}DISCERNIR PARA N\u00c3O PERDER{/}

[\u0095]_{R}_{I}22_{/}Dem\u00e9trio ouviu falar disso, e ficou muito contrariado. 
Pensou: {R}_{I}23_{/}\u00abQue \u00e9 que n\u00f3s fizemos para que Alexandre tenha 
conseguido passar \u00e0 nossa frente e conquistado a amizade dos 
judeus? {R}_{I}24_{/}Tamb\u00e9m eu vou escrever-lhes palavras de 
encorajamento, de elogios e com promessa de donativos, para 
ficarem do meu lado\u00bb. {R}_{I}25_{/}E mandou-lhes uma carta redigida 
nestes termos: \u00abDo rei Dem\u00e9trio ao povo judeu. Sauda\u00e7\u00f5es! 
{I}26_{/}Fic\u00e1mos muito contentes ao saber que estais observando os 
acordos feitos connosco, e que continuais nossos amigos fi\u00e9is, sem 
passar para o lado dos nossos inimigos. {I}27_{/}Continuai fi\u00e9is a n\u00f3s 
e retribuiremos com benef\u00edcios tudo aquilo que fizerdes por n\u00f3s: 
{I}28_{/}isentar-vos-emos de muitos impostos e concederemos favores. 
{I}29_{/}A partir de agora, eu libero e isento todos os judeus de 
pagar o tributo e o imposto sobre o sal e sobre o ouro da coroa. 
{R}_{I}30_{/}Renuncio \u00e0 ter\u00e7a parte da produ\u00e7\u00e3o de planta\u00e7\u00f5es anuais e \u00e0 
metade do fruto das \u00e1rvores a que eu teria direito. A partir de 
hoje e para todo o sempre, deixo de recolher tudo isso da Judeia e 
dos seus tr\u00eas distritos anexos da Samaria e da Galileia. 
{R}_{I}31_{/}Jerusal\u00e9m seja uma cidade santa e isenta, juntamente com o 
seu territ\u00f3rio, sem d\u00edzimos e sem impostos.
{R}_{I}32_{/}Renuncio tamb\u00e9m ao poder sobre a fortaleza que est\u00e1 em 
Jerusal\u00e9m, passando-a para o sumo sacerdote, a fim de que coloque 
nela homens por ele escolhidos para a guardar. {R}_{I}33_{/}Dou 
gratuitamente a liberdade a todo o prisioneiro de guerra que tenha 
sido levado da Judeia para qualquer parte do meu reino. Todos 
ficar\u00e3o livres de qualquer tributo, inclusive sobre os animais. 
{R}_{I}34_{/}Todos os dias de festa, s\u00e1bados, luas novas, dias santos, 
como tamb\u00e9m os tr\u00eas dias antes e tr\u00eas dias depois de cada festa, 
ser\u00e3o dias de isen\u00e7\u00e3o e amnistia de impostos para todos os judeus 
que moram no meu reino. {I}35_{/}Ningu\u00e9m estar\u00e1 autorizado a perturbar 
ou incomodar nenhum judeu por nenhum motivo. {R}_{I}36_{/}Ser\u00e3o 
recrutados cerca de trinta mil judeus para os ex\u00e9rcitos do rei, e 
eles receber\u00e3o o mesmo pagamento que as outras tropas reais. 
{R}_{I}37_{/}Alguns deles ser\u00e3o destacados para as maiores fortalezas do 
rei, e outros ser\u00e3o nomeados para cargos de confian\u00e7a no reino. Os 
seus chefes e comandantes ser\u00e3o escolhidos entre eles, e todos 
poder\u00e3o viver de acordo com as suas pr\u00f3prias leis, conforme o rei 
determina para toda a Judeia.
{R}_{I}38_{/}Quanto aos tr\u00eas distritos da prov\u00edncia da Samaria que foram 
anexados \u00e0 Judeia, sejam com ela considerados dependentes de um s\u00f3 
governo e n\u00e3o estejam debaixo de nenhuma outra autoridade que n\u00e3o 
seja a do sumo sacerdote. [=]_{R}_{I}39_{/}Fa\u00e7o doa\u00e7\u00e3o de Ptolemaida e 
sua regi\u00e3o ao Templo de Jerusal\u00e9m, a fim de cobrir as despesas do 
culto. {I}40_{/}Farei tamb\u00e9m em cada ano um donativo pessoal de quinze 
mil moedas de prata, tiradas dentre as rendas do rei, que ser\u00e3o 
recolhidas em localidades mais convenientes. {R}_{I}41_{/}E o que ainda 
devo, isto \u00e9, o que n\u00e3o foi pago pelos meus encarregados, como se 
fazia no come\u00e7o, agora ser\u00e1 tudo entregue para as obras do Templo. 
{R}_{I}42_{/}Al\u00e9m disso, as cinco mil moedas de prata que eram 
recolhidas, em cada ano, das rendas do Templo, vou deixar de as 
recolher, porque pertencem aos sacerdotes oficiantes. {R}_{I}43_{/}Ficam 
amnistiados todos os que fugirem para o Templo ou para a sua \u00e1rea, 
por causa de impostos reais ou por qualquer outra cobran\u00e7a, assim 
como lhes fica tamb\u00e9m garantida a posse de tudo o que \u00e9 seu, 
dentro do meu reino. [=]_{R}_{I}44_{/}As despesas com a reconstru\u00e7\u00e3o e 
restaura\u00e7\u00e3o do Templo ficam por conta do tesouro real. 
{R}_{I}45_{/}Tamb\u00e9m sair\u00e3o do tesouro real as despesas para a 
reconstru\u00e7\u00e3o das muralhas de Jerusal\u00e9m e para as fortifica\u00e7\u00f5es ao 
seu redor. E a mesma coisa para se reerguerem outras muralhas na 
Judeia\u00bb. {R}_{I}46_{/}J\u00f3natas e o povo ouviram as propostas de Dem\u00e9trio, 
mas n\u00e3o acreditaram, nem as aceitaram, pois estavam muito bem 
lembrados do grande mal que ele tinha feito contra Israel e como 
os havia oprimido. {R}_{I}47_{/}Preferiram Alexandre, que foi o primeiro 
a enviar-lhes mensagens de paz, e tornaram-se aliados permanentes 
dele.
{R}_{I}48_{/}Ent\u00e3o o rei Alexandre reuniu grande ex\u00e9rcito e partiu para 
lutar contra Dem\u00e9trio. {R}_{I}49_{/}Os dois reis travaram combate, e o 
ex\u00e9rcito de Dem\u00e9trio acabou por fugir. Alexandre foi em sua 
persegui\u00e7\u00e3o e derrotou-o. {R}_{I}50_{/}A batalha foi muito dura e demorou 
at\u00e9 ao p\u00f4r do sol. E, nesse dia, Dem\u00e9trio morreu.

{N}AMBIGUIDADE P\u00d3S-REVOLUCION\u00c1RIA{/}

[\u0095]_{R}_{I}51_{/}Alexandre enviou embaixadores a Ptolomeu, rei do Egipto, 
com a seguinte mensagem: {R}_{I}52_{/}\u00abAp\u00f3s voltar para o meu reino, e 
depois de me sentar no trono real dos meus pais e assumir o poder, 
esmaguei Dem\u00e9trio e recuperei o nosso territ\u00f3rio. {I}53_{/}Travei 
batalha contra ele e o seu ex\u00e9rcito, e derrotei-o. Em seguida, 
sentei-me no trono real dele. {R}_{I}54_{/}Agora fa\u00e7amos alian\u00e7a entre 
n\u00f3s: d\u00e1-me a tua filha como esposa, e eu tornar-me-ei teu genro. A 
ti e a ela darei presentes dignos de ti\u00bb.
{R}_{I}55_{/}O rei Ptolomeu respondeu: \u00abFeliz o dia em que voltaste para 
a terra dos teus pais, e te sentaste no trono real! {R}_{I}56_{/}Farei o 
que me propuseste na carta. Mas vem ao meu encontro em Ptolemaida, 
para que possamos ver-nos pessoalmente e tornar-me-ei teu sogro, 
como me pediste\u00bb.
{R}_{I}57_{/}Ptolomeu partiu do Egipto, levando consigo a filha 
Cle\u00f3patra, e foi at\u00e9 Ptolemaida, no ano cento e sessenta e dois. 
{R}_{I}58_{/}O rei Alexandre foi ao seu encontro. Ptolomeu entregou-lhe 
sua filha Cle\u00f3patra e celebrou o casamento em Ptolemaida, com 
grandes solenidades, como os reis costumam fazer. {R}_{I}59_{/}O rei 
Alexandre escreveu tamb\u00e9m a J\u00f3natas, convidan-do-o a ir ao seu 
encontro. {R}_{I}60_{/}J\u00f3natas foi a Ptolemaida com todo o aparato, e a\u00ed 
encontrou os dois reis. Deu-lhes prata, ouro e muitos presentes, e 
aos seus amigos. Foi muito bem tratado por eles. {R}_{I}61_{/}Reuniu-se, 
por\u00e9m, contra ele a peste de Israel, alguns ap\u00f3statas prontos para 
o acusarem. Mas o rei n\u00e3o lhes deu aten\u00e7\u00e3o. {R}_{I}62_{/}Pelo contr\u00e1rio, 
mandou J\u00f3natas mudar de roupa, e revestiram-no com p\u00farpura. E 
assim foi feito. {R}_{I}63_{/}Em seguida, o rei fez com que ele se 
sentasse ao seu lado. E disse aos oficiais: \u00abSa\u00ed com ele pela 
cidade e fazei anunciar que ningu\u00e9m o acuse de nada, nem o 
perturbe por motivo nenhum\u00bb. {R}_{I}64_{/}Quando os acusadores viram o 
prest\u00edgio de J\u00f3natas, as proclama\u00e7\u00f5es do arauto e a p\u00farpura com 
que estava vestido, fugiram todos. {R}_{I}65_{/}E o rei deu-lhe honra 
ainda maior, colocando-o entre os seus maiores amigos e nomeando-o 
general e governador. {R}_{I}66_{/}J\u00f3natas voltou para Jerusal\u00e9m 
tranquilo e feliz.

{N}PODER OU DEPEND\u00caNCIA?{/}

[\u0095]_{R}_{I}67_{/}No ano cento e sessenta e cinco, Dem\u00e9trio, filho de 
Dem\u00e9trio, foi de Creta para a terra de seus pais. {R}_{I}68_{/}Ao saber 
disso, o rei Alexandre ficou muito preocupado e voltou para 
Antioquia. {R}_{I}69_{/}Entretanto, Dem\u00e9trio nomeou, como seu general, 
Apol\u00f3nio, governador da Celess\u00edria. Este reuniu grande ex\u00e9rcito e 
acampou perto de J\u00e2mnia. E mandou dizer ao sumo sacerdote J\u00f3natas: 
{I}70_{/}\u00abTu \u00e9s o \u00fanico que se revoltou contra n\u00f3s e me deixou em 
posi\u00e7\u00e3o rid\u00edcula. Porque \u00e9 que julgas ter vantagem contra n\u00f3s 
entre as montanhas? {I}71_{/}Se confias no teu ex\u00e9rcito, desce contra 
n\u00f3s na plan\u00edcie. Vejamos quem pode mais, porque do meu lado est\u00e3o 
as for\u00e7as das cidades. {I}72_{/}Pergunta, e ficar\u00e1s a saber quem sou 
eu e quem s\u00e3o os meus aliados. V\u00e3o dizer-te que v\u00f3s n\u00e3o sereis 
capazes de ficar de p\u00e9 diante de n\u00f3s, pois os teus antepassados 
fugiram duas vezes no seu pr\u00f3prio pa\u00eds. {I}73_{/}V\u00f3s n\u00e3o sereis 
capazes de resistir \u00e0 cavalaria e a este ex\u00e9rcito t\u00e3o numeroso, na 
plan\u00edcie onde n\u00e3o existem pedras, pedreiras, nem lugar para onde 
fugir\u00bb.
{R}_{I}74_{/}Ao receber o recado de Apol\u00f3nio, J\u00f3natas ficou alterado, 
escolheu dez mil homens e saiu de Jerusal\u00e9m. Seu irm\u00e3o Sim\u00e3o 
juntou-se a ele com refor\u00e7os. {R}_{I}75_{/}J\u00f3natas acampou diante de 
Jope. Como a\u00ed estava uma guarni\u00e7\u00e3o de Apol\u00f3nio, a gente da cidade 
fechou as portas. Ent\u00e3o J\u00f3natas atacou a cidade. {R}_{I}76_{/}Os que 
estavam dentro ficaram com medo, abriram as portas e J\u00f3natas tomou 
Jope. {R}_{I}77_{/}Ao saber disso, Apol\u00f3nio convocou tr\u00eas mil cavaleiros, 
al\u00e9m de poderoso ex\u00e9rcito, e partiu na direc\u00e7\u00e3o de Azoto, como se 
quisesse atravessar a regi\u00e3o. Ao mesmo tempo, por\u00e9m, contando com 
a sua numerosa cavalaria, avan\u00e7ou pela plan\u00edcie. {R}_{I}78_{/}J\u00f3natas 
marchou atr\u00e1s dele, na direc\u00e7\u00e3o de Azoto, e os dois ex\u00e9rcitos 
enfrentaram-se. {I}79_{/}Apol\u00f3nio tinha deixado mil cavaleiros 
escondidos na retaguarda, {R}_{I}80_{/}por\u00e9m J\u00f3natas sabia que tinha uma 
emboscada atr\u00e1s de si. Deixou o seu ex\u00e9rcito ficar cercado e 
permitiu que atirassem flechas contra eles desde o amanhecer at\u00e9 
ao entardecer. {R}_{I}81_{/}Os soldados resistiram de acordo com as 
instru\u00e7\u00f5es de J\u00f3natas, at\u00e9 que os cavaleiros de Apol\u00f3nio se 
cansaram. {R}_{I}82_{/}Quando a cavalaria se cansou, Sim\u00e3o avan\u00e7ou com as 
tropas e atacou. Os inimigos foram derrotados e come\u00e7aram a fugir. 
{R}_{I}83_{/}Os cavaleiros ficaram perdidos pela plan\u00edcie; depois fugiram 
para Azoto e entraram em Bet-Dagon, templo do seu \u00eddolo, tentando 
p\u00f4r-se a salvo. {R}_{I}84_{/}J\u00f3natas, por\u00e9m, incendiou Azoto e as cidades 
vizinhas, ap\u00f3s recolher os despojos. Incendiou tamb\u00e9m o templo de 
Dagon com todos os que se haviam refugiado dentro dele. 
{I}85_{/}Aqueles que tombaram a fio de espada ou morreram queimados 
chegaram a oito mil. {R}_{I}86_{/}J\u00f3natas partiu da\u00ed, e acampou diante de 
Ascalon. Os habitantes da cidade sa\u00edram e receberam-no com grande 
festa. {R}_{I}87_{/}Da\u00ed, J\u00f3natas e os seus companheiros voltaram para 
Jerusal\u00e9m, transportando muitos despojos.
{R}_{I}88_{/}O rei Alexandre ouviu contar estes factos e resolveu 
conceder mais honrarias a J\u00f3natas. {R}_{I}89_{/}Mandou-lhe, ent\u00e3o, uma 
fivela de ouro, que \u00e9 costume oferecer aos parentes do rei, e 
concedeu-lhe tamb\u00e9m, a t\u00edtulo de doa\u00e7\u00e3o, a propriedade de Acaron e 
todo o seu territ\u00f3rio.

{1}11{/}

{N}LUTA PELO PODER{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}O rei do Egipto reuniu um ex\u00e9rcito, t\u00e3o numeroso como a 
areia da praia, e muitos navios. Ele pretendia, com a ast\u00facia, 
apoderar-se do reino de Alexandre e anex\u00e1-lo ao seu. {R}_{I}2_{/}Partiu 
para a S\u00edria com propostas de amizade. A gente de cada cidade 
abria as portas e sa\u00eda ao encontro dele, porque Alexandre tinha 
ordenado que o acolhessem, pois se tratava do seu sogro. 
{I}3_{/}Por\u00e9m, logo que entrava numa cidade, Ptolomeu deixava a\u00ed uma 
guarni\u00e7\u00e3o militar. {R}_{I}4_{/}Quando chegou perto de Azoto, mostraram-
lhe o templo de Dagon todo incendiado, Azoto e seus arredores em 
ru\u00ednas, cad\u00e1veres espalhados, e corpos queimados por J\u00f3natas 
durante a guerra, pois eles tinham sido amontoados ao longo do 
caminho. {R}_{I}5_{/}Contaram ao rei tudo o que J\u00f3natas fizera, esperando 
que o reprovasse, mas ele n\u00e3o disse nada. {R}_{I}6_{/}Entretanto, J\u00f3natas 
foi ao encontro dele em Jope, com toda a pompa. Os dois 
cumprimentaram-se e a\u00ed passaram a noite. {R}_{I}7_{/}Depois J\u00f3natas 
acompanhou o rei at\u00e9 ao rio El\u00eautero. Em seguida, voltou para 
Jerusal\u00e9m. {R}_{I}8_{/}O rei Ptolomeu, por seu lado, foi tomando todas as 
cidades da orla mar\u00edtima, at\u00e9 chegar a Sel\u00eaucida, junto ao mar. 
Eram maus os seus planos contra Alexandre. {R}_{I}9_{/}Mandou emiss\u00e1rios 
ao rei Dem\u00e9trio com este recado: \u00abVem, vamos fazer uma alian\u00e7a: eu 
dou-te por esposa a minha filha, mulher de Alexandre, e tu ser\u00e1s 
de facto o rei no reino de teu pai. {R}_{I}10_{/}Estou arrependido de ter 
dado a minha filha por esposa a Alexandre, porque agora ele quer 
matar-me\u00bb. {R}_{I}11_{/}Ptolomeu caluniou Alexandre, porque estava 
interessado no seu reino. {R}_{I}12_{/}Depois de lhe raptar a filha, 
entregou-a a Dem\u00e9trio. Foi assim que ele mudou de atitude em 
rela\u00e7\u00e3o a Alexandre, e a inimizade entre os dois tornou-se 
p\u00fablica. {R}_{I}13_{/}A seguir, Ptolomeu entrou em Antioquia e fez-se 
coroar rei da \u00c1sia. Ficou com duas coroas reais: a do Egipto e a 
da \u00c1sia.
{R}_{I}14_{/}Enquanto isso, o rei Alexandre estava na Cil\u00edcia, porque o 
povo dessas regi\u00f5es se havia revoltado. {I}15_{/}Ao tomar conhecimento 
do que estava acontecendo, foi lutar contra Ptolomeu. No entanto, 
este enfrentou-o com for\u00e7as maiores e derrotou-o. {R}_{I}16_{/}Alexandre 
fugiu para a Ar\u00e1bia, a fim de se esconder, enquanto o rei Ptolomeu 
recebia homenagens. {R}_{I}17_{/}O \u00e1rabe Zabdiel cortou a cabe\u00e7a de 
Alexandre e mandou-a a Ptolomeu. {R}_{I}18_{/}Entretanto, o rei Ptolomeu 
morreu tr\u00eas dias depois, e os soldados que ele tinha deixado nas 
fortalezas foram mortos pela gente que morava nessas cidades 
fortificadas. {R}_{I}19_{/}Deste modo, Dem\u00e9trio come\u00e7ou a reinar no ano 
cento e sessenta e sete.

{N}A GUERRA CEDE LUGAR \u00c0 DIPLOMACIA{/}

[\u0095]_{R}_{I}20_{/}Nessa mesma \u00e9poca, J\u00f3natas reuniu os soldados da Judeia 
para atacar a fortaleza em Jerusal\u00e9m, e mandou construir muitas 
m\u00e1quinas de assalto para essa luta. {R}_{I}21_{/}Uns maus patriotas, 
ap\u00f3statas, foram dizer ao rei Dem\u00e9trio que J\u00f3natas tinha cercado a 
fortaleza. {R}_{I}22_{/}Ao ouvir isso, Dem\u00e9trio ficou furioso, e resolveu 
partir imediatamente para Ptolemaida. Escreveu a J\u00f3natas ordenando 
que suspendesse o cerco \u00e0 fortaleza e fosse o mais breve poss\u00edvel 
ao seu encontro em Ptolemaida. {R}_{I}23_{/}Ao receber a carta, J\u00f3natas 
mandou continuar o cerco. Em seguida, escolheu alguns anci\u00e3os de 
Israel e sacerdotes, e foi pessoalmente enfrentar o perigo. 
{R}_{I}24_{/}Levando prata e ouro, roupas e outros presentes, apresentou-
se ao rei em Ptolemaida, e este recebeu-o bem. {R}_{I}25_{/}Alguns 
ap\u00f3statas continuaram a falar contra J\u00f3natas, {R}_{I}26_{/}mas o rei 
Dem\u00e9trio tratou-o da mesma forma que os reis anteriores, 
elogiando-o diante de todos os amigos: {R}_{I}27_{/}confirmou-o como sumo 
sacerdote e nos outros cargos importantes que ele tinha antes, e 
considerou-o como um dos seus principais amigos. [=]_{R}_{I}28_{/}J\u00f3natas 
pediu ao rei que isentasse de impostos a Judeia e os tr\u00eas 
distritos da Samaria; em compensa\u00e7\u00e3o, ele mandar-lhe-ia dez 
toneladas de prata. {R}_{I}29_{/}O rei concordou, e sobre isso escreveu-
lhe a seguinte carta: {R}_{I}30_{/}\u00abDo rei Dem\u00e9trio ao seu irm\u00e3o J\u00f3natas 
e \u00e0 na\u00e7\u00e3o dos judeus. Sauda\u00e7\u00f5es! {I}31_{/}Aqui transcrevemos c\u00f3pia da 
carta que escrevemos a vosso respeito ao nosso parente L\u00e1stenes, a 
fim de que possais dela tomar conhecimento: {R}_{I}32_{/}Do rei Dem\u00e9trio 
ao seu pai L\u00e1stenes. Sauda\u00e7\u00f5es! {R}_{I}33_{/}N\u00f3s ach\u00e1mos bem favorecer a 
na\u00e7\u00e3o dos judeus, que s\u00e3o nossos amigos e observam tudo o que nos 
parece justo, por causa das suas boas inten\u00e7\u00f5es a nosso respeito. 
{R}_{I}34_{/}Confirm\u00e1mos-lhes a posse do territ\u00f3rio da Judeia e dos tr\u00eas 
distritos de Aferema, Lida e Ramataim, que eram da Samaria e foram 
anexados \u00e0 Judeia, com tudo o que lhes pertence, em benef\u00edcio dos 
sacerdotes de Jerusal\u00e9m, como compensa\u00e7\u00e3o pelos impostos que 
pagavam anualmente ao rei sobre a produ\u00e7\u00e3o das planta\u00e7\u00f5es e dos 
frutos das \u00e1rvores. {I}35_{/}Outros tributos que nos s\u00e3o devidos como 
d\u00edzimo, o imposto das salinas e as coroas que nos devem, a partir 
de hoje dispensamos os judeus de tudo isso. {I}36_{/}Nenhuma destas 
disposi\u00e7\u00f5es ser\u00e1 revogada, a partir de agora e para todo o sempre. 
{R}_{I}37_{/}Procura, pois, fazer uma c\u00f3pia deste documento, que ser\u00e1 
entregue a J\u00f3natas, a fim de que o coloque em lugar bem vis\u00edvel na 
montanha santa\u00bb.

{N}PODE-SE CONFIAR NOS PODEROSOS?{/}

[\u0095]_{R}_{I}38_{/}O rei Dem\u00e9trio sentiu que o pa\u00eds estava calmo e que 
ningu\u00e9m mais lhe fazia oposi\u00e7\u00e3o. Dispensou, ent\u00e3o, as suas for\u00e7as 
armadas, voltando cada um para a sua casa, menos os batalh\u00f5es 
mercen\u00e1rios recrutados entre as ilhas das na\u00e7\u00f5es. Todos os 
contingentes, por\u00e9m, que eram do tempo dos seus pais, voltaram-se 
contra ele. {R}_{I}39_{/}Trif\u00e3o, antigo partid\u00e1rio de Alexandre, notou 
que todos os quart\u00e9is andavam a reclamar contra Dem\u00e9trio, e foi \u00e0 
procura do \u00e1rabe J\u00e2mlico, que estava a criar o menino Ant\u00edoco, 
filho de Alexandre. {R}_{I}40_{/}Pediu que lhe entregasse o menino para o 
fazer rei no lugar do pai Alexandre. Contou-lhe tudo o que 
Dem\u00e9trio tinha feito e como as suas tropas o odiavam. E Trif\u00e3o 
permaneceu a\u00ed muitos dias.
{R}_{I}41_{/}Nesse meio tempo, J\u00f3natas mandou pedir ao rei Dem\u00e9trio que 
retirasse as guarni\u00e7\u00f5es da fortaleza de Jerusal\u00e9m e das outras 
fortalezas, pois estavam continuamente a provocar Israel. 
{R}_{I}42_{/}Dem\u00e9trio mandou a J\u00f3natas esta resposta: \u00abN\u00e3o farei somente 
isso por ti e pela tua na\u00e7\u00e3o. Logo que me for dada oportunidade, 
dar-te-ei muito prest\u00edgio a ti e ao teu povo. {I}43_{/}Neste momento, 
eu gostaria que me mandasses alguns homens para lutar ao meu lado, 
porque todas as minhas tropas me abandonaram\u00bb. {R}_{I}44_{/}Ent\u00e3o J\u00f3natas 
mandou tr\u00eas mil homens valentes para Antioquia. Quando se 
apresentaram ao rei, este ficou muito contente. {R}_{I}45_{/}A popula\u00e7\u00e3o 
da cidade aglomerou-se no centro: eram cerca de cento e vinte mil 
pessoas que queriam matar o rei. {I}46_{/}Ele fugiu para dentro do 
pal\u00e1cio, enquanto o povo tomava conta das ruas e come\u00e7ava a 
atacar. {R}_{I}47_{/}Ent\u00e3o o rei pediu ajuda aos judeus, que se reuniram 
todos do lado dele. Depois foram-se espalhando pela cidade, e 
nesse dia mataram cerca de cem mil pessoas. {R}_{I}48_{/}Nesse mesmo dia, 
incendiaram a cidade, recolheram muitos despojos e salvaram o rei. 
{R}_{I}49_{/}Os revoltosos viram que os judeus foram capazes de dominar a 
cidade como quiseram, e perderam a coragem. Come\u00e7aram a gritar 
para o rei, dizendo: {I}50_{/}\u00abVamos fazer as pazes, e que os judeus 
deixem de nos atacar, a n\u00f3s e \u00e0 nossa cidade\u00bb. {R}_{I}51_{/}Depuseram as 
armas e fizeram um acordo. Ent\u00e3o os judeus cresceram em prest\u00edgio 
diante do rei e de todos os que viviam no seu reino. E voltaram 
para Jerusal\u00e9m, levando muitos despojos. {R}_{I}52_{/}Ent\u00e3o o rei 
Dem\u00e9trio ocupou o trono, e o pa\u00eds ficou em paz sob o seu governo. 
{R}_{I}53_{/}Dem\u00e9trio, por\u00e9m, n\u00e3o cumpriu nenhuma das promessas: 
distanciou-se de J\u00f3natas e, em lugar de retribuir os servi\u00e7os que 
este lhe havia prestado, come\u00e7ou a causar-lhe muitos dissabores.

{N}APROVEITANDO AS INTRIGAS{/}

[\u0095]_{R}_{I}54_{/}Depois de tudo isso, Trif\u00e3o voltou, trazendo Ant\u00edoco, 
ainda muito jovem. Ant\u00edoco foi proclamado rei e passou a usar a 
coroa. {R}_{I}55_{/}Todos os contingentes militares que Dem\u00e9trio tinha 
dispensado passaram para o lado de Ant\u00edoco, lutaram contra 
Dem\u00e9trio, que foi derrotado e teve de fugir. {I}56_{/}Trif\u00e3o apossou-
se dos elefantes e tomou a cidade de Antioquia. {R}_{I}57_{/}Ent\u00e3o o 
jovem Ant\u00edoco escreveu uma carta a J\u00f3natas, dizendo: \u00abConfirmo-te 
como sumo sacerdote, entrego-te o governo dos quatro distritos e 
fa\u00e7o de ti um dos amigos do rei\u00bb. {I}58_{/}Mandou-lhe ta\u00e7as de ouro e 
talheres completos, dando-lhe o direito de beber em ta\u00e7as de ouro, 
de vestir o manto de p\u00farpura e usar a fivela de ouro. 
{R}_{I}59_{/}Colocou o irm\u00e3o dele, Sim\u00e3o, como comandante da regi\u00e3o que 
ia desde a Escada de Tiro at\u00e9 \u00e0 fronteira com o Egipto. 
{R}_{I}60_{/}J\u00f3natas partiu em expedi\u00e7\u00e3o pelas cidades do outro lado do 
rio, e as tropas da S\u00edria reuniram-se ao seu lado, para auxiliar 
nos combates. Chegou assim at\u00e9 Ascalon e a gente da cidade 
recebeu-o com festas. {R}_{I}61_{/}Da\u00ed foi para Gaza, mas os habitantes 
da cidade trancaram as portas. Ent\u00e3o J\u00f3natas cercou a cidade, 
saqueou e incendiou os seus arredores. {R}_{I}62_{/}Os habitantes de Gaza 
pediram paz a J\u00f3natas. Ele concedeu-a, mas prendeu os filhos dos 
seus governantes como ref\u00e9ns, e mandou-os para Jerusal\u00e9m. Em 
seguida, atravessou o pa\u00eds at\u00e9 chegar a Damasco.
{R}_{I}63_{/}J\u00f3natas ouviu dizer que os generais de Dem\u00e9trio estavam 
perto de Cedes na Galileia, com um forte ex\u00e9rcito, pretendendo 
cortar-lhe o caminho. {R}_{I}64_{/}Ent\u00e3o marchou para os enfrentar, 
deixando o seu irm\u00e3o Sim\u00e3o no pa\u00eds. {R}_{I}65_{/}Sim\u00e3o acampou em frente 
de Betsur, lutou muitos dias contra a cidade e, por fim, conseguiu 
fechar-lhe todas as sa\u00eddas. {I}66_{/}Os habitantes pediram paz e ele 
concedeu-lha. Contudo, obrigou-os a abandonar a cidade, ocupou-a, 
e colocou nela uma guarni\u00e7\u00e3o. {R}_{I}67_{/}Enquanto isso, J\u00f3natas e o seu 
ex\u00e9rcito acamparam perto do lago de Genesar, e de manh\u00e3 cedo 
rumaram para a plan\u00edcie de Asor. {R}_{I}68_{/}O ex\u00e9rcito dos estrangeiros 
enfrentou-os na plan\u00edcie, mas deixaram nos montes uma emboscada 
contra J\u00f3natas. Enquanto os primeiros o atacavam pela frente, 
{I}69_{/}os da emboscada sa\u00edram e come\u00e7aram tamb\u00e9m a lutar. 
[=]_{R}_{I}70_{/}Todos os companheiros de J\u00f3natas fugiram. Ficaram apenas 
Matatias, filho de Absal\u00e3o, e Judas, filho de Calfi, que eram 
generais do ex\u00e9rcito. {R}_{I}71_{/}Perante isso, J\u00f3natas rasgou as 
vestes, cobriu a cabe\u00e7a de terra e rezou. {I}72_{/}Depois saiu para a 
luta contra os inimigos e derrotou-os, obrigando-os a fugir. 
{R}_{I}73_{/}Os seus companheiros, que estavam fugindo, tornaram a unir-
se a J\u00f3natas e perseguiram os inimigos at\u00e9 Cedes, onde estava o 
acampamento inimigo. Ao chegarem a\u00ed, acamparam. {R}_{I}74_{/}Nesse dia, 
morreram cerca de tr\u00eas mil soldados estrangeiros. E J\u00f3natas voltou 
para Jerusal\u00e9m.

{1}12{/}

{N}UMA NA\u00c7\u00c3O ENTRE AS OUTRAS?{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}Vendo que o tempo estava a agir em seu favor, J\u00f3natas 
escolheu alguns homens e mandou-os a Roma, para confirmar e 
renovar a amizade com os romanos. {I}2_{/}A Esparta e outros lugares, 
enviou cartas com a mesma finalidade. {R}_{I}3_{/}Tendo chegado a Roma, 
os mensageiros de J\u00f3natas entraram no Senado e disseram: \u00abO sumo 
sacerdote J\u00f3natas e a na\u00e7\u00e3o dos judeus mandaram-nos aqui para 
renovar o acordo de amizade e m\u00fatua defesa, como antigamente\u00bb. 
{R}_{I}4_{/}Os romanos deram-lhes salvo-conduto, para que pudessem chegar 
\u00e0 Judeia s\u00e3os e salvos.
{R}_{I}5_{/}C\u00f3pia da carta que J\u00f3natas escreveu aos espartanos: {R}_{I}6_{/}\u00abDo 
sumo sacerdote J\u00f3natas, do conselho da na\u00e7\u00e3o, dos sacerdotes e do 
povo judeu em geral, aos irm\u00e3os espartanos. Sauda\u00e7\u00f5es! [=]_{R}_{I}7_{/}J\u00e1 
no passado foi enviada ao sumo sacerdote Onias uma carta da parte 
de Ario, vosso rei, dizendo que v\u00f3s sois nossos irm\u00e3os. Anexamos 
uma c\u00f3pia dessa carta. {R}_{I}8_{/}Onias recebeu com honras o portador da 
carta e aceitou a carta onde se falava de amizade e alian\u00e7a. 
{R}_{I}9_{/}N\u00f3s, por\u00e9m, n\u00e3o precisamos disso, pois temos o apoio dos 
livros sagrados que est\u00e3o nas nossas m\u00e3os. {I}10_{/}Mesmo assim, 
estamos tentando renovar a nossa fraternidade e amizade convosco, 
para n\u00e3o nos tornarmos estranhos uns aos outros, pois h\u00e1 j\u00e1 muito 
tempo que nos mandastes a carta. {I}11_{/}Durante todo este tempo, sem 
qualquer interrup\u00e7\u00e3o, nas festas e outros dias estabelecidos, nos 
lembr\u00e1mos de v\u00f3s durante os sacrif\u00edcios que oferecemos e nas 
ora\u00e7\u00f5es, como \u00e9 necess\u00e1rio fazer quando a gente se lembra dos 
irm\u00e3os. {I}12_{/}Estamos contentes com o vosso sucesso. [\u0095]_{R}_{I}13_{/}N\u00f3s, 
por\u00e9m, estamos cercados de dificuldades e enfrentando muitas 
tribula\u00e7\u00f5es e guerras, pois os reis nossos vizinhos nos atacaram. 
{I}14_{/}N\u00e3o quisemos incomodar-vos com essas guerras, como de resto a 
nenhum dos outros nossos amigos e aliados, {I}15_{/}porque n\u00f3s temos a 
ajuda do C\u00e9u. Deste modo, livr\u00e1mo-nos dos nossos inimigos, que 
foram humilhados. {R}_{I}16_{/}Agora, escolhemos Num\u00e9nio, filho de 
Ant\u00edoco, e Ant\u00edpatro, filho de Jas\u00e3o, como nossos embaixadores 
junto dos romanos, a fim de renovar a nossa antiga amizade e 
alian\u00e7a com eles. {I}17_{/}Determin\u00e1mos tamb\u00e9m que eles mesmos fossem 
transmitir-vos os nossos cumprimentos e levar esta carta, que tem 
por objectivo renovar a nossa fraternidade. {I}18_{/}Finalmente, 
gostar\u00edamos de receber uma resposta vossa ao que n\u00f3s aqui 
dizemos\u00bb. 
{I}19_{/}C\u00f3pia da carta que eles tinham mandado a Onias: {R}_{I}20_{/}\u00abDe 
Ario, rei dos espartanos, ao grande sacerdote Onias. Sauda\u00e7\u00f5es! 
{R}_{I}21_{/}Em documento sobre os espartanos e os judeus, foi descoberto 
que s\u00e3o parentes, descendentes de Abra\u00e3o. {I}22_{/}Assim, a partir do 
momento em que tivemos conhecimento disso, fic\u00e1mos desejando muito 
que v\u00f3s nos escrev\u00easseis, falando da vossa situa\u00e7\u00e3o actual. 
{I}23_{/}Da nossa parte, queremos afirmar que o gado e as vossas 
riquezas s\u00e3o nossos, da mesma forma que \u00e9 vosso tudo o que \u00e9 
nosso. Determinamos que vos fosse levada uma mensagem nesse 
sentido\u00bb.

{N}PREPARANDO A INDEPEND\u00caNCIA{/}

[\u0095]_{R}_{I}24_{/}J\u00f3natas ouviu dizer que os generais de Dem\u00e9trio tinham 
voltado para o atacarem, trazendo um ex\u00e9rcito mais numeroso que o 
anterior. {R}_{I}25_{/}Ent\u00e3o saiu de Jerusal\u00e9m e foi enfrent\u00e1-los na 
regi\u00e3o de Amatite, para que n\u00e3o lhe invadissem o territ\u00f3rio. 
{R}_{I}26_{/}J\u00f3natas mandou espi\u00f5es ao acampamento inimigo. Ao voltar, 
contaram que os generais de Dem\u00e9trio estavam preparados para cair 
de surpresa sobre os judeus naquela mesma noite. {R}_{I}27_{/}Logo que o 
sol se p\u00f4s, J\u00f3natas deu ordens para que os seus companheiros 
ficassem de vigia e estivessem armados, preparados para lutar a 
noite toda, e colocou sentinelas em torno do acampamento. 
{R}_{I}28_{/}Quando os inimigos souberam que J\u00f3natas e os seus 
companheiros estavam preparados para a batalha, ficaram com medo e 
acovardaram-se; acenderam fogueiras no acampamento e retiraram-se. 
{R}_{I}29_{/}J\u00f3natas e os seus companheiros, por\u00e9m, n\u00e3o notaram nada at\u00e9 
de manh\u00e3, pois viam as fogueiras acesas. {I}30_{/}Ent\u00e3o  sa\u00edram em 
persegui\u00e7\u00e3o contra eles, mas n\u00e3o conseguiram alcan\u00e7\u00e1-los, porque 
j\u00e1 tinham atravessado o rio El\u00eautero. {R}_{I}31_{/}J\u00f3natas voltou-se, 
ent\u00e3o, para o lado dos \u00e1rabes, chamados zabadeus, exterminou-os e 
recolheu os despojos. {R}_{I}32_{/}Em seguida, levantou acampamento e foi 
para Damasco, percorrendo toda a regi\u00e3o. {R}_{I}33_{/}Tamb\u00e9m Sim\u00e3o partiu 
para a luta. Atravessou at\u00e9 Ascalon e outros lugares fortificados. 
Depois foi para Jope e tomou a cidade. {R}_{I}34_{/}De facto, ele tinha 
recebido not\u00edcia de que queriam entregar essa fortaleza aos 
partid\u00e1rios de Dem\u00e9trio. Por isso, deixou ali um batalh\u00e3o de 
guarda para vigiar a cidade.

{N}GARANTINDO A CAPITAL{/}

[\u0095]_{R}_{I}35_{/}J\u00f3natas voltou e, em seguida, convocou a assembleia dos 
anci\u00e3os do povo para resolver com eles acerca da constru\u00e7\u00e3o de 
lugares fortificados na Judeia, [=]_{R}_{I}36_{/}da eleva\u00e7\u00e3o da muralha 
de Jerusal\u00e9m e da constru\u00e7\u00e3o de uma alta muralha entre a fortaleza 
e a cidade. Desse modo, haveria separa\u00e7\u00e3o entre ambas, para que a 
fortaleza ficasse isolada e os seus ocupantes n\u00e3o pudessem vender 
nem comprar. {R}_{I}37_{/}Ent\u00e3o reuniram-se para reconstruir a cidade. O 
muro junto do riacho no lado oriental caiu, e J\u00f3natas reconstruiu 
essa parte chamada Cafenata. {R}_{I}38_{/}Sim\u00e3o, por seu lado, 
reconstruiu na plan\u00edcie a cidade de Adida, fortificou-a e colocou-
lhe port\u00f5es e trancas.

{N}O PROJECTO AMEA\u00c7ADO{/}

[\u0095]_{R}_{I}39_{/}Trif\u00e3o ambicionava tornar-se rei da \u00c1sia, usar coroa e 
eliminar o rei Ant\u00edoco, {R}_{I}40_{/}mas temia que J\u00f3natas n\u00e3o lho 
permitisse ou que o atacasse. Por isso, procurava maneiras de o 
capturar e matar. Levantou acampamento e foi para Bets\u00e3. 
{R}_{I}41_{/}J\u00f3natas partiu para enfrent\u00e1-lo em Bets\u00e3, levando quarenta 
mil homens escolhidos para combate ordenado. {R}_{I}42_{/}Quando Trif\u00e3o 
viu que J\u00f3natas vinha com poderoso ex\u00e9rcito, teve medo de prend\u00ea-
lo. {I}43_{/}Preparou-lhe, ent\u00e3o, uma recep\u00e7\u00e3o festiva, apresentando-o 
a todos os seus amigos, deu-lhe muitos presentes e mandou que os 
seus amigos e todas as suas tropas lhe obedecessem, como se fosse 
a si pr\u00f3prio. {R}_{I}44_{/}E perguntou a J\u00f3natas: \u00abPara que est\u00e1s a dar 
trabalho a um ex\u00e9rcito t\u00e3o grande, quando n\u00e3o h\u00e1 ningu\u00e9m a lutar 
contra n\u00f3s? {R}_{I}45_{/}Manda essa gente voltar para casa. Escolhe 
apenas alguns homens e vem comigo at\u00e9 Ptolemaida. Vou entregar-te 
a cidade com as outras fortalezas, o restante do ex\u00e9rcito e os 
encarregados de neg\u00f3cios. Em seguida, voltarei para casa. Foi para 
isso que vim at\u00e9 aqui\u00bb. {R}_{I}46_{/}J\u00f3natas acreditou nele e fez o que 
ele prop\u00f4s: dispensou o ex\u00e9rcito, que voltou para a Judeia, 
{R}_{I}47_{/}e ficou com tr\u00eas mil homens apenas. Deixou dois mil na 
Galileia, e mil foram com ele. {R}_{I}48_{/}Logo que J\u00f3natas entrou em 
Ptolemaida, a gente da cidade fechou as portas, prendeu J\u00f3natas e 
matou \u00e0 espada todos os seus acompanhantes. {R}_{I}49_{/}Em seguida, 
Trif\u00e3o mandou o ex\u00e9rcito e a cavalaria at\u00e9 \u00e0 Galileia e \u00e0 grande 
plan\u00edcie, para acabar com todos os companheiros de J\u00f3natas. 
{R}_{I}50_{/}Estes, por\u00e9m, souberam que J\u00f3natas e seus companheiros 
tinham sido presos e mortos. Animaram-se mutuamente e foram em 
coluna cerrada, prontos para entrar em luta. {I}51_{/}Os seus 
perseguidores viram que eles estavam dispostos a arriscar a vida, 
e voltaram para tr\u00e1s. {R}_{I}52_{/}Assim, todos puderam voltar 
tranquilamente para o pa\u00eds de Jud\u00e1. Choraram J\u00f3natas e os seus 
companheiros e ficaram com muito medo. E todo o Israel fez grande 
luto. {R}_{I}53_{/}As na\u00e7\u00f5es vizinhas come\u00e7aram a pensar em acabar com os 
judeus, dizendo assim: \u00abEles j\u00e1 n\u00e3o t\u00eam chefe, nem onde se apoiar! 
Vamos atac\u00e1-los e apagar a sua lembran\u00e7a do meio da humanidade\u00bb.

{C}V. SIM\u00c3O{/}

{1}13{/}

{N}ASSUMINDO A CAUSA DO POVO{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}Sim\u00e3o ouviu dizer que Trif\u00e3o reunira um poderoso ex\u00e9rcito 
para devastar a Judeia. {R}_{I}2_{/}Viu que o povo estava apavorado e 
inquieto. Subiu, ent\u00e3o, a Jerusal\u00e9m, reuniu as tropas [=]_{R}_{I}3_{/}e 
procurou anim\u00e1-las, dizendo: \u00abV\u00f3s sabeis o que eu e meus irm\u00e3os, a 
fam\u00edlia de meu pai, j\u00e1 fizemos por causa da Lei e do Templo, e 
conheceis as nossas guerras e dificuldades. {R}_{I}4_{/}Todos os meus 
irm\u00e3os morreram pela causa de Israel; sobrei somente eu. {I}5_{/}Longe 
de mim, contudo, a ideia de poupar a minha vida, em momento nenhum 
de tribula\u00e7\u00e3o, pois n\u00e3o sou mais do que os meus irm\u00e3os. {R}_{I}6_{/}Pelo 
contr\u00e1rio, vingarei o meu povo, o Templo, as mulheres e os vossos 
filhos, pois todas as na\u00e7\u00f5es, movidas pelo \u00f3dio, se reuniram para 
nos esmagar\u00bb. {I}7_{/}Ao ouvir estas palavras, todos se encorajaram 
{R}_{I}8_{/}e gritaram em alta voz: \u00abTu \u00e9s o nosso comandante em lugar 
dos teus irm\u00e3os Judas e J\u00f3natas! {I}9_{/}Dirige a nossa guerra, e n\u00f3s 
faremos tudo o que nos mandares\u00bb. {R}_{I}10_{/}Sim\u00e3o convocou ent\u00e3o todos 
os homens em condi\u00e7\u00f5es de lutar, mandou terminar a muralha de 
Jerusal\u00e9m e fortificar todo o contorno da cidade. [=]_{R}_{I}11_{/}Depois 
enviou J\u00f3natas, filho de Absal\u00e3o, para Jope, com um grupo 
consider\u00e1vel. J\u00f3natas expulsou os que ocupavam a cidade e 
estabeleceu-se nela. 

{N}MORTE DE J\u00d3NATAS{/}

[\u0095]_{R}_{I}12_{/}Trif\u00e3o saiu de Ptolemaida com poderoso ex\u00e9rcito, a fim 
de ir \u00e0 Judeia, levando J\u00f3natas como prisioneiro. {R}_{I}13_{/}Sim\u00e3o 
tinha acampado em Adida, diante da plan\u00edcie. [\u0095]_{R}_{I}14_{/}Ao saber 
que Sim\u00e3o tinha assumido o lugar do seu irm\u00e3o J\u00f3natas, e que se 
preparava para combat\u00ea-lo, Trif\u00e3o mandou mensageiros, com este 
recado: {R}_{I}15_{/}\u00abMantemos preso o teu irm\u00e3o J\u00f3natas por causa do 
dinheiro que ele deve ao tesouro real, pelos cargos que exercia. 
{R}_{I}16_{/}Manda tr\u00eas toneladas e meia de prata, com dois dos seus 
filhos como ref\u00e9ns, para que J\u00f3natas n\u00e3o fique contra n\u00f3s, quando 
for libertado. Ent\u00e3o n\u00f3s solt\u00e1-lo-emos\u00bb. {R}_{I}17_{/}Sim\u00e3o percebeu que 
falavam de m\u00e1 f\u00e9. No entanto mandou entregar o dinheiro e as 
crian\u00e7as, a fim de n\u00e3o provocar mal-estar entre o povo, {R}_{I}18_{/}j\u00e1 
que poderiam dizer: \u00abJ\u00f3natas morreu, porque Sim\u00e3o n\u00e3o mandou o 
dinheiro, nem os filhos a Trif\u00e3o\u00bb. {R}_{I}19_{/}Ent\u00e3o ele mandou as 
crian\u00e7as e as tr\u00eas toneladas e meia de prata. Trif\u00e3o, por\u00e9m, 
faltou \u00e0 palavra e n\u00e3o soltou J\u00f3natas. {R}_{I}20_{/}Depois disso, Trif\u00e3o 
marchou para invadir e saquear a regi\u00e3o, rodeando pelo caminho de 
Adora. Sim\u00e3o e o seu ex\u00e9rcito seguiam-no por toda a parte. 
{R}_{I}21_{/}Os que estavam na fortaleza enviavam mensagens a Trif\u00e3o, 
solicitando que fosse encontrar-se com eles atrav\u00e9s do deserto e 
que lhes mandasse alimentos. {I}22_{/}Trif\u00e3o preparou toda a sua 
cavalaria, mas nessa noite nevou muito. Ent\u00e3o ele afastou-se da 
regi\u00e3o e foi para Galaad. {R}_{I}23_{/}Quando chegou perto de Bascama, 
matou J\u00f3natas e a\u00ed o enterrou. {I}24_{/}Em seguida, voltou para a sua 
terra.
{R}_{I}25_{/}Mais tarde, Sim\u00e3o mandou recolher os ossos do seu irm\u00e3o 
J\u00f3natas e sepultou-os em Modin, cidade de seus pais. {R}_{I}26_{/}Todo o 
Israel chorou muito por ele, e ficou de luto durante muitos dias. 
{R}_{I}27_{/}Sim\u00e3o construiu um t\u00famulo no lugar onde estavam sepultados 
seu pai e seus irm\u00e3os. Fez um monumento alto, vistoso, com pedras 
polidas de um lado e do outro. {I}28_{/}Fez tamb\u00e9m sete pir\u00e2mides 
voltadas umas para as outras, em mem\u00f3ria de seu pai, de sua m\u00e3e e 
de seus quatro irm\u00e3os. {R}_{I}29_{/}Para isso construiu adornos 
art\u00edsticos, rodeados de grandes colunas, e colocou armaduras nas 
colunas para recorda\u00e7\u00e3o perp\u00e9tua. Junto das armaduras fez umas 
figuras de navios, que podiam ser vistos por quem andasse a 
navegar no mar. {I}30_{/}Esse t\u00famulo que ele construiu em Modin existe 
at\u00e9 ao dia de hoje.

{N}INDEPEND\u00caNCIA POL\u00cdTICA{/}

{R}_{I}31_{/}Trif\u00e3o tamb\u00e9m agiu com falsidade para com o jovem rei 
Ant\u00edoco, e mandou-o matar. {R}_{I}32_{/}Reinou em lugar dele, usou a 
coroa de rei da \u00c1sia, e acabou por provocar uma enorme desgra\u00e7a no 
pa\u00eds. {R}_{I}33_{/}Sim\u00e3o reconstruiu as fortalezas da Judeia, cercou-as 
de altas torres e grandes muralhas com port\u00f5es e trancas, e 
abasteceu-as de mantimentos. {R}_{I}34_{/}Depois escolheu alguns homens e 
mandou-os ao rei Dem\u00e9trio, para conseguir a isen\u00e7\u00e3o de impostos 
para o pa\u00eds, pois tudo o que Trif\u00e3o fazia era roubar. {R}_{I}35_{/}O rei 
Dem\u00e9trio respondeu-lhe, com esta carta:
{R}_{I}36_{/}\u00abDo rei Dem\u00e9trio ao sumo sacerdote Sim\u00e3o, amigo dos reis, 
aos anci\u00e3os e \u00e0 na\u00e7\u00e3o dos judeus. Sauda\u00e7\u00f5es! [=]_{I}37_{/}Recebemos a 
coroa de ouro e a palma que nos mandastes, e estamos prontos para 
fazer convosco uma paz duradoura e escrever aos encarregados dos 
nossos neg\u00f3cios para que vos isentem de impostos. {I}38_{/}Continua de 
p\u00e9 o que j\u00e1 determin\u00e1mos em vosso favor. As fortalezas que 
constru\u00edstes ficam em vosso poder. {R}_{I}39_{/}Perdoamo-vos os erros e 
falhas que cometestes at\u00e9 \u00e0 presente data, assim como o imposto 
real que nos deveis. Caso devais alguma contribui\u00e7\u00e3o em Jerusal\u00e9m, 
n\u00e3o vos ser\u00e1 exigida. {I}40_{/}Se alguns de v\u00f3s desejarem alistar-se 
na nossa guarda pessoal, venham alistar-se. E reine a paz entre 
n\u00f3s!\u00bb
{R}_{I}41_{/}Corria o ano cento e setenta, quando Israel ficou livre do 
jugo das outras na\u00e7\u00f5es. {R}_{I}42_{/}A partir da\u00ed, o povo passou a 
escrever assim as datas em documentos e contratos: \u00abAno um de 
Sim\u00e3o, o Grande, sumo sacerdote, general e chefe dos judeus...\u00bb

{N}CONSOLIDANDO A INDEPEND\u00caNCIA{/}

[\u0095]_{R}_{I}43_{/}Nesses dias, Sim\u00e3o acampou contra Gazara, e cercou-a com 
o seu ex\u00e9rcito. Construiu uma torre m\u00f3vel, aproximou-se da cidade, 
atacou-lhe uma das torres e conseguiu tom\u00e1-la. {I}44_{/}Os que estavam 
na torre m\u00f3vel saltaram para dentro da cidade, provocando grande 
agita\u00e7\u00e3o. {R}_{I}45_{/}Os homens da cidade subiram para a muralha com as 
suas mulheres e filhos. Rasgando as vestes, pediam paz a Sim\u00e3o em 
altos gritos: [=]_{I}46_{/}\u00abN\u00e3o nos trates segundo a nossa maldade, 
mas segundo a tua miseric\u00f3rdia!\u00bb {R}_{I}47_{/}Sim\u00e3o n\u00e3o fez mal \u00e0 
popula\u00e7\u00e3o e suspendeu o ataque. Obrigou-os, por\u00e9m, a sair da 
cidade e purificou as casas onde havia \u00eddolos. Depois entrou na 
cidade entre hinos, c\u00e2nticos e ac\u00e7\u00f5es de gra\u00e7as. {R}_{I}48_{/}Tirou de l\u00e1 
tudo o que havia de impuro, e levou, para residir nesse lugar, 
gente que praticava a Lei. Fortificou a cidade e nela construiu 
uma casa para si. {R}_{I}49_{/}O batalh\u00e3o aquartelado na fortaleza em 
Jerusal\u00e9m estava impedido de sair pela vizinhan\u00e7a para comprar ou 
vender; passavam muita fome e muitos morriam. {R}_{I}50_{/}Eles clamaram 
a Sim\u00e3o, pedindo que lhes concedesse a paz. Sim\u00e3o concordou, mas 
expulsou-os dali e purificou a fortaleza de todas as abomina\u00e7\u00f5es. 
{R}_{I}51_{/}Os judeus puderam entrar na fortaleza no dia vinte e tr\u00eas do 
segundo m\u00eas do ano cento e setenta e um. Entraram aos gritos, 
levando ramos, tocando c\u00edtaras, c\u00edmbalos e harpas, entoando hinos 
e c\u00e2nticos, pois acabava de ser derrotado o maior inimigo de 
Israel. {R}_{I}52_{/}Sim\u00e3o determinou que esse dia fosse comemorado todos 
os anos com muita alegria. Fortificou ainda mais o monte do 
Templo, ao lado da fortaleza, e l\u00e1 ficou a residir com a sua 
fam\u00edlia. {R}_{I}53_{/}Notando que o seu filho Jo\u00e3o era homem feito, 
nomeou-o comandante de todas as for\u00e7as militares. E Jo\u00e3o foi morar 
em Gazara.

{1}14{/}

{N}PER\u00cdODO DE PAZ E PROSPERIDADE{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}No ano cento e setenta e dois, o rei Dem\u00e9trio reuniu as 
suas tropas e foi para a M\u00e9dia, a fim de conseguir ajuda para a 
guerra contra Trif\u00e3o. {R}_{I}2_{/}Arsaces, rei da P\u00e9rsia e da M\u00e9dia, 
soube que Dem\u00e9trio tinha invadido o seu territ\u00f3rio e mandou um dos 
seus generais prend\u00ea-lo vivo. {R}_{I}3_{/}Ele foi, derrotou o ex\u00e9rcito de 
Dem\u00e9trio, prendeu-o e levou-o a Arsaces, que o meteu na pris\u00e3o.
{R}_{I}4_{/}Durante toda a vida de Sim\u00e3o, a Judeia ficou em paz. Sim\u00e3o 
procurou o bem-estar do seu povo, que aprovou sempre o seu governo 
e a sua gl\u00f3ria. {R}_{I}5_{/}Ele gloriosamente tomou Jope e fez dela o seu 
porto, abrindo caminho para as ilhas do mar. {I}6_{/}Alargou os 
limites da na\u00e7\u00e3o e manteve o pa\u00eds sob controlo. {R}_{I}7_{/}Juntou grande 
n\u00famero de prisioneiros e dominou Gazara, Betsur e a fortaleza. 
Retirou delas as impurezas, e ningu\u00e9m lhe p\u00f4de resistir. {I}8_{/}Cada 
um p\u00f4de cultivar em paz os seus campos; a terra dava as suas 
colheitas, e as \u00e1rvores da plan\u00edcie os seus frutos. [=]_{I}9_{/}Os 
anci\u00e3os sentavam-se nas pra\u00e7as, todos a falar de prosperidade, 
enquanto os jovens se revestiam de gl\u00f3ria, usando as suas 
vestimentas de guerra. {I}10_{/}Abasteceu as cidades de alimentos, e 
destinou armamentos de fortaleza para cada uma. E a fama do seu 
nome chegou at\u00e9 ao extremo da Terra. {R}_{I}11_{/}Consolidou a paz no 
pa\u00eds, e trouxe grande felicidade para Israel. [=]_{I}12_{/}Cada um 
podia ficar sentado debaixo da sua parreira e da sua figueira, sem 
que ningu\u00e9m o incomodasse. {R}_{I}13_{/}Eliminou do pa\u00eds aqueles que lhe 
faziam guerra, e, nesses dias, os reis foram vencidos. 
[=]_{R}_{I}14_{/}Protegeu os pobres do seu povo, foi observante da Lei, e 
eliminou os ap\u00f3statas e perversos. {R}_{I}15_{/}Cobriu de esplendor o 
Templo e multiplicou os seus utens\u00edlios sagrados.

{N}RELA\u00c7\u00d5ES DIPLOM\u00c1TICAS{/}

[\u0095]_{R}_{I}16_{/}A not\u00edcia da morte de J\u00f3natas chegou at\u00e9 Roma e Esparta, 
e todos a lamentaram muito. {R}_{I}17_{/}Souberam, por\u00e9m, que em lugar 
dele seu irm\u00e3o Sim\u00e3o se tornara sumo sacerdote, e que tinha o 
dom\u00ednio de todo o pa\u00eds e das cidades que dele faziam parte. 
{R}_{I}18_{/}Escreveram-lhe em placas de bronze, renovando com ele a 
amizade e a alian\u00e7a que outrora tinham contra\u00eddo com seus irm\u00e3os 
Judas e J\u00f3natas. {R}_{I}19_{/}O texto foi lido em Jerusal\u00e9m na presen\u00e7a 
da comunidade. 
{R}_{I}20_{/}C\u00f3pia da carta que os espartanos mandaram: \u00abDos magistrados 
e da cidade toda dos espartanos, ao grande sacerdote Sim\u00e3o, aos 
anci\u00e3os, aos sacerdotes e ao povo judeu em geral. Sauda\u00e7\u00f5es aos 
irm\u00e3os! {I}21_{/}Os embaixadores que enviastes ao nosso povo falaram a 
respeito do vosso prest\u00edgio e do respeito que impondes. Fic\u00e1mos 
muito contentes com a vinda deles. [=]_{I}22_{/}O que foi dito por 
eles, n\u00f3s transcrevemo-lo desta forma nos registos do povo: 
"Num\u00e9nio, filho de Ant\u00edoco, e Ant\u00edpatro, filho de Jas\u00e3o, 
embaixadores dos judeus, vieram at\u00e9 n\u00f3s para renovar connosco o 
acordo de amizade. {R}_{I}23_{/}O povo acha conveniente receber esses 
homens com todas as homenagens e transcrever nos livros de Actas 
P\u00fablicas tudo o que eles disseram, a fim de que o povo de Esparta 
possa conservar a mem\u00f3ria desses factos"\u00bb. E transcreveram uma 
c\u00f3pia de tudo para o sumo sacerdote Sim\u00e3o.
{R}_{I}24_{/}Depois Sim\u00e3o mandou Num\u00e9nio a Roma, levando um enorme escudo 
de seiscentos quilos de ouro, a fim de confirmar o acordo de 
amizade com eles.

{N}UM ACTO INSTITUCIONAL{/}

[\u0095]_{R}_{I}25_{/}Ao ouvir contar tudo isto, o povo perguntava-se: \u00abComo \u00e9 
que vamos pagar a Sim\u00e3o e aos seus filhos? {R}_{I}26_{/}Ele e seus 
irm\u00e3os, a fam\u00edlia toda de seu pai, tornaram-se fortes, combateram 
os inimigos, assegurando a liberdade a Israel!\u00bb Ent\u00e3o gravaram uma 
inscri\u00e7\u00e3o em bronze e colocaram-na sobre colunas, no monte Si\u00e3o. 
{R}_{I}27_{/}O texto da inscri\u00e7\u00e3o \u00e9 este: \u00abNo dia dezoito de Elul do ano 
cento e setenta e dois, que corresponde ao terceiro ano de Sim\u00e3o 
como sumo sacerdote em Asaramel, {R}_{I}28_{/}por ocasi\u00e3o de uma grande 
assembleia que reuniu sacerdotes, povo, autoridades e anci\u00e3os do 
pa\u00eds, observou-se o seguinte: {R}_{I}29_{/}Como estavam a acontecer 
muitas guerras no pa\u00eds, o sacerdote Sim\u00e3o, da fam\u00edlia de Joarib, 
filho de Matatias, e seus irm\u00e3os arriscaram a vida e enfrentaram 
os advers\u00e1rios do seu povo para salvar o Templo e a Lei, e 
cobriram de gl\u00f3rias o seu povo. {R}_{I}30_{/}J\u00f3natas, depois de unificar 
o pa\u00eds e exercer a fun\u00e7\u00e3o de sumo sacerdote, foi juntar-se aos 
seus antepassados. {R}_{I}31_{/}Ent\u00e3o os inimigos dos judeus quiseram 
invadir o pa\u00eds e apoderar-se do Templo. {R}_{I}32_{/}Sim\u00e3o, por\u00e9m, 
levantou-se contra eles e lutou em favor da sua na\u00e7\u00e3o. Gastou 
muito dinheiro seu para armar os homens do seu ex\u00e9rcito e pagar-
lhes o soldo. {R}_{I}33_{/}Fortificou as cidades da Judeia, inclusive 
Betsur, que fica no limite do pa\u00eds, antigo quartel inimigo, e a\u00ed 
deixou uma guarni\u00e7\u00e3o judaica. {R}_{I}34_{/}Fortificou tamb\u00e9m Jope, no 
litoral, e Gazara, na regi\u00e3o de Azoto, onde antes ficavam os 
advers\u00e1rios. A\u00ed estabeleceu col\u00f3nias judaicas, providenciando o 
necess\u00e1rio para que funcionasse bem. {R}_{I}35_{/}Vendo a fidelidade de 
Sim\u00e3o e o seu interesse por engrandecer a p\u00e1tria, o povo nomeou-o 
chefe e sumo sacerdote, em vista de tudo o que fizera, por causa 
da justi\u00e7a e honestidade com que fortalecia a na\u00e7\u00e3o e procurava 
por todas as formas exaltar cada vez mais o seu povo. {R}_{I}36_{/}No seu 
tempo, expulsou os estrangeiros da regi\u00e3o ocupada e os que estavam 
em Jerusal\u00e9m, na Cidade de David. Eles tinham constru\u00eddo a\u00ed a 
fortaleza, de onde sa\u00edam para profanar as vizinhan\u00e7as do Templo, 
causando grave atentado \u00e0 sua pureza. {R}_{I}37_{/}Sim\u00e3o colocou na 
fortaleza soldados judeus para maior seguran\u00e7a do pa\u00eds e da 
cidade, e elevou as muralhas de Jerusal\u00e9m. {R}_{I}38_{/}Por isso, o rei 
Dem\u00e9trio confirmou-o como sumo sacerdote, {I}39_{/}incluiu-o entre os 
seus amigos e cumulou-os de grande gl\u00f3ria, {R}_{I}40_{/}pois soube que os 
judeus estavam a ser chamados amigos, aliados e irm\u00e3os pelos 
romanos; soube tamb\u00e9m que os pr\u00f3prios romanos tinham recebido os 
embaixadores de Sim\u00e3o com todas as honras. [=]_{R}_{I}41_{/}Os sacerdotes 
e os judeus resolveram, portanto, considerar Sim\u00e3o como governante 
e como sumo sacerdote para sempre, at\u00e9 que surgisse um profeta 
leg\u00edtimo. {R}_{I}42_{/}Al\u00e9m disso, resolveram que ele seria o comandante 
das suas tropas, para cuidar do Templo, nomear um administrador 
para obras p\u00fablicas, outro para dirigir o pa\u00eds, e outro para se 
responsabilizar pelas armas e comandar as fortalezas. 
[=]_{R}_{I}43_{/}Ele teria toda a responsabilidade sobre o Templo, e 
todos lhe deveriam obedecer. Os documentos oficiais seriam todos 
escritos em seu nome, e ele vestiria o manto de p\u00farpura com 
ornamentos de ouro. {R}_{I}44_{/}Ningu\u00e9m do povo ou dos sacerdotes poder\u00e1 
desobedecer a nenhum desses pontos, ou contradizer as ordens que 
ele der, ou, sem sua autoriza\u00e7\u00e3o, convocar reuni\u00f5es no pa\u00eds, 
vestir-se de p\u00farpura ou usar a fivela de ouro. {I}45_{/}Ser\u00e1 
considerado pass\u00edvel de pena quem acrescentar ou revogar qualquer 
uma destas decis\u00f5es\u00bb.
{R}_{I}46_{/}Foi do agrado de todo o povo conferir a Sim\u00e3o o direito de 
agir de acordo com essas resolu\u00e7\u00f5es. {R}_{I}47_{/}Sim\u00e3o aceitou e assumiu 
com prazer as fun\u00e7\u00f5es de sumo sacerdote, de comandante das tropas 
e chefe da na\u00e7\u00e3o dos judeus, inclusive dos sacerdotes, para ficar 
\u00e0 frente de todos. {R}_{I}48_{/}Mandaram gravar esse documento em placas 
de bronze e coloc\u00e1-lo no recinto do Templo, em lugar vis\u00edvel. 
{R}_{I}49_{/}Uma c\u00f3pia do texto deveria ficar no tesouro do Templo, \u00e0 
disposi\u00e7\u00e3o de Sim\u00e3o e seus filhos.

{1}15{/}

{N}ALIAN\u00c7A POR INTERESSE{/}

[\u0095]_{R}_{I}1_{/}Ant\u00edoco, filho do rei Dem\u00e9trio, enviou, das ilhas do mar, 
uma carta a Sim\u00e3o, sumo sacerdote e chefe da na\u00e7\u00e3o dos judeus, e a 
toda a na\u00e7\u00e3o. {R}_{I}2_{/}Era este o teor da carta: \u00abDo rei Ant\u00edoco a 
Sim\u00e3o, sumo sacerdote e chefe da na\u00e7\u00e3o, e a todo o povo judeu. 
Sauda\u00e7\u00f5es! {R}_{I}3_{/}Certos indiv\u00edduos, verdadeiras pragas, tomaram o 
reino dos meus pais. Agora eu desejo recuperar o reino para o 
restabelecer na situa\u00e7\u00e3o em que antes se encontrava. Recrutei 
grande ex\u00e9rcito e equipei navios de guerra, {R}_{I}4_{/}pois quero 
percorrer o pa\u00eds e acertar as contas com aqueles que arruinaram a 
nossa terra e devastaram tantas cidades do meu reino. {R}_{I}5_{/}Agora, 
pois, confirmo-te todas as isen\u00e7\u00f5es de impostos concedidas pelos 
reis meus antecessores, como tamb\u00e9m todas as outras isen\u00e7\u00f5es que 
te foram concedidas. {I}6_{/}Permito-te cunhar moeda pr\u00f3pria como 
dinheiro oficial do teu pa\u00eds. {R}_{I}7_{/}Jerusal\u00e9m e o Templo ficam 
livres de qualquer imposto. Todas as armas que fabricaste e as 
fortalezas que constru\u00edste, e est\u00e3o sob o teu dom\u00ednio, ficam em 
teu poder. {I}8_{/}Tudo o que deves ao imposto real, e o que seria 
devido daqui em diante, fica cancelado para todo o sempre. 
{R}_{I}9_{/}Ap\u00f3s reconquistar o nosso reino, homenagear-te-emos a ti, ao 
teu povo e ao Templo com honrarias tais, que o vosso prest\u00edgio 
alcan\u00e7ar\u00e1 toda a Terra\u00bb. {I}10_{/}No ano cento e setenta e quatro, 
Ant\u00edoco partiu para a terra de seus pais. Os contingentes 
militares passaram para o lado dele, de modo que poucos ficaram 
com Trif\u00e3o. {R}_{I}11_{/}Ant\u00edoco perseguiu-o. Trif\u00e3o, por\u00e9m, fugiu dele e 
foi para Dora, cidade \u00e0 beira-mar, {R}_{I}12_{/}pois via que a desgra\u00e7a 
lhe ca\u00eda em cima, porque as suas tropas o haviam abandonado. 
{I}13_{/}Ant\u00edoco acampou perto de Dora, tendo sob o seu comando cento 
e vinte mil soldados de infantaria e oito mil cavaleiros. 
{R}_{I}14_{/}Cercou a cidade, enquanto os navios a atacavam do lado do 
mar. Rodeou a cidade por terra e mar, e n\u00e3o deixou entrar nem sair 
ningu\u00e9m.

{N}NOVA DEPEND\u00caNCIA{/}

[\u0095]_[=]_{R}_{I}15_{/}Enquanto isso, Num\u00e9nio e seus companheiros chegaram 
de Roma, trazendo cartas para os reis dos v\u00e1rios pa\u00edses. Nelas se 
dizia: {R}_{I}16_{/}\u00abDe L\u00facio, c\u00f4nsul dos romanos, ao rei Ptolomeu. 
Sauda\u00e7\u00f5es! {R}_{I}17_{/}Vieram at\u00e9 n\u00f3s, como amigos e aliados, alguns 
embaixadores dos judeus, enviados pelo sumo sacerdote Sim\u00e3o e pelo 
povo judeu, a fim de renovar a nossa antiga amizade e alian\u00e7a. 
{I}18_{/}Trouxeram um escudo de ouro que pesa cerca de seiscentos 
quilos. {R}_{I}19_{/}Quisemos escrever aos reis dos v\u00e1rios pa\u00edses, a fim 
de que n\u00e3o lhes causem dano algum, nem fa\u00e7am guerra contra eles, 
contra as suas cidades e o seu territ\u00f3rio, nem se aliem com os 
inimigos deles. {I}20_{/}Ach\u00e1mos conveniente aceitar o escudo que eles 
nos ofereceram. {R}_{I}21_{/}Portanto, se alguns indiv\u00edduos perniciosos 
fugirem do pa\u00eds deles para o vosso, devereis entreg\u00e1-los ao sumo 
sacerdote Sim\u00e3o, para que ele os julgue de acordo com a sua 
pr\u00f3pria Lei\u00bb.
{R}_{I}22_{/}Escreveram a mesma coisa ao rei Dem\u00e9trio, a \u00c1talo, 
Ariarates, Arsaces {I}23_{/}e a todos os pa\u00edses, a Sampsames, Esparta, 
Delos, Mindos, Sici\u00f3nia, C\u00e1ria, Samos, Panf\u00edlia, L\u00edcia, 
Halicarnasso, Rodes, Fas\u00e9lis, C\u00f3s, Side, Arados, Gortina, Cnido, 
Chipre e Cirene. {R}_{I}24_{/}E mandaram uma c\u00f3pia dessas cartas ao sumo 
sacerdote Sim\u00e3o.

{N}A VERDADEIRA INTEN\u00c7\u00c3O DOS PODEROSOS{/}

[\u0095]_{R}_{I}25_{/}O rei Ant\u00edoco mantinha o ataque contra Dora, na parte 
nova da cidade, atacando-a com os seus batalh\u00f5es e construindo 
m\u00e1quinas de assalto. Cercou Trif\u00e3o, de maneira que ele n\u00e3o podia 
sair nem entrar. {R}_{I}26_{/}Sim\u00e3o mandou dois mil homens escolhidos 
para lutarem sob o comando de Ant\u00edoco, al\u00e9m de prata, ouro e 
muitos equipamentos. {R}_{I}27_{/}Ant\u00edoco, por\u00e9m, n\u00e3o aceitou. Ao 
contr\u00e1rio, deixou de lado tudo o que antes tinha combinado com 
Sim\u00e3o, rompendo com ele. {R}_{I}28_{/}Mandou-lhe Aten\u00f3bio, um dos seus 
amigos, para conferenciar com ele e dizer: \u00abV\u00f3s tomastes Jope, 
Gazara e tamb\u00e9m a fortaleza de Jerusal\u00e9m, que s\u00e3o cidades do meu 
reino. {R}_{I}29_{/}Arruinastes as suas vizinhan\u00e7as, provocastes enorme 
desgra\u00e7a por todo o pa\u00eds e tomastes muitas cidades do meu reino. 
{I}30_{/}Agora, entregai as cidades que tomastes e tamb\u00e9m os impostos 
sobre os lugares que dominastes fora do territ\u00f3rio da Judeia. 
{I}31_{/}Caso contr\u00e1rio, dar-me-eis em troca dezassete toneladas de 
prata, e mais dezassete toneladas como indemniza\u00e7\u00e3o por danos e 
preju\u00edzos, e pelos impostos das cidades. Sen\u00e3o, faremos guerra 
contra v\u00f3s\u00bb.
{R}_{I}32_{/}Aten\u00f3bio, o amigo do rei, chegou a Jerusal\u00e9m e a\u00ed p\u00f4de ver o 
luxo em que Sim\u00e3o vivia, os talheres de ouro e prata, o rico 
mobili\u00e1rio, e ficou admirado. Transmitiu a Sim\u00e3o o recado do rei. 
{R}_{I}33_{/}Sim\u00e3o respondeu: \u00abN\u00e3o tom\u00e1mos terra de ningu\u00e9m, nem nos 
apoder\u00e1mos do que n\u00e3o era nosso! Somente recuper\u00e1mos a heran\u00e7a dos 
nossos antepassados. Dela, por um certo tempo, os nossos inimigos 
se haviam apoderado injustamente. {I}34_{/}Apenas aproveit\u00e1mos a 
oportunidade que tivemos de recuperar a heran\u00e7a dos nossos 
antepassados. {R}_{I}35_{/}Quanto a Jope e Gazara, que tu reclamas, elas 
eram fonte de mal-estar para o nosso povo e o nosso pa\u00eds. Contudo, 
pagaremos por elas tr\u00eas toneladas e meia de prata\u00bb. {R}_{I}36_{/}Aten\u00f3bio 
nada respondeu. Furioso, voltou para junto do rei e contou-lhe 
tudo, falando do luxo de Sim\u00e3o e de tudo o que tinha visto. E o 
rei ficou enfurecido.

{N}NOVAS DIFICULDADES{/}

[\u0095]_{I}37_{/}Trif\u00e3o conseguiu embarcar num navio e fugir para Ortosia. 
{R}_{I}38_{/}O rei nomeou Cendebeu como comandante-chefe do litoral e 
confiou-lhe as tropas de infantaria e cavalaria. {R}_{I}39_{/}Mandou-o 
acampar nas proximidades da Judeia, reconstruir a cidade de 
Quedron, fortalecer as suas portas e iniciar a guerra contra o 
povo, enquanto o rei perseguia Trif\u00e3o. {I}40_{/}Cendebeu acampou perto 
de J\u00e2mnia e come\u00e7ou a provocar o povo, invadindo a Judeia, fazendo 
prisioneiros e matando. {R}_{I}41_{/}Reconstruiu Quedron e nela instalou 
a cavalaria e infantaria, para que fizessem incurs\u00f5es e patrulhas 
pelas estradas da Judeia, conforme o rei lhe tinha ordenado. 

{1}16{/}

{N}NOVA CHEFIA{/}

{R}_{I}1_{/}Jo\u00e3o deixou Gazara e foi contar a seu pai Sim\u00e3o o que 
Cendebeu estava a fazer. {R}_{I}2_{/}Sim\u00e3o chamou os seus dois filhos 
mais velhos, Judas e Jo\u00e3o, e disse-lhes: \u00abEu, os meus irm\u00e3os e 
toda a fam\u00edlia do meu pai, combatemos os inimigos de Israel desde 
a nossa juventude at\u00e9 hoje, e com o nosso esfor\u00e7o conseguimos 
libertar Israel muitas vezes. {R}_{I}3_{/}Agora, por\u00e9m, estou a ficar 
velho, enquanto que v\u00f3s, pela miseric\u00f3rdia de Deus, estais em 
idade madura. Ocupai o meu lugar e o do meu irm\u00e3o, e sa\u00ed para 
combater em favor da nossa na\u00e7\u00e3o. Que Deus vos ajude!\u00bb {R}_{I}4_{/}Jo\u00e3o 
escolheu no pa\u00eds vinte mil homens de infantaria e cavalaria, e foi 
com eles enfrentar Cendebeu. Pernoitaram em Modin, {I}5_{/}levantaram-
se de madrugada, sa\u00edram para a plan\u00edcie e viram o enorme ex\u00e9rcito 
de infantaria e cavalaria pronto para os enfrentar. Entre os dois 
ex\u00e9rcitos que estavam para se enfrentar havia um rio. {R}_{I}6_{/}Jo\u00e3o 
acampou com o seu ex\u00e9rcito bem em frente do inimigo. Percebendo 
que os seus soldados estavam com medo de atravessar o rio, ele 
atravessou primeiro. Vendo isso, os soldados tamb\u00e9m atravessaram. 
{I}7_{/}Ent\u00e3o ele organizou o ex\u00e9rcito, colocando a cavalaria no meio 
da infantaria, porque a cavalaria do inimigo era numerosa de mais. 
{I}8_{/}Tocaram, ent\u00e3o, as trombetas. Cendebeu e o seu ex\u00e9rcito foram 
derrotados, ca\u00edram muitos feridos dentre eles, e os que 
conseguiram escapar fugiram para a fortaleza. {R}_{I}9_{/}Nessa ocasi\u00e3o 
Judas, irm\u00e3o de Jo\u00e3o, ficou ferido. Jo\u00e3o perseguiu o ex\u00e9rcito de 
Cendebeu at\u00e9 chegar a Quedron, que fora reconstru\u00edda por Cendebeu. 
{R}_{I}10_{/}Alguns fugiram para as terras que existem ao redor de Azoto. 
Jo\u00e3o incendiou a cidade, causando duas mil baixas ao inimigo. 
Depois Jo\u00e3o regressou em paz para a Judeia.

{N}AMBIGUIDADE DO PODER{/}

[\u0095]_{R}_{I}11_{/}Ptolomeu, filho de Abubo, tinha sido nomeado comandante 
da plan\u00edcie de Jeric\u00f3, e possu\u00eda muita prata e muito ouro, 
{R}_{I}12_{/}pois era genro do sumo sacerdote. {R}_{I}13_{/}Enchendo-se com 
ideias de grandeza, quis tomar posse do pa\u00eds e come\u00e7ou a tramar a 
morte de Sim\u00e3o e seus filhos. {R}_{I}14_{/}Sim\u00e3o estava inspeccionando as 
cidades no interior do pa\u00eds, ocupado com os seus problemas 
administrativos. Chegou a Jeric\u00f3 acompanhado dos filhos Matatias e 
Judas, no ano cento e setenta e sete, no d\u00e9cimo primeiro m\u00eas, 
chamado Sabat. {I}15_{/}O filho de Abubo, que planeava uma trai\u00e7\u00e3o, 
recebeu-os na fortaleza chamada Doc, que ele pr\u00f3prio tinha 
constru\u00eddo. Ofereceu-lhes um grande banquete, colocando a\u00ed alguns 
homens de emboscada. {R}_{I}16_{/}Quando Sim\u00e3o e seus filhos j\u00e1 estavam 
embriagados, Ptolomeu e seus companheiros levantaram-se, puxaram 
das suas armas, atacaram Sim\u00e3o na sala do banquete e mataram-no, 
juntamente com os seus dois filhos e alguns da sua comitiva. 
{I}17_{/}Assim, Ptolomeu praticou um grande crime, pagando o bem com o 
mal.
{R}_{I}18_{/}Em seguida, Ptolomeu escreveu ao rei, contando o acontecido 
e pedindo que lhe mandasse tropas, a fim de o ajudar a tomar o 
pa\u00eds e as suas cidades. {R}_{I}19_{/}Mandou outros a Gazara para eliminar 
Jo\u00e3o. Enviou cartas aos generais, convidando-os a passarem para o 
seu lado, com a promessa de lhes dar prata, ouro e presentes. 
{R}_{I}20_{/}Mandou outros, enfim, tomar Jerusal\u00e9m e a montanha do 
Templo. {R}_{I}21_{/}No entanto, algu\u00e9m correu a contar a Jo\u00e3o em Gazara 
que o seu pai e seus irm\u00e3os tinham sido mortos, e que Ptolomeu 
tinha mandado mat\u00e1-lo tamb\u00e9m a ele. {R}_{I}22_{/}Ao ouvir isso, Jo\u00e3o 
ficou muito perturbado, prendeu os homens que foram para o matarem 
e mandou execut\u00e1-los, pois ele sabia que estavam atentando contra 
a sua vida. {R}_{I}23_{/}Os outros actos de Jo\u00e3o, as suas guerras e as 
proezas que praticou, a reforma das mura-lhas que executou, tudo o 
que ele fez, {R}_{I}24_{/}est\u00e1 escrito no livro das actas do seu sumo 
sacerd\u00f3cio, a partir do dia em que se tornou sumo sacerdote em 
lugar de seu pai.

