{N}1,{/}1: (1-4) Cristo \u00e9 o centro do serm\u00e3o. O trecho \u00e9 o mais denso de todo o Novo Testamento: Deus falou definitivamente em Jesus Cristo, o qual \u00e9 a Palavra viva e concreta de Deus. Tudo o que podemos dizer sobre o projecto de Deus - cria\u00e7\u00e3o, revela\u00e7\u00e3o e reden\u00e7\u00e3o - tudo encontra a sua express\u00e3o definitiva em Cristo. \u00c9 Ele que faz existir e salva toda a criatura. Ele \u00e9 igual em tudo ao Pai; e, glorificado, \u00e9 muito superior ao mundo dos anjos.

{N}1,{/}5: (5-14) N\u00e3o h\u00e1 compara\u00e7\u00e3o entre Cristo e os anjos. Estes s\u00e3o mediadores subordinados, mensageiros que obedecem continuamente \u00e0s ordens de Deus. Jesus, por\u00e9m, \u00e9 o Filho primog\u00e9nito, e esse t\u00edtulo de honra, reservado a Ele, mostra a sua superioridade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s criaturas. Ele est\u00e1 entronizado, recebe adora\u00e7\u00e3o e participa da condi\u00e7\u00e3o de Deus por toda a eternidade.
  1,5-2,18: Muitas vezes imaginamos um Deus distante: para comunicar com os homens, Deus serve-Se dos anjos; e os homens, para comunicarem com Deus, servem-se dos Santos. O autor mostra que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 necessidade de outros intermedi\u00e1rios: Jesus est\u00e1 intimamente unido a Deus (1,5-14) e, ao mesmo tempo, est\u00e1 pr\u00f3ximo aos homens e solid\u00e1rio com eles (2,5-18). Os Santos, mais do que intercessores, s\u00e3o {C}testemunhas{/} que procuraram ser fi\u00e9is no seguimento de Cristo, tornando-se exemplos concretos que nos estimulam a construir a Hist\u00f3ria em direc\u00e7\u00e3o a Cristo e com Ele.

{N}2,{/}1: (1-4) A Lei do Sinai, transmitida por anjos conforme a tradi\u00e7\u00e3o dos mestres judeus, empenhava a vida e acarretava puni\u00e7\u00e3o, caso n\u00e3o fosse obedecida. Jesus, por\u00e9m, \u00e9 o Filho, a pr\u00f3pria Palavra de Deus dirigida aos homens. O Evangelho compromete-nos muito mais radicalmente, pois cont\u00e9m a revela\u00e7\u00e3o de Deus em Jesus, revela\u00e7\u00e3o que foi testemunhada pelos Ap\u00f3stolos e confirmada pelo Esp\u00edrito Santo, atrav\u00e9s de muitos sinais.

{N}2,{/}5: (5-18) A Lei transmitida pelos anjos n\u00e3o \u00e9 capaz de abrir o mundo novo da salva\u00e7\u00e3o. A aliena\u00e7\u00e3o produzida pelo mal, pelo pecado e pelo medo da morte exigem transforma\u00e7\u00e3o radical da condi\u00e7\u00e3o humana. Encarnando-Se, Jesus torna-Se irm\u00e3o solid\u00e1rio dos homens e assume totalmente os seus problemas, chegando a entregar-Se \u00e0 morte para introduzir os homens no reino da vida. A cruz \u00e9 o seu sinal de gl\u00f3ria e honra: o Filho de Deus feito homem e crucificado foi glorificado e agora domina o Universo (cf. Fl 2,6-11). A humanidade encontra em Jesus um seu semelhante, capaz de ser a sua garantia junto de Deus, como verdadeiro Sumo Sacerdote (v. 17). Os vv. 17-18 apresentam o tema central do serm\u00e3o, que vai ser desenvolvido nos cap\u00edtulos seguintes, a saber: Jesus \u00e9 o Sumo Sacerdote, fiel a Deus e solid\u00e1rio com os homens.

{N}3,{/}1: (1-6) Na sua miss\u00e3o de {C}ap\u00f3stolo{/} ou enviado de Deus junto dos homens e de {C}sacerdote{/} ou representante do povo junto de Deus, Jesus foi fiel como Mois\u00e9s. Mas, enquanto Mois\u00e9s era fiel como servidor na casa de Deus, Jesus \u00e9 fiel como Filho, isto \u00e9, como dono da pr\u00f3pria casa de Deus.
  3,1-5,10: A alian\u00e7a no deserto sempre foi o ponto de refer\u00eancia para os judeus. A\u00ed se concentrava toda a vida do povo: a Lei e a autoridade (Mois\u00e9s), o sacrif\u00edcio e o culto (Aar\u00e3o). Mas isso tornou-se provis\u00f3rio, em vista da obra realizada por Jesus (3,1-4,14). De facto, plenamente fiel a Deus e misericordioso para com os homens (4,15-5,8), Jesus estabelece uma nova alian\u00e7a, da qual Ele \u00e9 a \u00fanica autoridade e o Sumo Sacerdote. O autor insere aqui uma longa exorta\u00e7\u00e3o sobre a seriedade do compromisso crist\u00e3o. 

{N}3,{/}7: (3,7-4,14) Ap\u00f3s uma exposi\u00e7\u00e3o sobre a fidelidade de Jesus, o autor faz uma longa exorta\u00e7\u00e3o, mostrando que os crist\u00e3os devem ser fi\u00e9is, professando a f\u00e9 em Jesus. Mois\u00e9s e Josu\u00e9 n\u00e3o conseguiram introduzir o povo no descanso de Deus porque o povo se revoltou e foi infiel a Deus tanto no deserto como em Cana\u00e3. Jesus \u00e9 o novo Josu\u00e9, \u00e9 o guia do novo povo de Deus. Ele alcan\u00e7ou a verdadeira Terra Prometida, o verdadeiro descanso. Os crist\u00e3os n\u00e3o devem ser infi\u00e9is, como o povo israelita no deserto, mas acreditar em Jesus e segui-l'O, para tamb\u00e9m eles chegarem ao descanso prometido.

{N}4,{/}15: (4,15-5,10) Os crist\u00e3os n\u00e3o devem temer Jesus, mas aproximar-se d'Ele confiantes, certos do seu acolhimento misericordioso. A figura do Sumo Sacerdote realiza-se plenamente em Jesus, de modo superior ao sacerd\u00f3cio de Aar\u00e3o e de qualquer liturgia terrena. Cristo atravessou o c\u00e9u (4,14) e, ressuscitado, vive para sempre aquela \u00abjusta compaix\u00e3o\u00bb que testemunhou aos homens no momento da Paix\u00e3o. Como Filho, e do mesmo modo que o misterioso Melquisedec, Jesus empenha-Se para sempre, com toda a sua pessoa, na s\u00faplica e no sacrif\u00edcio. A Paix\u00e3o \u00e9 vista aqui como a mais solene prece de intercess\u00e3o e o mais sublime acto de obedi\u00eancia.
Os vv. 9-10 anunciam o tema da pr\u00f3xima parte: levado \u00e0 perfei\u00e7\u00e3o, Jesus tornou-Se o princ\u00edpio de salva\u00e7\u00e3o eterna, pois recebeu de Deus o t\u00edtulo de Sumo Sacerdote.

{N}5,{/}11: (5,11-6,12) Antes de expor o cerne do assunto, o autor faz \u00e0 comunidade uma exorta\u00e7\u00e3o cheia de ironia e cr\u00edtica. Embora reconhe\u00e7a o trabalho e testemunho da comunidade, ele adverte que n\u00e3o basta aprender o catecismo. \u00c9 preciso aprofundar a f\u00e9, a fim de vivenci\u00e1-la de forma cada vez mais madura, consciente e consequente. Tamb\u00e9m \u00e9 preciso manter vigil\u00e2ncia, para n\u00e3o trair a causa de Cristo, abandonando a f\u00e9.
  5,11-10,39: \u00c9 a parte central do serm\u00e3o. Os temas re\u00fanem-se em torno de uma grande ideia: Cristo \u00e9 o \u00abSumo Sacerdote dos bens futuros\u00bb (9,11). O autor parte do passado e da considera\u00e7\u00e3o sobre todas as situa\u00e7\u00f5es religiosas anteriores, destacando-se delas para se fixar no seu cumprimento, ou seja, no futuro da humanidade junto de Deus em Cristo e com Cristo. Acumulam-se provas para salientar que este novo sacerd\u00f3cio supera e preenche todas as institui\u00e7\u00f5es antigas, tornando-as sem valor. Todos os sacerd\u00f3cios e liturgias n\u00e3o s\u00e3o mais que esbo\u00e7o e prefigura\u00e7\u00e3o: caducam diante da realidade que chegou com Cristo.

{N}6,{/}13: (13-20) Antes de qualquer lei e institui\u00e7\u00e3o cultual, encontramos \u00abdois actos irrevog\u00e1veis\u00bb: a promessa e o juramento de Deus. Encontramos tamb\u00e9m duas figuras: Abra\u00e3o e Melquisedec. O autor quer salientar um ponto bem determinado: Deus empenhou-Se radicalmente com o futuro e a salva\u00e7\u00e3o dos homens, e esse futuro e salva\u00e7\u00e3o tornam-se realidades em Cristo. Estas ideias ser\u00e3o desenvolvidas nos cap\u00edtulos seguintes.

{N}7,{/}1: (1-10) Na B\u00edblia, as grandes personagens s\u00e3o sempre mostradas com a sua origem e genealogia. De Melquisedec, por\u00e9m, n\u00e3o se fala nada a respeito dos seus pais ou dos seus descendentes. O autor serve-se disso para comparar Melquisedec com Cristo, o Filho de Deus. E vai mais adiante: Melquisedec n\u00e3o pertence a nenhuma fam\u00edlia sacerdotal, mas oferece sacrif\u00edcios e recebe d\u00edzimos do grande patriarca Abra\u00e3o. Isso leva \u00e0 seguinte conclus\u00e3o: Melquisedec \u00e9 sacerdote, mas de modo mais eminente que os sacerdotes judeus: n\u00e3o est\u00e1 ligado \u00e0 classe sacerdotal dos descendentes de Levi, nem \u00e0 descend\u00eancia de Abra\u00e3o. Por isso, o seu sacerd\u00f3cio \u00e9 muito mais amplo. \u00c9 universal.
  7,1-28: Melquisedec \u00e9 figura misteriosa que entra na hist\u00f3ria de Abra\u00e3o (cf. Gn 14,17-20). E o Salmo 110,4 fala de um sacerd\u00f3cio misterioso segundo a ordem sacerdotal de Melquisedec. S\u00e3o textos que anunciam o sacerd\u00f3cio de Cristo, que \u00e9 diferente do sacerd\u00f3cio judaico, porque o torna ultrapassado.

{N}7,{/}11: (11-25) A pr\u00f3pria Sagrada Escritura atesta a substitui\u00e7\u00e3o do sacerd\u00f3cio judaico, fundado na Lei de Mois\u00e9s. Um texto posterior \u00e0 Lei (Sl 110,4) afirma que Deus estabeleceu um sacerd\u00f3cio conforme o de Melquisedec. Com isso, n\u00e3o s\u00f3 o sacerd\u00f3cio anterior est\u00e1 ultrapassado, mas tamb\u00e9m o pr\u00f3prio regime da Lei, que lhe serve de fundamento. O sacerd\u00f3cio de Jesus Cristo, prefigurado em Melquisedec, n\u00e3o se fundamenta na descend\u00eancia de Levi, mas no juramento do pr\u00f3prio Deus. Jesus Cristo torna-Se, assim, o mediador definitivo entre Deus e os homens. 

{N}7,{/}26: (26-28) Jesus Cristo \u00e9 o mediador perfeito, pois \u00e9 o pr\u00f3prio Filho de Deus; n\u00e3o tem pecado nenhum e por isso n\u00e3o est\u00e1 sujeito \u00e0s fraquezas que os outros sacerdotes t\u00eam. E como sacerdote, representante dos homens junto a Deus, Ele ofereceu n\u00e3o uma oferta externa, mas a sua pr\u00f3pria pessoa.

{N}8,{/}1: (1-5) Cristo n\u00e3o tem fun\u00e7\u00e3o nos santu\u00e1rios terrestres, que s\u00e3o apenas imagens do verdadeiro santu\u00e1rio celeste, onde Jesus realiza o seu sacerd\u00f3cio. O autor relembra alguns textos b\u00edblicos (Sl 110,4; Nm 24,6; Ex 25,40) para mostrar que os santu\u00e1rios s\u00e3o apenas sinais do verdadeiro culto, que consiste em ter acesso junto de Deus. \u00c9 nessa realidade que Jesus age como sacerdote. 
  8,1-9,28: Esta \u00e9 a sec\u00e7\u00e3o central de todo o serm\u00e3o. Repassando ponto por ponto as institui\u00e7\u00f5es do regime do culto judaico, o autor salienta a grande novidade de Cristo. Ele supera em dignidade os sacerdotes levitas e tamb\u00e9m realiza o verdadeiro culto que desclassifica o culto religioso judaico, como tamb\u00e9m qualquer outro tipo de culto. De facto, o culto realizado por Jesus \u00e9 o pr\u00f3prio acto de algu\u00e9m que se empenha com a totalidade de si mesmo e para sempre.

{N}8,{/}6: (6-13) Israel \u00e9 o povo da alian\u00e7a manifestada na Lei e no culto. Desde os tempos de Jeremias, por\u00e9m, temos a profecia sobre a nova alian\u00e7a, profecia que critica o passado e d\u00e1 esperan\u00e7as para o futuro (Jr 31,31-34). A Sagrada Escritura, portanto, anuncia uma nova situa\u00e7\u00e3o religiosa: a rela\u00e7\u00e3o entre Deus e os homens n\u00e3o se realizar\u00e1 j\u00e1 em base a leis ou institui\u00e7\u00f5es, mas fundar-se-\u00e1 na pr\u00f3pria pessoa de Jesus Cristo, mediador das rela\u00e7\u00f5es vitais com Deus (cf. 1Tm 2,5).

{N}9,{/}1: (1-10) A liturgia dos judeus para o perd\u00e3o dos pecados (cf. Lv 16,2-19) era grandiosa na sua inten\u00e7\u00e3o e esperan\u00e7a, mas trazia o sinal dram\u00e1tico dos seus limites: realizava-se uma s\u00f3 vez por ano, e somente o sumo sacerdote podia entrar no \u00edntimo do santu\u00e1rio. O acesso definitivo n\u00e3o era permitido ao povo, as consci\u00eancias n\u00e3o ficavam realmente libertas do pecado, os meios e as ofertas eram meras prescri\u00e7\u00f5es rituais. Enfim, o acto mais importante do culto judaico n\u00e3o abria o caminho do verdadeiro santu\u00e1rio, isto \u00e9, do acesso a Deus.

{N}9,{/}11: (11-14) Aquilo que os judeus esperavam da liturgia para o perd\u00e3o dos pecados realizou-se concreta e definitivamente na P\u00e1scoa de Cristo. N'Ele est\u00e1 presente o santu\u00e1rio, o sacerdote e o sacrif\u00edcio. Ele derrama o pr\u00f3prio sangue, isto \u00e9, oferece conscientemente a sua vida a Deus em benef\u00edcio dos homens, seus irm\u00e3os. Deste modo, Ele \u00e9 o homem que, com a sua obedi\u00eancia, purifica a partir de dentro a consci\u00eancia humana. Desta vez, um homem tem acesso junto do pr\u00f3prio Deus. Ressuscitado e vivo para sempre, Cristo permanece nessa rela\u00e7\u00e3o de presen\u00e7a diante de Deus e de dom em favor dos homens; \u00e9 uma rela\u00e7\u00e3o assumida uma vez por todas, definitiva e eternamente. N\u00e3o existe outro sacrif\u00edcio a ser realizado. Chegou o tempo final, \u00abos bens futuros\u00bb.

{N}9,{/}15: (15-23) Para os judeus, sangue e sacrif\u00edcio est\u00e3o ligados ao perd\u00e3o e alian\u00e7a (cf. Ex 24). A nova alian\u00e7a foi estabelecida pela morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo. O autor joga com os dois sentidos da mesma palavra que, em grego, significa \u00abalian\u00e7a\u00bb e mostra que Jesus, com a sua morte, deixou-nos uma nova alian\u00e7a como testamento. Cristo \u00e9 ao mesmo tempo redentor e mediador: n'Ele encontramos o perd\u00e3o e n'Ele nos relacionamos com Deus.

{N}9,{/}24: (24-28) O que o sacerd\u00f3cio, o culto e os ritos buscavam sem obter, torna-se realidade na morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo: o pecado \u00e9 perdoado, abre-se o acesso a Deus e a reconcilia\u00e7\u00e3o realiza-se. O acontecimento pascal \u00e9 vivo, eficaz e eterno. Jesus ofereceu-Se e agora est\u00e1 continuamente junto de Deus, intercedendo em favor dos homens. Ele voltar\u00e1, n\u00e3o para um novo sacrif\u00edcio, mas para dar aos fi\u00e9is a plenitude da salva\u00e7\u00e3o.

{N}10,{/}1: (1-18) O que S. Paulo diz sobre a Lei, repete-o o autor sobre a liturgia judaica. Esta faz reviver a experi\u00eancia do pecado, mas n\u00e3o consegue libertar dele. O sacrif\u00edcio de Cristo, a exist\u00eancia inteira de Jesus, todo o movimento da sua consci\u00eancia \u00e9 o verdadeiro acto sacerdotal, o grande e perene acto de oferta. Ele tira o pecado, restabelece a liga\u00e7\u00e3o com Deus mediante a sua pr\u00f3pria pessoa e experi\u00eancia viva. Funda a nova alian\u00e7a, o povo novo que pode ter acesso a Deus. E o caminho para esse acesso \u00e9 o compromisso de f\u00e9 com Cristo, que nenhuma liturgia pode substituir.

{N}10,{/}19: (19-25) Doravante, o caminho que leva os homens para Deus \u00e9 a pessoa de Jesus, atrav\u00e9s da sua actividade e sacrif\u00edcio. No baptismo, os crist\u00e3os unem-se \u00e0 pessoa de Jesus Cristo. E essa uni\u00e3o manifesta-se concretamente pelo testemunho activo que transforma a sociedade e pela partilha e vida fraterna em clima de comunidade. Ali\u00e1s, essa partilha \u00e9 que sustenta o testemunho. E a uni\u00e3o com Jesus e com os irm\u00e3os manifesta a comunh\u00e3o com Deus, que se completar\u00e1 quando formos introduzidos no descanso definitivo (Dia do Senhor).

{N}10,{/}26: (26-31) O autor repete a advert\u00eancia feita em 6,1-8: Quem rejeita Jesus ou se revolta volunt\u00e1ria e livremente contra Ele, exclui-se do perd\u00e3o, da vida e da gra\u00e7a de Deus.

{N}10,{/}32: (32-39) Iluminados pelo baptismo, os fi\u00e9is optaram por Cristo; por isso enfrentam muitas dificuldades, mas n\u00e3o \u00e9 o momento de perder a coragem. O encontro com o Senhor que vem \u00e9 a recompensa para todos aqueles que perseveram. 

{N}11,{/}1: A f\u00e9 \u00e9 o dinamismo que impulsiona o homem a fazer Hist\u00f3ria. Possuindo a firme convic\u00e7\u00e3o da realidade de um mundo futuro melhor, o homem jamais se conforma com as estruturas pessoais e sociais existentes; nunca as toma por definitivas e absolutas. Essa inconformidade leva-o a romper as cadeias da falsa seguran\u00e7a no j\u00e1-pronto, para ser agente de novas formas de sociedade, e impele-o a fazer da sua vida um processo sempre inacabado em busca da maturidade plena.
  11,1-12,13) A morte e ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo s\u00e3o o acontecimento de valor definitivo e absoluto. Da mesma forma, a f\u00e9 em Cristo \u00e9 passo decisivo na vida do homem. Doravante, o fiel est\u00e1 empenhado num caminho que vai at\u00e9 ao pleno encontro com o Senhor. No meio de tenta\u00e7\u00f5es e provas, a perseveran\u00e7a crist\u00e3 n\u00e3o \u00e9 simples fidelidade ao passado, mas impulso corajoso para Deus em direc\u00e7\u00e3o ao futuro.

{N}11,{/}2: (2-40) A f\u00e9 crist\u00e3 afunda as suas ra\u00edzes no povo do Antigo Testamento. Escrevendo a crist\u00e3os temerosos diante das persegui\u00e7\u00f5es, o autor mostra que eles s\u00e3o os herdeiros da Hist\u00f3ria do povo eleito. Lendo-a, os crist\u00e3os poder\u00e3o descobrir modelos da f\u00e9 viva, que levou o povo de Deus a construir a Hist\u00f3ria em direc\u00e7\u00e3o a Cristo.

{N}12,{/}1: (1-3) Ap\u00f3s o exemplo de f\u00e9 dos antigos, apresenta-se agora um modelo muito maior para nos estimular \u00e0 perseveran\u00e7a: o pr\u00f3prio Jesus. Ele sofreu at\u00e9 \u00e0 morte de cruz e, no entanto, agora est\u00e1 junto de Deus, glorificado pela ressurrei\u00e7\u00e3o. 

{N}12,{/}4: (4-13) Os crist\u00e3os v\u00e3o sofrer por causa do testemunho que dever\u00e3o dar; muitas vezes, ter\u00e3o at\u00e9 que enfrentar o mart\u00edrio. Num primeiro momento, podemos achar que se trata de castigo. Mas, \u00e0 luz do destino de Jesus, podemos descobrir que o sofrimento e a persegui\u00e7\u00e3o por causa do testemunho \u00e9 a maneira pela qual o Pai nos educa para percorrermos o mesmo caminho de seu Filho.

{N}12,{/}14: (14-17) O autor chama a aten\u00e7\u00e3o dos leitores, certamente judeus convertidos, e mostra a sua responsabilidade: n\u00e3o devem voltar \u00e0 pr\u00e1tica judaica de outrora; isso esvaziaria o dom da salva\u00e7\u00e3o que Deus realizou em Jesus Cristo.

{N}12,{/}18: (18-29) A alian\u00e7a do Sinai realizou-se dentro de um clima terr\u00edvel e fascinante (cf. Ex 19-20; Dt 4,11; 9,19). A nova alian\u00e7a, por\u00e9m, \u00e9 uma realidade de paz e confian\u00e7a: chegou o tempo da presen\u00e7a de Deus em Cristo ressuscitado. O modo de viver de Israel \u00e9 apenas uma pista para a conduta da Igreja; e voltar para a religi\u00e3o insuficiente de ontem seria desprezar o dom de Deus, que \u00e9 justo e julga continuamente a humanidade, exigindo verdade e justi\u00e7a.

{N}13,{/}1: (1-7) O amor fraterno n\u00e3o \u00e9 puramente sentimento interior; \u00e9 um comportamento expresso por atitudes concretas, dentro e fora da comunidade: hospitalidade, solidariedade com os presos e os torturados, respeito na vida matrimonial, esp\u00edrito de partilha. O v. 7 mostra que os dirigentes crist\u00e3os ensinavam a Palavra de Deus, e confirmavam-na com o testemunho que muitas vezes lhes trouxe a morte, e assim tornaram-se exemplo e est\u00edmulo para a comunidade. 

{N}13,{/}8: (8-16) Pelo seu testemunho na vida e na morte, Jesus Cristo tornou-Se o modelo para a realiza\u00e7\u00e3o definitiva do mundo humano. A tarefa dos crist\u00e3os \u00e9 continuamente redescobrir Jesus e apresent\u00e1-l'O como ideal concreto para a pr\u00f3pria gera\u00e7\u00e3o. Fora de Jesus, nada \u00e9 absoluto e definitivo. O mundo humano precisa de ter os olhos fixos em Jesus, a fim de criticar o presente e o passado e assim criar novos momentos hist\u00f3ricos.
O verdadeiro culto dos crist\u00e3os a Deus \u00e9 o louvor que O reconhece como Deus, e ao mesmo tempo relativiza tudo o mais. Em rela\u00e7\u00e3o ao pr\u00f3ximo, esse culto consiste na partilha e na solidariedade. 

{N}13,{/}17: (17-19) Na comunidade, a fun\u00e7\u00e3o dos dirigentes \u00e9 dedicar-se ao bem de todos. Disso ter\u00e3o que prestar contas. Nesse sentido, deve haver colabora\u00e7\u00e3o de todos.

{N}13,{/}20: (20-21) O autor resume as ideias e preocupa\u00e7\u00f5es fundamentais do seu escrito, apresentando um desejo em rela\u00e7\u00e3o aos leitores e um louvor a Jesus Cristo.

{N}13,{/}22: (22-25) Estes vers\u00edculos constituem provavelmente um bilhete que acompanhou o escrito, recomendando a sua leitura pela comunidade. 

