{N}1,{/}1: A Igreja \u00e9 a comunidade crist\u00e3 local formada pelas pessoas que acreditam em Deus e se comprometem com o testemunho de Jesus Cristo.

{N}1,{/}2: (2-3) Cf. nota em Cl 1,3-8.

{N}1,{/}4: (4-10) Sobre a {C}tribula\u00e7\u00e3o,{/} cf. nota em Rm 5,1-11. Paulo relembra o primeiro an\u00fancio (querigma) que provocou a convers\u00e3o dos tessalonicenses. Conforme os vv. 9-10, esse primeiro an\u00fancio do Evangelho era um convite \u00e0 mudan\u00e7a radical: deixar os {C}\u00eddolos{/} para servir unicamente ao {C}Deus vivo{/}. Os \u00eddolos s\u00e3o valores considerados absolutos mas que, na realidade, sustentam uma estrutura de sociedade baseada na opress\u00e3o e explora\u00e7\u00e3o do corpo e da consci\u00eancia do homem. Servir ao Deus vivo \u00e9 comprometer-se com Jesus Cristo, que manifesta na Hist\u00f3ria a presen\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o do Deus verdadeiro, o qual est\u00e1 comprometido com a liberta\u00e7\u00e3o e a vida do homem. A convers\u00e3o \u00e9 um processo cont\u00ednuo na Hist\u00f3ria. O crist\u00e3o d\u00e1 o seu testemunho, animado sempre pela espera da plena manifesta\u00e7\u00e3o de Jesus Ressuscitado.

{N}2,{/}1: (1-12) Descrevendo a sua ac\u00e7\u00e3o mission\u00e1ria entre os Tessalonicenses, Paulo indica as atitudes fundamentais de um agente de pastoral: coragem de anunciar o Evangelho, mesmo que precise de enfrentar fortes oposi\u00e7\u00f5es de grupos interesseiros; n\u00e3o agir com segundas inten\u00e7\u00f5es, \u00e0 moda de espertalh\u00f5es que aproveitam da sua fun\u00e7\u00e3o para se promoverem \u00e0 custa de adula\u00e7\u00f5es; n\u00e3o abusar da pr\u00f3pria autoridade, mas ter profundo amor pela comunidade, mesmo com perigo de vida; n\u00e3o colocar o dinheiro como motiva\u00e7\u00e3o do apostolado. Por fim, a regra suprema: fazer com que a vida da comunidade seja testemunho da presen\u00e7a do Reino de Deus. O agente de pastoral tem a coragem de invocar a comunidade e at\u00e9 o pr\u00f3prio Deus como testemunhas da sua rectid\u00e3o (v. 10).

{N}2,{/}13: (13-16) Paulo apresenta os crit\u00e9rios de autenticidade da comunidade crist\u00e3: o {C}acolhimento da Palavra de Deus,{/} que leva as pessoas a converterem-se e a formarem comunidade; o testemunho que, atrav\u00e9s da presen\u00e7a e da ac\u00e7\u00e3o, actualiza a presen\u00e7a e ac\u00e7\u00e3o de Jesus Cristo. O testemunho leva a comunidade a romper com a estrutura injusta em que vive. Tal rompimento \u00e9 que provoca oposi\u00e7\u00f5es e persegui\u00e7\u00f5es, e \u00e9 sinal de que a comunidade est\u00e1 \u00aba imitar\u00bb a primeira comunidade de Jerusal\u00e9m e o pr\u00f3prio Cristo: \u00abSe Me perseguiram a Mim, tamb\u00e9m vos h\u00e3o-de perseguir a v\u00f3s\u00bb (Jo 15,20).

{N}2,{/}17: (2,17-3,10) A verdadeira alegria e orgulho de um aut\u00eantico agente de pastoral n\u00e3o \u00e9 o trabalho que realiza pessoalmente, mas o resultado desse trabalho: uma comunidade viva que cresce e persevera no testemunho. O trabalho pastoral n\u00e3o consiste apenas em dar o impulso inicial em vista da forma\u00e7\u00e3o de uma comunidade. \u00c9 preciso que haja dedica\u00e7\u00e3o e acompanhamento cont\u00ednuos, para a comunidade n\u00e3o desanimar perante as dificuldades internas e externas, que podem amea\u00e7ar a f\u00e9, a unidade e a ac\u00e7\u00e3o. Sobre a {C}tribula\u00e7\u00e3o,{/} cf. nota em Rm 5,1-11.

{N}3,{/}11: (11-13) A viv\u00eancia do amor \u00e9 o crit\u00e9rio \u00faltimo para discernir se \u00e9 aut\u00eantica ou n\u00e3o a vida da comunidade crist\u00e3. Trata-se de amor rec\u00edproco que faz crescer a comunidade por dentro e, ao mesmo tempo, impulsionar a comunidade para fora de si mesma, a fim de testemunhar o Evangelho a todos. \u00c9 esse amor que constitui a santidade da comunidade, fazendo-a enfrentar sem temor o julgamento de Deus.

{N}4,{/}1: (1-8) A carta dirige-se a crist\u00e3os que vivem numa cidade pag\u00e3, em ambiente relaxado e tolerante do ponto de vista moral, especialmente no que se refere \u00e0 vida sexual. Paulo frisa que o crist\u00e3o \u00e9 chamado \u00e0 santifica\u00e7\u00e3o, e isso significa compreender de maneira nova a si mesmo, os outros e as rela\u00e7\u00f5es humanas. Na vida sexual, quem comanda o comportamento do crist\u00e3o \u00e9 o respeito pelo pr\u00f3prio corpo e pelo corpo do outro; o crist\u00e3o \u00e9 convidado a descobrir o valor do corpo, que foi criado por Deus e \u00e9 chamado a participar na ressurrei\u00e7\u00e3o.

{N}4,{/}9: (9-12) Sobre o amor fraterno, cf. nota em 3,11-13. A exorta\u00e7\u00e3o ao amor fraterno concretiza-se num convite a trabalhar. Paulo provoca uma mudan\u00e7a da concep\u00e7\u00e3o vigente nas cidades gregas. A\u00ed o ideal era trabalhar apenas duas horas por dia, vivendo na depend\u00eancia do trabalho dos outros. Assim, trabalhar para o pr\u00f3prio sustento torna-se quest\u00e3o de honra para o crist\u00e3o. \u00c9 tamb\u00e9m a sua possibilidade de contribuir para o bem comum e de repartir os bens com os menos favorecidos.

{N}4,{/}13: (13-18) Paulo tenta resolver dificuldades certamente relatadas por Tim\u00f3teo. Parece que os Tessalonicenses receavam que os crist\u00e3os j\u00e1 falecidos n\u00e3o participassem da parusia ou manifesta\u00e7\u00e3o final de Jesus. O Ap\u00f3stolo afirma que n\u00e3o ser\u00e1 importante estar entre os mortos ou entre os vivos. A ressurrei\u00e7\u00e3o de Cristo \u00e9 promessa e garantia da ressurrei\u00e7\u00e3o dos mortos. Os mortos, portanto, ressuscitar\u00e3o e unir-se-\u00e3o aos que ainda estiverem vivos, a fim de formarem um s\u00f3 cortejo ao encontro do Cristo glorioso. Todos os fi\u00e9is estar\u00e3o com o Senhor, para sempre. Cf. tamb\u00e9m a Introdu\u00e7\u00e3o a esta carta.

{N}5,{/}1: (1-3) Saber com precis\u00e3o a data da parusia de Cristo \u00e9 desejo muito humano, por\u00e9m destinado \u00e0 frustra\u00e7\u00e3o. Conforme a tradi\u00e7\u00e3o crist\u00e3, s\u00f3 Deus Pai conhece o momento preciso: \u00abQuanto a esse dia e hora, ningu\u00e9m sabe nada, nem os anjos do c\u00e9u, nem o Filho. S\u00f3 o Pai \u00e9 que sabe\u00bb (Mc 13,32). Aos crist\u00e3os cabe esperar com esp\u00edrito vigilante.

{N}5,{/}4: (4-11) A luz \u00e9 s\u00edmbolo da vida, enquanto as trevas s\u00e3o s\u00edmbolo do mal e da morte. Para Paulo, o crist\u00e3o \u00e9 aquele que acredita na vida e luta por ela, sem aceitar nenhum compromisso com as estruturas que produzem a morte. A imagem militar do v. 8 sugere que o testemunho crist\u00e3o \u00e9 verdadeiro combate com as armas da f\u00e9, do amor e da esperan\u00e7a: a f\u00e9 leva ao conhecimento da verdade e da justi\u00e7a; o amor produz novas rela\u00e7\u00f5es entre os homens; a esperan\u00e7a abre o futuro para a liberdade e a vida (cf. nota em Cl 1,3-8).

{N}5,{/}12: (12-22) Paulo termina a carta com diversos conselhos para a constru\u00e7\u00e3o e crescimento da comunidade: respeitar os que t\u00eam o encargo de dirigir, ajudar os irm\u00e3os que est\u00e3o em dificuldade, viver em clima de alegria e ora\u00e7\u00e3o. Os vv. 19-21 convidam os crist\u00e3os a exercitar o discernimento e esp\u00edrito cr\u00edtico, para se tornarem capazes de reconhecer e assimilar o bem, onde quer que se encontre.

{N}5,{/}23: (23-28) {C}Esp\u00edrito, alma e corpo{/} (v. 23) significam aqui o homem inteiro na sua vida concreta, enquanto participa do Esp\u00edrito de Deus.

