{N}1,{/}1: Trata-se do ano 520 a.C., pois Dario I foi rei da P\u00e9rsia entre 521 e 486 a.C. Nesse ano retoma-se a reconstru\u00e7\u00e3o do Templo, depois do desentendimento com os samaritanos (cf. Esd 4,1-5.24).

{N}1,{/}2: (2-15) J\u00e1 \u00e9 tempo de reconstruir o Templo do Senhor! A primeira tentativa foi gorada (Esd 4,1-5). Durante a d\u00fazia e meia de anos de repatriado, o povo ocupou-se das suas casas, ostentando algumas um luxo descabido. N\u00e3o \u00e9 feliz. A seca prolongada \u00e9 sinal de que Deus est\u00e1 descontente (cf. Gn 3,17-18). Ageu convoca o chefe Zorobabel e o sacerdote Josu\u00e9, bem como o \u00abresto\u00bb do povo (vv. 12 e 14); a comunidade dos fi\u00e9is decide p\u00f4r m\u00e3os a esta obra comum.

{N}2,{/}1: (1-9) Pronunciado a meados de Outubro de 520, este or\u00e1culo mostra que as humildes propor\u00e7\u00f5es da constru\u00e7\u00e3o agora poss\u00edvel n\u00e3o rivalizam com a sumptuosidade do Templo de Salom\u00e3o. Importa perceber que, desde Ezequiel (40-48), erguer o Templo \u00e9 tocar de perto os tempos messi\u00e2nicos. Deus estar\u00e1 l\u00e1 (v. 4), as na\u00e7\u00f5es acarretar\u00e3o tesouros (vv. 7-8), haver\u00e1 paz (v. 9), ou seja, a plenitude de valores, como o bem-estar, a prosperidade, a seguran\u00e7a, a harmonia geral (cf. Is 11,6-9).

{N}2,{/}10: (10-19) O contexto global deste or\u00e1culo (Dezembro de 520) n\u00e3o \u00e9 muito preciso. O profeta recorre a uma das fun\u00e7\u00f5es sacerdotais, que era destrin\u00e7ar o puro do impuro, o consagrado do profano (cf. Ez 44,23), para urgir o arranque das obras. Apesar do restabelecimento do culto no lugar devido desde 538 (Esd 3,1-6), o Templo em ru\u00ednas - resultado da neglig\u00eancia generalizada - era uma esp\u00e9cie de corpo morto cujo contacto tornava impura a actividade do povo, retirando dimens\u00e3o aos trabalhos agr\u00edcolas e ao pr\u00f3prio culto (cf. Am 5,2-24; Is 1,13). \u00c9 preciso reconstruir o Templo, dando assim provas de convers\u00e3o; em recompensa, Deus aben\u00e7oar\u00e1 de novo as colheitas.

{N}2,{/}20: (20-23) Zorobabel \u00e9 apresentado como salvador do povo: Jav\u00e9 est\u00e1 com ele, como esteve com o seu antepassado David (cf. 2Sm 7,12-16). A express\u00e3o do v. 23 (Eu te tomarei) est\u00e1 associada \u00e0 escolha divina em vista de miss\u00e3o importante. Para Ageu, Zorobabel, leg\u00edtimo representante de Deus, reata o velho messianismo real e concentra na sua pessoa a expectativa da f\u00e9. No entretanto, Zorobabel desaparece e o sacerd\u00f3cio toma a dianteira (cf. Zc 6,12).

