{N}1,{/}1: O \u00fanico dado hist\u00f3rico que possu\u00edmos sobre Joel \u00e9 a sua filia\u00e7\u00e3o, embora essa pista n\u00e3o leve a nenhures.

{N}1,{/}2: (2-12) Joel convoca a todos para contemplar o triste espect\u00e1culo da Natureza destru\u00edda por uma praga de gafanhotos; todos foram atingidos e nada restou, nem mesmo o necess\u00e1rio para a liturgia quotidiana. A comunidade ficou como a jovem que perdeu o noivo.

{N}1,{/}13: (13-20) A falta de colheitas tira ao povo o alimento e at\u00e9 o impede de oferecer a Jav\u00e9 os primeiros frutos, oferta essa que lhe garantiria a b\u00ean\u00e7\u00e3o divina para a sustenta\u00e7\u00e3o da vida. Quem n\u00e3o tem nada para oferecer, ofere\u00e7a a priva\u00e7\u00e3o. O luto, o jejum e a s\u00faplica formam o grande acto lit\u00fargico suscept\u00edvel de comover Jav\u00e9, o Senhor da Natureza.

{N}2,{/}1: (1-11) O profeta serve-se de uma figura, a invas\u00e3o de gafanhotos, para descrever o {C}Dia de Jav\u00e9,{/} isto \u00e9, do julgamento em que Deus manifestar\u00e1 a verdade de cada um. As met\u00e1foras s\u00e3o sugestivas: ru\u00eddo de carros, crepitar do fogo, armada poderosa (v. 5). Os acontecimentos ca\u00f3ticos da Hist\u00f3ria e da Natureza deveriam levar os homens a reexaminarem os seus pr\u00f3prios projectos.

{N}2,{/}12: (12-17) Neste vivo apelo ao arrependimento, ao jejum e \u00e0 s\u00faplica, sente-se que o alvo procurado \u00e9 um movimento de convers\u00e3o profunda e n\u00e3o um simples rito exterior. O povo de Deus n\u00e3o pode ser ocasi\u00e3o de vergonha nem de descr\u00e9dito para o seu protector.

{N}2,{/}18: (18-27) Se o tempo de carestia levou o povo \u00e0 penit\u00eancia e \u00e0 s\u00faplica, uma convers\u00e3o sincera \u00e9 aben\u00e7oada por Jav\u00e9 com novos tempos de abund\u00e2ncia. O povo agora \u00e9 convidado a agradecer e louvar a Deus. Ao mesmo tempo, refazendo a dignidade do povo, Jav\u00e9 refaz tamb\u00e9m a sua pr\u00f3pria honra (vv. 18.27; cf. Is 45, 5-6.21-25).

{N}3,{/}1: (1-5) No Antigo Testamento, o esp\u00edrito de Jav\u00e9 \u00e9 a for\u00e7a que cria e vivifica (Gn 1; Ez 37); esse esp\u00edrito \u00e9 dado \u00e0s autoridades, a fim de que sejam capazes de conduzir e governar o povo (Nm 11,25; Jz 3,10) e tamb\u00e9m aos profetas, para que sejam porta-vozes de Deus (Is 42,1). Joel, por\u00e9m, salienta que Deus dar\u00e1 o seu esp\u00edrito a todos, sem distin\u00e7\u00e3o, quebrando as barreiras de idade (velhos-jovens), sociais (escravos e escravas) e de sexo (filhas e filhos). Recebendo o esp\u00edrito, todos conhecer\u00e3o o projecto de Deus e saber\u00e3o viver de acordo com ele, sem necessitarem de media\u00e7\u00f5es. O Novo Testamento mostra que essa profecia come\u00e7ou a realizar-se no dia de Pentecostes (cf. Act 2,17-21).

{N}4,{/}1: (1-8) A restaura\u00e7\u00e3o de Israel sup\u00f5e o castigo das na\u00e7\u00f5es que o haviam oprimido, principalmente as na\u00e7\u00f5es vizinhas que se aproveitaram da sua fraqueza, quando atacado pelas grandes pot\u00eancias. No sabor apocal\u00edptico do texto, o lugar do julgamento \u00e9 simb\u00f3lico: Josaf\u00e1 significa \u00abDeus julga\u00bb.

{N}4,{/}9: (9-17) Deus convoca todas as na\u00e7\u00f5es para o julgamento, num lugar que agora \u00e9 chamado \u00abVale da Decis\u00e3o\u00bb, porque a senten\u00e7a ser\u00e1 definitiva. O julgamento \u00e9 apresentado como guerra santa, um combate entre Deus e as na\u00e7\u00f5es que se op\u00f5em ao seu projecto. Somente o povo aliado de Jav\u00e9 ser\u00e1 protegido e participar\u00e1 da vit\u00f3ria.

{N}4,{/}18: (18-21) Com o julgamento come\u00e7a para o povo de Deus uma era paradis\u00edaca, cheia de paz e prosperidade. Os \u00faltimos inimigos foram vencidos e a vida dos m\u00e1rtires inocentes foi vingada. Doravante, o povo ter\u00e1 a vida em plenitude, porque Jav\u00e9 habitar\u00e1 para sempre no meio dele.

