{N}1,{/}1: A \u00e9poca de Oseias (cf. Introdu\u00e7\u00e3o), conhece um grande desenvolvimento econ\u00f3mico, acompanhado de acentuados constrastes e mesmo de injusti\u00e7as sociais. As grandes pot\u00eancias da regi\u00e3o, como o Egipto e a Ass\u00edria, passam por um per\u00edodo de decad\u00eancia e, por isso, os pequenos pa\u00edses vivem uma certa tranquilidade que n\u00e3o vai durar muito.

{N}1,{/}2: (2-9) O trecho biogr\u00e1fico narra o casamento de Oseias e o nascimento de tr\u00eas filhos, conjunto familiar transfigurado em profecia. Oseias desposa uma \u00abprostituta\u00bb (v. 2), ou porque j\u00e1 o era (podia inclusivamente estar ligada aos cultos da fertilidade em qualquer santu\u00e1rio de origem cananeia - cf. 2, 4.15; 4,13-14; Dt 23,18), ou porque caiu depois em adult\u00e9rio. Os nomes simb\u00f3licos dos filhos reflectem, nesse momento hist\u00f3rico, os sentimentos de Deus para com Israel: Jezrael \u00e9 o vale onde Je\u00fa derrotara a dinastia anterior; mas esse rei, apesar do sangue derramado, n\u00e3o mudou em nada a situa\u00e7\u00e3o do pa\u00eds; a filha \u00ab{C}N\u00e3o-Compadecida{/}\u00bb ou \u00ab{C}N\u00e3o-Amada{/}\u00bb expressa a atitude de Deus desprezado, o qual n\u00e3o ter\u00e1 compaix\u00e3o por aqueles que O abandonaram; o filho \u00ab{C}N\u00e3o-Meu-Povo{/}\u00bb mostra que est\u00e1 rompida a Alian\u00e7a entre Deus e o seu povo escolhido.
  1,2-3,5: O conjunto destes cap\u00edtulos relata uma situa\u00e7\u00e3o familiar vivida pelo profeta e transformada em profecia: Oseias casa com uma mulher que ama; ela \u00e9-lhe infiel e ele, depois de prova\u00e7\u00e3o ajustada, volta a acolh\u00ea-la nas alegrias do primeiro amor. Mais do que gesto simb\u00f3lico (cf. Jr 18,1), a pr\u00f3pria vida familiar de Oseias e o drama que a atravessa t\u00eam valor prof\u00e9tico: o Senhor desposou o seu povo Israel e, apesar da resposta infiel, n\u00e3o rompe com ele e continua a nutrir por ele amor terno e renovador.

{N}2,{/}1: (1-3) Numa fase primitiva do texto, poderia ser um fragmento conclusivo: os nomes dos filhos recebem o significado inverso do original, porque o verdadeiro projecto de Deus n\u00e3o se fica em amea\u00e7as e castigos, \u00e9 promessa de salva\u00e7\u00e3o e de vida. Na situa\u00e7\u00e3o presente, neutraliza, bem \u00e0 maneira sacerdotal, as maldi\u00e7\u00f5es que precedem. A alian\u00e7a reunir\u00e1 de novo, na esperan\u00e7a, Jud\u00e1 e Israel, reinos irm\u00e3os antes desavindos.

{N}2,{/}4: (4-15) Utilizando termos do processo judicial, o amor desprezado relembra os desmandos cometidos pela parceira infiel. O grande desvio \u00e9 a aproxima\u00e7\u00e3o de Baal, a divindade da natureza e da fertilidade entre os cananeus. Jav\u00e9 tenta afast\u00e1-la do mau caminho e traz\u00ea-la outra vez a Si.

{N}2,{/}16: (16-25) \u00c9 in\u00fatil a tentativa de esquecer a esposa; o amor \u00e9 mais forte do que a humilha\u00e7\u00e3o; e alimenta a esperan\u00e7a de a ver mudar de atitude. Prepara-se para a {C}seduzir{/} de novo, para lhe falar ao cora\u00e7\u00e3o (vv. 16-17; cf. Gn 34,3; Rt 2,13), para a reconduzir ao deserto (o ideal long\u00ednquo do \u00eaxodo, na frescura da fidelidade (Am 5,25; Jr 2, 2-3), em vista duma nova alian\u00e7a (esponsais, casamento), baseada no direito e na justi\u00e7a, como as anteriores, e na novidade do amor e da ternura (v. 21); o compromisso incluir\u00e1 o elemento sugestivo da pacifica\u00e7\u00e3o dos animais e o realismo da destrui\u00e7\u00e3o das armas de guerra (v. 20). {C}Amor e ternura{/} (h\u00e9sed), termos caracter\u00edsticos de Oseias, exprimem a fidelidade de Deus \u00e0 sua alian\u00e7a, bem como a generosidade e carinho que p\u00f5e no conv\u00edvio com o seu povo.

{N}3,{/}1: (1-5) Reatando o desenrolar do casamento, Oseias recebe ordens para acolher a mulher infiel e o texto desvenda o seu alcance: a magnanimidade do profeta \u00e9 s\u00edmbolo do amor perseverante de Jav\u00e9 pelo seu povo, que n\u00e3o escapar\u00e1 \u00e0 prova\u00e7\u00e3o dum castigo: a priva\u00e7\u00e3o tempor\u00e1ria das suas institui\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e religiosas.

{N}4,{/}1: (1-3) Face \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o generalizada, a acusa\u00e7\u00e3o tem o dec\u00e1logo (cf. Ex 20) como pano de fundo e sublinha em especial as faltas contra o pr\u00f3ximo (v. 2). O {C}conhecimento de Deus{/} pede vida ajustada \u00e0s exig\u00eancias divinas, incluindo a pr\u00e1tica da justi\u00e7a e a protec\u00e7\u00e3o do oprimido (cf. Jr 22,16). H\u00e1 um la\u00e7o de solidariedade entre o homem e a Cria\u00e7\u00e3o; esta ressente-se consoante aquele pratica o mal ou o bem (v. 3; cf. Is 24,4-6; 11,6; Rm 8,19-22).
  4,1-9,9: Temos aqui uma s\u00e9rie de or\u00e1culos de amea\u00e7a e den\u00fancia, mostrando os crimes que comprovam a infidelidade de Israel \u00e0 Alian\u00e7a. O alvo principal s\u00e3o os respons\u00e1veis por essa infidelidade: sacerdotes, profetas e reis.

{N}4,{/}4: (4-10) Em Israel, os sacerdotes t\u00eam dupla fun\u00e7\u00e3o: presidir ao culto e instruir o povo segundo as normas da Alian\u00e7a. Oseias acusa-os de responsabilidade e neglig\u00eancia na ignor\u00e2ncia do povo. Este multiplica as faltas, ter\u00e1 de oferecer mais sacrif\u00edcios pelo pecado (Lv 6,19-22), com proveito para a avidez sacerdotal (v. 8).

{N}4,{/}11: (11-19) Por falta de discernimento (v. 14), o povo abandona o projecto de Jav\u00e9 para se prostituir. L\u00ea press\u00e1gios no movimento das \u00e1rvores, alia-se aos \u00eddolos, segue o mal que invadiu os pr\u00f3prios santu\u00e1rios.

{N}5,{/}1: (1-7) Al\u00e9m do povo (\u00abcasa de Israel\u00bb) e dos chefes religiosos (\u00absacerdotes\u00bb), agora Oseias dirige-se tamb\u00e9m aos respons\u00e1veis pelo poder (\u00abcasa do rei\u00bb). Os grandes s\u00e3o coniventes com o \u00abesp\u00edrito de prostitui\u00e7\u00e3o\u00bb, levam o povo \u00e0 perdi\u00e7\u00e3o. Notar como a mesma den\u00fancia visa os desvios do culto e da justi\u00e7a social.

{N}5,{/}8: (8-15) Estamos talvez na \u00e9poca em que os reinos do Norte (Efraim) e do Sul (Jud\u00e1) procuram conquistar novos territ\u00f3rios, inclusive disputando entre si o territ\u00f3rio de Benjamim. Ou ent\u00e3o na guerra siro-efraimita (anos 735/734 a.C.), com o pedido de apoio a pot\u00eancias estrangeiras e o seu encadeado desastroso: queda da Samaria, ru\u00edna de Israel, deporta\u00e7\u00e3o for\u00e7ada (cf. 2Rs 16-17). Deus retira-Se. Nunca daria aval a uma guerra fratricida. No entanto, fica sempre \u00e0 espera de que ambos se convertam e O procurem.

{N}6,{/}1: (1-6) Uma liturgia de penit\u00eancia empresta o seu apelo ao esbo\u00e7o de convers\u00e3o (vv. 1-3). Deus, por\u00e9m, n\u00e3o Se deixa iludir por um movimento superficial e passageiro; quer mudan\u00e7a radical que transforme a vida e n\u00e3o se limite a simples actos de culto formal (vv. 4-6).

{N}6,{/}7: (7-7,2) A Hist\u00f3ria de Israel est\u00e1 pautada por infidelidades \u00e0 Alian\u00e7a, crimes e trai\u00e7\u00f5es. Grupos sacerdotais e santu\u00e1rios partilham responsabilidades e n\u00e3o escapam \u00e0 acusa\u00e7\u00e3o.

{N}7,{/}3: (3-7) Reina a viol\u00eancia. Em menos de duzentos anos de Hist\u00f3ria, desde as origens do reino do Norte ao atentado contra Faceias (2Rs 15,23-25), foram assassinados sete reis. Aqui, transparece a estrat\u00e9gia da conspira\u00e7\u00e3o que se consuma ao termo dum banquete bem regado (cf. 1Rs 16,9-10).

{N}7,{/}8: (8-12) No reino do Norte - Efraim-Israel - tamb\u00e9m n\u00e3o h\u00e1 rumo esclarecido na pol\u00edtica internacional; o pa\u00eds parece uma pomba de cabe\u00e7a perdida, a voltejar, pendendo ora para um lado ora para o outro. A ingenuidade pol\u00edtica pode assumir, no caso, ares de idolatria, pela confian\u00e7a desmedida posta em imp\u00e9rios humanos. O Senhor est\u00e1 atento.

{N}7,{/}13: (13-16) Oseias recorda como Jav\u00e9 ouvira o clamor do povo e o libertara do Egipto. Agora acontece o contr\u00e1rio: os israelitas clamam por outras divindades, chamam por outros pa\u00edses e afastam-se de Jav\u00e9. Deste modo, n\u00e3o h\u00e1 possibilidade de se libertarem da situa\u00e7\u00e3o em que se encontram e at\u00e9 provocam o riso do grande opressor.

{N}8,{/}1: (1-14) A viola\u00e7\u00e3o da Alian\u00e7a desrespeita o primeiro mandamento: \u00abN\u00e3o ter\u00e1s outros deuses diante de Mim\u00bb (Ex 20,3; Dt 5,7). A situa\u00e7\u00e3o \u00e9 ca\u00f3tica: os \u00eddolos multiplicam-se, sucedem-se os golpes de Estado, procura-se seguran\u00e7a em alian\u00e7as com na-\u00e7\u00f5es estrangeiras, o culto esvazia-se. Afinal, os bezerros de ouro (v. 6; 1Rs 12,28.32) n\u00e3o passam disso (cf. Is 40,20); o territ\u00f3rio ser\u00e1 dizimado pelo invasor (vv. 7-10); Jav\u00e9 detesta o culto sem nexo com a vida (v. 13; 6,6). Bem merecem voltar \u00e0 escravid\u00e3o do Egipto.

{N}9,{/}1: (1-6) Israel atribui os produtos do solo a deuses estrangeiros. Como castigo, o povo ser\u00e1 exilado (Ass\u00edria) ou ter\u00e1 que voltar \u00e0 terra da escravid\u00e3o (Egipto), onde n\u00e3o poder\u00e1 prestar um verdadeiro culto a Deus. Todas as suas falsas seguran\u00e7as ser\u00e3o aniquiladas. 

{N}9,{/}7: (7-9) Cabe ao profeta desmascarar e denunciar as injusti\u00e7as que v\u00ea. Os atingidos reagem, rejeitam a cr\u00edtica, chamam-lhe louco e perseguem-no. \u00c9 o ponto alto da corrup\u00e7\u00e3o e da viol\u00eancia, como em Jz 19-21. N\u00e3o evitar\u00e3o o confronto com o Senhor.

{N}9,{/}10: (10-14) Jav\u00e9 fez pelo povo aquilo que parecia imposs\u00edvel (uva no deserto, figo tempor\u00e3o): libertou-o da escravid\u00e3o e fez com ele uma alian\u00e7a. Todavia, \u00e0s portas da Terra Prometida, em Baal Fegor, o povo deixou-se seduzir pelos ritos cananeus da fertilidade (cf. Nm 25,1-5). Como heran\u00e7a, receber\u00e1 guerras e esterilidade.
  9,10-14,10: A \u00faltima parte do livro considera os erros hist\u00f3ricos de Israel como ra\u00edzes dos crimes actuais. Essa compara\u00e7\u00e3o audaz permite descortinar a ternura com que Jav\u00e9 tratou o seu povo durante toda a sua Hist\u00f3ria.

{N}9,{/}15: (15-17) Guilgal, perto de Jeric\u00f3, santu\u00e1rio importante (Js 5,2-9) onde nascera a realeza (cf. 1Sm 11, 14-15), era lugar de peregrina\u00e7\u00e3o (4,15) que, agora, albergava desvios no dom\u00ednio do sincretismo religioso.

{N}10,{/}1: (1-8) \u00c0 medida que o projecto divino avan\u00e7ava, Israel balan\u00e7ava entre Jav\u00e9 e os Baales. O bezerro da vergonha seria levado pelo vencedor; o esplendor cederia o passo \u00e0s silvas e cardos (v. 8), sinal da maldi\u00e7\u00e3o divina (cf. Gn 3,18). A imagem da vinha, aplicada a Israel (cf. Is 5; Mt 20,33-44), mostra a grandeza da elei\u00e7\u00e3o, o desatino da desobedi\u00eancia e o car\u00e1cter inevit\u00e1vel do castigo. O v. 8 \u00e9 citado em Lc 23,30 e Ap 6,16 como pren\u00fancio de ru\u00edna maior.

{N}10,{/}9: (9-10) Oseias interpreta a seu modo o epis\u00f3dio de Jz 19-21. O duplo crime a\u00ed cometido tornou-se um pecado cujas consequ\u00eancias ainda se far\u00e3o sentir. Como l\u00e1, os povos reunir-se-\u00e3o para castigar uma culpa que se avoluma atrav\u00e9s dos tempos.

{N}10,{/}11: (11-15) O encanto do amanho da terra pode ser radicalmente adulterado; em vez das sementeiras de justi\u00e7a, pratica-se o cultivo da impiedade, no meio de atropelos e mentiras. A justi\u00e7a \u00e9 salva\u00e7\u00e3o e conformidade ao projecto de Deus (cf. 8,12) que vela pela sorte da terra e dos humanos.

{N}11,{/}1: (1-11) Evocando as rela\u00e7\u00f5es entre Jav\u00e9 e Israel, a esposa amada e infiel de 2,4-25 cede agora o lugar a outra imagem carregada de ternura: dum lado, o filho mimado e ingrato; do outro o pai, mostrando solicitude materna (vv. 3-4), cujo amor acabar\u00e1 por vencer. Na vers\u00e3o de Mateus (2,15) que transcreve o v. 1, Jesus seria o herdeiro da voca\u00e7\u00e3o de Israel.

{N}12,{/}1: (1-15) Em pol\u00edtica externa, Efraim anda atr\u00e1s do vento, \u00e0 procura dum equil\u00edbrio ilus\u00f3rio. As perip\u00e9cias da vida de Jacob (cf. Gn 25-32), pai das doze tribos, desenham aqui um antepassado de perfil pouco exemplar, astuto e orgulhoso, o que explica em parte os desvios actuais do povo. Em contraste, o cap\u00edtulo convida a contemplar os tempos do \u00eaxodo, vivificados pela palavra de profetas aut\u00eanticos (v. 11) e pelo prest\u00edgio intoc\u00e1vel de Mois\u00e9s (v. 14; Dt 18,18).

{N}13,{/}1: (1-3) Efraim era a tribo mais influente na pol\u00edtica do reino do Norte. Oseias, por\u00e9m, acusa-a de corromper o pa\u00eds atrav\u00e9s de cultos idol\u00e1tricos (cf. 1Rs 12,28-31).

{N}13,{/}4: (4-11) Oseias critica Israel por haver trocado o Deus do \u00eaxodo - o \u00fanico Salvador de Israel (12,10; cf. Is 45,21) - por um sistema que gera escravid\u00e3o e morte. Abandonado, o Deus pastor torna-Se uma fera que amea\u00e7a o rebanho; e quem poder\u00e1 salvar-se?

{N}13,{/}12: (13,12-14,1) J\u00e1 n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel evitar a ru\u00edna de Israel. Deus oferece uma \u00faltima oportunidade de salva\u00e7\u00e3o; mas a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 t\u00e3o grave que j\u00e1 n\u00e3o h\u00e1 mais esperan\u00e7a: o reino do Norte ser\u00e1 devastado pela Ass\u00edria (\u00abvento do Oriente\u00bb), com os requintes de barbaridade cozinhados nas guerras (14,1; 10,14; Sl 137,9).

{N}14,{/}2: (2-9) O final do livro acerta em cheio no objectivo da prega\u00e7\u00e3o de Oseias: provocar a {C}convers\u00e3o{/}. A esposa infiel (Israel) n\u00e3o s\u00f3 \u00e9 reprovada e censurada pelo esposo fiel (Jav\u00e9) irado, mas \u00e9 tamb\u00e9m, e principalmente, cortejada e convidada a retomar o seu amor verdadeiro e deixar os seus amantes, a sua prostitui\u00e7\u00e3o. Desse modo, a palavra-chave do livro \u00e9 {C}converter-se, voltar{/}. De facto, nestes \u00faltimos or\u00e1culos, h\u00e1 um apelo \u00e0 convers\u00e3o (vv. 2-3a), uma confiss\u00e3o do povo (vv. 3b-4) e o perd\u00e3o divino (vv. 5-9). A confiss\u00e3o de f\u00e9 mostra o rev\u00e9s das censuras feitas pelo profeta ao longo da sua ac\u00e7\u00e3o: o aceno \u00e0 Ass\u00edria, o confiar nas pr\u00f3prias for\u00e7as e nos meios humanos, o culto dos \u00eddolos. Podemos concluir que todo o livro de Oseias gira em torno do primeiro mandamento do dec\u00e1logo, sem esquecer o amor do pr\u00f3ximo, presente na den\u00fancia das injusti\u00e7as e na condena\u00e7\u00e3o do culto exterior e formalista, sem nexo com o concreto da vida fraterna.

{N}14,{/}10: Um redactor ou copista acrescentou este vers\u00edculo, de tom sapiencial e teor an\u00e1logo a Jr 9,11 e Sl 107,43. A interroga\u00e7\u00e3o \u00e9 uma advert\u00eancia: o livro \u00e9 dif\u00edcil e profundo; n\u00e3o basta uma leitura neutra para entender a sua mensagem. Quem quiser capt\u00e1-la ter\u00e1 de aplicar intelig\u00eancia e discernimento. Cabe a cada leitor descobrir, no seu contexto e circunst\u00e2ncias, as mudan\u00e7as que se imp\u00f5em.

