{N}RESUMO DA HIST\u00d3RIA{/}

{N}DO ANTIGO ORIENTE{/}

A hist\u00f3ria de Israel inscreve-se num quadro amplo, como o \u00e9 o do Pr\u00f3ximo 
Oriente, que descrevemos aqui em oito mapas hist\u00f3ricos, que v\u00e3o desde 
2800 a.C. at\u00e9 ao nascimento de Jesus.
{K}DE 2800 A 2200{/}

Os fara\u00f3s eg\u00edpcios do {N}Imp\u00e9rio Antigo{/} reinam sobre o pa\u00eds do Nilo. O 
vale e o delta est\u00e3o unidos pol\u00edtica e culturalmente em torno de M\u00eanfis, 
a capital, a uns 30 km a sul da actual cidade do Cairo. Na mesma altura 
os pequenos reinos sum\u00e9rios ocupam a vasta plan\u00edcie da Mesopot\u00e2mia. Por 
volta de 2400 a.C. um pr\u00edncipe de Agad\u00e9 (um destes reinos sum\u00e9rios), 
imp\u00f5e a sua autoridade na regi\u00e3o, estendendo o seu poder at\u00e9 ao Norte da 
Mesopot\u00e2mia. Depois alarga as suas fronteiras at\u00e9 ao Mediterr\u00e2neo, 
constituindo assim, o que a hist\u00f3ria chamou de Imp\u00e9rio Ac\u00e1dico.  
{K}DE 2200 A 2050{/}

Durante este per\u00edodo o Pr\u00f3ximo Oriente conhece grandes perturba\u00e7\u00f5es: 
tanto na Mesopot\u00e2mia como no Egipto as institui\u00e7\u00f5es desaparecem. Por 
certo se devem procurar as causas internas destes acontecimentos, que s\u00e3o 
diferentes conforme cada pa\u00eds, mas a origem comum destas crises pol\u00edticas 
\u00e9 o fortalecimento dos n\u00f3madas do deserto: os gutis arru\u00ednam o Imp\u00e9rio 
Acad, e os n\u00f3madas do deserto s\u00edrio arru\u00ednam o dos fara\u00f3s, onde 
Heracle\u00f3polis e Tebas tinham a categoria de capitais. 
{K}DE 2050 A 1750{/}

A velha cidade de {N}Ur{/}, na Baixa Mesopot\u00e2mia, imp\u00f5e-se por um tempo sobre 
as outras cidades da Babil\u00f3nia: \u00e9 o terceiro Imp\u00e9rio de Ur, que por fim 
vir\u00e1 a ceder perante a press\u00e3o ass\u00edria. Durante este tempo, no Egipto, 
Tebas reconstr\u00f3i a unidade do pa\u00eds com os fara\u00f3s do {N}Imp\u00e9rio M\u00e9dio{/}, que 
deixam atr\u00e1s de si magn\u00edficos sucessos econ\u00f3micos, como o de terem 
transformado numa zona cultiv\u00e1vel o o\u00e1sis de El Fayum.
{K}DE 1750 A 1550{/}

Da S\u00edria-Palestina saem os hicsos, chefes guerreiros que destroem o 
Egipto no decorrer do s\u00e9culo XVIII a. C., e fundam dinastias estrangeiras 
no delta e no sector m\u00e9dio do vale do Nilo. Na mesma \u00e9poca, Hamur\u00e1bi 
triunfa sobre os reis da Ass\u00edria, Eshnounna e M\u00e1ri, e re\u00fane em redor da 
{N}Babil\u00f3nia{/} um imp\u00e9rio que se estende desde o Golfo P\u00e9rsico at\u00e9 \u00e0 Alta 
Mesopot\u00e2mia.
{K}DE 1550 A 1200{/}

O restabelecimento nacional que p\u00f5e fim \u00e0 domina\u00e7\u00e3o estrangeira no Egipto 
ser\u00e1 obra do pr\u00edncipe tebano do Alto Egipto, Kam\u00f3sis, que empurra os 
Hicsos at\u00e9 a sua capital, Av\u00e1ris, no delta. O seu irm\u00e3o Ahm\u00f3sis, acabar\u00e1 
o seu trabalho. Mas agora o  Egipto deve contar com a presen\u00e7a dos 
{N}hititas{/} estabelecidos na \u00c1sia Menor e com dos {N}Povos{/} do{N} Mar{/} chegados 
a partir do Mar Egeu. Durante esse tempo ass\u00edrios, mit\u00e2nios, babil\u00f3nios e 
casitas enfrentam-se na Mesopot\u00e2mia. 
{K}DE 1200 A 883{/}

No Egipto, a decad\u00eancia acompanha o reinado dos \u00faltimos Ram\u00e9sidas, 
enquanto que a Mesopot\u00e2mia e a \u00c1sia Menor vivem momentos sombrios em 
consequ\u00eancia de in\u00fameras e variadas incurs\u00f5es. Aproveitando esta 
desorganiza\u00e7\u00e3o total das grandes pot\u00eancias da altura, numerosos pequenos 
estados se desenvolvem na S\u00edria-Palestina: as cidades mar\u00edtimas fen\u00edcias, 
as cinco cidades filisteias, os reinos de Jud\u00e1, Israel, Moab, Edom, Amon 
e Aram s\u00e3o alguns deles. 
{K}DE 883 A 336{/}

O Pr\u00f3ximo Oriente \u00e9 dominado durante cinco s\u00e9culos e meio, cada um por 
sua vez, pelos ass\u00edrios, babil\u00f3nios e pelos persas. Os livros dos Reis e 
dos Profetas referem-se a esses tempos e dizem-nos como \u00e9 que os 
acontecimentos foram entendidos a partir dos reinos de Israel e de Jud\u00e1.
{K}DEPOIS DE 336{/}

Sa\u00eddo da {N}Maced\u00f3nia{/} (ao norte da Gr\u00e9cia), {N}Alexandre{/} parte \u00e0 conquista 
do {N}Imp\u00e9rio Persa.{/} Depois de dez anos de combates vitoriosos que lhe 
permitem chegar at\u00e9 \u00e0 \u00cdndia, deixa aos seus sucessores um imp\u00e9rio que 
estes dividir\u00e3o por meio de lutas violentas. Os principais herdeiros v\u00e3o 
ser os {N}Sel\u00eaucidas{/} e os {N}L\u00e1gidas{/} (ou Ptolomeus). Mas, em meados do 
s\u00e9culo I a. C., a sua decad\u00eancia favorece a chegada dos {N}romanos{/}. 
A partir do ano 66, devido \u00e0s expedi\u00e7\u00f5es de Pompeu, Roma transforma-se na 
dona do Pr\u00f3ximo Oriente. Quando ap\u00f3s a batalha de \u00c1ccio, Oct\u00e1vio (depois 
{N}Augusto{/}) se torna dono absoluto do Imp\u00e9rio, transforma o Egipto no seu 
dom\u00ednio pessoal, e a S\u00edria numa Prov\u00edncia Imperial. O reino de Herodes o 
Grande \u00e9 um \u00abReino Aliado\u00bb, sob estrita vigil\u00e2ncia do Legado da S\u00edria, 
mas depois da destitui\u00e7\u00e3o de Arquelau, primeiro, e de Herodes Antipas, 
depois, a Palestina fica sob o governo directo dos representantes de 
Roma. 
